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Patricia Faermann

Big Data: O império do Grupo Globo em paraísos fiscais

O GGN revela, com exclusividade, os dados da família Marinho e de offshores da Rede Globo em Bahamas, peças-chave da negociata pelos direitos de transmissão da Copa de 2002
 
 
Jornal GGN - Novas revelações de paraísos fiscais foram divulgadas em mais uma série do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). O jornal alemão Süddeutsche Zeitung teve acesso a 1,3 milhão de documentos sobre mais de 175 mil offshores entre 1990 a 2016. Apesar de receberem destaques casos relacionados a políticos de diversos países, o GGN revela, agora, que no Brasil os dados do Grupo Globo também integram os mais de 38 gigabytes de empresas.
 
A publicação alemã dá sequência às investigações com base em Big Data mundo afora, e compartilhou o material recebido com o consórcio internacional, incluindo diários da Europa, América do Sul, Ásia e África. 
 
Até o momento foram reveladas holdings e empresas envolvendo o presidente da Argentina, Maurício Macri, o secretário do interior do Reino Unido, Amber Rudd, o filho do ex-ditador Augusto Pinochet, Marco Antonio Pinochet, o filho do presidente da Nigéria, Sani Abacha, a ex-comissária da União Europeia Neelie Kroes, o ex-ministro do Exterior do Qatar, Sheikh Hamad, entre outros.
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Fase que mira em Dirceu e Mantega teve como origem vazamento

 
Jornal GGN - Uma das razões para a mira da Operação Arquivo X, deflagrada hoje (22) pela Lava Jato, estar sobre José Dirceu e Guido Mantega, foi um vazamento de trecho de delação premiada ainda não homologado pela Justiça, mas que gerou a "confissão" do empresário Eike Batista, que é o real alvo da fase, saindo imune a mandados de busca e apreensão, condução coercitiva ou prisão temporária pelo juiz Sérgio Moro.
 
A esposa do publicitário João Santana, também um dos alvos da Operação de hoje, Mônica Moura, teria soltado o argumento carregado pelos investigadores como bandeira para esta fase: a informação de que o empresário Eike Batista teria pago US$ 2,35 milhões em dívidas de campanhas do PT, em 2013, consta em um dos anexos do acordo de delação de Mônica.
 
Ainda, a informação repassada pela esposa do publicitário não foi homologada pela Justiça. Foi o vazamento dela, por meio da repercussão à imprensa, que fez com que Eike Batista procurasse os membros da força-tarefa e "confessasse" em maio deste ano que fez a transferência para o casal de marqueteiros do PT, em um banco na Suíça.
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Lava Jato volta a mirar Dirceu, João Santana e Mantega

 
Jornal GGN - A nova fase da Operação Lava Jato, que prendeu o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega na manhã desta quinta-feira (22), está sendo chamada de "Operação Boca de Urna" pelo PT. Apesar de trazer como principal mira um contrato da Petrobras que beneficiou empresa de Eike Batista, os investigadores restringiram as miras à Mantega, ao ex-ministro José Dirceu e ao marqueteiro do PT, João Santana.
 
Para o partido, a 34ª fase é apenas mais uma tentativa de desgastar a imagem da sigla nas vésperas das eleições municipais de 2016. "Foi uma desumanidade inaceitável", disse o presidente do PT, Rui Falcão, que se disse "revoltado" com as circunstâncias em que Mantega foi preso. O ex-ministro estava acompanhando a sua esposa no Hospital Albert Einsten para fazer uma cirurgia, em São Paulo.
 
