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Xadrez de como o MPF tornou-se uma força antinacional

Peça 1 - o cenário pré-Lava Jato

A Lava Jato vai revelando dois aspectos do estágio de desenvolvimento brasileiro.

O primeiro, a corrupção endêmica e generalizada que foi apodrecendo o sistema político sem ser enfrentada por nenhum partido. Era o tema à vista de todos e há décadas percebido pela opinião pública, o único tema capaz de provocar a comoção geral.

O segundo, as indicações de que o país estava a caminho de se transformar em uma potência média, repetindo a trajetória de outras potências, inclusive no atropelo das boas normas.

Como potência média, ainda não havia desenvolvido internamente legislações e regulamentos que disciplinassem o financiamento político, que blindassem as empresas que representassem o interesse nacional, os procedimentos que impedissem  que o combate à corrupção comprometesse setores da economia. Enfim, todo esse aparato jurídico-político com que as nações desenvolvidas desenvolvem e blindam suas empresas e até tratam com tolerância, criando uma zona de conforto para que possam pular os limites, nos casos de ampliação do chamado poder nacional.

O Brasil trilhava o caminho de potência média, mas sem essas salvaguardas e sem os cuidados necessários.

Os arquivos da Odebrecht revelam influência no México, Peru, Equador, Argentina, Colômbia, Guatemala, República Dominicana e Panamá, nas eleições de vários países da região, na esteira da ampliação da influência diplomática brasileira, além da notável expansão das empreiteiras na África e América Latina (https://goo.gl/oyxNpa).

Por outro lado, desenvolvia-se uma indústria de defesa autônoma, com absorção de tecnologias avançadas e inúmeras possibilidades abertas com a quase consolidação dos BRICS e das parcerias com a China e seus bancos de desenvolvimento. Avançava-se nos submarinos, nos satélites e na informática.

Com a descoberta do pré-sal, o país se projetava como um dos futuros grandes produtores de energia, desenvolvendo paralelamente uma indústria naval potente e uma grande cadeia de fornecedores para as mais diversas necessidades, de máquinas, equipamentos, caldeiraria a sistemas informatizados de ponta.

Nascia uma nova potência.

Mas havia uma pedra no meio do caminho: a falta de foco interno sobre o chamado interesse nacional e uma corrupção generalizada na política. Em cima dessa vulnerabilidade, desse calcanhar de Aquiles, o Reino foi buscar seus campeões, os candidatos a Paris, os jovens mancebos do Ministério Público Federal capazes de, a pretexto do combate à corrupção, liquidar com as pretensões nacionais.

É assim que se inicia nossa história. Antes de prosseguirmos, um pouco das disputas históricas entre potências estabelecidas e candidatas a potência.

Peça 2 – o complexo de vira-lata

Qualquer obra de história da economia identificará o desenvolvimento como um processo gradativo. A estratégia de cada país deve se dar de acordo com suas circunstâncias, com seu grau de desenvolvimento, com o nível de competitividade da sua economia.

Desde a primeira metade do século 19 consagrou-se o conceito do "chutando a própria escada" na economia política.

Coube ao economista alemão Friedrich List (1789-1846) decifrar o jogo das potências. Com um diagnóstico correto dos fatores de desenvolvimento, List ajudou a Alemanha a desenvolver o Sistema Nacional de Inovação e a consagrar o conceito da união nacional como fator essencial de consolidação econômica e política.

A nova ciência preconizava que da ambição de cada indivíduo se faria o progresso. List rebatia que nem toda iniciativa era virtuosa e caberia ao Estado definir um projeto de país no qual pudessem ser canalizadas as iniciativas de seus cidadãos.

Para se tornar a primeira superpotência da era industrial, a Inglaterra se valeu de todos os recursos que tinha à mão. Praticou pirataria, impôs acordos comerciais lesivos aos parceiros, protegeu seu mercado da invasão dos produtos têxteis indianos, criou reservas de mercado para sua armada, e demanda para seus estaleiros.

Montou um mercado global para seus produtos. Consolidado o mercado,cada fazendeiro que resolvesse mudar de ramo adquiria uma pequena máquina têxtil. O mercado era tão grandioso que em menos de um ano triplicava sua produção, principalmente porque o setor era protegido da invasão dos têxteis indianos, de muito melhor qualidade.

Chutando a própria escada

Depois de consolidado seu poder sobre o mercado global, a Inglaterra passou a defender o livre mercado, a abolição de práticas protecionistas, insurgiu-se contra o tráfico negreiro, não por razões humanitárias - que não cabiam em quem impôs à Índia um imperialismo sangrento -, mas puramente econômicas.

A maneira de chutar a própria escada foi com a cooptação de políticos e intelectuais de outros países. Através de cursos e visitas à Inglaterra voltavam deslumbrados com o avanço do país e passavam a vender a ideia que a modernidade consistia em emular o estilo que a Inglaterra adotara depois de ter se tornado potência.

Mais arguto observador do seu tempo, List teve papel relevante para convencer seus conterrâneos que o processo de desenvolvimento se dava em estágios. Daí, a impossibilidade de países pré-industriais emularem estratégias de países já plenamente industrializados, se desarmando de todos os instrumentos de defesa da produção e do mercado internos antes de atingirem o estágio dos países desenvolvidos.

Em 1792, o então secretário do Tesouro norte-americano, Alexander Hamilton, apresentou o "Report of Manufactures", o primeiro projeto de defesa das manufaturas norte-americanas, em reação ao protecionismo que havia na Europa. As tarifas iniciais foram insuficientes. Mas em 1808, com a guerra explodindo, o comércio com a Europa foi interrompido. Em um ano, o número de indústrias têxteis saltou de 8.000 para 31 mil. Quando o livre comércio foi retomado, veio de novo a crise.

Eram essas evidências que List ia buscar para desenvolver os princípios de sua economia política

List não conhecia o termo "vira lata" para descrever os internacionalistas deslumbrados de seu tempo. Mas descreveu de forma definitiva a maneira como as sub-elites intelectuais alemãs aderiram ao discurso inglês, por modismo, ignorância ou para poder ascender social ou profissionalmente junto aos setores ligados ao exterior. Em suma, o avesso do avesso desse rapaz deslumbrado, o Deltan Dallagnoll.

 No entanto, foi através desse deslumbramento de procuradores, procurando emular os yuppies do mercado financeiro, que a geopolítica norte-americana conquistou seu mais notável feito: o da judicialização da política nos países democráticos, promovendo a maior quantidade de desestabilizações políticas da história, sem envolver um míssil sequer nos embates. E o instrumento utilizado foi o instituto da cooperação internacional contra a corrupção.

Afinal, ser contra o combate à corrupção, quem haveria de?

 Peça 3 - a cooperação internacional contra a corrupção

Nas últimas décadas, Síria, Egito, Líbia e Iraque se constituíram na aliança mais expressiva contra o eixo Estados Unidos-Israel no Oriente Médio.

Contra a Líbia, se buscou o álibi da derrubada do ditador sanguinário; o mesmo na Síria e no Egito; no Iraque, o combate às armas químicas de alta letalidade, que jamais foram encontradas. Países inteiros foram destruídos e submetidos a sistemas muito mais cruéis.

Paralelamente, contra a Índia, a socialdemocracia portuguesa, espanhola, alemã e francesa, montaram-se campanhas com denúncias a granel, produzidas pela cooperação internacional.

Essa nova forma de atuação geopolítica surge no momento em redesenhava-se a geografia mundial.

Nos anos 80, a estratégia norte-americana de abrir mão de setores industriais permitiu a explosão de novos centros industriais pelo planeta. Criou-se um quadro acomodatício com os EUA criando empregos na China e na Ásia e os chineses financiando o consumo norte-americano.

O sonho acabou em 2008 e, ali, a China já se projetava como potência industrial tornando-se o chão de fábrica do mundo enquanto a Índia se convertia no chão de escritório, com seus serviços de informática. Os BRICS se projetam criando seu próprio banco de desenvolvimento e anunciando o lançamento próximo de sua própria moeda e o Brasil, além de potência agroexportadora, se projeta com suas siderúrgicas e empreiteiras ocupando espaços na América Latina e África.

Por outro lado, desde os anos 80 a liberalização financeira provocara a proliferação de paraísos fiscais, por onde circulavam recursos dos petrodólares, dos magnatas japoneses, dos narcotraficantes colombianos, dos plutocratas russos, dinheiro de corrupção política e pública. A maneira de enfrentar essas práticas foi através da globalização da repressão.

Dos anos 90 para cá foram construídas três grandes convenções internacionais contra a corrupção, que serviram de alavanca principal para o processo global de judicialização da política.

A.     Convenção Interamericana contra a Corrupção, concluída em Caracas, Venezuela, em 29 de março de 1996, patrocinada pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

B.     Convenção sobre o Combate da Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais, concluída em Paris, França, em 17 de dezembro de 1997, patrocinada pela OCDE.

C.     Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 31 de outubro de 2003, assinada pelo Brasil em 9 de dezembro de 2003 e promulgada pelo Decreto nº 5.687, de 31 de janeiro de 2006. Também conhecida como UNCAC (United Nations Convention Against Corruption) ou ainda como Convenção de Mérida, cidade do México onde foi assinada.

