9 de julho de 2026

Ucrânia: EUA toma a rampa de saída e aceita as exigências russas

Ucrânia: EUA toma a rampa de saída e aceita as exigências russas 
16/3/2014, Moon of Alabama 
http://www.moonofalabama.org/2014/03/ukraine-us-pulls-back-agrees-to-russian-demands.html#more

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Entreouvido na Vila Vudu:

Moon of Alabama distribui praticamente a mesma importante notícia que não se lê em NENHUM jornal brasileiro e que o embaixador MK Bhadrakumar distribuiu (e já traduzimos), há pouco. Mas Moon, menos interessado em promover a ação diplomática, promove menos os embaixadores e o próprio governo Obama, que o embaixador Bhadrakumar. 
E vai, mais diretamente, ao ponto. Ótimo Moon of AlabamaCheers!
_____________________________________

Houve hoje outro telefonema entre o secretário de estado Kerry e o ministro Lavrov de Relações Exteriores da Rússia. O telefonema aconteceu depois de uma reunião estratégica sobre a Ucrânia na Casa Branca. Nesse telefonema, Kerry aceitou as demandas russas de que a Ucrânia seja convertida numa federação, na qual os estados federados tenham forte autonomia em relação ao governo central, numa Ucrânia finlandizada. Putin ofereceu essa rampa de saída da escalada, e Obama enveredou por ali.

O anúncio dos russos:

“Lavrov e Kerry concordam em trabalhar para uma reforma constitucional na Ucrânia: ministério da Rússia”[1]

(Reuters) – O ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov e o secretário de Estado dos EUA John Kerry acertaram, nesse domingo, que buscarão juntos uma solução para a Ucrânia, promovendo ali reformas constitucionais, disse o ministério russo.

Não há ainda detalhes sobre o tipo de reformas necessária, exceto que devem ser feitas “de forma aceitável para todos e levando em conta os interesses de todas as regiões da Ucrânia”. 

“Sergei Viktorovich Lavrov e John Kerry concordaram que continuarão a trabalhar para encontrar uma resolução final sobre a Ucrânia mediante o rápido lançamento de reformas constitucionais com o apoio da comunidade internacional” disse o Ministério, em declaração.

A ideia de “reforma constitucional” e “os interesses de todas as regiões” é dos russos, como documentada nesse ‘não-jornal russo’ (http://newsru.com/pict/big/1638517.html) (ing.).

O não-jornal descreve o processo de como chegar a uma nova Constituição ucraniana e demarca alguns parâmetros. O russo voltará a ser língua co-oficial da Ucrânia; as regiões terão grande autonomia; não haverá interferência em assuntos religiosos; e a Ucrânia permanecerá politicamente e militarmente neutra. Será aceita qualquer decisão sobre autonomia que se decida na Crimeia. O acordo será garantido por um “Grupo de Apoio à Ucrânia”, constituído de EUA, União Europeia e Rússia, e será cimentado por uma Resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Parece que Kerry e Obama aceitaram todos esses parâmetros. Agora, se tratará de vender essa solução como se fosse ideia deles, o que – como o não-jornal o comprova suficientemente – é inconsistente com a realidade.

Aqui[2] aparece Kerry repentinamente “exigindo da Rússia” que aceite as condições que a Rússia propôs e que Kerry jamais antes havia mencionado:

O secretário de Estado John Kerry exigiu de Moscou que recolha às bases suas tropas na Crimeia, retire os soldados da fronteira da Ucrânia, pare de incitar o leste da Ucrânia e apoie as reformas políticas na Ucrânia que protegerão os russos étnicos, os falantes de russo e outros na ex-República Soviética com a qual a Rússia se diz preocupada.

Em telefonema ao ministro de Relações Exteriores da Rússia Lavrov, o segundo entre ambos depois do fracasso do encontro que tiveram na 6ª-feira em Londres,[3] Kerry exigiu que a Rússia “apoie os esforços dos ucranianos de todo o espectro para resolver a partilha de poder e a decentralização, mediante um processo de reformas constitucionais amplo e inclusivo, que proteja os direitos das minorias” – disse o Departamento de Estado.