 
Além de Mantega, a Operação intitulada Arquivo X teve como mira as empresas Mendes Júnior e OSX, do empresário Eike Batista. Em depoimento à Lava Jato, o empresário afirmou que foi pressionado a assinar um contrato falso com empresa de publicidade para repassar R$ 2,35 milhões ao PT, em 2012. Segundo ele, Mantega, que naquele ano era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, havia pedido um repasse de $5 milhões pelo Grupo OSX à sigla.
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Sem encontro com Obama e com brechas em agenda, Temer recorre a investidores nos EUA

 
Jornal GGN - Em sua primeira agenda oficial de três dias nos Estados Unidos, desde que foi efetivado na Presidência da República, Michel Temer não será recebido pelo presidente norte-americano Barack Obama. Com grandes brechas na agenda, Temer tentará atrair investidores internacionais. E, nesta linha, usou seu discurso para garantir a "tranquilidade" do país e de que o processo de ruptura de poder foi legítimo.
 
Já com a imagem internacional manchada, sendo recebido inclusive por protestos na porta do hotel onde está hospedado, o Plaza Athénée, no último domingo (18), Temer tentou convencer o contrário: "Trago à ONU um compromisso com a democracia. O Brasil acaba de atravessar um processo longo e complexo, regrado e regido pelo Congresso e pela Suprema Corte brasileira, que culminou em um impedimento. Tudo ocorreu, devo ressaltar,  dentro do mais absoluto respeito constitucional".
 
E foi além, afirmando que o impeachment de Dilma Rousseff foi "um exemplo ao mundo". "O fato de termos dado esse exemplo ao mundo verifica que não há democracia sem Estado de direito, sem que se aplique a todos, aos mais poderosos. É isso que o Brasil mostra ao mundo", disse Temer, na abertura da Assembleia Geral da ONU, mantendo a tradição do encontro ser aberto pelo mandatário brasileiro.
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Janot precisará denunciar Lula como chefe de organização criminosa

A denúncia dos procuradores da República na Justiça Federal do Paraná pode ter efeito reverso: tirar de Moro a ação contra o ex-presidente Lula

Jornal GGN - Durante a apresentação da denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (14), pelos membros da força-tarefa da Lava Jato de Curitiba, o coordenador da equipe de procuradores Deltan Dallagnol afirmou que Lula não estava sendo denunciado por organização criminosa, porque essa investigação está tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), e portanto, fora da competência daqueles procuradores.
 
Dallagnol disse, contudo, que tinha confiança no procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a quem compete denunciar a suspeita de quadrilha no esquema de corrupção da Petrobras.
 
A apresentação que seguiu por mais de duas horas, no elaborado evento que anunciou Lula como denunciado da equipe de procuradores, expôs em toda as suas conclusões que o ex-presidente era o "chefe" do esquema criminoso, com todos os seus sinônimos e expressões similares: que o ex-presidente "sabia de tudo", que devido à sua "influência no meio político" era o "comandante", "o verdadeiro maestro dessa orquestra criminosa", o "comandante máximo do esquema de corrupção investigado na Lava Jato", além de ser o "maior beneficiário do esquema".
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A sistemática da Lava Jato de esconder investigações da defesa

Sérgio Moro decidiu abrir o acesso aos advogados de Lula de um segundo inquérito oculto. Revelamos a existência de mais 16 procedimentos em sigilo da Lava Jato
 
 
Jornal GGN - Já no fim dos trabalhos da força-tarefa da Operação Lava Jato sob a mira de Luiz Inácio Lula da Silva, e com riscos maiores de qualquer violação a direitos de defesa colocarem tudo a perder, o juiz federal Sergio Moro abriu nesta semana o segundo inquérito em Segredo de Justiça que investiga Lula. Além dos dois procedimentos ocultos, o GGN encontrou outros 16 restritos da equipe de Moro.
 
Os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira descobriram a existência do procedimento, que tramitava em máximo sigilo, quando analisavam os documentos do inquérito sobre o triplex. Em meio às comunicações entre os procuradores da República e o juiz do Paraná, os advogados do ex-presidente encontraram uma manifestação do MPF que mencionava a existência de outro inquérito com mira em Lula.
 
