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Cíntia Alves

Lava Jato cria força-tarefa em SP para investigar Lula, Haddad e Genoíno

Grupo formado por 4 procuradores da República lidará com 14 inquéritos a reboque da delação da Odebrecht. Thaméa Danelon já é conhecida por sua campanha pelas 10 medidas anticorrupção e admiração à Lava Jato de Curitiba
 
 
Jornal GGN - A Procuradoria da República em São Paulo conseguiu autorização de Rodrigo Janot, chefe do Ministério Público Federal, para criar uma força-tarefa com o objetivo de investigar supostos crimes relatados na delação da Odebrecht. Quatro procuradores - entre eles, Thaméa Danelon (foto) - serão responsáveis por 14 inquéritos, sendo que 2 são contra Lula, 1 contra Fernando Haddad, 1 contra José Genoíno e mais 1 contra Alexandre Padilha.
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Silêncio do Supremo diante de abusos virou um escudo para Moro

Juiz de Curitiba mostra que não aprendeu nada com a reprimenda quase solitária do ministro Teori Zavascki no episódio do vazamento de áudio de Dilma e Lula
 
Foto: Lula Marques
 
Jornal GGN - A sentença do caso triplex mostra que o juiz Sergio Moro não aprendeu nada com a reprimenda sofrida pelo então ministro Teori Zavascki no episódio do vazamento de conversa de Lula com figuras com foro privilegiado, como Dilma Rousseff e Jaques Wagner, em março de 2016.
 
Mais do que isso: Moro usou o silêncio dos ministros - com a exceção de Marco Aurélio Mello e do próprio Teori - diante de eventual abuso como uma espécie de escudo. Ele ainda afirmou que se não cabia à primeira instância revelar "o segredo sombrio dos governantes", o Supremo deveria fazê-lo.
 
À época, Zavascki e Mello apontaram que Moro afrontou a Constituição ao deixar gravar e levantar o sigilo de interceptações que envolviam políticos diplomados.
 
Pouco mudou na postura dos demais membros da Corte após a queda de Dilma Rousseff. O destaque fica por conta de Gilmar Mendes e a aparente defesa do novo governo em exercício.
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Contrariando a lei, Moro ainda mantém em sigilo áudios que expõem Lula e família

A revelação de que os áudios irrelevantes ao processo permanecem em sigilo até hoje contrasta com o que manda a lei de interceptação telefônica: qualquer conteúdo de interceptação precisa ser preservado em sigilo, e o que não for interessante à investigação, destruído, não arquivado 

Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN - Na mesma sentença em que condenou Lula por causa do triplex, Sergio Moro afirmou que se quisesse promover uma "guerra" contra o ex-presidente, como alega a defesa, teria divulgado outras ligações telefônicas do petista e familiares que ainda estão sob sigilo. Os grampos foram feitos pela Polícia Federal com autorização de Moro, entre fevereiro e março de 2016. O juiz foi denunciado ao Conselho Nacional de Justiça por alguns vazamentos.

“Há muito mais diálogos interceptados além daqueles que restaram publicizados, mas que, por não serem relevantes para a investigação, foram preservados e assim permanecem até o momento em mídias arquivadas perante o Juízo”, disse Moro.

“Fosse intenção deste Juízo expor a privacidade do ex-presidente e de seus familiares, todos eles teriam sido divulgados, ou seja, centenas de diálogos adicionais, o que não foi feito”, acrescentou.

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Moro, que vazou grampo à Globo, nega ter "influenciado" a imprensa contra Lula

Foto: Agência Brasil

 

 

Jornal GGN - Na sentença em que condenou Lula a 9 anos e meio de prisão no caso triplex, Sergio Moro negou que tenha utilizado parte da grande mídia para ajudar a força-tarefa a liquidar o direito à presunção de inocência do ex-presidente.

 

O juiz - que às vésperas do impeachment alimentou a Globo com grampo posteriormente anulado pela Suprema Corte, de conversa entre Lula e a então presidente Dilma Rousseff - disse na sentença do triplex que "não controla e não pretende controlar a imprensa, nem tem qualquer influência em relação ao que ela publica."

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Descarte de provas e supervalorização de delatores: a sentença do triplex

Com acusação ligeiramente descaracterizada, recheada de delações sem provas e com documentos que convém ao viés explanacionista defendido por Deltan Dallagnol, Moro condenou Lula a 9 anos de prisão no caso triplex
 
 
Foto: Filipe Araújo/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Quem acompanha o processo há algum tempo e leu a sentença de 238 páginas que Sergio Moro proferiu contra Lula no caso triplex, na quarta (12), pode ter ficado com a ligeira impressão de que o juiz estava com o documento parcialmente pronto desde março passado, quando Lula prestou depoimento em Curitiba e negou a posse ou interesse em fechar a compra do imóvel da OAS.
 