Essas convenções passam a estimular a cooperação recíproca entre países, por meio de assistência técnica, treinamento, cooperação jurídica internacional, parcerias formais e trocas de informações por vias informais. E passaram a promover o envolvimento da sociedade civil, através das organizações não governamentais (ONGs).

Dois pontos saltaram à vista na consolidação dessas políticas.

1. Os interesses econômicos explícitos, na criação de regras internacionais para impedir que atos de corrupção pudessem atrapalhar a livre competição. A preocupação inicial era com a concorrência desleal no comércio exterior. Tanto que foi a partir de estudos da  SEC (a CVM dos EUA) que surge a Convenção sobre Corrupção de Funcionários Públicos em Transações, bancada pela OCDE.

2. O conceito de soberania nacional como principal adversário da cooperação. Inicialmente, devido à dificuldade em extraditar criminosos, por conta de conceitos tortos de soberania.

 Peça 4 - a demonização do conceito de Nação 

Para a área de direitos humanos, o conceito de Nação sempre foi negativo. Era através dele que se criavam distinções entre cidadãos da terra e imigrantes, que se proibiam fluxos migratórios, que se impedia a extradição de criminosos comuns, de guerra ou aqueles que cometeram crimes contra a humanidade.

Nos anos 70, era comum o Brasil abrigar criminosos estrangeiros, protegidos pela não existência de tratados de extradição.  Em 2003, o STF negou a quebra de sigilo bancário no país, dizendo que o pedido atentava contra a ordem pública brasileira. Este ano, mesmo, o Supremo impediu a deportação de um criminoso de guerra argentino.

Com o tempo, passou-se a demonizar o próprio conceito de interesse nacional.

Vários artigos sobre o tema foram publicados no caderno "Temas de Cooperação Internacional" da Unidade de Cooperação Internacional do MPF. Como mencionado em um dos textos: "A cooperação jurídica internacional constrói a ideia de um espaço comum de justiça, com reconhecimento mútuo de jurisdições. Embora não se exija para ela a harmonização de legislações, é evidente que a transformação do mundo em uma aldeia global termina por promover essa ideia, inegavelmente ligada à relativização do dogma da soberania".

Os setores do MPF ligados à cooperação internacional passaram a tratar de forma negativa todo conceito de soberania como se, em todas as circunstâncias, fosse um obstáculo à inevitabilidade da nova ordem global. Como se soberania significasse o atraso e globalização a civilização. E interesse nacional fosse apenas um álibi para atrapalhar o trabalho dos justiceiros globais.

De repente, procuradores caboclos e delegados tupiniquins esquecem as origens, e são alçados à condição de polícias do mundo, ombreando-se com colegas norte-americanos, suíços, ingleses. As novas tropas globais passam a ser enaltecidas em séries de TV e, pouco a pouco, vão criando uma superestrutura acima dos poderes nacionais, dando partida à judicialização da política em nível global.

A criação de uma ideologia internacionalista e antinacional no MPF foi um trabalho bem mais meticuloso, no qual as conferências tiveram papel central.

Peça 5 – os controles legais nacionais

No início da década de 2000, no Brasil, surgiram três órgãos voltados a certos aspectos de contenciosos internacionais: em 2003, o Departamento Internacional (DPI) da Advocacia-Geral da União; em 2004, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça; em 2005 a Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) do Ministério Público Federal. No MPF foram criadas unidades especializadas.

A autoridade central para a cooperação passou a ser o DRCI  da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), do Ministério da Justiça. Apenas abria-se exceção para o acordo do Brasil com Portugal e com o Canadá, casos em que a autoridade central é a Procuradoria Geral da República.

Era através do DRCI que o Ministro da Justiça poderia exercer o controle sobre os pedidos da cooperação. Caberia a ele o suporte e orientação e o ponto de contato entre as autoridades brasileiras e internacionais para inquéritos policiais e processos penais. Permitindo, também, o controle de todas as cooperações pelo Ministro da Justiça.

No governo Dilma Rousseff, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo abriu mão completamente desse trabalho, por inércia acabou entregando o controle total da cooperação à Procuradoria Geral da República.

Para se preparar para a cooperação, o MPF havia criado o Centro de Cooperação Jurídica Internacional (CCJI), ainda na gestão de Cláudio Lemos Fonteles. Em dezembro de 2010, na gestão de Roberto Gurgel, foi substituído pela Assessoria de Cooperação Jurídica Internacional (ASCJI).

Em setembro de 2013, em um dos primeiros atos do novo PGR Rodrigo Janot, foi criada a Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional (SCI), pela primeira vez sob o comando de um procurador em regime de dedicação plena, contando com grupos de apoio para cada área de atuação.

Havia uma razão de ordem prática e outra de ordem política para a criação desses grupos especializados.

Peça 6 – a criação da comunidade das polícias do mundo

As Conferências constatavam que a posição dos países poderia variar, de acordo com o presidente ou parlamentares eleitos, atrapalhando a continuidade dos trabalhos.

Juntavam procuradores, delegados, fiscais de todas as partes do mundo, tendo em comum a ameaça da subordinação ao poder do Executivo, a quem caberia sempre a última palavra sobre a cooperação. Bastaria entrar um presidente avesso à cooperação internacional, para a estrutura interna desmoronar.

Para se impor sobre a vontade do Executivo, decidiu-se recomendar a cada país a criação de estruturas permanentes, comunicando-se entre si e articulando os trabalhos de juízes, procuradores, fiscais e delegados de polícia, de maneira a dar um by pass nas limitações jurídicas e políticas convencionais, com suas estruturas burocráticas, processos lentos de decisão e interesses particulares ou nacionais.

A troca direta de informações deveria ser pontual. No Brasil, tornou-se uma constante, principalmente devido à anomia do Ministério da Justiça.

A cooperação passou a estimular cada vez mais as comunicações diretas entre seus membros. Cada vez mais foram assinados tratados (ou iniciativas baseadas na reciprocidade) prevendo a comunicação direta entre órgãos do Judiciário, com eliminação das autoridades diplomáticas.

O objetivo principal foi colocar os inquéritos fora do alcance das autoridades do Executivo. Como diz um dos artigos: "Com as comunicações diretas, evita-se ainda o inconveniente de fazer com que autoridades do Executivo assumam atividades sem conexão com suas tarefas principais, participando dos atos de cooperação de forma demasiadamente desinteressada, formal ou burocrática. "

Surge, então, uma organização supranacional, que gradativamente tenta-se colocar acima dos governos nacionais. Os encontros anuais, as redes de relacionamentos, os sistemas de premiação oficiais ou de blogs internacionais especializados, tornam-se a bússola desse novo poder. A Convenção de Palermo induz à formação de equipes conjuntas de cooperação, ampliam-se as formas de contato direta, através de videoconferências e da criação de redes, como a Rede Judicial Europeia e a Rede Ibero-americana de Cooperação Jurídica Internacional.

A accountability (prestação de contas) desses poderes envolvidos na luta contra a corrupção, passa a ser para os acordos de cooperação, não para os governos nacionais. Os vira-latas passam a disputar as premiações internacionais. E o tamanho do prêmio dependia dos recordes obtidos de prisões e de desmonte da economia dos seus países.

Em um quadro de ampla dissipação moral na política, bastava apenas apontar os adversários da globalização que o MPF se encarregava de decapitar, poupando e aliando-se aos aliados dos interesses centrais. É o que explica a ampla blindagem do PSDB.

Peça 7 – o conceito de Nação

 Um presidencialismo de coalizão que se enlameou com a corrupção, um Legislativo totalmente comprometido, um Supremo medroso, uma imprensa venal, Forças Armadas burocratizadas, tudo isso convergiu para abrir um espaço sem precedentes para o desmonte do país.

É em cima desse vácuo que cresceu a Operação Lava Jato. Em vez de instrumento para o saneamento amplo da política brasileira, tornou-se a responsável pelo maior trabalho de destruição da história da economia brasileira.

Nunca o sentimento de lesa pátria foi tão explícito em um dos poderes da República, provavelmente nem no Banco Central, quando promoveu o maior crescimento da dívida pública da história.

Jovens procuradores deslumbrados, com complexo explícito de vira-lata, juízes provincianos, uma corporação cega, sem um pingo de inteligência corporativa, chefiada por um Procurador Geral medíocre, sem  visão de país e dos jogos globais do poder, comandaram o primeiro tempo do jogo: o da destruição.

Haverá novos tempos. O poder político se reconstituirá, com partidos de extração política diversas.

Com um Congresso revigorado, ou um Executivo forte, haverá a prestação de contas. Não escaparão de uma CPI para analisar sua conduta antinacional. E essa conduta não está nos corruptos e corruptores que foram presos, nem mesmo nos abusos cometidos, na parcialidade flagrante das investigações. Mas em uma ação deliberadamente antinacional.

A CPI terá condições de analisar todos os acordos de cooperação, abrir as gavetas indevassáveis do Procurador Geral, levantar o que estava por trás dessa fúria antinacional, conferir o que ele foi fazer no Departamento de Justiça e em outros órgãos do governo dos EUA, levando informações contra a Petrobras e trazendo contra a Eletronuclear.

Mesmo antes disso, a imprudência com que o PGR atuou nesse período já está promovendo a volta do cipó de Aroeira: basta conferir a quantidade cada vez maior de reportagens tratando procuradores e juízes como marajás.