"As investigações referentes à aquisição do triplex no município do Guarujá pelo ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva são, por ora, conduzidas nos autos do Inquérito Policial nº 5035245-28.2016.4.04.7000", deixaram passar os procuradores.
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Lava Jato omite investigação a PP e PMDB e nega investigar Toffoli

 
Jornal GGN - Na denúncia em que a força-tarefa da Lava Jato aponta o repasse de propinas pelo suposto cartel entre a Queiroz Galvão e a Iesa, de pelo menos R$ 4 bilhões em forma de doações de campanha legais ao PP e ao PMDB, os procuradores descobriram que um escritório de advocacia também recebeu montantes, entre 2008 e 2011, do consórcio.
 
Trata-se do escritório Rangel Advocacia, que teve o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, como sócio até 2007. Os repasses de R$ 300 mil ocorreram após a saída do ministro do quadro societário do escritório, mas manteve como proprietária a esposa do ministro, a advogada Roberta Rangel.
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Primeiro cartel denunciado na Lava Jato favoreceu PP e PMDB

Procuradores da Lava Jato evitaram expor os repasses das empresas denunciados a ambos os partidos
 
 
Jornal GGN - A força-tarefa da Operação Lava Jato faz a primeira denúncia, nesta terça-feira (13), por cartel de empreiteiras no esquema de corrupção da Petrobras. No documento enviado à 13ª Vara Federal de Curitiba, nas mãos de Sérgio Moro, são acusados oito empresários ligados à Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás pelos crimes de cartel e fraude em licitação.
 
O GGN apurou que, ainda que se restringindo às apurações nos anos de governos do PT, o documento do Ministério Público mostra que os recursos provenientes dos esquemas, entre os anos de 2006 e 2014, beneficiou as eleições do PP e do PMDB. A informação não consta no comunicado oficial dos procuradores ou nos jornais que noticiaram a denúncia.
 
Na denúncia de 49 páginas, os procuradores da República defendem a tese de que o esquema de corrupção na estatal, ainda que não tivesse contado com a participação e influência de políticos, ocorria pelas empreiteiras. "A cartelização delas por si só já produziria um dano bilionário", disse o coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol.
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Após queda de Cunha, jornais semeiam esperança em Temer

 
Jornal GGN - Após a queda de Eduardo Cunha pela inelegibilidade, com seu afastamento definitivo da política direta até janeiro de 2027, os jornais da manhã desta terça-feira (13) destacaram o isolamento de Cunha pelo governo de Michel Temer, como se o primeiro não tivesse atuado em parceria intrínseca com o segundo para a saída de Dilma Rousseff.
 
As manchetes "Cunha é cassado por 450 votos, sai sob vaias e se queixa de abandono de Temer", da Folha de S. Paulo, "Planalto avalia que relação com Câmara deve se estabilizar após queda de Cunha", de O Globo, e por fim, o editorial "Tempo de reconstruir", do Estado de S. Paulo, dão o tom do que está por vir.
 
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Por que Henrique Meirelles não é alvo da Operação Greenfield?

Todos os presos temporariamente e os alvos que ganharam espaço na imprensa são ligados ao PT. Mas e os outras centenas de mandados? E os que não estão na mira?
 
 
Jornal GGN - A nova operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que investiga a "gestão temerária e fraudulenta" de quatro dos maiores fundos de pensão do país - a Funcef, Petros, Previ e Postalis, traz algumas lacunas entre os mais de cem investigados no esquema, como a exclusão do nome de Henrique Meirelles, que comandou um dos maiores grupos nas mãos dos investigadores - a J&F.
 
O caso Greenfield impõe, direta ou indiretamente, uma devassa em gigantes do mercado brasileiro, desde os bancos Santander e Bradesco, até holdings e grupos controladores de outras dezenas de empresas.
 
Para coletar provas, os investigadores visitaram as residências e sedes das empresas, totalizando 106 mandados de busca e apreensão. Mais 28 empresários e possíveis envolvidos tiveram que prestar depoimento.
 
