5 de junho de 2026

As complicações deixadas pelo Golpe

Da Unesp

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Marcos Del Roio, especialista em ciências políticas da Unesp em Marília, aponta as complicações deixadas pelo Golpe Militar.
 
Especial elaborado por Amanda Fernandes, Mayara Oliveira e Renato Coelho.
 

 

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  1. Motta Araujo

    31 de março de 2014 12:55 pm

    As Policias Militares existem

    As Policias Militares existem há mais de um século, não foram criadas pelo regime militar, a Força Publica de São Paulo, fundada pelo Brigadeiro Tobias de Aguiar, chegou a ter aviação e artilharia, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul já era centenaria em 1964, o regime militar sequer mudou as estruturas dessas corporações, formação, patentes, etc.

    1. W K

      31 de março de 2014 1:57 pm

      É, a precisão do fato é

      inversamente proporcional à distância entre o local de narração e o local do evento, ou  pelo tempo entre a data da narração e a data do evento, ou ainda, fortemente dependente da seriedade de quem a narra! 

      Certamente um destes casos se aplica aqui.

      Algumas das tais Polícias Militares já existiam einda na época colonial, com é o caso da PM de Minas Gerais, se não me falha a memória. 

      O que tornou ruim a fama de diversas PMs, especialmente as de São Paulo e a do Rio de Janeiro, é que as ditas PMs foram consideradas forças auxiliares das forças armadas, e na maioria das PMs estaduais, exceto na PM de Minas Gerais, o governo militar impôs algum coronel do exército para ser chefe das mesmas. 

      Esses coronéis estavam apenas de passagem pela PM, para assumirem outros postos no exército; assim, a maioria de atuação dos mesmos perante a PM era mais do tipo “não me criem caso, e eu não crio caso com vocês”. Daí é que essas PMs, que sofreram a intervenção do exército acabaram se desencaminhando de suas atividades, o que gerou a situação atual.

      Já na PM de Minas Gerais, que sempre foi comandada por oficiais da própria PM, o soldado sabe perfeitamente como agir perante estes oficiais, os quais não dão muita trela para irregularidades. 

      Nas PMS desandadas, vários soldados chegam nos quartéis à paisana; na PM citada é bastante comum o soldado chegar fardado. Aliás, isto é um sinal claro de como a PM se insere na comunidade em que atua, como também como o soldado se sente perante seu empregador. 

      Vale dizer que existe uma grande diferença nas atuações da PM e do exército. Por exemplo, se a ambas é atribuída a missão de tomar uma área habitada, por exemplo, um bairro pobre, a PM entra pelas trilhas, se posiciona nos cruzamentos e procura pelos criminosos. Já o exército simplesmente cerca a área, destrói todas as construções, chegando inclusive a dispersar eventuais moradores. 

       

    2. LACosta

      31 de março de 2014 2:49 pm

      Mas

      Deixou que a PMMG mantivesse os organogramas e funcionalidades mas recolheu TODAS as armas modernas, à época, deixando-a só com os tais F.O. 1908 e COLT 45. Incluindo os TG’s. A nossa unidade na cidade chamava-se XY Batalhão de Infantaria e passou a chamar-se XY Batalhão da PMMG. Por volta de 66 ou 67.

  2. IV AVATAR

    31 de março de 2014 1:04 pm

    Retrocesso

    Um Brasil promissor, com reformas de base em andamento, com o presidente Jango tendo acima de 70 de aprovação popular, foi abortado, o pior de tudo é que a mesma mídia que colaborou e apoiou o golpe não mudou, o entulho autoritário permanece no STF, na mídia, ..

  3. jc.pompeu

    31 de março de 2014 2:30 pm

    “Uma revolução não é um

    “Uma revolução não é um jantar de gala, não é um ensaio literário, não é uma pintura, não é um bordado; não pode avançar de modo suave, gradual, solícito, respeitoso, moderado, linear e modesto.” Mao Tse-Tung

     

    Em janeiro de 1978,

    […]

    O sol levantou-se vermelho no horizonte, os dois lados da estrada estavam cobertos de branco, podia ser neve ou geada, mas também podia ser solo alcalino. Com o motor falhando, chegamos a Shouguang e procuramos um lugar para comer. Era um vilarejo ermo e decadente com apenas uma rua, e nessa rua apenas um restaurante, que, segundo o aviso na porta de vidro, abriria às oito. Começaram a atender às nove, mas não tinham nada a não ser pão dormido. Como estávamos fardados, o atendente até que foi educado e se prontificou a requentar uns pãezinhos para nós. Ofereceu, de cortesia, uma garrafa de água quente e uma porção de picles. Na época, na compra de cada pãozinho ainda era preciso dar – além do dinheiro – um cupom de racionamento de grãos no valor de cem gramas. Mas eu só tinha cupons nacionais de valor alto, para os quais o atendente não tinha troco. Depois de consultar o chefe, ele decidiu aceitar trinta centavos em lugar de cada cupom de quinhentos gramas.

    Em 2003, fui convidado a participar da Feira de Horticultura em Shouguang, que tinha se transformado numa cidade moderna, com uma floresta de arranha-céus e avenidas largas. Nas terras outrora desertas, agora enfileiravam-se estufas de plástico. Essas estufas modificaram o cardápio dos chineses, subverteram o ciclo de crescimento das plantas e alteraram os locais de cultivo. Dentro delas, os agricultores locais produzem frutas e legumes jamais vistos ou mencionados, arrancando exclamações de visitantes nacionais e estrangeiros.”

    Mudança, de Mo Yan. Tradução Amilton Reis. Editora Cosac Naify, 2013. Mo Yan ganhou o Prêmio Nobel de 2012.

  4. Severino Januário

    31 de março de 2014 3:27 pm

    Para mim o maior problema

    Para mim o maior problema deixado pela ditadura foi o comprometimento ético e moral das Forças Armadas brasileiras. Para nós é este um problema terrível que persiste justo agora que precisamoos mais que nunca dos nossos profissionais da defesa, dado a que somos um pais de riquezas imensas e quase desarmado, em um mundo cada vez mais hostil e violento.  Foi cavado uma espécie de fosso social entre as Forças Armadas e resto do país, muito embora em outras nações mais vellhas os exércitos tenham listas infindáveis de comprometimento moral e ético bem pior do que o nosso.

    1. Motta Araujo

      1 de abril de 2014 2:57 am

      As Forças Armadas Brasileiras

      As Forças Armadas Brasileiras são a instituição do Pais com a mais alta avaliação junto à população,  76%. segundo pesquisa bi-a nual da Fundação Getulio Vargas. Pesquisa semelhante é feita pelo instituto chileno Latinobarometro e dá o mesmo resultado. A avaliação é superior a da Igreja Catolica, que está sem segundo lugar.

      Aonde as F.A. estão mal é na esquerda radical, na esquerda caviar, na esquerda do dendê e na esquerda trotskysta.

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