Antes da luta aberta, haverá o sufoco financeiro do MPF, prejudicando enormemente o trabalho sério e patriótico dos procuradores que continuaram acreditando no MPF como fator de defesa dos direitos dos vulneráveis e da modernização do Brasil.

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Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Conceito de Nação

    Espero estar errado, mas por experiencias anteriores, não creio que futuramente estas condutas sejam sequer analisadas, até posso aceitar uma muito possivel intervenção, vinda de um executivo "forte", que limite em muito as prerrogativas do MP, começando pelo sufoco financeiro, mas analisar ou criminalizar ações passadas, sem chance.

     Já o " Conceito de Nação ", mesmo relativo a servidores de alto nivel do Estado, civis e/ou militares, tanto de areas dispares como juridicas, técnicas e administrativas ( incluso Itamaraty e Defesa ), teoricamente servidores que deveriam possuir um alto grau de compreensão dos interesses nacionais e trabalhar por eles, independente de concordarem com ele ou não, com brasileiros raramente vi, todos reclamam ou reclamavam, um 3o Secr/Itamaraty acha que pode ter opinião própria, afinal ele é um "concursado efetivo" ( ja ouvi isto, não uma vez ).

      Nosso conceito de "Nação", o interesse nacional até geopolitico, inexiste, altera-se a cada eleição, não somos a India ou a Africa do Sul, que independente do partido/facção politica dominante, possui um projeto de Nação, de ações de Estado, tanto que todas nossas investidas recentes quanto a projetar Brasil externamente, foram crucificadas no País quando estavam sendo desenvolvidas, até mesmo no Itamaraty existiram reticências sérias, em certas ocasiões pessoas - brasileiros, servidores publicos - trabalhando contra, até me recordei dos anos '80 quando a Globo/Roberto Marinho, parou de bater na gente referente ao Iraque, porque ele fez um acordo com um Banco Iraquiano ( Saddan ), mas isto é história.

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imagem de Mogisenio
Mogisenio

"Viva o povo brasileiro"...

Caros debatedores, Nassif e equipe, bom dia.

 

Nassif , maxima venia, mas falar de nação, nacional, aqui no Brasil? Só se for para contar um piada.

Aqui nunca houve uma nação. Nem aqui, nem em qualquer lugar do planeta  onde se implementou o tal de Estado Moderno e em seguida o Estado Nacional( isto é, que se diz nacional)

Isso porque a implantação de um Estado Moderno, já no início, COPIA o modelo EUROPEU a fim de alcançar um certo ESTADO NACIONAL. 

Em alguns lugares esse sistema , isto é, essa cópia seguida de sua implantação, até que foi um pouco mais eficaz. Evidentemente, após muito sangue derramado. Mas aqui no Brasil?

Não, não r. jornalista, não dá.

Segue abaixo, em itálico,  um trecho do wikipédia com uma possível conceituação do vocábulo nação:

Nação, do latim natio, de natus (nascido), é uma comunidade estável, historicamente constituída por vontade própria de um agregado de indivíduos, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns.

É a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradiçõesreligião, língua e consciência nacional.

Mas, a rigor, os elementos território, língua, religião, costumes e tradição, por si sós, não constituem o caráter da nação. São requisitos secundários, que se integram na sua formação. O elemento dominante, que se mostra condição subjetiva para a evidência de uma nação assenta no vínculo que une estes indivíduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver coletivo. É, assim, a consciência de sua nacionalidade, em virtude da qual se sentem constituindo um organismo ou um agrupamento, distinto de qualquer outro, com vida própria, interesses especiais e necessidades peculiares.

Faça uma reflexão profunda e honesta consigo mesmo e veja se é possível falar em "nação" aqui na República Federativa do Brasil, onde há, por exemplo, mais de 200 idiomas "não oficiais" em pleno vigor entre outras particularidades.

Convenhamos, esse fragmento do texto nos mostra o quão distantes estamos da efetiva  "implantação" do Estado Moderno nacional.

Os jesuítas bem que tentaram catequisar todos os "índios". Obtiveram êxito parcial, vá lá. Mas, não o total.

Dando um salto na história, para encurtar a conversa, a "Globeleza" também tenta e consegue, vá lá, "catequisar" muita gente. Mas o êxito é parcial.

Tem gente, tem comunidade, tem grupos, enfim,  tem ser humano que mora aqui nessas terras - ditas brasileiras" - que se mostram em condições subjetivas  CONTRÁRIA a qualquer vínculo que une indivíduos.

Ou para ser ainda mais claro:

 é até possível falar em  sentimento nacional,  de pertencimento, de  constiuir  um organismo distinto,  que tem vida própria etc( veja acima) .

Todavia,  DESDE QUE sigamos  ordens de certos senhores que MAMAM NO PODER DO ESTADO NACIONAL FEITO POR ELES E PARA ELES, de forma pseudo  direta ou indiretamente, manipuladamente, escandalosamente, caudilhicamente, e finalmente,  desculpem-me, fihodaputaqueparilmente

Eu , por exemplo, não estou "nem aí"(*) para essa gente  manipuladora que MAMA com o dinheiro público e privado( que é também público!)de todas as formas , conquanto  reconheço viver  numa espécie de "show de Truman" com outros seres "nacionais" e imbecis que vomitam repetições manipulantes e  baratas defecadas   por aí, na  "cultura brasileira". 

(*) não estou nem aí no sentido de não engolir a manipulação barata. Mas estou aí , com náuseas, nojo e um certo sentimento de ódio dessa gente que só olho para o próprio umbigo! Vão para a $%##%#¨$&%*#%#@....

 

Prólogo:

 

"Hoje é um novo dia

De um novo tempo que começou

Nesses novos dias, as alegrias

Serão de todos, é só querer

Todos os nossos sonhos serão verdade

A ponte do futuro, já começou.."

 

 Quanto ao MPF, r. jornalista, tenho uma outra versão: A força dele não é antinacional. Na verdade, é a "nacional". Aquela dos bachareis de coimbra de outrora, "iluministas" e   que também por isso,  nunca foi nacional, vez que nunca houve "nação"  por essas  bandas, "latim american". Não se pode  esquecer que o "capital inicial", durante aproximadamente  400 anos( no fundo até hoje)   foi e ainda o é  para alguns,    um certo tipo de "semovente', um mouro  mais conhecido como ESCRAVO.  Uma espécie de cavalo relativamente pensante com banzo. 

Portanto, data venia  r. jornalista,  ao contrário de sua tese, penso que são até "nacionais" demais. 

 

 

 

Seu voto: Nenhum

Ministério de Notáveis do Brasil Potência

Pela leitura fica a impressão que não temos vocação para sermos uma potência industrial, econômica e militar, condizente com nossa riqueza e grandeza.

Agora vocação para super-heróis de cacaracá, caipiras e provincianos sem noção temos de sobra.

Quando Lula trouxe a construção de duas plataformas de petróleo para os estaleiros brasileiros a um preço “mais caro do que lá”, cometeu crime de prevaricação.

Quando Lula usou sua influência internacional para alavancar grandes empresas nacionais na conquista de grandes obras em Angola, Cuba e América Latina estaria fazendo-o em troca de propinas.

Quando Lula tinha um Chanceler com “C” maiúsculo que afirmou nossa independência em política internacional elevando o Orgulho Nacional, os colonizados vira-latas fizeram de tudo para permanecermos na barra das saia da política americana.

Quando Lula deu continuidade à construção do nosso submarino nuclear e reativou várias indústrias que poderiam contribuir para nossa independência na indústria militar, inclusive aeronáutica, os vendilhões torceram o nariz e ficaram procurando pretextos para condená-lo na compra e construção de caças com a Suécia. Apesar dos problemas com a aviônica, pela primeira vezes não compramos sucatas das grandes potências.

Enquanto a Petrobrás, do Lula e Gabrielli, por seus próprios meios e de forma pioneira iniciou a exploração do petróleo em águas profundas, e foi afirmado que esta riqueza sustentaria nossos programas de Educação e Saúde, o atual presidente Parente entregou estes ricos campos à Total com o pretexto de que ela traria novas tecnologias!!!! Cruzes, que afirmação mais idiota e falsa! Bandido Vendilhão!!!!

Sem falar nos programas sociais internos que tiraram da pobreza e miséria absoluta milhões de brasileiros.

Fica claro que um Governo, como o dos usurpadores, que promulga medidas que beneficiarão apenas 40 milhões de cidadãos em detrimento dos seus 200 milhões habitantes, não tem a menor noção, e nem vontade de construir o Brasil Potência.

Junte-se ao governo usurpador estes Super-heróis de cacaracá e está pronta a receita para a dominação internacional e adiamento dos sonhos de grandeza de nosso povo.

A pesquisa histórica do Nassif mostra que precisamos de um Ministério de Notáveis que cuide do Brasil Potência.

Enquanto dependermos apenas de caipiras metidos a super-heróis de cacaracá em gibis midiáticos estamos fritos.

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Como foi possível existir e vingar a Lava-Jato? A meritocracia.

Como foi possível existir e vingar a Lava-Jato no seio da sociedade brasileira?