E foram presos temporariamente cinco: Carlos Augusto Borges e Maurício Marcellini Pereira, atuais diretores de participações e de investimentos da Funcef; o ex-presidente da Funcef e filiado ao PT, Carlos Alberto Caeser; o ex-conselheiro da entidade Demósthenes Marques, e Humberto Pires Grault Vianna, também ligado ao PT.
 
Mas entre os alvos da Greenfield, chama a atenção que a mira dos procuradores da República e dos delegados estava em ex-diretores, ex-presidentes, representantes e sócios das empresas investigadas, sobretudo possiveis envolvidos com o Partido dos Trabalhadores.
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Advogado agredido em Caxias sofre ameaças de morte

 
Jornal GGN - A noite do impeachment estava sendo como qualquer outra para o advogado Mauro Rogério Silva dos Santos, que foi buscar seu filho por volta das 22 horas na praça central, onde ocorria uma manifestação pacífica em Caxias do Sul (RS). Chegando ao local, alguns jovens estavam sendo detidos. Mauro se prontificou a tentar ajudá-los e aproximou-se dos policiais militares com a carteira da profissão. "Você é advogado?", perguntou um deles, "Sim", respondeu Mauro. "Aqui, você não é advogado. Se quiser vai ser advogado na delegacia", foram as palavras antes da sequência de agressões físicas ao profissional do direito.
 
Mas não foram apenas os machucados que marcaram Mauro Rogério dos Santos, modificando completamente a sua vida. Aquela noite do dia 31 de agosto foi apenas o início dos extremismos sofridos pelo advogado e sua família, que passaram a ser ameaçados de morte.
 
Um dos manifestantes que estavam no local gravou a cena:
 
 
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Como a estratégia de garantir direitos políticos de Dilma foi estruturada

 
Jornal GGN - Apesar de iniciar com um requerimento do PT, logo na abertura da sessão, a proposta de separar o julgamento do impeachment da penalidade à Dilma Rousseff de permanecer 8 anos sem concorrer a eleições ou a cargos públicos já vinha sendo articulada pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), parlamentares aliados de Dilma e com a atuação de Renan Calheiros em papel de destaque.
 
O movimento foi apontado por jornais e articulistas entre esta quarta (31) e quinta-feira (01) como estratégia desenhada há uma semana pelos aliados de Dilma, incluindo a consulta da senadora a Renan Calheiros (PMDB-AL) e a ex-ministros de Dilma, que estariam "constrangidos" com a situação de afastá-la definitivamente.
 
Gerson Camarotti, da GloboNews, por exemplo, divulgou que "regundo relatos, Renan acabou apoiando a estratégia para fazer um gesto político a Dilma e manter uma aliança informal com o PT. Com isso, Renan poderia obter reciprocidade do PT num momento de maior necessidade". Nessa estratégia, também estariam atuando a senadora petista Gleisi Hoffmann (PR). 
 
O GGN mostra, no entanto, que a intenção de separar o julgamento do impeachment da pena de inelegibilidade foi traçado há mais de uma semana.
 
Nesta histórica quarta-feira (31), após o placar do impeachment apresentar que 16 senadores que se posicionaram favoráveis à saída definitiva de Dilma rejeitaram, em segunda votação, que ela ficasse impedida de concorrer a cargos eletivos ou públicos, Kátia Abreu divulgou em sua conta no twitter a mensagem: "Querido amigo Dr. Joao Costa que me apresentou parecer sobre a votação da Inabilitação em separado. São penas autônomas e independentes".
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Mundo fala de "golpe" e "governo ilegítimo" de Michel Temer

 
Jornal GGN - Expressões como "golpe", "injustiça", "governo ilegítimo", "não escolhido nas urnas", além de históricos de luta de Dilma Rousseff e contra o "sombrio" de Michel Temer foram usados por jornais de todo o mundo, nesta quarta-feira (31) em que uma presidente da República foi afastada sem crimes de responsabilidade. A notícia, ao contrário do que aqui, não foi celebrada pela maioria dos diários, mas escancarados os bastidores que caem junto com Rousseff.
 
