Não há diferenças essenciais entre o governador de São Paulo João Doria Jr, o do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Ambos privilegiam o genocídio ao estimular a violência policial com o excludente de ilicitude, com a mudança de critérios de promoção, deixando de computar a letalidade como ponto negativo.
A morte de nove pessoas, pisoteadas em baile Funk em Paraisopolis não é ponto fora da curva: é consequência óbvia da política de desumanizar os moradores de periferia e de estimular a violência policial.
As desculpas são as mesmas de sempre, irrelevantes ante a violência do revide. Segundo a nota da Policia Militar, a PM realizava a Operação Pancadão quando dois homens em uma motocicleta teriam atirado contra os agentes. Aí, esses mesmos homens teriam corrido em direção ao baile efetuando disparos e provocando tumultos no público.
Bombas lançadas pela PM, tiros de borracha, nada disso influenciou na correria dos jovens. Foi um crime com dois agentes apenas: os dois motoqueiros e os jovens que dançavam.
No Rio, São Paulo ou Brasilia, a fórmula é a mesma, a do genocídio das minorias, dos pobres, pretos de periferia, dos índios, dos LBTGs.
É esse o Brasil que os democratas querem?
AMORAIZA
1 de dezembro de 2019 4:30 pmA foto que ilustra o post vem apenas confirmar que escolheram quadrúpedes para o governo
Luiz Eduardo
1 de dezembro de 2019 4:59 pmWitzel e Doria têm o mesmo comportamento na questão da criminalidade. Há apenas uma crucial diferença: Doria é vingativo, rancoroso, ingrato e vai até as últimas consequências para destruir quem dele diverge.
Acho que , pelo que conheço de Doria, você comprou uma briga que vai lhe dar processos, dores de cabeça e uma infindável encheção de saco!
Rui Ribeiro
3 de dezembro de 2019 7:51 amAcho que vai acabar tudo em pizza. Ninguém será punido.
Certamente seriam punidos se tivessem roubado um pote de margarina de um supermercado.
Othelo de Veneza
1 de dezembro de 2019 5:21 pmAcho que é esse mundo que os democratas e muitos socialistas, comunistas e outros tantos esquerdistas querem. Basta lembrar a fala do atual governador da Bahia sobre a chacina do cabula.
A vida dos indesejados ( pretos, pobres, índios, LGBT, ) não vale nada para essa gente.
Anônimo
1 de dezembro de 2019 5:32 pmse entre Dória e Witzel não há diferença quanto a política genocida de extermínio do povo pobre, negro e indígena, também não há em relação a Bolsonaro.
mas e quanto a FHC, Alckmin, Luciano Huck?
a classe dominante no Brasil sempre odiou nosso país e nossa população: sempre nos odiou. somos a casta dos intocáveis: os goy.
seria por acaso Jorge Paulo Lemman um defensor da democracia brasileira? a classe dominante jamais será capaz de resolver os problemas do Brasil, justo porque ela é o problema.
em 30 dias o movimento autônomo de massas conquistou no Chile aquilo que a frente ampla da Concertación não logrou em 30 anos: instaurar um processo constituinte.
desde o Golpe de 2016, em 3 anos o grande empresariado brasileiro conseguiu reverter 30 anos de conquistas da população brasileira, a partir da Constituição de 1988.
quem no Brasil mais teme o movimento autônomo de massas:
a – BolsoNazi, Paulo Guedes e os Generais;
b – a Ex-querda, os social-democratas e os liberais;
c – a lumpenburguesia;
d – o sindicalismo profissional, pelego e burocratizado;
e – todas as anteriores juntas e combinadas.
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Naldo
1 de dezembro de 2019 6:40 pmO primeiro passo seria colocar a capital federal de volta a alguma capital estadual……lá, no meio do serrado, distantes de tudo fica fácil para eles aprontarem suas mutretas sem fiscalização….. Brasília foi uma grande estupidez …..
Anônimo
2 de dezembro de 2019 4:21 pm-> Brasília foi uma grande estupidez
quando Getúlio atira contra o próprio peito, disparando também a reação popular, a classe dominante decidiu ter chegado a hora de concretizar o sonho de Dom Bosco: reerguer sob o Sol do centro do Novo Mundo a capital de Akhenaton.
satânica estupidez?
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peregrino
1 de dezembro de 2019 6:01 pmComo os dois querem ser presidente, um quer matar mais do que o outro…
com a chegada de Bolsonaro, melhor propaganda política hoje em dia
ou trata-se de treinamento intensivo da tropa para uma grande batalha nas ruas e avenidas, quando então todos ficarão com a certeza de que todo voto errado tem volta no lombo de todos
Anônimo
1 de dezembro de 2019 7:20 pmNassif, como não consegui achar um outro canal de comunicação com o GGN, sou obrigado a tirar uma dúvida aqui mesmo, gostaria de saber por que alguns post não são abertos a comentários, como o texto de hoje do Fernando Horta.
Lourdes Nassif
2 de dezembro de 2019 8:09 amZegomes, não temos esta funcionalidade de impedir comentários. Vou acionar o suporte.
