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Cíntia Alves

Moro ainda mantém outro inquérito em segredo contra Eduardo Guimarães

O inquérito que Moro tornou público, na semana passada, deriva de um primeiro processo que tramita desde janeiro, ainda sob segredo de Justiça, e que contém os detalhes de como a Lava Jato quebrou os sigilos do telefone e e-mails de Eduardo Guimarães atrás de suas fontes 
 
 
Jornal GGN - O inquérito que o juiz Sergio Moro tornou público, na semana  passada, envolvendo o blogueiro Eduardo Guimarães, deriva de uma outra investigação que, segundo apurou o GGN, nesta segunda (27), ainda está sob segredo de Justiça. Trata-se do processo número 5064406-83.2016.404.7000.
 
O número desse inquérito-mãe foi usado por Moro cinco vezes no despacho em que ele determina a condução coercitiva e busca e apreensão contra Guimarães - assinado em 14 de março, nos autos do processo 5008762-24.2017.4.04.7000 - para explicar procedimentos acompanhados pelo Juízo na fase inicial da investigação.
 
 
A Polícia Federal apura, não se sabe desde quando, se o vazamento de dados da operação Aletheia (a que provocou uma devassa nas empresas de Lula e seus familiares, além da espetaculosa condução coercitiva), pela servidora federal Rosicler Veigel, ajudou na eventual obstrução de provas contra o ex-presidente da República.
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As provas que levaram Moro a autorizar ação contra Eduardo Guimarães

A ação contra Guimarães pipocou num momento em que os inquéritos da PF contra Lula parecem travados. De uma dessas investigações, feitas a partir da devassa nas empresas do petista e seus familiares, Lava Jato usou apenas um email misterioso para sustentar a tese de que provas contra Lula foram deletadas
 
 
Jornal GGN - No despacho em que dá aval à busca e apreensão e condução coercitiva contra o blogueiro Eduardo Guimarães, o juiz federal Sergio Moro apresenta a "síntese das provas" que a força-tarefa da Lava Jato colheu para justificar o pedido. São basicamente três: um e-mail suspeito enviado a uma funcionária do Instituto Lula; uma mensagem enviada a Guimarães por sua fonte em Curitiba, que ele próprio publicou no blog, e o roteiro de ligações efetuadas entre os investigados.
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Crime de Eduardo Guimarães foi informar Lula sobre ação da PF, aponta Moro

Sergio Moro decidiu que questão sobre sigilo da fonte do jornalista é secundária. O que importa é saber se Blog da Cidadania ajudou a equipe de Lula a destruir provas, aponta
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro revelou, nesta quinta-feira (23), que a polêmica ação da Lava Jato contra o blogueiro Eduardo Guimarães tem no debate sobre o sigilo da fonte jornalística uma questão completamente secundária. 
 
A Polícia Federal não bateu na porta da casa do editor do Blog da Cidadania, às seis da manhã do dia 21, para saber quem vazou a ele a informação de que o Instituto Lula seria alvo de busca e apreensão e o próprio ex-presidente, de condução coercitiva e quebra de sigilo fiscal.
 
O que a força-tarefa tenta, dessa vez, é construir a narrativa de que a PF não encontrou "provas cabais" contra Lula na operação Aletheia porque o blogueiro avisou os investigados, o que teria viabilizado a destruição de evidências. 
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Lava Jato usa morte de dona Marisa para dar fôlego ao caso do sítio

Em 2016, a Lava Jato recusou delação de Alexandrino Alencar por achar que ele protegia Lula. Agora, vazamento de acordo homologado mostra que delator implicou dona Marisa
 
 
Jornal GGN - Com mais um vazamento, a operação Lava Jato tenta dar fôlego às investigações do caso do sítio de Atibaia, em que Lula é acusado de receber vantagens indevidas da OAS e Odebrecht através de obras no espaço.
 
Dessa vez, o vazamento é de delação do ex-diretor de relações institucionais Alexandrino Alencar, detalhando um suposto encontro com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, em Brasília, ocasião em que ela teria falado da parte da reforma de responsabilidade da Odebrecht. 
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Terceirização que Câmara vota hoje é pior que a proposta aprovada por Cunha em 2015

 
 
Jornal GGN - A terceirização que está na pauta da Câmara para ser votada nesta terça-feira (21) é ainda mais dura, do ponto de vista do trabalhador, que a proposta que foi aprovada em 2015, quando Eduardo Cunha (PMDB) era presidente da Casa.
 