Veja o que os jornais falaram pelos quatro cantos do mundo:
 
Nos Estados Unidos, o The Wall Street Journal deixou em posição privilegiada a manchete de que a ex-guerrilheira que lutou contra a ditadura no Brasil e que também "lutou como presidente", "em meio a uma economia conturbada e um clima político turbulento", foi afastada pelo processo de impeachment que ela denunciou "ser um golpe".
 
 
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Como julgador, Collor hoje critica defesa também usada no seu passado

 
Jornal GGN - Agora na posição de julgador do impeachment, após 24 anos, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTC-AL) relembra a carta de renúncia, apresentada tardiamente como forma de tentar evitar a punição e o próprio processo de impeachment. Passada mais de duas décadas, Collor usa o relato do seu próprio impeachment, único feito no Brasil e que, por isso, a seu ver serviria de jurisprudência das medidas tomadas pelos senadores para a condução do processo.
 
Na forma de tentar criticar a tentativa de aliados de Dilma Rousseff de separar o julgamento da inelegibilidade da presidente com o julgamento do impeachment em si, Collor relembrou que a carta renúncia apresentada naquela sessão de 1992 não apenas não foi aceita, como também ele foi penalizado com a inabilitação dos direitos políticos por oito anos.
 
"Naquele momento em que a carta renúncia foi apresentada, a sessão deveria, pela Constituição, ser imediatamente cancelada, porque o objeto da reunião do Senado Federal para julgar o presidente da República havia perdido seu objeto", afirmou, mostrando a sua estratégia no passado. 
 
"A decisão foi de suspender a sessão para dar posse ao então vice-presidente da República, e depois da posse do vice-presidente, voltaria este tribunal que já tinha perdido seu objeto a se reunir."
 
E manifestou: "Isso aconteceu para cassar o mandato inabilitação dos direitos políticos do então presidente", criticando que a medida tomada pelos parlamentares 24 anos atrás "foi considerado uma violência, uma atitude absolutamente fora dos parâmetros mais abrangentes com que se queira interpretar a letra da Constituição."
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Lava Jato viu falta de relevância pública ao suspender delação da OAS

Procuradores admitiram que há investigações sigilosas que Léo Pinheiro poderia colaborar e que ele "omite propositalmente" e indicam que caso contra Lula já avançou sem colaboração do delator. Também assumem outras estratégias polêmicas da Lava Jato
 
 
Jornal GGN - A equipe de procuradores da República da Operação Lava Jato afirmou que suspendeu o acordo de delação premiada com ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, por possibilidade de "má-fé" do investigado ao divulgar supostos anexos da proposta da colaboração, cujo conteúdo, segundo eles, não foi entregue aos investigadores nos últimos seis meses. Junto a isso, o procuradores alegaram que "a pretensa colaboração não é convincente o bastante".
 
Além de não conseguirem comprovar que o suposto vazamento de trechos da proposta de colaboração partiu de Léo Pinheiro - e não de próprios integrantes da força-tarefa da Lava Jato -, o Ministério Público Federal (MPF) entendeu que o vazamento foi uma estratégia do investigado de pressionar, por meio da opinião pública e imprensa, à equipe de Sergio Moro a aceitar o acordo.
 
O GGN revelou que se trata do primeiro acordo de delação prejudicado por um suposto vazamento, após pelo menos 13 investigados da Lava Jato também terem seus conteúdos de colaboração disponibilizados à imprensa de forma seletiva e antecipada.
 
"Num contexto em que a pretensa colaboração não é convincente o bastante, a criação do relato fora do contexto das negociações revela uma tentativa de forçar os investigadores a aceitar a colaboração mediante pressão externa, a despeito de uma análise apropriada do interesse público envolvido", informou, em nota oficial. Partindo dessa interpretação, enxergaram "falta de credibilidade decorrente dessas posturas e a violação da confiança e lealdade". 
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