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Cíntia Alves

O benefício da dúvida para Marco Aurélio Mello

Talvez Marco Aurélio Mello, desde que foi voto vencido no julgamento que poderia ter afastado Renan Calheiros da presidência do Senado, tenha jogado a toalha em relação a um Supremo que Lula chamou de "acovardado"


Jornal GGN - Talvez o ministro Marco Aurélio Mello deva retornar aos holofotes da mídia e explicar se realmente falava sério ou despejava sarcasmo na entrevista que concedeu à Agência Estado nesta sexta (20), sugerindo que o ministro da Justiça do governo Michel Temer, Alexandre de Moraes, tem "bagagem" suficiente para substituir Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal.

A entrevista de Mello percorre portais noticiosos e redes sociais transformando parte dos leitores em comentaristas incrédulos por conta da avaliação (irônica, espera-se) de que Moraes teria condições de sentar-se em uma cadeira da mais alta corte do País.

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Dilma lembra que teve privilégio de nomear Teori, e Moro fala em "herói nacional"

Jornal GGN - A ex-presidente Dilma Rousseff, responsável pela nomeação de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, emitiu uma nota de pesar pela morte do ministro, confirmada na tarde desta quinta (19), após um acidente aéreo em Paraty, no Rio de Janeiro. Dilma lembrou que teve o "privilégio" de alçar Teori ao Supremo, e se solidarizou com a família do magistrado.

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Teoria da conspiração ou paranoia

Jornal GGN - A morte do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, tomou conta das redes sociais nesta quinta-feira (19). A queda de um avião de pequeno porte em Paraty (RJ), com Teori e mais três pessoas a bordo, abriu espaço para teorias da conspiração em função do papel estratégico do magistrado na relatoria da Lava Jato.

Teori estava em vias de homologar 77 delações da Odebrecht e, possivelmente, retirar o sigilo das informações. Os primeiros vazamentos atingiram em cheio ao presidente Michel Temer - que deverá escolher o novo ministro - e a cúpula do PMDB. 

Nas redes sociais, internautas escreveram que a política brasileira coloca o seriado da Netflix House Of Cards "no chinelo".

Gregório Duvivier, artista e colunista da Folha, escreveu post conectando todos os fatos que circundam o falecimento do ministro.

"Teori Zavascki, o Ministro indicado ao STF por Dilma, relator da Lava-Jato na Corte, que no telefonema de Jucá e Machado onde se falava em 'estancar a sangria' da operação foi tratado como um homem que 'não tinha ligação com ninguém, um cara fechado, um burocrata'; que sofreu ameaças junto com sua família, que estava prestes a retirar o sigilo de mil delações em duas semanas, morreu hoje na queda de um avião. Detalhe: o fato ocorreu na mesma região onde também 'caiu' o helicóptero de Ulysses Guimarães. E agora, a relatoria da Lava-Jato no Supremo irá para o substituto de Teori que será indicado por... Temer, citado 43 vezes na Lava-Jato..."

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Delegado que saiu na VEJA falando de Lula admitiu uso de delações sem provas

Delegado Maurício Moscardi disse à Veja que as delações de Delcídio do Amaral, Sergio Machado e Nestor Cerveró "foram encaminhas à PF para instauração de inquérito, mas não foram adiante porque não havia elementos de crime". Revista não publicou conteúdo na internet para todo o público

Jornal GGN - O delegado Maurício Moscardi Grillo, claramente ressentido porque a Polícia Federal foi expulsa das negociações do Ministério Público Federal com os delatores da Odebrecht, decidiu atacar os procuradores da Lava Jato onde dói mais: no mérito das acusações apresentadas à Justiça e alardeadas na mídia.

No caso, Moscardi revelou em entrevista à VEJA, com todas as letras, que a Polícia Federal não conseguiu avançar com vários inquéritos porque os procuradores lançaram mão de delações sem provas, baseadas apenas em "disse me disse".

Moscardi citou três delatores cujas falas atingiram um leque considerável de políticos e partidos, de FHC a Lula: Sergio Machado, Delcídio do Amaral e Nestor Cerveró.

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Sarney não é localizado para depor no caso triplex, diz substituta de Moro

Jornal GGN - A juíza Gabriela Hardt, substituta do simbolo da Lava Jato, Sergio Moro, assinou na segunda (16) um despacho informando que o ex-presidente José Sarney (PMDB) não foi encontrado para prestar depoimento no caso triplex como testemunha de defesa de Paulo Okamotto, dirigente do Instituto Lula.

Segundo o documento, Sarney foi procurado em um endereço no Maranhão, mas o oficial de Justiça não conseguiu encontrá-lo. "O responsável pela segurança do imóvel informou que José Sarney de Araújo Costa atualmente reside em Brasília/DF e que raramente comparece ao local."