Pensando e opinando de forma particular sobre a Lava-Jato e sua existência real saiu este texto abaixo:

A possibilidade da formação de uma casta antinacional dentro do Judiciário, do Executivo atual e do Legislativo no Brasil vem da própria formação educacional que temos.

Somos um País sem uma Educação a privilegiar o conceito de identidade nacional, de Nação, de que País queremos construir e não há senso de coletividade. Somos um amontoado de pessoas, de diferentes partes do mundo e sempre cabendo uma etnia nova em busca de um trabalho, em busca de uma oportunidade de melhoria de Vida, mas, tudo centrado no “Eu” e no máximo no particular da família e dos amigos.

Tirando o idealismo das esquerdas, a maioria dos brasileiros é centrada no processo educacional que vige no Brasil: o meritocrático.

O do sucesso profissional, aquele que nos faculta um bom emprego, uma casa atraente, uma posição de destaque na empresa e na sociedade e, daí, o orgulho dos familiares e amigos.

Moro e Dallagnol vão em busca de sucesso, imaginemos, então, "sucesso internacional" que orgulho não será para si e para os familiares e amigos. É orgulho dobrado e totalmente desatado do coletivo e do interesse nacional: - os Estados Unidos me reconhecem como um homem honrado, um herói, um combatente incansável na cruzada moralista contra a Corrupção mundial!

Neste processo alienatório do “Eu” vencedor e sinônimo do TER a sociedade brasileira se molda. Começa no Lar, adentra na Escola e segue no Mercado de Trabalho, e administrando tudo, organizando esta Ideologia meritocrática os meios de comunicação hegemônicos capitaneados por duas pragas: Rede Globo e Revista Veja (hoje, em declínio).

Quando você comemora o combate à corrupção que leva embora o seu emprego, e diz que estamos indo no caminho correto, o que é isto, senão uma Alienação inconsciente e dentro do processo meritocrático, que inclui a seleção natural.

Eu vim do berço aristocrático, eu sonho em ser da aristocracia, eu sou concurseiro, eu sou preparado por meu mérito próprio, sei que estou com a razão, sei que sou mais capaz que o outro.

O Brasil tem uma mistura de religiosidade e meritocracia + o acomodamento do pensamento, substituído pela mídia oligopólica de pensamento único.

Combato a corrupção do outro e num passe de mágica o Brasil das oportunidades milionárias aparece. Enquanto isto eu não emito nota de nenhum serviço prestado, mas, reclamo do Governo que quer me cobrar uma mísera CPMF.

Moro, Dallagnol, Janot, Gilmar, FHC, Serra, Aécio, Temer, Renan & Cia. são produtos do Brasil que aceitamos como normal, do Brasil que não se reconhece como Brasil e que o olhar das pessoas não aglutina para um centro e sim para um particular, os “vencedores” dentro do “jeitinho brasileiro”.

Eu sou melhor do que você porque me enrolo na bandeira brasileira e protesto na Paulista contra o “Governo mais corrupto da História”, porque não me esqueço de pronunciar o “S” do plural; você é pior do que eu porque defende os “petralhas”. É uma mistura de soberba, ignorância e convicção distorcida e desplugada da realidade concreta.

Deu no que deu. A produção de um País, primeiro pelo viés do lema: Brasil a terra das oportunidades, e, não da possibilidade de iguais disputarem em igualdade de condições um lugar ao sol: sol que pertence a todos.

Dividir no Brasil significa um tabu enorme. - Ah! Eu consegui por meu mérito e vem esses petistas criar cotas nas universidades, dar Bolsa Família, criar o Minha Casa, Minha Vida?

O Ideológico do cotidiano meritocrático nos coloca neste buraco. A classe média e médio-alta tradicional, até a turma da ascensão social dos governos Lula e Dilma não tem a capacitação para enxergar o Estado, a ação concreta de políticas públicas e de interferência estatal na Economia como fulcro de desenvolvimento com segurança.

Socializamos no Brasil as perdas e a vitória é mérito próprio. O Estado atrapalha quando perco dinheiro e quando ganho foi por mérito pessoal.

Imaginemos a narrativa da Lava-Jato entremeada por um contexto de crise econômica internacional e que chega ao Brasil de 2014 em diante com mais força, com todo o conjunto da Elite Midiática aproveitando o fato para derrubar, não conseguiram, o PT do Poder em 2014. E deram o Golpe do Impeachment sem crime de responsabilidade: um verniz para distrair os incautos dos meritocráticos.

Muitas partes da população abraçaram um conceito, a ideia da corrupção nos governos petistas como a culpada pelo menor poder aquisitivo, em declínio, depois de 10 anos de crescimento ininterruptos. Abraçaram por ignorância cultural, por defesa de classe e medo de misturar-se ao povo e se ocuparam de ir pras ruas protestar em um domingo de sol contra os corruptos do PT: o seletivo é, não só fruto da Lava-Jato, mas do próprio universo da meritocracia, o PT seria o antimeritocrático.

Defender Moro e dalanhóis da vida ficou fácil demais.

Só um povo ignorante comemora a perda do seu próprio emprego, a destruição da empresa em que trabalha, a venda do petróleo nacional a preço de banana, a destruição da cadeia produtiva de óleo e gás, a destruição das empreiteiras nacionais, da indústria de defesa, da indústria naval, etc. E não se associa sequer para protestar, defender seu posto de trabalho e a empresa economicamente importante em que trabalha.

Você ganha até 5 vezes mais como classe média, assumindo posto de trabalho de alta capacitação tecnológica e não valoriza nem enxerga um palmo além do nariz, não enxerga que este possibilitar de uma Vida bem melhor é uma ação concreta do Estado, uma ação deliberada do Governo de centro-esquerda para melhorar a Vida das pessoas, e melhora, e, pior, o sujeito do salário 5 vezes maior diz: - não voto no PT porque não pertence a minha classe social os petistas. Fica do lado dos seus próprios algozes: Moro, Dallagnol, etc., e desempregado, odiando Lula, Dilma e os petistas.

E, ainda mais, o sujeito comemora a queda daqueles que lhe fizeram mudar de Corsa para SUV, pelo simples fato de não se ver mais no retrovisor os antes alijados da inclusão social. Melhor não trocar de carro, apesar de ser o sonho de todo meritocrata, do que me misturar com o povo da classe C (desfazendo aqui até a sua própria Ideologia do Mérito, loucura, não é verdade?).

Só foi possível a Lava-Jato porque o Brasil não se enxerga como uma Nação, somos fragmentos sociais, somos meritocracia, religiosidade, principalmente cristã (quem iria se opor ao combate à corrupção) e Alienação, somos até bullying social contra quem é petista e com a soberba de nos considerar o máximo do conhecimento sem sequer duvidar que a crise econômica possa ter mais de duas variáveis: Governo do PT e Corrupção.

É fácil manipular a opinião pública brasileira, infelizmente, não podemos fugir desta realidade.

Um único processo: Lava-Jato, um único Juiz: Sérgio Moro, um único objetivo: "combate à corrupção", um único Governo a ser investigado: o Governo petista salvaria o Brasil do atraso. A Lava-Jato e seu Juiz meritocrático salvando o Brasil da antimeritocracia. 

Só um processo educacional novo e radicalmente diferente pode mudar este quadro atual e em uma sociedade com pluralidade ideológica nos meios de comunicação e com audiência equilibrada para cada emissora de rádio e canal de TV.

Uma última ideia ou pergunta:

Em uma nova Eleição Direta é possível de os eleitores, ainda, votarem nos mesmos que propõem 49 anos de trabalhos ininterruptos 12 horas por dia para se aposentar?

Votarem sem a vontade de esta realidade existir ou crerem que ela é vantajosa para si? Ou, ainda, continuarem a votar a partir de uma dicotomia de classes e via anti-petismo? 

 

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Desmontou, e barato

    Vivo no mundo real, onde negocia-se empresas, participações, privatizações, fatiamentos, e "vender" Brasil neste atual momento, encontra-se praticamente impossivel.

     Externamente a visão de empresas/fundos sérios, produtivos, é que não temos segurança juridica, afinal externamente a lava jato expôs, e continua expondo, que nenhuma empresa brasileira é confiavel, e que qualquer rabula concursado com um carguinho de juiz/procurador no cú de Alagoas ( nada contra Alagoas, só exemplo ), possui poder para travar um negócio no Rio Grande do Sul, externamente a soma destes detalhes significa: Insegurança Juridica e Caos Politico ( sensação externa que ninguem manda e muita gente " manda " ).

      Nem vou comentar, advogados são sensiveis, mas é até estranho, que quando um negócio é travado no Brasil, por um procurador ou juiz , como por encanto e lauto futuro pagamento, surge um escritório de advocacia oferecendo seus serviços especializados, e incrivelmente, deve ser por destino, talvez por Deus/Allah/Moshe, o escritório tem varios processos na vara que te travou, "conhece" juiz e procurador, bate-se com eles há anos.

       Nossas empresas, nossos ativos, a cada dia, a cada profecia de Dallagnol e seus vestais, depreciam, irão servir para aventureiros e abutres, nem eu que não sou contra privatizações, até mesmo de certas partes da Petrobrás, como os "maduros", aceito o aviltamento dos preços os quais estão sendo negociados - é dinheiro de pinga, como esta acontecendo com os aeroportos, já na industria de defesa : acabou, voltamos a Collor.

