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Cíntia Alves

Doze fases se passaram e Lava Jato ainda não sabe quem é o "Santo" da propina em SP

Jornal GGN - Doze fases da Lava Jato se passaram entre a operação Acarajé e a Omertà, e a força-tarefa ainda não identificou quem é o "Santo" que aparece como receptor de propina da Odebrecht em pelo menos duas obras que ocorreram durante as gestões do PSDB em São Paulo: a duplicação da rodovia Mogi-Dutra e a expansão de linhas do Metrô.

O codinome "Santo" consta na famosa planilha da Odebrecht que vazou em meados de março e, imediatamente, foi colocada sob sigilo pelo juiz federal Sergio Moro, que remeteu a parte que envolve repasses da companhia a políticos para o Supremo Tribunal Federal.

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Eike quis entregar repasses ao PSDB e a reação da Lava Jato foi devolver a lista

Um empresário decide colaborar espontaneamente com a Lava Jato entregando uma lista de doações de cunho "oficial e privado" a vários partidos e políticos, incluindo o PSDB. Qual a reação dos procuradores? Descartar a informação porque extrapola o campo de combate contra as gestões petistas e devolver a lista? Pois foi o que aconteceu no caso Eike Batista e Guido Mantega

Jornal GGN - Imagine a seguinte cena: um grande empresário brasileiro lê nos jornais que a Lava Jato chegou ao casal de marqueteiros que fez as campanhas de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e decide, espontaneamente, procurar a força-tarefa para explicar por que fez um repasse à dupla, em conta no exterior, no valor de R$ 5 milhões.

Para mostrar boa-fé, o magnata aproveita a oportunidade para entregar à Lava Jato uma lista de doações que ele fez de maneira "oficial" ou "privada" - sugerindo uso de caixa dois com direito a formulação de contratos de prestação de serviços.

Essas doações, segundo ele, foram feitas "republicanamente", com valores iguais a vários partidos e candidatos que o empresário sequer chegou a conhecer, como é o caso do senador Cristovam Buarque (PPS). E diz a frase mágica: se teve repasse de R$ 1 milhão ao PT, teve também ao PSDB. 

Qual a reação dos procuradores? Descartar a informação porque extrapola o campo de combate contra as gestões petistas e devolver a lista? Pois foi o que aconteceu no caso Eike Batista e Guido Mantega.

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Lava Jato recicla depoimento vazado contra Lula sem avançar na investigação

Além de usar uma delação não homologada na denúncia contra Lula, Lava Jato demonstra que não avançou em nada em relação aos fatos narrados por Pedro Corrêa há quatro meses

Jornal GGN - Pedro Corrêa, ex-deputado do PP,  é uma figura curiosa na Lava Jato. Foi o único réu da operação que conseguiu fazer o sisudo Sergio Moro cair na gargalhada durante um depoimento. O mérito é da leveza com que admite os crimes de corrupção que vinha cometendo há mais de 30 anos - isso mesmo, muito antes do PT chegar ao poder.

No começo deste mês, em depoimento à força-tarefa para instruir um processo contra Lula, ele disparou que nunca esteve preocupado com o desenvolvimento da Petrobras, mas sim em desviar dinheiro da estatal para injetar em políticos do PP, impulsionando o desempenho da legenda. Além da naturalidade com que conta os esquemas, também gosta de interromper a entrevista para fazer comentários aleatórios. Por exemplo, que seria uma piada a vitória de Lucina Genro (PSOL) na disputa pela prefeitura de Porto Alegre, embora ela lidere pesquisas de opinião.

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Moro tem "dúvidas relevantes" e "lamenta", mas transforma Marisa e Lula em réus

Jornal GGN - O juiz federal Sergio Moro decidiu, nesta terça (20), aceitar a denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula, sua esposa Marisa Letícia, e mais seis pessoas, transformando todos em réus na Lava Jato por conta do caso triplex e da manutenção do acervo presidencial com recursos da OAS. Na decisão, Moro "lamenta" a situação de Marisa e diz que durante o processo, deve reavaliar se é necessário, de fato, levá-la a julgamento. 