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Defesa denuncia novo abuso: Moro produz provas contra Lula no lugar da força-tarefa

Por outro lado, juiz de Curitiba rejeita pedido dos advogados para solicitar à Justiça de Brasília provas que são favoráveis a Lula, como os depoimentos que desmontam a versão de Delcídio do Amaral sobre o plano para evitar uma delação de Nestor Cerveró

Jornal GGN - "Os fatos que demonstram a ausência de um julgamento justo e imparcial" para Lula "se avolumam a cada dia". É o que diz a defesa do ex-presidente em uma petição apresentada ao juiz Sergio Moro no dia 5 de dezembro de 2016, em virtude da solicitação que o magistrado fez à Justiça de Brasília para receber informações de duas ações penais que lá tramitam, alheias ao caso triplex.

Na petição, os advogados Cristiano Zanin, Roberto Teixeira, José Roberto Batocchio e Juarez Cirino assinalam que Moro ultrapassou o sinal vermelho no julgamento de Lula mais uma vez. Agora, assumindo o papel da acusação, que deveria ser exercido exclusivamente pelo Ministério Público Federal.

Moro, "de ofício", solicitou e inseriu no julgamento do caso triplex provas que derivam das ações penais que correm em Brasília por suposto tráfico de influência e obstrução da Lava Jato (tentativa de silenciar o delator Nestor Cerveró). Em Curitiba, Lula é acusado de receber vantagens indevidas da OAS de maneira velada, como na posse oculta de um apartamento no Guarujá.

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Arquivo

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Lula defende que Moro e força-tarefa da Lava Jato sejam investigados por relações com EUA

Lula voltou a dizer que espera receber um pedido de desculpas quando os procuradores da República reconhecerem que não há como provar as acusações contra ele

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse que o golpe na presidente Dilma Rousseff teve como finalidade quebrar empresas brasileiras e entregar as riquezas sob tutela da Petrobras a multinacionais, com ajuda do desgaste imposto ao antigo governo e ao PT pela Lava Jato.

Ele afirmou, nesta quarta (11), que as denúncias de que os Estados Unidos estão interferindo na política nacional e têm relações não transparentes com a força-tarefa do Ministério Público Federal que investiga a estatal de petróleo deveriam ser investigadas pela bancada do PT no Congresso. Lula citou o juiz Sergio Moro, que vem impedindo que os elos entre a Lava Jato e agentes estadunidenses sejam abordados no julgamento do caso triplex.

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Lava Jato semeia escândalo sobre cargo no governo Dilma, sem mostrar provas

Jornal GGN - Ao Estadão, a Lava Jato vazou uma nova mensagem eletrônica assinada por Marcelo Odebrecht, agora na tentativa de produzir um escândalo no sentido de que o empreiteiro tinha poder de influência junto ao ex-ministro Antonio Palocci a ponto de "pedir cargo" no governo Dilma Rousseff. A operação, porém, não mostrou provas de que o cargo realmente foi solicitado a Palocci.

Na reportagem "Odebrecht pediu cargo na gestão Dilma a Palocci", publicada nesta segunda (9), o Estadão mostra trechos do e-mail que Odebrecht enviou apenas a diretores da empresa que virou alvo preferencial da Lava Jato nos últimos meses, e acabou ofertando 77 acordos de delação premiada que já estão em análise no Supremo Tribunal Federal.

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Jornalista demitido após criticar governador do AM já vinha sofrendo censura

Jornal GGN - O jornalista Clayton Pascarelli, demitido na quarta (4) da bancada do Bom Dia Amazônia, já vinha sofrendo, desde o ano passado, pressão de dirigentes da filial da Globo para cessar críticas a políticos do governo estadual e da prefeitura da capital.

O GGN confirmou que a saída de Pascarelli do programa que apresentava há quatro anos teve dedos do governo José Melo, que não aceitou o comentário feito pelo jornalista durante o programa transmitido na edição matinal de terça-feira (3), um dia após a rebelião no Compaj, que deixou 56 mortos.

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Desencarcerar é a solução para caos penitenciário, não privatizar, diz defensor

Jornal GGN - Na esteira do massacre numa penitenciária de Manaus surgiram notícias de que a unidade era privatizada quando, na verdade, alguns serviços internos foram terceirizados. Mas o que isso significa? A privatização seria o caminho para solucionar o grave problema do encarceramento em massa no país com o quarto maior volume de presos do mundo? 

Alguns gestores públicos acreditam que sim e por isso lançaram mão de projetos pilotos, como a penitenciária de Ribeirão das Neves (MG), a primeira construída por meio de uma parceria público-privada. A ideia inspirou outros estados e, inclusive, motivou a discussão de um projeto de lei no Senado para regulamentar esse novo sistema, que foi anexado à Agenda Brasil lançada pelo PMDB às vésperas do impeachment.