A proposta encampada por Cunha era o PL 4330/04, que, com ajuda do PSDB e partidos hoje aliados ao governo Temer, impôs uma grande derrota aos movimentos sociais contrários à terceirização: a possibilidade de terceirizar a atividade-fim de empresas.
 
O PL que hoje está em pauta é o 4302/98, que tem a terceirização ampla como premissa básica. Este texto fez o caminho inverso da proposta tocada por Cunha e está mais adiantado. Apesar de ter sido apresentado em 1998 e permanecido parado por mais de 10 anos, o Senado o resgatou, aprovou e mandou para a Câmara a toque de caixa. Leia mais »
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A hipocrisia por trás da condução coercitiva de Edu Guimarães

Procuradores da Lava Jato fizeram uma coletiva de imprensa "em off" para "passar alguns nomes" de políticos que estão na chamada Lista de Janot 2.0. Alguém saiu correndo para investigar a "violação de sigilo funcional" nesse caso?
 
 
Jornal GGN - É no mínimo curiosa a leitura que Sergio Moro fez acerca da profissão de Eduardo Guimarães, que há 10 anos comanda o Blog da Cidadania, para justificar a condução coercitiva e apreensão de seus materiais de trabalho, nesta terça (21).
 
Moro, que entregou à Rede Globo o grampo irregular em que Lula e Dilma aparecem conversando sobre cargo na Casa Civil, agora quer saber quem foi que vazou para Eduardo Guimarães a informação sigilosa de que o Instituto Lula seria alvo de busca e apreensão e o próprio ex-presidente, de condução coercitiva, tudo no âmbito da Lava Jato.
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Lula não sentou no banco dos réus. Lula desabafou

"Eu tenho muita coisa na garganta para falar. Eu estou cansado de ouvir procurador dizer que não precisa de provas, que ele tem convicção. Ouvir juiz dizer que não precisa de provas, que vai decidir com fé. Eu quero provas", disse Lula

Jornal GGN - Os relatos de veículos da grande mídia sobre o primeiro depoimento de Lula como réu na Lava Jato não fazem jus ao que, de fato, foi a audiência. Folha retratou Lula como um vitimista, agarrada a sua fala sobre ser alvo de um "massacre" midiático. Veja pintou uma faceta arrogante porque, apesar da "perseguição", Lula garantiu que aparecerá à frente em todas as pesquisas de opinião sobre 2018. No Estadão, uma tentativa de humilhá-lo: "Veja Lula no banco dos réus" era o call-to-action ligado ao vídeo da audiência que o portal exibia com exclusividade, mesmo sem permissão judicial. 

Só que Lula não simplesmente sentou no banco dos réus da Lava Jato. Lula desabofou. Fez uma defesa enérgica contra a acusação de ter mandado comprar o silêncio de Nestor Cerveró, diante de um juiz que considera o oposto de Sergio Moro - Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, a quem chamou de "imparcial" e agradeceu por ter lhe dado "liberdade" para falar. "O momento é do senhor, é sua defesa, o senhor tem todo direito de falar", respondeu o magistrado.

"Todos aqui têm dimensão do que é um cidadão que foi presidente da República, que foi considerado o mais importante presidente da história, que saiu com 87% de boa avaliação, que fez o Brasil ser respeitado no mundo inteiro, de repente ser pego de surpresa por manchetes de jornais e na televisão - todo dia, todo santo dia, no café da manhã, no almoço, na janta - com alguém insinuando vai apresentar a delação que vai pegar o Lula. (...) Eu cansei. Eu esperei pacientemente. Por isso, estou muito orgulhoso de estar aqui para poder, diante de um juiz imparcial, contar as minhas versões dos fatos", disse Lula logo nos primeiros minutos.

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Doria suspende programa para deficiente auditivo criado no governo Haddad

Atividades da Central de Interpretação de Libras foram suspensas nesta segunda (13) porque a Prefeitura congelou os pagamentos dos últimos três meses. Em nota, Paço escondeu que recebeu aviso de paralisação


Jornal GGN - A gestão do prefeito João Doria (PSDB) provocou, por falta de pagamentos, a suspensão da Central de Interpretação de Libras, programa criado durante o governo Fernando Haddad (PT), em São Paulo, para oferecer assistência a pessoas surdas, surdocegas e deficientes auditivos.