       Portanto, para que "marines", ou cooptar as FFAA como no Egito, ou insulflar os problemas etnicos e religiosos da Libia, Siria, até mesmo fazer uma opção de qual mafia ucraniana "colorir", tudo isto custa muito dinheiro e pode dar errado, se para tornar o Brasil para BraZil, bastou cooptar - nem foi necessário suborno direto - na "idéia" e conchavo, uns poucos procuradores, quanto a midia de massa nem foi preciso nenhuma ação, se venderam de gratis.

       

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Essa facção traidora chamada força tarefa da lava jato estão...

 Essa facção traidora chamada força tarefa da lava jato estão violando a Lei de Segurança Nacional e todos os seus integrantes deveriam responder por crimes de traição à pátria. Sejam membros do ministério público, da polícia federal ou da magistratura, todos deveriam ser responsabilizados...

"Art. 13 da Lei 7.170/83 - Comunicar, entregar ou permitir a comunicação ou a entrega, a governo ou grupo estrangeiro, ou a organização ou grupo de existência ilegal, de dados, documentos ou cópias de documentos, planos, códigos, cifras ou assuntos que, no interesse do Estado brasileiro, são classificados como sigilosos.

Pena: reclusão, de 3 a 15 anos."

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·         Não era bonito esse

Não era bonito esse Brasil candidato a potência média: Um país muito desigual; em ritmo acelerado de desindustrialização; dependente de commodities agrícolas e minerais para financiar as crescentes importações, portanto, muito vulnerável economicamente; taxas de criminalidade crescentes; muita corrupção.

É claro que a expansão de empresas brasileiras no exterior é vantajosa para o conjunto da sociedade, mas é fato totalmente insuficiente para fazer frente aos grandes temas nacionais.

O aumento do protagonismo do judiciário em todo o mundo decorre do enfraquecimento das tradicionais representações políticas. Os Estados estão reféns do “mercado”, tanto faz eleger partido A ou B, as agendas são as mesmas. Dessa maneira o cidadão vem ficando politicamente órfão. O judiciário tenta de alguma forma preencher esse vácuo.

Isso nas democracias consolidadas. No Brasil o cidadão sempre foi órfão político, nunca contou com algum tipo de representação. Sempre o Estado foi instrumentalizado em forma aberta pelo poder econômico. Sempre os mandatos foram/são “comprados” e o executivo/legislativo governou atendendo demandas do(s) grupo(s) hegemônico(s) e não do cidadão. Isso em todos os níveis da federação.

O PT ascende ao governo ciente dessa situação e trata de reforçar o protagonismo do judiciário, justamente por ser este o poder que poderia ampliar a cidadania e enfrentar a corrupção. Por um conjunto de motivos acaba sendo o principal alvo da grande cruzada deslanchada.

 O problema da cooperação internacional do MPF é justamente o enfraquecimento das instituições do país. Está certo que um escândalo das dimensões da Lava Jato dificilmente ocorreria sem provocar terremotos. Mas o saldo final teria que apontar para o reforço das instituições do Estado, e não sua completa desmoralização, como ocorre no momento.

Acho ainda que o nó de toda questão está localizado na mídia. Na ausência das representações políticas tradicionais, é a mídia de massas que cumpre o papel de estabelecimento de consensos. Auxiliada e apoiada pelas igrejas, sobretudo evangélicas, moldando as mentes do povo. Quando o povo achou que teria que tirar Dilma do governo, é porque não aguentava mais ser governada por uma presidente clandestina – sim, porque a Globo baniu a presidente do noticiário, por exemplo, da Copa do Mundo – e da qual só vinham notícias ruins.

Por isso, se tiver que chamar alguém à responsabilidade,  o primeiro da fila é a mídia.

Esqueçam projeto de país sem projeto de mídia.

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Nassif, vai por mim

Uma das coisas mais admiráveis do período 2003 a 2010 foi o Min. Relações Exteriores. Saímos de um padrão e,  prenunciadamente, contribuimos para instituir um outro. Sugiro, desta forma, que a dita e propalada ideologia do mercado ( cinico e onipotente ) foi desmascarada, bem real o efeito, pela geopolítica do consenso. Até mesmo agora, isto tem sido verdade. E definitivamente, que a máscara do risco capitalista, sempre disfarçada pelo valor do prêmio ou recompensa ( do mérito ), caiu por terra, justo em 2008. Lula e seu MRE de fato, foram ímpares. Chego ao ponto.

 

Será que você, estudioso e poliversado, não está tentando descrever fenômeno (s) que os paradigmas, diante dos quais agora nos achamos, não mais esclarecem, ou mesmo prevalecem para explicá-los?

 

Ou seja, sua ( e apenas sua,  em jornalistas de sua estatura e credibilidade profissional ) insistência, desde Dilma, num certo pacto. Sua defesa das pantomimas jurídicas de um Cardoso, que aliás até que bem saiu na foto, deixando Dilma aos mastins do STF. Num teatro de horrores em câmara lenta. 

 

E sua demora em verificar ( demorando, porém ainda assim foi um dos primeiros dentre toda a classe ) a quixotesca e explícita peculiaridade, pendor claramente gatuno, do grupo e governo deste Mocréu das éticas do bolso próprio.

 

Assim, será que as informações com as quais trabalha não estarão, para explicar este nosso momento, dentro das velhas salas de aula? Das temáticas das disciplinas já conhecidas. E bem estudadas?

 

Ou seja, Amorim e o MRE foram paradigmáticos , mas muito mais porque estudaram  ( a história, os adversários, os fins e os meios ) fundo e viram a brecha cultural do mundo pós moderno e pós-muro. E que esta turma de virtuoses maçônicos Janot, Aécio e Temer, inimputáveis antes de tudo, tem um sério problema de qualidade educacional, na esfera de leitura como hábito e atualização da mente, seja, de requinte mesmo. Bem no meio de si próprios.

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nação e soberania dilacerados

O Brasil sai deste golpe de estado com sua soberania completamente dilacerada. Já li analistas estimarem um periodo de pelo menos 100 anos para recompormos algum vestigio de nação ou pátria brasileiras. Brasileiros tem hoje em comum apenas a língua e o território, no mais trata-se de um povo completamente dividido sem qualquer força politica capaz de uni-lo. Temos 3 gerações de brasileiros convivendo comitantemente sem valores e interesses comuns e com suas aspirações economicas e culturais comandadas por forças internacionais. Um país profundamente alienado e dividido.

Como lembrou o Nassif, houve um periodo entre 2003 e 2014 onde o Brasil emergia como média potencia, tropeçamos em nossa ingenuidade. Não se constrói uma nação sem instituições que planejem a estratégia e preservem a inteligencia e a cultura do povo. Não é possível uma nação sem uma mídia nacionalista e comprometida com os interesses nacionais. Caberá aos nossos bisnetos restituirem a noção de pátria, soberania , nação.   

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dja

A velha mídia; crise Temer; Odebrecht

É assustadora a estratégia da mídia golpista em denegrir a economia a fim de culpar, ardilosamente, a gestão pública da esquerda, no entanto, há um engano, a meu ver, até mesmo de analistas políticos em emprestar seus blogs sujos, veiculando, para satisfação da velha mídia, as mazelas políticas atuais de Temer, pois o que está em jogo é fazer o povo crer na "herança maldita" da Era PT, entremeios, a solução é mais um parágrafo no texto em questão para orientar os leitores mais desatentos com o cenário político repleto de implantes de psicologia de massas. Por esse mesmo subterfúgio, o MPF, com suas ligações internacionais, incute na cabeça dos formadores de opinião imparcial que o mal a ser extirpado é a Odebrecht para esses próprios articulistas divagarem a favor do naco da ditadura dos promotores, debelando assim o senso crítico de muito cidadão. Possivelmente, a causa da rebelião das instituições brasileiras de justiça são: 1. A paralisia jurídica de não condenar quase ninguém em décadas de corrupção empresariais e legislativas; 2. A globalização dos concursados dito pelo Nassif, aliás, a parte da operação italiana Mani Pulite em que mortes de todos os lados da guerra aconteceram, não existe palestrante ainda.

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Colaborador

Defesa afirma a ministro que Garotinho poderá ser preso

O advogado de Anthony Garotinho, Fernando Augusto Fernandes, procurou o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes para denunciar que o juiz eleitoral Ralph Manhães, da 100ª Zonal Eleitoral de Campos estaria preparando uma prisão ilegal para o ex-governador.

Em nota enviada à Imprensa nesta segunda-feira (26), a defesa de Garotinho disse que o magistrado tenta amordaçar o ex-governador.

“A imposição de mordaça ao ex-governador e jornalista Anthony Garotinho, agora resvala a outros jornalistas. A imprensa tem noticiado que a Policia Federal intimou os repórteres Maycon Morais e Ralfe Reis por terem destacado em seu site Diário da Planície, a decisão do Ministro Gilmar Mendes, que atendeu ao pedido de informação solicitado em reclamação de Anthony Garotinho e vereadores investigados por compra de votos”.