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Laudo da PF sobre empresa de Lula não é conclusivo sobre corrupção

Quanto às palestras contratadas por empresas investigadas pela Lava Jato, como Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, que juntas representaram quase 30% dos rendimentos da LILS em cinco anos, o laudo da PF não levanta suspeitas


Jornal GGN - As reportagens sobre Lula ser o garoto propaganda da Itaipava são fruto de uma perícia técnica da Polícia Federal sobre as finanças da LILS, a empresa de palestras do ex-presidente. Os principais jornais decidiram focar em um e-mail em que é solicitado a Lula que fale bem da cerveja durante uma palestra contratada pelo fabricante Grupo Petrópolis, e marginalizaram o fato de a Lava Jato ainda não ter detectado irregularidades nos serviços prestados pela LILS.

O relatório assinado pelo perito criminal Ivan Roberto Ferreira Pinto e encaminhado ao delegado Luciano Flores de Lima foi feito com base na quebra de sigilo fiscal da LILS, acrescido de documentos apreendidos durante a Operação Aletheia, deflagrada há nove meses.

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Lava Jato já ameaça Lula com novo processo em 2017

Relatório da Polícia Federal sobre finanças da empresa de palestras de Lula não levanta nenhuma suspeita sobre pagamentos feitos pelo Grupo Petrópolis por três eventos com a presença do ex-presidente. Mas os procuradores de Curitiba devem explorar conexão com a Odebrecht para atingir o ex-presidente

Jornal GGN - A depender dos procuradores da República liderados por Deltan Dallagnol, Lula, que foi transformado em réu cinco vezes só em 2016, sendo que três desses processos derivam da Lava Jato, pode se preparar para sua quarta acusação formal a reboque das investigações na Petrobras. Segundo reportagem do Estadão desta quarta (28), a força-tarefa já projeta para 2017 um novo inquérito, agora envolvendo o Grupo Petrópolis (fabricante da cerveja Itaipava), a Odebrecht e a LILS, a empresa de palestras do ex-presidente.

A turma de Curitiba elabora uma narrativa a partir da delação da Odebrecht para levar Lula a julgamento diante de Sergio Moro pela terceira vez. A tese em contrução sustenta que o Grupo Petrópolis, que pagou por três palestras do ex-presidente, teria recebido dinheiro da Odebrecht. A única sentença supostamente alarmante no texto do Estadão é a que informa que a empreiteira construiu a fábrica da Itaipava inaugurada na Bahia, em 2013, com presença do ex-presidente, contratado para estar lá.

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Lava Jato, lado B: Tudo o que a grande mídia não diz sobre o triplex

Jornal GGN - Cumprindo a missão editorial de mostrar o que a grande mídia esconde por interesse variados, o GGN faz a cobertura da ação penal em que Lula é acusado de receber um apartamento no Guarujá da OAS, como forma velada de pagamento de propina, evidenciando alguns pontos marginalizados pelos jornais (não por falta de relevância, diga-se). 

A série indicada abaixo começa quando o Ministério Público Federal convoca uma coletiva de imprensa para fixar Lula no topo da cadeia de comando dos esquemas de corrupção desnudados pela Lava Jato - mas o leitor pode utilizar a busca avançada do portal para conferir o histórico de notícias que precede esse fato.

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Não é só com Lula: Moro também foi chamado de parcial e bateu boca com defesa da OAS

A narrativa para blindar a Lava Jato esconde as violações de Moro ao Código de Processo Penal durante o julgamento do ex-presidente no caso triplex. Mas a questão é que Lula não é o único a reclamar dos abusos praticados pelo juiz. Moro também atuava como acusador e teve excessos denunciados por advogados da OAS

Jornal GGN - A velha mídia, com apoio de cegos entusiastas da Lava Jato, tem semeado a ideia de que a defesa de Lula tem atacado Sergio Moro e membros da força-tarefa porque a única saída é politicar o processo, já que não há condições de provar a inocência do ex-presidente.

"Lula quer ganhar no grito", publicou IstoÉ no dia 16. Réu cinco vezes, "Lula tem adotado a estratégia de radicalizar nos embates com Moro", escreveu a Folha, dia 15. "Lula está armando um espetáculo circense para mostrar aos desavisados que o Mal cooptou a Justiça", ironizou o Estadão, em outubro passado, quando os advogados do petista questionaram a intimidade entre Moro e o desembargador do Tribunal Regional Federal que revisa suas decisões.

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Testemunha admite que Lava Jato usou "boatos" contra Lula no caso triplex

Jornal GGN - Uma testemunha do caso triplex que acompanhou diariamente a reforma do apartamento no Guarujá, que está em nome da OAS, admitiu perante o juiz Sergio Moro que só ouviu "boatos" de que a unidade pertenceria ao ex-presidente Lula, mas não possui qualquer documento que comprove isso.

Esses boatos, segundo a testemunha, vinham sempre de funcionários da limpeza e da zeladoria do condomínio, além de comerciantes do entorno do Solaris, disse Rosivaine Soares, ex-funcionária da Tallento. A empresa foi contratada para fazer uma reforma no triplex que a Lava Jato diz ter sido entregue a Lula como uma forma de pagamento de propina.

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