Joel Lima
1 de dezembro de 2019 8:38 pmEsses pms fdps fariam o mesmo se criminosos entrassem numa rave nas perdizes ? Claro que não, pois lá os jovens teriam pele alva – e não e pele alvo -, e a maioria deles não teriam o sobrenome Silva . Essa foto desses fdps – Bolsonaro, Dória e Witzel – fazendo pateticamente exercícios a la recruta Zero é o resumo perfeito das trevas em que estamos, em que a reflexão deu lugar a flexão. Enquanto isso, a esquerda perde tempo e energia se estapeando com a escolha de Elizabeth Bishop pra próximo Flip porque ela apoiou o golpe de 64 (então por que fizeram uma Flip com Nelson Rodrigues, dramaturgo genial mas reacionário até a medula e que apoiou a ditadura que torturou até o seu próprio filho ? Então Flip com Manuel Bandeira não pode também, pois apoiou 64 e tinha horror a Miguel Arraes ) Estamos fodidos.
André Ricardo Fontana
1 de dezembro de 2019 10:23 pmVagabundos fazem pancadaõ com tráfico não deixa ninguém dormir ,ai vem esse saite petistas taxa culpados…existe inúmeras maneiras de diversão…e pancadaõ e coisa de vagabundos e várias…petistas vocês perderam 80% da nação que mudanças e não a nada que vocês possam fazer
Arthemisia
2 de dezembro de 2019 7:28 amAmbos avisaram o que queriam e fariam. Quem votou nele sabia o que estava fazendo. Se aqui fosse um país, eu concordo que os dois governadores teriam que responder criminalmente pelo comando que dão a polícia. Mas o que faríamos com os eleitores?
Cristóvão Orlândi
2 de dezembro de 2019 9:42 amO argumento destes governos assassinos de que é tudo pela religião, pela família e em benefício da sociedade é uma grande farsa.
A partir do golpe de 2016 até as eleições de 2018, ficou estabelecido uma gerra dos ricos contra os pobres no Brasil.
O governo Bolsonaro promove o ódio e a morte de índios; pessoas de esquerda; negros pobres; brancos pobres; jovens pobres; crianças pobres; sem teto; sem terra; moradores de rua, ativistas e por aí vai.
O pior, é que tudo isso está acontecendo com respaldo dos militares e da justiça brasileira, esta é a triste realidade.
Marta Lemos
2 de dezembro de 2019 10:46 amWitzel combate a criminalidade com rigor, era essa sua proposta de governo e foi para isso que o elegemos. Sempre vai ter uma galera defendendo os bandidos, mas não são maioria!
Dermeval Santos Lopes Junior
2 de dezembro de 2019 10:48 amSabem por que continuo sendo um comentarista ou que quer que seja diferenciado?Eu não perco meu tempo postando comentários sobre o que representam WW e JD.Eles são exatamente iguais,exceto no tamanho.São ditadores,genocidas e nazistas.
Anônimo
2 de dezembro de 2019 3:30 pmNassif,
Para conversar ninguém melhor que Eduardo Bolsonaro, o nosso embaixador do hamburger e amigo íntimo da família Trump.
O país vive um momento de expansão do fascismo a olhos vistos, como o caso do incapaz Paulo Guedes a sugerir um AI-5 sem que ninguém reaja de acordo com a gravidade do assunto, nem mesmo o STF presidido por ADToffoli, que não cansa de deixar à vista de todos a sua pequenez e mais uma vez titubeou, um fraco.
Anônimo
2 de dezembro de 2019 10:30 pm…Da cumplicidade silenciosa da sociedade que acolhe as práticas genocidas de Witzel e Doria Jr….
(sobre o artigo “Assim como Witzel, Doria segue a trilha do genocídio”, do Luis Nassif)
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Processos político-sociais imersos na barbárie e crueldades indescritíveis, que negam nosso senso mais primário do que seja civilizado e mesmo humano, tragicamente ocorrem, na maior parte das vezes com a cumplicidade ativa – mesmo que silenciosa… – das elites e classes médias de suas sociedades civis. O recrudescimento do racismo nos sul dos EUA nas décadas de 40 a 60 no século passado, o nazismo, e se voltarmos mais no tempo, a própria prática da escravidão, encarada como “normal” por séculos – evidência das mais cristalinas do que somos capazes, nós os “homo sapiens”.
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O que assistimos há décadas nos grandes centros urbanos do Brasil, HOJE EXACERBADO E, NA PRÁTICA, LIBERADO pelos governadores Witzel e Doria Jr., encaixa-se à perfeição no descrito acima: os mapas que definem os eleitores que votaram em políticos com um discurso REPULSIVO, como os dois citados e a besta-fera mor, Jair Bolsonaro, revelam que as elites e classes médias brasileiras, usados como padrão a renda e a escolaridade, votaram nesses governantes num índice SUPERIOR A 70% – não é pouca coisa, ao contrário, sustenta a tese desse artigo, que são sim, “os cúmplices silenciosos” desse tempo de ódios e intolerâncias diversos, desse tempo em que LIBERAR OS PMs PARA A PRÁTICA DE GENOCÍDIOS, é defendido até pelo grande herói desses segmentos sociais: Sérgio Moro! Ora, a INSANIDADE CRIMINOSA E ASSASSINA havida na ideia central do projeto de Moro, conhecido como “o excludente de ilicitude”, nada mais é do que A LICENÇA LEGAL PARA ESSES ASSASSINATOS, e mal arranharam a imagem do “justiceiro-celebridade” dessas mesmas elites e classes médias. Esse apoio irrestrito ao fascismo, à perversidade e covardia de Bolsonaro, Moro, Witzel e Doria, repito, são reveladores “do que é” enquanto sociedade atrasada, preconceituosa, indiferente à vida humana dos excluídos e incivilizada, nossa elite e nossa classe média.