A defesa de Anthony Garotinho informou que “o juiz Ralph Manhães pretenderia prender o ex-governador porque outros jornalistas teriam reproduzido a mesma reclamação. Estamos vivendo um estado de sítio em Campos dos Goytacazes, e o juiz Ralph Manhães que já descumpriu várias decisões do TSE, vem abusando do poder, impôs censura a Garotinho e interfere no legislativo. Mas, os advogados não são censuráveis e estão denunciando tais absurdos. Há notícias de que o juiz prepara uma prisão ilegal em razão das censuras impostas” alerta Fernandes.

O juiz Ralph Manhães determinou, no início de dezembro, que Garotinho retirasse 32 publicações no blog e facebook dele que atacavam autoridades policiais e jurídicas de Campos.

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Marcelo33

A Comissão da Verdade PARA

A Comissão da Verdade PARA MIM, tinha que ter sido feita IMEDIATAMENTE após a redemocratização, e com a revogação da lei da anistia.

Fazer comissão da verdade com 30 anos de atraso e sem poder prender ninguém só serviu para jogar as forças armadas no colo dos golpistas atuais.

Na verdade, mesmo em 85, a comissão seria semi-inútil, já que 80% dos golpistas já estavam mortos ou as portas da morte. Mas ainda dava tempo para tacar alguns na cadeia. Levar um Médici ou um Figueiredo para deporem, fazerem passá-los pelo constrangimento. Prenderem o Ulstra, e possivelmente executá-lo. 

O problema de 64 foi que os militares nos venceram completamente. A ditadura só acabou quando eles cansaram da brincadeira. E com nosso Zé povinho, fica dificil imaginar desfecho diferente.

Não aceito comissão da verdade que não seja feita há tempo de executar o Hélio Bicudo (acho que aqui tou exigindo demais), o Cunha, o Temer, uns 6 ministros do atual supremo, Moro, Janot, Dallagnol, Ali Kamel, Bonner, etc.. . Fazer algo com essas criaturas já mortas é inútil.

Os golpistas de 64 ou morreram na divisão do Butim,ou morreram cobertos de Glória. 

 

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Luciano Lira

Moro e seus procuradores,

Moro e seus procuradores, Janot e tantos outros um dia vão ter que contar toda a verdade ao Brasil e ao povo brasileiro. Estamos sofrendo mas já estamos remando contra essa maré da maldade....

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Marcelo33

Só o Moro e olhe lá. O

Só o Moro e olhe lá. O restnte estante já estará morto !!!

E mesmo assim, terão que contar a verdade. O que levaram para destruir o Brasil não será devolvido, vai continuar recebendo aposentadoria integral acima do teto, e não irá para a cadeia nem por um decreto. Já nós, não poderemos nos aposentar.

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Luciano Lira

Moro e seus procuradores,

Moro e seus procuradores, Janot e tantos outros um dia vão ter que contar toda a verdade ao Brasil e ao povo brasileiro. Estamos sofrendo mas já estamos remando contra essa maré da maldade....

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Os EUA sempre traçaram planos

Os EUA sempre traçaram planos alternativos de intervenção que não a guerra convencional como as que se sucederam em paises como Libia, Iraque, onde os tais "golpes suaves" não teriam a menor chance de sucesso como este golpe contra o Brasil. Quando acabou a guerra fria como desculpa para intervenćoes, como a de 1964, os EUA vieram com a desculpa do combate as drogas como tatica de dominaçao e ampliaçao de terrirorio com instalaçao de bases militares mundo afora, como por e exemplo na Colômbia. Essa intervençao no Brasil sob a desculpa de "cooperaçao internacional" é apenas uma variante do intervencionismo americano. O que podemos fazer além de chorar o leite derramado: pelo menos uma CPI que resulte em cadeia para os traidores do interesse nacional, isto se o Brasil não for anexado ao Império do Norte.

Estou compartilhando na rede com o seguinte adendo:

http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-de-como-o-mpf-tornou-se-uma-forca...

Neste artigo o Nassif mostra porque a Cooperaçao Internacional, tāo defendida pelos EUA, ė apenas mais uma forma de dominaçao e ampliaçao do poderio americano, fazendo-se necessário no futuro, quando o pais cair em si, uma CPI para esclarecer a Lava Jato, com a responsabilização de traidores como Moros, Dallagnóis e Janotes

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...spin

 

 

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Jurandir Alves.

NAO VOU CONCORDAR NUNCA COM A QUADRILHA DE POLÍTICOS BANDIDOS QU

Alves

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Nassif, agradeço pelo

Nassif, agradeço pelo texto!

Ótima análise!

E seus leitores, hein...até eugenio aragão vem aqui comentar!

Parabéns! Sigamos!

 

É só asoprar q miSHELL tomba...já vencemos batalhas piores..... venceremos novamente.

Fizemos uma vez, faremos de novo - mais, melhor e mais sustentável!

Até a vitória, sempre!

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Marcelo33

"É só asoprar q miSHELL

"É só asoprar q miSHELL tomba..."

E aí volta o FHC

Dilma era a casa de palha, Temer é a cada de Madeira. FHC é o bunker subterrâneo a prova de armas nucleares.

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André STK

Te cuida Aragão! Teu destino

Te cuida Aragão!

Teu destino é o mesmo do Genoino e do Dirceu.

Não temos provas

Mas temos convicção.

Há ¨casa grande¨ sabe quando garrotear,pois tem muito mais tempo de experiência.Espero,ou...gostaria de ter certeza que os progressistas aprenderam aquela máxima:¨Não se abandona amigo no campo de batalha.¨

PS: O tarja preta conhece o lema

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João Jorge

Ode a Bretch

Será que esse consórcio internacional jurídico-policial, coordenado pelos Estados Unidos da América (USA),  com a participação do MPF, PF, parte do Poder Judiciário e do STF, está entendendo que a Odebretch seria uma perigosa organização comunista, cujo objetivo seria espalhar seus tentáculos  por diversos países com o intuito de tornar-se uma multinacional comunista. Rss,rss,rss.....

Alguns dos agentes 007 poderiam ter sacado que a Odebretch é, na verdade, uma Ode a Bretcht, ou seja, uma louvação e exaltação ao perigoso dramaturgo alemão oriental comunista Bertold Bretch.

Daí a ordem de destruí-la e ao perigoso operário ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva que dava palestras pelo mundo enaltecendo a empresa.

Vale a pena ler o artigo a seguir do blog do Paulo Henrique Amorim

 

https://www.conversaafiada.com.br/brasil/o-brasil-esta-sem-defesa

O Brasil está sem Defesa!

Por que o Moro quer fechar a Odebrecht?

 

Mal. Lott, daqui sairia o submarino nuclear, antes do Jungmann e do Temer

O Brasil está sem Defesa!

O Ministro da Defesa (sic) se inscreve entre os que o Supremo breve julgará e provavelmente irá em cana.

O Ministro da Defesa não teve voto para se eleger Deputado Federal: é suplente do suplente.

E quando foi, não passou de um baderneiro, que se notabilizou como um dos heróis da CPI dos Amigos do Daniel Dantas.

Preside desenhar?

O Ministro das Relaçoes Exteriores era presidente da UNE, fugiu no Golpe de 1964, foi para o Chile, casou com uma parenta do Presidente Allende, acabou preso no Estádio Nacional do Chile, onde Pinochet depositava os que estavam marcados para morrer e, inesperadamente, BUM!

Apareceu nos Estados Unidos, como professor (sic) da Universidade de Cornell, mesmo sem possuir diploma de Engenheiro ou de Economista.

Precisa desenhar?

Depois, candidato (fragorosamente derrotado) à Presidencia, prometeu no WikiLeaks entregar o pré-sal à Chevron.

Não precisa desenhar, porque, o Pedro Malan Parente, na Petrobrax, vende por dois o que vale 100, como se vê na afiada Tv Afiada.

(“A vingança, vingança, vingança”, na genial interpretação de Jamelão é do inesquecível Lupicínio Rodrigues.)

Esse Governo (sic), antes que o Marechal Lott desperte, está perplexo: não sabe quando e em que porto vai entregar o “interesse nacional” brasileiro, porque não foi capaz de decifrar para que lado vai o Governo Trump.

Mas, que vai entregar o ouro – e o pré-sal, o submarino nuclear, o urânio etc etc etc - aos bandidos, não há a menor duvida.

O problema é saber se por dois ou por um o que vale 100.

Desde já, o Governo Golpista se organiza para desarmar a Defesa do Brasil e facilitar a entrega do Interesse Nacional (brasileiro aos americanos, como denunciaram os deputados Zarattini e Pelegrino): 

Zarattini e Pellegrino acionam PGR contra Temer e Padilha por interferência indevida na Defesa

Os deputados Carlos Zarattini (PT-SP), já escolhido para liderar a Bancada do PT na Câmara em 2017, e Nelson Pellegrino (PT-BA), ex-presidente da Comissão de Defesa e Relações Exteriores da Câmara, protocolaram esta semana, junto à Procuradoria Geral da República (PGR), uma representação contra o presidente ilegítimo Michel Temer e o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Os deputados pedem que seja investigada a conduta de Temer e Padilha por terem determinado à Comissão Aeronáutica Brasileira na Europa (CABE) – sediada em Londres – a contratação, com urgência, de serviços de sensoriamento remoto por satélite, cujo custo importa um montante de até R$ 300 milhões.