Obama cedeu. Suas ameças ocas não funcionaram e, agora, Obama está, em vasta medida, aceitando as condições que os russos propuseram para sair da crise.

O golpe que os EUA armaram para roubar a Ucrânia da Rússia e para integrá-la à OTAN e à União Europeia parece ter fracassado. A Rússia ficará com a Crimeia, agora com apoio de 93% da população ucraniana – o que torna impossível realizar o projeto dos EUA de espantar os russos para longe de Sevastopol e, portanto, também para longe do Oriente Médio. 

A ameaça dos russos (que não veio a público) de imediatamente invadir e anexar as províncias leste e sul da Ucrânia, empurrou os EUA a aceitar as condições russas mencionadas acima. A única alternativa, naquele caso, seria confronto militar que nem EUA nem os europeus querem arriscar. Apesar da campanha anti-russos na imprensa-empresa nos EUA, a maioria dos norte-americanos e dos europeus estão contra qualquer confrontação desse tipo. Como se vê agora, os EUA jamais tiveram as cartas que precisariam ter para vencer esse jogo.

Se tudo correr bem e uma nova Constituição ucraniana satisfizer as condições que os russos impuseram e obtiveram, o ‘ocidente’ no futuro poderá ser autorizado a pagar mensalmente, à Gazprom, as contas que a empresa continuará a enviar para o endereço de Kiev.

Demorará algum tempo para implementar tudo isso. Que truques sujos os neoconservadores de Washington tentarão agora, para impedir esse desfecho pacífico? *****


[3] Como se lê em “EUA e Rússia concordam em deixar rolar a bola na Ucrânia
16/3/2014, MK Bhadrakumar, Indian Punchline”, em http://blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2014/03/16/us-russia-kick-ukraine-can-down-the-road/, essa reunião não fracassou. Foi, de fato, muito bem sucedida e levou ao bom resultado que hoje se anuncia. Quem precisa do jornalismo que há?! [NTs].

 

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32 Comentários
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  1. Jorge Nogueira Rebolla

    17 de março de 2014 12:40 am

    Quem diz defender a democracia pode se opor?

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=xTIQ5o5llXQ%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Z3FtzFUpa2c%5D

  2. Marco St.

    17 de março de 2014 12:41 am

    Tudo que vemos pela mídia

    Tudo que vemos pela mídia trata-se apenas de jogo de cena. Agora cada um vai se retirar do picadeiro da forma menos humilhante possível. Provavelmente fazendo ameças vazias, ao velho estilo Obama de sempre. Perder dizendo que venceu. De novo.

    Talvez sobre algum tempo para os americanos cuidarem mais do quintal europeu…

    Veneza vai votar em referendo separação da Itália

    veneza, referendo, itália, separação, estado independente

    De 16 a 21 de março, o Vêneto irá realizar um referendo sobre a separação desta região da Itália.

    A única questão submetida à votação será: “Quer que a região do Vêneto se torne uma república federal independente e soberana?”

    Conforme as pesquisas de opinião, a separação da região da Itália e a criação de um Estado independente são apoiadas por até 64% dos habitantes do Vêneto, ou seja, dois terços de sua população.

    Segundo a lógica dos organizadores do referendo, como a região integrou outrora a Itália por referendo, é igualmente por referendo que ela pode se separar da Itália.
     

    http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_03_16/Veneza-vai-votar-em-referendo-separa-o-da-It-lia-7741/

     

    1. Motta Araujo

      17 de março de 2014 6:15 pm

      Precisa explicar que esse

      Precisa explicar que esse referendo NAÕ TEM FORÇA LEGAL, não legitima nenhuma secessão, só o Parlamento Italiano pode aprovar algo desse titpo e uma aprovação é proxima do impossivel.