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Porque chamar essa cumplicidade perversa de “silenciosa”? Porque são poucos os fascistas preconceituosos “ruidosos” em nossa sociedade, nesses segmentos sociais, os cretinos que vemos nas ruas – e infelizmente, às vezes, nas nossas famílias e rodas sociais… – e que gritam seu ódio com orgulho, em frases como:”tem que matar mesmo!”, ou “tá com pena? leva pra casa, esquerdopata!”, ou uma das mais boçais: “direitos humanos só para bandidos, nunca vi essa turma defendendo os policiais…” – como se os projetos de Lei defendendo os policiais não tivessem vindo, a maioria, pelas mãos de deputados e senadores da esquerda, como se os policiais não fossem eles mesmos, VÍTIMAS DESSAS GUERRA CIVIL, inclusive tendo um índice de suicídios imensamente superior aos “índices normais”… – quem sabe, um dia, essa classe digna de trabalhadores, os policiais, não perceba que são tão “descartáveis” para gente como Witzel e Doria, quanto os favelados que eles matam “com um tiro na cabecinha”… (sic). São a bucha de canhão, a ponta de lança de um sistema tão desumano e perverso, que não bastam as FAVELAS, a falta de oportunidades, a fome, o trabalho escravo na informalidade, NÃO BASTAM A MISÉRIA E A HUMILHAÇÃO, há de se matá-los, numa roleta russa de crueldade indizível, onde nenhuma dessas pessoas (os moradores das comunidades carentes) pode garantir que não será o próximo morto.
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Mas o que fazem esses “cúmplices silenciosos”? – Em primeiro lugar, não percebem que odiar líderes como Lula e governos como os do PT, é odiar em si a ÚNICA PRÁTICA QUE PODE UM DIA ACABAR COM NOSSAS MISÉRIAS E COM ESSE HORROR: programas políticos que produzam a inclusão social! O que Lula fez como nenhum outro estadista antes dele, no Brasil, e poucos, na História.
Não existe “vácuo ideológico” na mente humana: se SATANIZAMOS “um tipo de político e suas ideologias”, automaticamente nossa mente buscará a ANTÍTESE de tudo aquilo que “satanás representa”, como a resposta AO NOSSO NOJO!
Por isso a grande mídia fez “um trabalho perfeito”, não ao “combater Lula e o PT”, mas torná-los exatamente nisso, “O SATANÁS”, o “mal absoluto” – como pode a mente de um homem que se acredita “do bem”, que vê em Moro um herói, ser racional e enxergar com lucidez tudo o que de bom Lula e o PT fizeram à nossa nação, ao nosso povo? Não consegue! A cegueira dos preconceitos e dos fanatismos agora arraigados em sua alma, não permite que veja com clareza. Coloca tudo, dentro de seus julgamentos “racionais”, éticos e emocionais, num “mesmo pacote” – “É coisa vinda do Lula ou do PT? Não quero, é lixo, é esgoto, quero a antítese disso para o meu país”… – eis o nível de doença psíquica e social com que lidamos, e eis, em parte, o que faz essas pessoas votarem em gente abjeta como Doria, Witzel e Bolsonaro.
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A tragédia ainda maior desse estado de coisas, é que os Ministérios Públicos e o Poder Judiciário de um modo geral, abraçam essas crenças, essa cegueira, esse caldo fétido fascista que banha nosso país, com um vigor desconcertante! Promotores, juízes, procuradores, tendem a blindar políticos de linha contrária ao PT, fecham seus olhos aos genocídios em prática, e muitos, na verdade, celebram e apoiam todo o horror… – O que fazer, quando as instituições criadas para impor os limites da Lei aos governantes, QUEBRAM A LEI, OS DIREITOS HUMANOS, TUDO, TUDO, porque estão engajados pessoalmente, seus membros, nessas ideologias fascistas? Eis uma das questões mais cruéis desse tempo.
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Nós, sociedade civil, temos que reagir com a máxima urgência e a máxima firmeza. Não cabe mais nos quedarmos deprimidos diante da avalanche do esgoto incivilizado, selvagem, covarde, odioso, que invade o Brasil de hoje. Temos que ecoar os textos e artigos que denunciam o horror. Temos que resistir! Abrir diálogo com os que ainda não estão totalmente cegos e surdos, tentarmos juntar uma parcela da sociedade que possa ir às ruas, às redes sociais, gritar que não queremos mais ser um país genocida!
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Basta!