Foto: Carlos Humberto/STF
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Jornal GGN – A jornalista Helena Chagas avalia que o afastamento de Aécio Neves do mandato e a imposição de uma semi-prisão domiciliar foi um recado de uma parcela dos ministros do Supremo Tribunal Federal que não pretendem pegar leve com políticos investigados a reboque da Lava Jato. Segundo artigo divulgado nesta quarta (27), a decisão tem como pano de fundo a discussão em torno de mudar o entendimento sobre a prisão em segunda instância. Para Helena, há uma maioria se formando no STF para barrar o grupo liderado por Gilmar Mendes.

Por Helena Chagas
Supremo, pressionado, avisa que não tem pizza
Os Divergentes
A decisão de ontem da primeira turma do STF de afastar Aécio Neves do mandato e decretar para ele uma semi-prisão domiciliar noturna teve claramente a intenção de avisar aos navegantes que a suprema corte brasileira não está ajudando o establishment político a assar uma pizza para livrar os acusados com foro privilegiado da Lava Jato.
O grupo que mandou esse recado aparentemente representa hoje a maioria do Supremo, mas o fato é que se trava um duro conflito nos subterrâneos entre os mais sensíveis à pressão da opinião pública – que a toda hora compara a lentidão da suprema corte à celeridade de Curitiba – e os que querem rever abusos e excessos.
Neste momento, o destaque na Suprema Corte fica para Luís Roberto Barroso, o ministro que, aos poucos, ganha espaço polarizando com Gilmar Mendes e vestindo o figurino de salvador da pátria. Foi ele quem abriu a divergência com o relator do caso Aécio, Marco Aurélio, que anteriormente havia livrado o senador tucano do afastamento e da prisão. Barroso obteve o apoio de mais dois colegas de turma – Rosa Weber e Luiz Fux -, e virou o julgamento, vencendo o relator e o ministro Alexandre Moraes.
Nos bastidores, a aliança pró-Lava Jato no STF parece ter o apoio da presidente Cármen Lúcia, e poderá se reproduzir no plenário no sentido de dar celeridade e endurecer o tratamento com os acusados neste ano eleitoral que se inicia – impedindo muitos deles de se candidatarem ou reelegerem.
Trata-se também de um movimento preventivo para evitar que, como muita gente espera, o STF volte atrás no entendimento de que a prisão dos condenados deve ocorrer após a decisão na segunda instância. Há quem diga que, no esforço para evitar isso a partir da mudança de posição de Gilmar Mendes – agora contra a execução da pena no segundo grau – o grupo que quer manter a decisão está também virando votos. O de Rosa Weber, contrária na primeira rodada, seria um deles.
A única coisa que se sabe é que, a cada dia, se aprofunda mais a divisão suprema, provocando alianças inusitadas. Na Folha de S.Paulo de hoje, por exemplo, Ricardo Lewandowscki, que anda formando ao lado de Gilmar Mendes nas posições garantistas da segunda turma, assina artigo sobre a necessidade de se respeitar o “devido processo legal” e condena exageros ligados a prisões provisórias, delações, conduções coercitivas e detenções espalhafatosas.
Junior 5 Estrelas
27 de setembro de 2017 5:23 pmTenho o maior respeito pela
Tenho o maior respeito pela Jornalista Heleninha Chagas,certo.Uma pena que não tenha demonstrado tanta competência quando geriu as polpudas verbas da Comunicação Social do Governo Dilma Roussef.Fazia o que a Globo queria.
André élebê
27 de setembro de 2017 5:24 pmKKKKKKKKKKK!!!
Depois de
KKKKKKKKKKK!!!
Depois de tudo, o Aécio será “obrigado” a dormir em casa. Eu sou punido do mesmo modo que um senador e não sabia! A diferença é que em casa a pizza não vem pelo Judiciário, é um motoboy quem traz.
gaúcho
27 de setembro de 2017 5:32 pmNão entendi o argumento da
Não entendi o argumento da autora do texto de que o STF vai endurecer… aécio continua livre apenas com uma restrição de recolhimento à noite enquanto em outras casos houve decretação de prisão.
Não houve endurecimento mas sim relaxamento para acomodar um ‘prócer’ do anti-petismo.
Arimatea13
27 de setembro de 2017 5:37 pm“A jornalista Helena Chagas
“A jornalista Helena Chagas avalia que o afastamento de Aécio Neves do mandato e a imposição de uma semi-prisão domiciliar foi um recado de uma parcela dos ministros do Supremo Tribunal Federal que não pretendem pegar leve com políticos investigados a reboque da Lava Jato. Segundo artigo divulgado nesta quarta (27), a decisão tem como pano de fundo a discussão em torno de mudar o entendimento sobre a prisão em segunda instância. Para Helena, há uma maioria se formando no STF para barrar o grupo liderado por Gilmar Mendes.”
Só precisei ler isso pra não perder tempo com o texto.
Lionel Rupaud
27 de setembro de 2017 5:41 pmEsta ideia prova que Dilma Roussef nunca teve
qualquer capacidade para escolher os subordinados.
Hesitei entre o riso e a tristeza infinita lendo o texto da Sra Controle Remoto.
Barbaridade!
Rei
27 de setembro de 2017 6:00 pmSe não prenderam Aécio… nunca prenderão ninguém do PSDB
PSDB TA LIBERADO PARA ROUBAR A VONTADE!!!
Nada nunca será tão grave quanto aquilo que apareceu contra Aécio.
Simplesmente tinha tudo!
-Flagrante
-Geavações
-Ameaça
-Mala de dinheiro
-Contas em paraísos fiscais
Todos os limites foram ultrapassados… agora liberou geral… bandido maior que Aécio eu nunca vi na política!
Guimarães Roberto
27 de setembro de 2017 8:27 pmTá tudo combinado
Parece estar tudo combinado mesmo. O STF afasta Aébrio do Senado e o Senado o reintegra nas funções. O Senado vai alegar que é a independência dos poderes e o STF dirá que fez a sua parte. Será que um poder já sabia da decisão do outro? Ambos darão satisfação à sociedade e o PT não vai mais poder reclamar. Tá ou não tá tudo combinado?
Serjão
27 de setembro de 2017 9:02 pmsiameses
Os Divergentes rima com O Antagonista.
Renato TS
27 de setembro de 2017 9:22 pmVai servir
O STF realmente não vai assar uma pizza, vai servir cru, se quiser bem se não quiser amem.