  3. alfredo machado

    17 de março de 2014 12:45 am

    BObama ajoelha

    Adriano,

    Este jogo de Ucrânia foi pessimamente jogado por Tio Sam desde um início que nem deveria ter existido.

    Do outro lado, o astuto Vladimir Putin que não precisa de ninguém ficou quieto até abrirem as urnas para o massacre –  93% de preferência é resultado digno de ditadores ( ou seja, só um alucinado como BObama para enfrentar esta realidade da Criméia), e agora deu a solução que lhe satisfaz e impossível de ser recusada pelo USA, uma surra e tanta. A tal liderança mundial americana sofreu um baita de um revés, ao resolver confundir a Rússia com uma republiqueta qualquer..

    Quando um republicano, o fraquíssimo herói de guerra McCain vai a Kiev para fazer bravata com lideranças neonazistas, é sinal de que a percepção do governo democrata não anda lá estas coisas.

    1. Motta Araujo

      17 de março de 2014 6:29 pm

      McCain não é um fraquissimo

      McCain não é um fraquissimo heroi de guerra, ficou muitos anos preso em péssimas condições depois de ser torturado pelos vietcongs, recusou ser libertado sem que seus companheiros tambem fossem juntos, tem todas as credenciais de valor pessoal. Politicamente é burro e incompetente, essa é outra questão.

      Os EUA não deriam desde o inicio ter se envolvido nessa questão, não é area de interesse nacional dos EUA, é area de interesse da Russia, os EUA não tem nada o que fazer lá, ja foram muito longe estendendo a OTAN até os paises balticos.

  4. anarquista sério

    17 de março de 2014 12:58 am

    Eleição igual a Coreia do

    Eleição igual a Coreia do Norte? Não sei.

     Na Coreia do Norte o pigmeu teve 100 por cento dos votos e nenhuma abstenção.É SÉRIO.

            A ELEIÇÃO NÃO FOI MANIPULADA.

              Deu- se assim: Duas cabines.Uma pra votar no anão de circo.A outra pra votar contra.

          E QUEM TEM CORAGEM PRA MUDAR DE CABINE?

          A não ser que deseje o ”suicídio” forçado, todos votaram no espião de rodapé.

    1. Jorge Nogueira Rebolla

      17 de março de 2014 2:21 am

      Quantos por cento…

      …dos russos da Crimeia votariam contra o retorno à mãe Rússia? São cerca de 60% da população. 

      Não acredito ser impossível que mesmo os de etnia ucraniana e outras, a exceção dos tártaros, a oposição a nova realidade seja unânime. O movimento para a independência da Ucrânia, após a dissolução da URSS, foi muito mais forte no oeste do país. Aqueles que saudaram os nazistas como libertadores e se alistaram na SS Galícia, cujos descendentes agora pregam o retrato do Stepan Bandera nos prédios públicos que controlam. Os mesmos que apareciam no vídeos sobre a “revolução da praça” como heróis da liberdade…

      Falar que a maioria os votos favoráveis são devidos a fraude ou a coação pela presença do exército russo é conversa para boi dormir ou agradar o Obomba e a Merdel.

       

  5. Luciano Prado

    17 de março de 2014 1:20 am

    Voltar as bateras para a Venezuela

    Desocupado pelos Russos os EUA vão retornar suas baterias para a Venezuela.

     

    1. Motta Araujo

      17 de março de 2014 6:17 pm

      Se quisessem apontar baterias

      Se quisessem apontar baterias para a Venezuela era só suspender a importação de petroleo daquele Pais.

      Se não fizeram isso em quinze anos porque fariam agora?

  6. Gão

    17 de março de 2014 1:47 am

    Entra cossaco cossaco dança agora

    finge que é rock! os russos não dão muita bola pra retórica, Putin mal responde aos rosnados do ocidente, parece Barroso vs Barbosa, foi assim na crise dos mísseis onde saíram melhor que entraram, agora o tio sam vai dançar a polca tocada pelos russos como fizeram na síria depois de ameaçar com bombardeios.