Os serviços da Central foram contratados da empresa IMF Tecnologia para Saúde em abril de 2015, válidos por pelo menos dois anos, prorrogáveis por mais dois, ao custo de R$ 6,9 milhões. Em média, 3 mil atendimentos eram feitos por mês. A empresa, contudo, não recebe a contrapartida mebsal de R$ 280 mil da Prefeitura há três meses, e decidiu lançar mão da lei de licitações (que prevê suspensão das atividades previstas em contrato após 90 dias de inadimplência) para justificar a paralisação.

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Carbono 14: do escândalo midiático à falta de provas reconhecida por Moro

Por algum motivo não questionado aos procuradores da Lava Jato, a Carbono 14 foi parar nas mãos de Moro já sem interesse nenhum em cumprir a promessa de revelar os "segredos obscuros" da morte de Celso Daniel. Usaram o caso para atrair mídia às vésperas do impeachment e, depois, trataram-no como "irrelevante" 

Jornal GGN - Carbono 14 é um elemento de vida longa, que resiste à ação do tempo e, por isso, a Polícia Federal achou que seria uma grande sacada nomear assim uma operação da Lava Jato que se propunha, em abril de 2016, às vésperas do impeachment de Dilma Rousseff, a apurar os "detalhes obscuros" da morte de Celso Daniel, o eterno fantasma do PT. 

Mas quem criou expectativas deve ter ficado decepcionado com a sentença de Sergio Moro, proferida nesta quinta (2), no âmbito da Carbono 14. O juiz de Curitiba teve de admitir que a força-tarefa da Lava Jato não encontrou nenhuma prova que sustente a teoria de que o empresário Ronan Maria Pinto teria recebido quase R$ 6 milhões a mando do PT para ficar calado sobre o assassinato de 2002.

Aliás, o Ministério Público Federal sequer apresentou denúncia de extorsão contra Maria Pinto. O que Moro julgou foi o crime de lavagem de dinheiro envolvendo um empréstimo que José Carlos Bumlai tomou junto ao banco Schahin, em 2004, no total de R$ 12 milhões. Em troca, anos depois, o Grupo Schahin foi compensado com um contrato bilionário com a Petrobras.

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O benefício da dúvida para Marco Aurélio Mello

Talvez Marco Aurélio Mello, desde que foi voto vencido no julgamento que poderia ter afastado Renan Calheiros da presidência do Senado, tenha jogado a toalha em relação a um Supremo que Lula chamou de "acovardado"


Jornal GGN - Talvez o ministro Marco Aurélio Mello deva retornar aos holofotes da mídia e explicar se realmente falava sério ou despejava sarcasmo na entrevista que concedeu à Agência Estado nesta sexta (20), sugerindo que o ministro da Justiça do governo Michel Temer, Alexandre de Moraes, tem "bagagem" suficiente para substituir Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal.

A entrevista de Mello percorre portais noticiosos e redes sociais transformando parte dos leitores em comentaristas incrédulos por conta da avaliação (irônica, espera-se) de que Moraes teria condições de sentar-se em uma cadeira da mais alta corte do País.

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Dilma lembra que teve privilégio de nomear Teori, e Moro fala em "herói nacional"

Jornal GGN - A ex-presidente Dilma Rousseff, responsável pela nomeação de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, emitiu uma nota de pesar pela morte do ministro, confirmada na tarde desta quinta (19), após um acidente aéreo em Paraty, no Rio de Janeiro. Dilma lembrou que teve o "privilégio" de alçar Teori ao Supremo, e se solidarizou com a família do magistrado.

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Teoria da conspiração ou paranoia

Jornal GGN - A morte do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, tomou conta das redes sociais nesta quinta-feira (19). A queda de um avião de pequeno porte em Paraty (RJ), com Teori e mais três pessoas a bordo, abriu espaço para teorias da conspiração em função do papel estratégico do magistrado na relatoria da Lava Jato.

Teori estava em vias de homologar 77 delações da Odebrecht e, possivelmente, retirar o sigilo das informações. Os primeiros vazamentos atingiram em cheio ao presidente Michel Temer - que deverá escolher o novo ministro - e a cúpula do PMDB. 