Segundo o jornal Valor Econômico, o pedido de Temer, intermediado pelo Ministério da Defesa, causou estranheza na CABE, já que a oferta desse tipo de serviço – uma espécie de mapeamento territorial com imagens em alta resolução – para as Forças Armadas só pode ser feita, salvo raras exceções, por empresas nacionais ou constituídas sob as leis brasileiras, com sede e administração no País. Diante disso, os oficiais da comissão concluíram que a licitação deveria ser realizada em território nacional.

Para Carlos Zarattini, é necessário investigar os fatos que, em tese, são ilegais e incompatíveis com a soberania e a segurança nacional. “Ao que parece, a ordem da Casa Civil determinando a compra fora do Brasil dos equipamentos acima mencionadas, além de violar o dispostos nas leis e regulamentos, constitui-se numa grave ameaça à soberania e a segurança nacional, além de representar um empecilho ao desenvolvimento de uma verdadeira indústria de defesa nacional com agregação de conhecimento e tecnologias de ponta desenvolvidas no País. E isso é fundamental para retomada do crescimento econômico. Então, é preciso aferir o verdadeiro alcance dos ilícitos eventualmente perpetrados, em tese, pela necessidade de proteção da sociedade brasileira e dos interesses nacionais”, diz a representação protocolada na PGR.

A reportagem do Valor acrescenta que, em relatório preliminar, a divisão de licitações e contratos da Aeronáutica classificou de “desarrazoada”, “desproporcional” e ilegal do ponto de vista administrativo a abertura de concorrência no exterior, regida por leis internacionais, já que os participantes têm que ser empresas brasileiras, inscritas no Ministério da Defesa.

O relatório da Cabe, também segundo o jornal, cita dezenas de empresas nacionais capacitadas para prestar os serviços desejados. O decreto 2.278/97 diz que as atividades de sensoriamento remoto nas Forças Armadas devem ser conduzidas “de modo a buscar autonomia nacional crescente, mediante contínua nacionalização de meios e o fortalecimento da indústria”.

Satelitegate – Em artigo no seu blog, o jornalista Mauro Santayana questiona a necessidade da compra solicitada por Temer. Intitulado “Sensoriamento remoto: vem aí um ‘satelitegate’ do governo?”, Santayana afirma que “em tempos em que o Judiciário e o Ministério Público promovem, incansavelmente, a paralisação de nossos principais projetos de defesa, é preciso saber o que está por trás e a quem interessa, dentro e fora do país, que esse desmonte e essa perseguição aconteçam”.

Agora, no Globo Overseas Investment BV, Zarattini insistiu:

Mesmo em cenários de turbulência econômica deve ser permanente a preocupação com a manutenção da soberania nacional da região amazônica, da principal fonte energética que é o petróleo do pré-sal e a proteção do território marítimo, conhecida com a Amazônia azul. Não podemos abrir mão de uma exploração correta desses recursos. Para segurança da nossa soberania, foram iniciados diversos programas que visaram ao domínio de setores estratégicos para a defesa espacial, cibernética e o desenvolvimento da nossa capacidade nuclear, com a construção do submarino de propulsão nuclear.

Faz-se necessária severa crítica à forma como o governo Temer está lidando com o setor. É nítido que ele não vê a implantação de projetos nacionais e de uma base industrial de Defesa como questão estratégica para a soberania. Da mesma forma, a proposta de reforma da Previdência prevê desprezar as especificidades das Forças Armadas. Hoje, os militares não fazem parte de qualquer regime previdenciário; eles contribuem para a pensão militar.

Além do que, outro exemplo das discrepâncias, é que procurador da República em início de carreira tem salário, em média, de R$ 23 mil. Militar com todas as especificidades da profissão em fim de carreira, cargo 4 estrelas (general de Exército), recebe pouco mais de R$ 16 mil bruto, já acrescidas as promoções.

Ampliação da frota de submarinos, programa do caça FX2, satélite de comunicações, implantação do sistema de proteção de fronteiras são projetos estratégicos para garantir soberania, além de capacitar a nossa indústria. O descaso orçamentário poderá atingir em cheio o prosseguimento desses projetos.

Diante desses desafios, é preciso que o país incorpore no orçamento o conceito de que investir em Defesa, além de garantir a soberania nacional, promove o desenvolvimento científico e tecnológico. E isso é fundamental para a retomada do crescimento econômico.

O Brasil que queremos é um país comprometido com a capacidade operacional das Forças Armadas e a implementação de uma estratégia nacional de Defesa. Isso é parte da construção de uma nação livre, soberana e democrática. Com o desenvolvimento, distribuição de renda e a correta exploração de nossos recursos naturais, dentro de um ambiente de maior igualdade de oportunidades para nosso povo, com a liberdade de opiniões garantida.

Carlos Zaratini é deputado federal (PT-SP)

A propósito, amigo navegante, leia o que disse o Getulio Diniz, no FaceBook do Conversa Afiada (além de curta colaboração do ansioso blogueiro) :

A Odebrecht é a principal empreiteira do ProSub, programa criado pelo Lula, para construção do primeiro submarino nuclear brasileiro para proteger o pré-sal. Os EUA sempre foram contra.

Os EUA não reconhecem na ONU as 200 milhas náuticas da costa brasileira. Pode chupar o petróleo do pré-sal na costa brasileira a hora que bem entender.

Só não faz porque não domina a tecnologia de extração de petróleo em grandes profundidades. A Petrobras é a única petroleira no mundo que domina essa tecnologia. Privatizando a Petrobras, terão acesso a essa tecnologia.

Depois da Lava Jato, o ProSub será administrado por uma empresa dos EUA, a General Eletric. Isso poderá dar confusão porque a tecnologia do submarino nuclear é francesa. A França transferiria ao Brasil toda a tecnologia do submarino. Não sei se a França vai gostar que uma empresa dos EUA tenha acesso aos segredos dessa tecnologia.

A Odebrecth é a principal empreiteira do Porto de Mariel em Cuba que os EUA sempre foram contra. Agora os EUA, para não ficar para trás, resolveram fazer parte do Porto de Mariel que fica a 180 km da costa da Flórida.

A Odebrecht seria a principal empreiteira do Canal da Nicarágua que ligará o Atlântico ao Pacífico -- ao lado do Canal do Panamá que é controlado pelos EUA -- bancado pela China: US$ 40 bilhões. Os EUA são contra. Ao contrário do Canal do Panamá que só permite a passagem de 1 navio de cada vez e não suporta o calado de superpetroleiros, o Canal da Nicarágua suportará até 5 superpetroleiros passando ao mesmo tempo e tem profundidade suficiente para suportar o calado de um grande navio tanque.


A Odebrecht seria a principal empreiteira da ferrovia Binacional que ligaria o Brasil ao Pacífico passando pelo Peru. Os EUA são contra.


Depois da Lava Jato, a Odebrecht teve que vender a Macron, empresa do grupo Odebrecht, que fabrica mísseis terra-ar, mar-ar, mar-terra, terra-terra. Os EUA sempre foram contra a construção de mísseis no Brasil.


Entendeu porque a Odebrecht é pedra no sapato dos EUA? Que tal destruí-la, Moro?

 

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Marcelo33

Detalhe que os próprios

Detalhe que os próprios militares que teoricamente, seriam os interessados no assunto, não dão um pio. 

Acho que para eles, ameaça grave a defesa é se forem proibidos de infiltrar agentes em DCE e no MST

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j.marcelo

Verdade marcelo33,o

Verdade marcelo33,o comandante máximo das forças armadas disse isso claramente em uma entrevista ao Uol,

além de elogiar Temer,ele disse q havia "assuntos mais espinhosos,como o soldo e previdência militar"precisa

desenhar ? Ele quer saber do seu,eo resto q se dane,mais um MEDÍOCRE EGOÍSTA,figura pequena do país !!!

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R R

Comentários

Nassif,
Belo texto. Quanto ao ponto de vista referente à atuação do MP e judiciário, ele ainda é muito genérico e isso é suficiente apenas para o contexto (o que se fez brilhantemente). Como um comentário de um advogado ao próprio GGN, forma-se entre a comunidade advocatícia um conhecimento implícito a respeito da atuação de juízes (talvez procuradores também). Aqui caberia consultar a banca de advogados curitibana, bem como processo em que Moro e os integrantes da força tarefa estiveram envolvidos e pessoas que acompanharam os procedimentos. Tais relatos iluminariam o fato atual.

A questão dos interesses estrangeiros é um de múltiplos presentes no processo da Lava Jato. O primeiro comentário ao texto faz tudo ficar explícito: não se consegue 'vender' o Brasil, mas os ativos da Petrobras e o petróleo são vendidos. A esse respeito, vale notar que a descoberta do pré-sal mudou o peso mundial representado pelos BRICS. A partir de então, duas potências energéticas (Rússia e Brasil) estavam unidas às duas maiores populações do planeta, novas sedes do capitalismo industrial global e com grande apetite energético (India e China).  O desenrolar natural da alienação dos recursos energéticos do país só se concluirá juridicamente, aprovando algum tratado bolivariano de comércio exterior para o setor de óleo e gás.