No despacho (leia aqui), Moro diz o processo é uma "oportunidade" para que o ex-presidente Lula explique as acusações de que detém a propriedade oculta do apartamento 164-A do Condomínio Solaris, no Guarujá. Segundo o MPF, a OAS fez reformas no apartamento, na ordem de quase R$ 1 milhão, para entregá-lo a Lula como propina disfarçada.

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É provável, ouvi o boato, não comprou mas é dono: as pérolas da Lava Jato no caso triplex

Quando o assunto é o apartamento no Guarujá que, na visão de procuradores, a OAS reformou para entregar a Lula como propina disfarçada, até fofoca entre montador de armário e projetista ligados no noticiário tem valor para a força-tarefa Lava Jato 

Jornal GGN - Quando o assunto é o apartamento no Guarujá - que, na visão de procuradores da República, a OAS reformou para entregar a Lula como propina disfarçada - até fofoca entre montador de armário e projetista ligados no noticiário tem valor para a Lava Jato. A constatação é feita a partir da análise de depoimentos gravados em vídeo pela própria força-tarefa e divulgados nesta semana na página do Estadão no Youtube.

O GGN acompanhou o interrogatório de sete do total de 11 testemunhas do caso triplex, nesta terça (20), e verificou que a Lava Jato não conseguiu confirmar que o imóvel 164-A do Condomínio Solaris é propriedade de Lula. No máximo, o que os investigadores arrancaram foram frases como "provavelmente sim", "tinha esse boato", "li nos jornais", "é possível" ou até mesmo a pérola "não comprou mas é o dono".

Como no papel o triplex está em nome da OAS Empreendimentos, a Lava Jato busca provas que sustentem a seguinte teoria: se a empresa onde Léo Pinheiro tem sociedade investiu quase R$ 1 milhão em melhorias num imóvel que já custava algo em torno de R$ 1,8 milhão, é porque tinha um bom cliente em vista ou, melhor ainda, um proprietário oculto: Lula.

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Interrogatório de Delcídio mostra como a Lava Jato forma sua convicção

Membro do MPF conduz depoimento para que ex-senador confirme a tese de que Lula sabia exatamente o que fazer com a Petrobras para se perpetuar no poder

Jornal GGN - Na sexta, dia 16 de setembro, o Estadão publicou no Youtube o vídeo do último depoimento do ex-senador Delcídio do Amaral à Lava Jato. Este vídeo serve como um bom exemplo de como a força-tarefa usa a "teoria do fato" para colocar Lula no topo da pirâmide de toda a corrupção existente no plano federal. A teoria foi tratada em artigo de Luis Nassif, aqui no GGN, nesta segunda (19).

Em "Xadrez do não temos provas, mas temos convicções" consta a seguinte definição da teoria: "Antes de começar a investigar os investigadores montam uma hipótese de partida, e apegam-se a ela como se fosse matéria de fé. Julgam que qualquer correção da rota inicial poderá ser interpretada como erro. Insistindo na narrativa inicial, acabam forçando a barra, minimizando informações que não a confirmem, e forçando a busca de evidências que a reforcem."

No caso de Delcídio - principal delator da Lava Jato contra Lula - essa "forçada de barra" está estampada na maneira como o representante do Ministério Público Federal conduz o interrogatório. 

Em diversos momentos, o interrogador não aprofunda denúncias que fujam de Lula - inclusive as que remetem ao governo FHC - e, quando faz perguntas sobre o ex-presidente, é sempre com a intenção de confirmar que ele sabia de tudo o que o ocorria na Petrobras, desde o início, e que a distribuições de cargos tinha um objetivo claro: arrecadar dinheiro para partidos.

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Lava Jato quer encerrar a novela com minha morte política, diz Lula

"Vivemos um momento no Brasil em que a lógica não é mais os autos do processo. É a manchete. Quem vamos criminalizar pela manchete? Quem vamos demonizar? Acontece isso desde 2005. O PT é tido como partido que tem que ser extirpado da história política brasileira. Foram o que fizeram com o partidão na década de 1950. Querem fazer com o PT, comigo, já fizeram com a Dilma."