Nas redes sociais, internautas escreveram que a política brasileira coloca o seriado da Netflix House Of Cards "no chinelo".

Gregório Duvivier, artista e colunista da Folha, escreveu post conectando todos os fatos que circundam o falecimento do ministro.

"Teori Zavascki, o Ministro indicado ao STF por Dilma, relator da Lava-Jato na Corte, que no telefonema de Jucá e Machado onde se falava em 'estancar a sangria' da operação foi tratado como um homem que 'não tinha ligação com ninguém, um cara fechado, um burocrata'; que sofreu ameaças junto com sua família, que estava prestes a retirar o sigilo de mil delações em duas semanas, morreu hoje na queda de um avião. Detalhe: o fato ocorreu na mesma região onde também 'caiu' o helicóptero de Ulysses Guimarães. E agora, a relatoria da Lava-Jato no Supremo irá para o substituto de Teori que será indicado por... Temer, citado 43 vezes na Lava-Jato..."

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Delegado que saiu na VEJA falando de Lula admitiu uso de delações sem provas

Delegado Maurício Moscardi disse à Veja que as delações de Delcídio do Amaral, Sergio Machado e Nestor Cerveró "foram encaminhas à PF para instauração de inquérito, mas não foram adiante porque não havia elementos de crime". Revista não publicou conteúdo na internet para todo o público

Jornal GGN - O delegado Maurício Moscardi Grillo, claramente ressentido porque a Polícia Federal foi expulsa das negociações do Ministério Público Federal com os delatores da Odebrecht, decidiu atacar os procuradores da Lava Jato onde dói mais: no mérito das acusações apresentadas à Justiça e alardeadas na mídia.

No caso, Moscardi revelou em entrevista à VEJA, com todas as letras, que a Polícia Federal não conseguiu avançar com vários inquéritos porque os procuradores lançaram mão de delações sem provas, baseadas apenas em "disse me disse".

Moscardi citou três delatores cujas falas atingiram um leque considerável de políticos e partidos, de FHC a Lula: Sergio Machado, Delcídio do Amaral e Nestor Cerveró.

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Sarney não é localizado para depor no caso triplex, diz substituta de Moro

Jornal GGN - A juíza Gabriela Hardt, substituta do simbolo da Lava Jato, Sergio Moro, assinou na segunda (16) um despacho informando que o ex-presidente José Sarney (PMDB) não foi encontrado para prestar depoimento no caso triplex como testemunha de defesa de Paulo Okamotto, dirigente do Instituto Lula.

Segundo o documento, Sarney foi procurado em um endereço no Maranhão, mas o oficial de Justiça não conseguiu encontrá-lo. "O responsável pela segurança do imóvel informou que José Sarney de Araújo Costa atualmente reside em Brasília/DF e que raramente comparece ao local."

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Defesa denuncia novo abuso: Moro produz provas contra Lula no lugar da força-tarefa

Por outro lado, juiz de Curitiba rejeita pedido dos advogados para solicitar à Justiça de Brasília provas que são favoráveis a Lula, como os depoimentos que desmontam a versão de Delcídio do Amaral sobre o plano para evitar uma delação de Nestor Cerveró

Jornal GGN - "Os fatos que demonstram a ausência de um julgamento justo e imparcial" para Lula "se avolumam a cada dia". É o que diz a defesa do ex-presidente em uma petição apresentada ao juiz Sergio Moro no dia 5 de dezembro de 2016, em virtude da solicitação que o magistrado fez à Justiça de Brasília para receber informações de duas ações penais que lá tramitam, alheias ao caso triplex.

Na petição, os advogados Cristiano Zanin, Roberto Teixeira, José Roberto Batocchio e Juarez Cirino assinalam que Moro ultrapassou o sinal vermelho no julgamento de Lula mais uma vez. Agora, assumindo o papel da acusação, que deveria ser exercido exclusivamente pelo Ministério Público Federal.

Moro, "de ofício", solicitou e inseriu no julgamento do caso triplex provas que derivam das ações penais que correm em Brasília por suposto tráfico de influência e obstrução da Lava Jato (tentativa de silenciar o delator Nestor Cerveró). Em Curitiba, Lula é acusado de receber vantagens indevidas da OAS de maneira velada, como na posse oculta de um apartamento no Guarujá.

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