     

    ” a tranquilidade do guerreiro deve aterrorizar o inimigo. “

    Caio Júlio César, citado no “voz da rússia”

    1. Motta Araujo

      17 de março de 2014 6:18 pm

      Não diga, que coisa, fizeram

      Não diga, que coisa, fizeram implodir a URSS e voce acha pouco?

  7. nadja

    17 de março de 2014 1:47 am

    Vou tomar minha cervejinha

    Vou tomar minha cervejinha geladíssima em plena segunda pq tenho motivos. Saúde ao Putin!!!

  8. Álvaro Noites

    17 de março de 2014 1:54 am

    A espera do comentario do
    A espera do comentario do parcial Gunter.

    1. Gunter Zibell - SP

      17 de março de 2014 8:28 am

      Já fiz o comentário, vide acima.

      Só que eu acho justamente o blog envolvido o cúmulo da parcialidade. E os termos usados não escondem isso.

      Mas o post serve pra manter a torcida putiniana embalada em seu mundo de faz-de-conta.

  9. Luiz Eduardo Brandão

    17 de março de 2014 2:15 am

    Trilha sonora do desenlace

    Da legendária e genial dupla Brecht/Weill, com a não menos legendária e maravilhosa Lotte Lenya.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=X4IzqG7oP18%5D

  10. Carlos Dias

    17 de março de 2014 2:19 am

    Pobre Ucrânia!!

    Será fatiada e rearanjada conforme o interesse de duas potências…

    É ai que digo que o Brasil precisa ter armas e se defender.. Temos petróleo e agua potável, as maiores riquezas dos próximos 100 anos..

     

  11. Carlos Dias

    17 de março de 2014 2:19 am

    Pobre Ucrânia!!

    Será fatiada e rearanjada conforme o interesse de duas potências…

    É ai que digo que o Brasil precisa ter armas e se defender.. Temos petróleo e agua potável, as maiores riquezas dos próximos 100 anos..

     

    1. leonidas

      17 de março de 2014 3:40 am

      Mas nao temos civismo
      Não

      Mas nao temos civismo

      Não temos patriotismo

      Na america latina nao existe politica de estado , ou classe politica com noção do que venha a ser uma nação.

      Tanto a suposta direita como a esquerda é entreguista e bundona

       

      1. Francy Lisboa

        17 de março de 2014 7:37 am

        Não temos patriotismo? Vc é o

        Não temos patriotismo? Vc é o primeiro a cagar no Brasil quando tem oportunidade.

        1. leonidas

          17 de março de 2014 11:59 am

          Nao confunda patriotismo com

          Nao confunda patriotismo com ufanismo ou peleguismo ok?

  12. Celio Mendes

    17 de março de 2014 2:24 am

    Aposta

     

    Segundo os esteriótipos estabelecidos o poquer é um jogo simbolo dos EUA, não há um filme de velho oeste em que não esteja presente, neste jogo combina-se sorte, pericia e ousadia, Obama achou que tinha uma mão invencivel, a medida em que as cartas foram distribuidas começou a perceber que não era tão boa assim, resolveu partir para o blefe aumentando as apostas na esperança de assustar o oponente e raspar a mesa, Putin não engoliu e pagou para ver, como se diz nas ruas – Perdeu, Obama, perdeu.

  13. Luís CPPrudente

    17 de março de 2014 3:00 am

    A decadência dos EUA, um bem à humanidade

    A humanidade agradece a decadência do imperialista (e atualmente pró-fascismo) EUA.

    1. leonidas

      17 de março de 2014 3:38 am

      Imperialista a China tambem é

      Imperialista a China tambem é , como a Russia foi 

      cada coisa …rs

  14. Alberto Santos Neto

    17 de março de 2014 3:29 am

    Obama, o fantoche

    Agradeço, por ainda haver, países que ainda possam se contrapor aos golpes imperialista dos Estados Unidos, cuja consequência é sempre o terror, a fome e a miséria para os povos dos países que sofreram estes golpes.