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse à imprensa, na tarde desta quinta (15), que o ataque da Lava Jato contra sua imagem e de sua família é o desfecho da novela criada por setores derrotados nas urnas com apoio da velha mídia e de membros do Judiciário, para impedir que um projeto de governo de esquerda se mantenha no poder.

Segundo o ex-presidente, a denúncia envolvendo o triplex no Guarujá e o custeio da manutenção do acervo presidencial pela OAS mostra que a operação avança com acusações sem fundamentos.

"Descobri que tanto os meus acusadores e a imprensa brasileira estão mais enrascados e comprometidos do que eles pensam. Eles construíram uma mentira como se fosse o enredo de uma novela. Agora está acabando o prazo, já cassaram o Cunha, elegeram o Temer indiretamente com um golpe, cassaram a Dilma. Agora precisa concluir a novela. O desfecho é acabar com a vida política do Lula. Não existe outra explicação para o espetáculo de pirotecnia feito ontem", disparou Lula.

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Velha mídia distorce fala de Lula sobre Jesus: ele não falou sobre honestidade

Jornal GGN - Mal havia sido encerrada a coletiva de imprensa convocada por Lula e sua defesa para rebater as acusações da Lava Jato e já circulavam em portais da velha mídia notícias de que o ex-presidente disse que só perdia para Jesus Cristo em honestidade.

O GGN flagrou pelo menos dois veículos, Veja e Folha de S. Paulo, deturpando a fala do ex-presidente. Lula não falou sobre honestidade quando citou Jesus Cristo. Na verdade, ele falou em popularidade e perseguição.

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Defesa busca punição para procuradores que acusaram Lula de maestro da corrupção

Jornal GGN - Cristiano Martins Zanin, advogado do ex-presidente Lula, anunciou nesta quinta (15) que recorreu ao Conselho Nacional do Ministério Pública (CNMP) contra os procuradores da Lava Jato que fizeram uma coletiva de imprensa, ontem, para expôr o petista como o chefe de toda a corrupção da Petrobras.

Segundo Zanin, os procuradores usaram recursos públicos para fazer um "espetáculo midiático" com o único intuito de "enxovalhar" a reputação de Lula e sua família.

Ele explicou que a investigação sobre organização criminosa contra Lula corre no Supremo Tribunal Federal e, portanto, os procuradores da Lava Jato não poderiam se manifestar sobre o assunto. 

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Jornal usa ilações de Léo Pinheiro para atingir Dilma e PT com a Lava Jato

Para produzir reportagem dizendo que o "governo Dilma" agiu para abafar CPI, Estadão escondeu que suposto pedido de propina por Ricardo Berzoini era "suposição" de Léo Pinheiro. Empresário confirmou repasse ao PMDB via caixa 2

Jornal GGN - O depoimento de Léo Pinheiro (OAS) ao juiz Sergio Moro e a edição do jornal Estado de S. Paulo desta quarta-feira (14) tratando do tema confirmam duas situações: a primeira é que o empresário investigado na Lava Jato, depois de ter o acordo de delação premiada suspendido pela Procuradoria Geral da República, está mesmo disposto a seguir o script e entregar à força-tarefa nomes que ainda possam manchar o antigo governo Dilma Rousseff, frustrando as expectativas de que graúdos do PSDB e PMDB seriam delatados. A segunda é que a velha mídia continua usando a Lava Jato para desestruturar o PT, ao custo de perder credibilidade publicando ilações e omitindo informações.

No caso, o Estadão usou o depoimento para produzir a manchete de capa: "Governo Dilma agiu para abafar CPI, diz Léo Pinheiro". Na reportagem, aparece apenas uma parte do depoimento do empresário, a que informa à Justiça Federal que o ex-ministro de Relações Institucionais Ricardo Berzoini estava reunido na casa do ex-senador Gim Argello, junto com o ex-senador Vital do Rego, para discutir a CPMI da Petrobras. 

