Assim como Witzel, Doria segue a trilha do genocídio, por Luis Nassif

A morte de nove pessoas, pisoteada em baile Funk em Paraisopolis não é ponto fora da curva: é consequência óbvia da política de desumanizar os moradores de periferia

Não há diferenças essenciais entre o governador de São Paulo João Doria Jr, o do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Ambos privilegiam o genocídio ao estimular a violência policial com o excludente de ilicitude, com a mudança de critérios de promoção, deixando de computar a letalidade como ponto negativo.

A morte de nove pessoas, pisoteadas em baile Funk em Paraisopolis não é ponto fora da curva: é consequência óbvia da política de desumanizar os moradores de periferia e de estimular a violência policial.

As desculpas são as mesmas de sempre, irrelevantes ante a violência do revide. Segundo a nota da Policia Militar, a PM realizava a Operação Pancadão quando dois homens em uma motocicleta teriam atirado contra os agentes. Aí, esses mesmos homens teriam corrido em direção ao baile efetuando disparos e provocando tumultos no público.

Bombas lançadas pela PM, tiros de borracha, nada disso influenciou na correria dos jovens. Foi um crime com dois agentes apenas: os dois motoqueiros e os jovens que dançavam.

No Rio, São Paulo ou Brasilia, a fórmula é a mesma, a do genocídio das minorias, dos pobres, pretos de periferia, dos índios, dos LBTGs.

É esse o Brasil que os democratas querem?

 

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