    Espero que a Venezuela seja deixada em paz pelos Estados Unidos, que há 12 anos vem tentando derrubar governos que são eleitos democraticamente naquele país. 

    1. leonidas

      17 de março de 2014 3:30 am

      Não seja demagogo 
      Todo pais

      Não seja demagogo 

      Todo pais poderoso faria o mesmo e faz o mesmo, Uniao Sovietica, China , Inglaterra no passado etc

      A Ucrania NUNCA foi um pais, só existe a partir de 91 em decorrencia do fim da URSS 

      Historicametne sempre foi parte de alguma outra naçao

      A Russia NAO PODE permitir que a Crimeia fique a merçe de uma naçao fantoche como seria ou sera a Ucrania nos tempos modernos da Europa e EUA.

      A Russia esta certissima em jogar pesado, pois o Kosovo ja deixou claro o quanto as naçoes poderosas sao uma ameaça a integridade territorial de quem seja fraco e incapaz de se defender…

      1. Alberto Santos Neto

        17 de março de 2014 4:08 am

        Eu sei muito bem o que

        Eu sei muito bem o que aconteceu no Brasil a partir do golpe de 1964. Demagogo é quem defende os Estados Unidos, mesmo ele tendo feito o que fez com o Brasil. E não me venha com aquela lorota  de que foi para defender o país do comunismo.  

  15. Eduardo Pereira da Silva

    17 de março de 2014 5:14 am

    A farsa criada pela Europa e EUA se esfarela ante os fatos.

    Em outro post eu escrevi, antes mesmo de se falar do referendo, que a península da Crimeia era favas contadas que ficariam com os russos, a questão era saber como ficaria  a situação do Leste e Sul da Ucrânia, onde aproximadamente 75% a 80% da população falam russo.

    Ou seja, os EUA e Europa armaram um levante na região de KIEV e passaram para o mundo que era um levante de toda a Criméia. Mas a mentira foi sendo desfacelada. Primeiro a Criméia se levantou pró Russia. Agora a região da Cracóvia, onde tem a segunda maior cidade da Ucrânia,também está querendo fazer um plebiscito ou referendo nos moldes da Crimeia e junto começa a se levantar a região Sul da Ucrânia, com a mesma intenção.

    Ou seja, depois de toda bazófia e gritaria. A realidade dos fatos e dos acontecimentos vai desmontando a farsa americana e européia na Ucrânia, por isso agora estão até aceitando reformular a constituição da Ucrânia, para que essas regiões anti americanos também não se desmembrem do que sobrar da Ucrânia, mas tendo provavelmente total autonomia em relação a KIEV. Ou seja, o caldo entornou, o golpe deu “xabu”, ou aceitam isso, ou só vai restar a região de Kiev isolada para a gana dos Europeus e Americanos.

    Incrivelmente, ao invés da força, os Russos jogaram muito melhor no jogo de xadrez estratégico da região e estão dando uma surra de xadrez nos americanos e europeus.

    Só para constar, o que os americanos e Europeus fizeram foi pegar a região no entorno da Crimeia que era (anti governo deposto) e insuflar uma rebelião, apoiada por mercenários e grupos nazistas e ultra direitistas e passar para o mundo que era um levante de TODA A CRIMÉIA, quando na verdade era um levante de uma pequena parcela da Crimeia e, incrivelmente depor um presidente eleito POR TODA A CRIMEIA e considerar legal e legítimo a posse de um governo interino que foi aceito por aclamação pelo grupo que se concentrava na praça de Kiev (que nem de perto representam uma parcelá significativa do eleitorado de toda Crimeia e, sendo por aclamação, nem se sabe quantos realmente eram cidadão da Crimeia ou pessoas infiltradas), mas como estamos vendo a farsa durou pouco.

  16. Gunter Zibell - SP

    17 de março de 2014 8:25 am

    Haja torcida

    Esqueceram de contar pra mesma que Finlândia faz parte da UE.