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Promotor que não quer PM fiscalizada em protestos taxa imprensa de marxista

Jornal GGN - Aluisio Antonio Maciel Neto, promotor de Justiça criminal de Piracicaba (SP), estrelou no Estadão de sábado (10) assinando um artigo (leia aqui) que provoca a Procuradoria Geral da República. Endereçado ao comandante do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, o texto sustenta que a Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), ligada ao MPF, deveria se ocupar dos políticos citados na Lava Jato em vez de acompanhar as ações da Polícia Militar de São Paulo em protestos contra o governo Temer, para evitar novos episódios dignos de um regime ditatorial. 

No artigo, Neto diz que "causou estranheza a informação veiculada pela imprensa de que o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, 'monitorará as condutas das forças policiais durante as manifestações'. (...) Com o devido respeito, parece descabida a preocupação do Ministério Público Federal, pra não dizer afrontosa", diz o procurador.

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Numa tacada só, Congresso deve perdoar caixa 2 e limpar a ficha-suja de Temer

Se o dinheiro do caixa dois foi "dado sem nada em troca, pode anistiar”, diz deputado que elabora proposta 

Jornal GGN - Circula na Câmara dos Deputados, segundo reportagem publicada pelo Valor Econômico nesta quinta-feira (9), uma minuta de projeto de lei cujo objetivo é distinguir quem fez uso de caixa dois eleitoral para receber propina, ou seja, para enriquecimento pessoal, de quem fez ou recebeu doações à margem do sistema legal, de olho nas urnas. O GGN antecipou, há alguns meses, que a ideia de descriminalizar o caixa dois está inserida no contexto de encerramento da Lava Jato.

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Após saída de Dilma, Senado quer impedir que vice atue para derrubar o presidente

Em tese, se estivesse em vigor durante o impeachment de Dilma, a PEC teria impedido que Michel Temer distribuísse cargos e recursos a partidos políticos para angariar votos a favor da destituição da presidente reeleita em 2014

Jornal GGN - Uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada pelo senador licenciado Walter Pinheiro (Sem Partido-BA) em maio - quando o processo por crime de responsabilidade fiscal contra Dilma Rousseff chegou ao Senado - prevê que, em casos futuros, durante o período de afastamento em função do impeachment, quem deve assumir o poder Executivo é o presidente do Supremo Tribunal Federal, e por um período mais curto, de 90 dias. A ideia é impedir que o vice-presidente use a interinidade para articular sua permanência definitiva no cargo.

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A escalada autoritária contra o “Fora Temer” em São Paulo

Para deputado federal, a repressão violenta aos protestos foi "articulada" entre Temer e o governo Alckmin, para impedir que São Paulo se transforme no centro de resistência ao golpe. Internacionalista avalia que o autoritarismo não terá sucesso. "Em 2013, a repressão exagerada foi um dos combustíveis para que a revolta se espalhasse pelo país"

Foto: Marlene Bergamo/Facebook

Jornal GGN – Alojado no poder em função do impeachment de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB) e seu programa que impõe, na visão de movimentos sociais, retrocessos a trabalhadores, aposentados e estudantes foram o principal alvo da manifestação na Avenida Paulista, na tarde de domingo (4). O ato, diferentemente do que ocorreu em protestos de 2015, a favor da destituição de Dilma, foram encerrados à força pela Tropa de Choque da Polícia Militar sob a autoridade do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

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AO VIVO: Senado julga se Dilma pode perder mandato, mas manter direitos políticos

Atualizada às 12h55

Jornal GGN - A sessão final do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff, na manhã desta quarta (31), começou com o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski anunciando a existência de um relatório com o resumo de todo o processo de destituição da presidente por crime de responsabilidade fiscal e, em seguida, abrindo espaço para um requerimento polêmico do PT.

O partido conseguiu que o Senado julgue Dilma duas vezes: na primeira, para decidir se ela deve ser afastada do cargo de presidente e, depois, se deve perder seus direitos políticos, o que a impediria de assumir qualquer cargo público.

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