Isso porque a espinha dorsal da decisão de Moro nada mais é do que o conjunto de provas indiciárias que o Ministério Público Federal fabricou durante a investigação. Essas provas foram sintetizadas por Moro em 15 tópicos e o GGN os reproduziu aqui
 
As mais de 5 horas do depoimento de Lula foram reduzidas a trechos selecionados a dedo por Moro, para valorizar os indícios levantados pela acusação e transformar a defesa em algo inconsistente. E as provas que chegaram na reta final do processo - como as que relacionam o triplex à Caixa Econômica Federal - receberam atenção mínima, ao passo em que delações e depoimentos sem prova documental correspondente foram supervalorizados.    
 
Já no início da sentença, ao analisar as provas indiciárias (que incluem matéria de jornal, documentos rasurados e sem assinatura, cuja validade foi questionada por Lula), Moro deixa claro que nunca foi importante saber a quem o triplex pertence no papel e, por isso, todas as provas produzidas nesse sentido foram desprezadas.
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De 962 parágrafos, Moro usou apenas 5 para a defesa de Lula, diz Zanin

 
Jornal GGN - A defesa de Lula afirmou, na noite desta quarta (12), que o juiz Sergio Moro "solenemente desprezou" as provas de inocência do ex-presidente para condená-lo a 9 anos e meio de prisão em regime fechado no caso triplex. "Claramente, não tinha nenhum interesse do Juízo" no material que poderia absolver o petista, disse Cristiano Zanin. "A sentença condena um homem sem prova de culpa. Ao contrário, despreza as provas de inocências."
 
Segundo o advogado, de um total de 962 parágrafos que compõem a sentença, Moro dedicou apenas 5 para rebater, "de forma superficial", todo o material que indica que o apartamento no Guarujá jamais poderia ser liberdado para uso sem que um pagamento fosse feito à Caixa Econômica Federal, que detém o direito do imóvel há 9 anos. "Faltou imparcialidade e foi aplicado lawfare", avaliou a defesa.
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O tempo me deu razão, afirma Moro sobre coercitiva de Lula

Foto: Lula Marques

Jornal GGN - O juiz Sergio Moro usou a sentença de Lula no caso triplex para rebater as acusações de que tem praticado lawfare - uso dos meios jurídicos para promover perseguição política - contra o ex-presidente. E, para provar seu ponto de vista, lembrou da condução coercitiva de Lula, em março de 2016, e do apoio da militância quando o petista teve de depôr em Curitiba. Para Moro, nas duas ocasiões, os fãs de Lula colocaram em risco os agentes da Lava Jato.
 
"A condução coercitiva foi medida que estava justificada no contexto e o tempo lhe deu ainda mais razão", disparou Moro.
 
Após a condução coercitiva, sob uma chuva de críticas, Moro alegou que mandou levarem Lula para depor à força, sem aviso prévio, no Aeroporto de Congonhas, por questão de segurança envolvendo o próprio ex-presidente.
 
Agora, mais de um ano depois do episódio e com a condenação de 9 anos e meio proferida, Moro diz que a decisão foi tomada para proteger os agentes que atuaram na operação de busca e apreensão, pois eles poderiam ter sido "surpreendidos" por deputados ou militantes que poderiam ter sido convocados pela assessoria de Lula.
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Moro usou matéria da Globo como "prova documental" que triplex é do Lula

 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro elaborou uma síntese das "provas documentais" que, segundo ele, confirmam a denúncia da Lava Jato contra Lula por conta do triplex, e inseriu entre elas uma reportagem publicada pelo jornal O Globo, em 2010, com a informação de que o apartamento no Guarujá pertenceria à família do ex-presidente.
 
Para Moro, nenhuma das testemunhas de defesa, nem o material levado aos autos pelos advogados e tampouco o depoimento do ex-presidente Lula conseguiram explicar por que O Globo publicou que o triplex era do petista muitos anos antes da Lava Jato começar a apurar o caso.
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Moro diz que não sentiu "satisfação pessoal" em condenar, mas manda recado a Lula

Em sentença do caso triplex, juiz da Lava Jato ainda afirmou que é "lamentável" um ex-presidente ser condenado
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro usou a sentença do caso triplex, divulgada nesta quarta (12), para mandar um recado ao ex-presidente Lula. "Não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você", disparou o magistrado. 
 
Lula foi condenado por Moro a 9 anos e meio de regime fechado e o dobro desse tempo impedido de assumir um cargo público. Além disso, a progressão do regime só deverá ser concedida quando o ex-presidente devolver ao erário R$ 16 milhões - valor que, segundo Moro, agentes políticos do PT receberam em propina enquanto Lula comandava o Planalto.
 
Na mesma sentença, Moro disse que não sente prazer em condenar Lula. Ao contrário disso, classificou como "lamentável" a situação do petista.

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Moro não mandou prender Lula porque seria "imprudente" causar "trauma" na sociedade

 
Jornal GGN - Na mesma sentença em que condenou Lula a 9 anos e meio de prisão e mais 19 anos sem assumir cargos públicos por causa do triplex, o juiz Sergio Moro disse que tem motivos de sobra para "cogitar a prisão preventiva" do petista. Porém, recuou de fazê-lo alegando que "a prisão cautelar de um ex-presidente não deixa de envolver certos traumas" e optou pela decisão mais "prudente", que é deixar Lula recorrer em liberdade.
 