    (Interessante, no entanto, isso de ‘militarmente neutro’)

    Mas, enfim, se certas interpretações dos fatos fossem realmente boas seriam discursadas por políticos brasileiros ou Itamaraty. Ou de outros países.

    Não se precisaria traduzir de um post que mesmo em inglês não tem 100 comentários.

    De um blog obscuro onde os outros posts mais lidos são sobre Irã, Síria e Palestina.

    Neutro até dizer chega…

     

     

    1. Juliano Santos

      17 de março de 2014 3:58 pm

      Posso ser contra o Tio Sam e não ser da “torcida”, Gunter?

      O mais triste dessa a história é que a “solução” para a Ucrania foi resolvida num telefonema entre Kerry e o chanceler russo. Se eu fosse ucraniano tomaria do brasiliero o “complexo de vira-lata”.

      Gunter, não tem muito como fugir do que de fato aconteceu. Os EUA e a OTAN quis aproveitar-se de uma crise institucional séria no país para avançar numa região estratégica. Ali na porta da Russia, que depois de 25 da queda do muro, está cada vez menos “amigo” dos EUA.

      Para isso o Ocidente fez vista grossa para o fato de que a tal “primavera” ucraniana nada mais foi do que um golpe de estado liderado por neonazistas. Isso está fartamente demonstrado. Mas é claro que parte consideravel da população apoiou. Aí é caso para lamentar, mas respeitando a soberania ucraniana.

      Mas o Tio Sam assanhou-se e meteu o bedelho lá nas (re)barbas russas, que diga-se de passagem vinha sendo, até então, parcimoniosa em termos de sua tradição imperalista intervencionista. O limite era a Criméia, cuja população é pró-Russia, então ficou mais fácil.

      Dito isso, eu, em hipótese alguma sou da “torcida pró Putin”. Acho a Russia uma “democracia” bastante entre aspas. E considero Putin um político com hábitos autoritários, que preferia não ter que passar por eleições. E suas campanhas homofóbicas são aberrações medievais. Deveria ser objeto de repúdio na ONU permanentemente.

      Posso ser contra o imperialismo americano e não ser da “torcida pró-Putin”, Gunter? Voce deixa?   

      1. Gunter Zibell - SP

        17 de março de 2014 8:20 pm

        Claro que pode, uai.

        Você pode também acreditar nesse post. Pensamento é livre e não sou eu quem patrulha pensamento neste blog.

        Acho que faz bem em ficar ‘esperto’ em relação a Putin. É uma postura coerente, inclusive, com ser anti-imperialista.

        Agora, não se deve esquecer que não só EUA e OTAN (e UE também) “quiseram se aproveitar” de uma situação, como podem também ‘ter se aproveitado’. Tempo verbal faz diferença aqui.

        De qualquer modo, retornou-se à situação até o 1º semestre/2013 com um governo ainda mais pró-ocidente que qualquer outro antes. E com a Crimeia estabilizada na Rússia.

        Qualquer comparação antes vs depois leva a essa conclusão.

        Uma eventual torcida contra o Tio Sam deve ficar atenta para isso, assim como se nota o fato de que não só parte, mas provavelmente a maioria da população irá sancionar o novo regime em 25/maio.

        Aí a propaganda acabará e as pessoas ficarão mais realistas, não?

        Que bom!

         

  17. formiga

    17 de março de 2014 11:57 am

    Ucrânia Convoca 20 mil para Guarda Nacional

    A Ucrânia criou uma Guarna Nacional com 20 mil integrantes. 

    http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPEA2F00W20140316

    O que isso significa? Que o exército não obedece o governo e em caso de Guerra Civil, iria lutar ao lado dos pró-russos. Não torço pelo Putin, mas nessa o Obama foi “mal acessorado”. O Gunter que tem posições originais e muito válidas, acho que errou dessa vez.

    1. Gunter Zibell - SP

      17 de março de 2014 6:52 pm

      No

      quê?

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