No despacho, divulgado nesta quarta (12), Moro disse que além de Lula ter sido condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o processo revelou que o petista teria mandado destruir provas para dificultar o trabalho da Lava Jato. O juiz citou os depoimentos de Renato Duque e Leo Pinheiro.
 
Além disso, usou entrevistas e falas de Lula, publicadas na grande mídia, para alegar uma suposta tentativa de intimidação das autoridades. 
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Triplex: Moro também impediu Lula de assumir cargo público por 19 anos

 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro condenou o ex-presidente Lula, na tarde desta quarta (12), a 9 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, por conta do caso triplex. Segundo a sentença, Lula deverá ainda devolver ao erário pouco menos de R$ 16 milhões (cálculo de propina da OAS ao PT, descontado o valor triplex) e, além disso, está impedido, pelo dobro do tempo da sentença - ou seja, 19 anos - de assumir cargos públicos.
 
"Em decorrência da condenação pelo crime de lavagem, decreto, com base no art. 7º, II, da Lei nº 9.613/1998, a interdição de José Adelmário Pinheiro Filho e Luiz Inácio Lula da Silva, para o exercício de cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 9º da mesma lei pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade."

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Moro prova que aplica 2 pesos e 2 medidas quando o assunto é Lula

Jornal GGN - Sergio Moro deu mais um motivo para a defesa de Lula sustentar que, contra o ex-presidente, tramita em Curitiba um processo mais político que jurídico. Ao negar estender um pouco mais o prazo de julgamento do caso triplex, para dar chance da defesa inserir novos depoimentos favoráveis a Lula, Moro se contradiz e escancara o uso de 2 pesos e 2 medidas em suas decisões. Isso porque o que Moro nega a Lula agora, já foi aplicado em outro processo, por iniciativa do próprio juiz.

Disse o magistrado, em despacho divulgado nesta terça (11):

"A instrução [do caso triplex] já se encerrou faz tempo, as alegações finais foram apresentadas e o processo está concluso para sentença. A Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva peticionou requerendo a juntada de depoimentos tomados em ação penal conexa. Descabe o pretendido nessa fase e os depoimentos referidos sequer são relevantes para o julgamento da presente. Indefiro."

São dois, portanto, os argumentos de Moro para rejeitar o pedido de Lula: a irrelevância dos depoimentos e o fato de ele já estar com os autos em mãos para encerrar o caso.

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"Tropa de cheque" de Temer manobra na CCJ e revolta deputados

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - A sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que aguarda a leitura do parecer do deputado Sergio Zveiter sobre a denúncia da Procuradoria Geral da República contra Michel Temer, já começou com bate-boca. Isso porque, para garantir que terá os votos necessários à derrubada de um eventual relatório favorável à denúncia, o governo Temer decidiu trocar, à força, parlamentares que participam do colegiado.

Segundo Ivan Valente (PSOL), aliados do Planalto trocaram, nesta segunda (10), pelo menos 12 deputados que não fecharam acordo para salvar o Temer. Um deles, o Delegado Waldir, do PR, deixou a cadeira durante a sessão da CCJ aos berros.

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Vaza depoimento que Aécio deu à Polícia Federal, sem alarde na grande mídia

Foto: Agência Senado

Jornal GGN - Sem espetáculo midiático, o senador Aécio Neves prestou depoimento à Polícia Federal, no início de maio de 2017, no inquérito em que é suspeito de receber propina de esquemas em Furnas. Mas toda a discrição não evitou que o conteúdo do interrogatório fosse vazado ao público nesta segunda (10), por meio um jornal da grande mídia.

Na reportagem em que informa que Gilmar Mendes concedeu mais 60 dias para a PF concluir o inquérito contra Aécio, o Estadão divulgou um arquivo onde consta o relatório do delegado Alex Rezende sobre o depoimento do tucano.

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O conveniente vazamento do vídeo de Geddel

 
Jornal GGN - Foi apenas para expôr Geddel Vieira Lima à humilhação ou o vazamento do vídeo da audiência de custódia teve outro propósito?
 
Preso por obstrução de Justiça, Geddel chorou diante de um juiz da Lava Jato tão logo percebeu que pode ter tomado um xeque-mate.
 
Participam da audiência, na quinta (6), o magistrado Vallisney Oliveira de Souza, a defesa de Geddel e representante do Ministério Público Federal. No mesmo dia, o vídeo foi vazado à imprensa. 
 
O destaque, em muitos portais, foi o choro de Geddel quando Vallisney indeferiu o pedido da defesa para que ele fosse transferido para a prisão domiciliar, com tornozeleira, entrega de passaporte e qualquer outra medida que fosse necessária.
 
Mas o vídeo contém outra informação importante para a Lava Jato.

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