O segundo comentário é que a internacionalização não é algo linear, uma relação entre Estado A-Estado B; ela é também um complexo, com importantes desdobramentos. Por exemplos: a Lava Jato tornou explicito o modo como grupos econômicos aliciam as instituições da administração pública e as controlam (financiamento de campanhas, aprovação de leis, gerenciamento de licitações). No caso, ela representa severa interferência em um setor eminentemente de capital nacional e de significativa participação no financiamento político eleitoral. Agora essa estrutura de poder está sendo redesenhada. É preciso avaliar isso também, Nassif, e ver onde aqui se articulam interesses não nacionais.

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Pedro Augusto Pinho

Corrupção ou Traição?

CORRUPÇÃO OU TRAIÇÃO?

Com um mínimo de reflexão, talvez passássemos a entender a ação dos impérios, as farsa das propagandas nos veículos de comunicação de massa e a atuação deletéria de vários homens públicos, reduzindo nosso Brasil a uma eterna colônia de escravos. Não é em seu bolso que metem a mão, é em seu cérebro, pobre brasileiro que ainda acredita no perigo comunista e no surgimento de um salvador.
Em 1973, os comandos militares acolhiam, pelo que se dizia na época, a indicação do General Emilio Médici e escolhiam o General Ernesto Geisel para Presidente do Brasil, de 1974 a 1979. Os grandes problemas que enfrentaria Geisel seriam decorrentes do rompimento unilateral dos Estados Unidos da América (EUA) com o “Acordo de Bretton Woods”, encerrando o padrão dólar-ouro, em 1971, e as consequências cambiais e nas taxas de juro daquela decisão, e a dependência brasileira pelo petróleo.
Tratarei, inicialmente da questão do petróleo. A Petrobrás formou ao longo de sua existência, e Geisel presidente da empresa muito contribuiu para isso, equipe técnica de excelência, reconhecida pelas congêneres estrangeiras e nos simpósios, congressos e seminários internacionais que seus empregados participavam. A realidade geológica já havia sido percebida pelo ex-geólogo-chefe da Standard Oil, que veio estruturar a exploração de petróleo no Brasil: Walter Link. As bacias terrestres não tinham petróleo suficiente. A ida para a plataforma continental exigiu esforço tecnológico, participação da engenharia brasileira e muita pesquisa. Mas começou, ainda com Geisel, a mostrar resultados animadores. No entanto a questão fora muito anterior, quando, na vassalagem colonial, o Brasil optou pelo transporte terrestre e nele investiu, quando o transporte marítimo e fluvial e o transporte ferroviário eram muito mais adequados aos recursos e à geografia brasileira. Esta errônea opção deixava o País refém do produto que não tinha nem dominava, política ou militarmente, as fontes. Em suplemento sobre a economia nas Américas, The New York Times (28/01/1973), sob o título “Brasil, o Novo Japão”, elogiava a ditadura militar, a indústria automobilística e, ironicamente, o aumento da dívida “pública e particular”.
Mera coincidência, junta o Governo Geisel à luta dos capitais industriais com os financeiros, com a vitória dos últimos, onde as “crises” do petróleo desempenham papel preponderante. O Brasil sofreria muito e ocorreria o terceiro golpe dentro do golpe de 1964, levando João Figueiredo à Presidência. O Projeto Geisel era do Brasil Potência, um país soberano, não justo, mas com o controle das principais tecnologias do século: nuclear, informática e aeroespacial. Do mesmo modo que o sucesso da tecnologia petroleira incomoda até hoje as mentes entreguistas e os capitais estrangeiros, a nuclear também é combatida desde o momento que se transformou em objetivo nacional. A prisão do Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva nada tem com a corrupção, nem deveria estar sob a Lava Jato, mas ali domina um representante do império para eliminar a engenharia e a tecnologia brasileiras.
A espionagem dos EUA na Petrobrás começa nos anos 1980, já afastado o General Geisel e necessitando a área de geofísica da empresa um computador mais potente, para os processamentos sísmicos, cada vez mais importantes nos trabalhos de exploração de petróleo. Para que a Petrobras pudesse contratar este computador, assinou uma série de salvaguardas, inclusive do controle estrangeiro à sala onde seria instalado o equipamento. Seria humilhante, não estivesse o País já sob o controle da banca (sistema financeiro internacional), exaltando o neoliberalismo e combatendo o “estatismo”.
Depois vieram os mordomos, os capitães do mato, e a Petrobrás franqueou seus sistemas, eliminou seus controles, destruiu a hierarquia estrutural que a colocara no píncaro da indústria petroleira. Daí a gravação das conversas destes gestores, onde não faltam a vaidade, o machismo, a inexistente intimidade com os poderes e os poderosos que os transformariam vítimas do sistema, planejado e com os elementos treinados nos EUA, para a destruição da maior empresa genuinamente brasileira, detentora única de tecnologia de exploração e produção em águas ultraprofundas, e das empresas de engenharia também brasileiras que deslocavam, pela capacidade técnica e empresarial, as congêneres do Hemisfério Norte. Como pode a colônia superar o Império?
A operação Lava Jato se desnuda. Não é a corrupção seu objetivo, fosse-o e estariam atrás das grades os FHCs e filhos, seus apartamentos e fazendas, os Aécios e sócios, com helicópteros do tráfico, aeroportos e desvios de dinheiro de estatais, as cúpulas dos partidos no governo, ávidas das gorjetas e farelos que lhes deixam os donos do mundo. A Lava Jato é um caso de traição, o antro dos Joaquins Silvérios dos Reis do século XXI.
O jornalista Paulo Henrique Amorim pergunta onde está o Marechal Lott para garantir a constituição, hoje; nem vou tão longe em nossa história, pergunto se ainda há um General Geisel, para defender o interesse nacional em nossas Forças Armadas?
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado, foi do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra

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Skatista Mascarado

Acho que o Nassif foi muito

Acho que o Nassif foi muito certeiro! a corrupção minou nossas capacidades de criação de salvaguardas para um projeto de Nação. A inserção internacional do Brasil, assim como de outras potências médias, incomodou demais. a participação proporcional das empreiteiras brasileiras nas África e América Latina, no período 2003-2015, foi superior às empreiteiras europeias e norte-americanas. Não compramos os caças americanos. adotamos políticas de conteúdo nacional no setor de petróleo e gás. etc. tudo isso sob a liderança de um governo, teoricamente, de esquerda. O texto faz inferências muito pertinentes sobre o integrismo no interior da burocracia estatal. Enfim, estamos nos transformando em um México.

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Eduardo Outro

O conhecimento, a argúcia e a

O conhecimento, a argúcia e a clareza do Nassif na análise dos momentos que vivemos já dispensam comentários laudatórios. Nunca nos desapontam e confirmam a opinião de que é o melhor do ramo. Só que todas a vezes que posta aparecem os comentários de leitores fixados em Lula, Dilma e Eduardo Cardoso, ruminando o interminável capim de seus erros.  Permissão grande Mino, até o reino mineral sabe dos erros deles, mas desafio alguém provar que estamos na situação que estamos por esse motivo. Minha opinião, extremamente modesta, é de que a culpa é dos bandidos acumpliciados, poderosos, traidores, corruptos, quinta-colunas, que conseguiram levar a cabo o golpe, e não adianta analisar com lógica um golpe. Dalmo Dalari, que entende de Leis  "um pouquinho" mais do que eu, dizia que impeachment não passaria no STF e que GM acabaria falando sózinho. Rir ou chorar ? Claro que é pertinente falar da pusilanimidade da Presidenta e de seu Ministro da Justiça transferindo responsabilidade para o PGR, mas e se o PGR fosse o Aragão ? E antes que alguém venha novamente cobrar o erro da nomeação de Janot, não foi Aragão cabo eleitoral dele ? Não confiava nele ? Como saber que alguém pode nos decepcionar antes da decepção ? E se o MJ ou o PGR tivesse tomado uma atitude "certa", não cometido o erro, os EUA teriam dito "desculpe, não devíamos nos intrometer na política de vocês, já estamos indo embora, tchau" ? Estamos onde estamos pelo motivo de, nos governos Lula/Dilma, a Política ter sido direcionada um poquinho para a Senzala. E a Casa Grande, representada pelo Judiciario/MP,  PIG, Congresso, com uma "ajudazinha"  externa, não aceitou isso. As coisas poderão voltar ao que eram só se houver rebelião na Senzala, que poderá até ser pacífica, através de eleições.

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C.Poivre

Apátridas

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2016/12/sergio-amadeu-apatri...

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Como foi possível existir e vingar a Lava-Jato? A meritocracia.

Como foi possível existir e vingar a Lava-Jato no seio da sociedade brasileira?

Pensando e opinando de forma particular sobre a Lava-Jato e sua existência real saiu este texto abaixo:

A possibilidade da formação de uma casta antinacional dentro do Judiciário, do Executivo atual e do Legislativo no Brasil vem da própria formação educacional que temos.

Somos um País sem uma Educação a privilegiar o conceito de identidade nacional, de Nação, de que País queremos construir e não há senso de coletividade. Somos um amontoado de pessoas, de diferentes partes do mundo e sempre cabendo uma etnia nova em busca de um trabalho, em busca de uma oportunidade de melhoria de Vida, mas, tudo centrado no “Eu” e no máximo no particular da família e dos amigos.

Tirando o idealismo das esquerdas, a maioria dos brasileiros é centrada no processo educacional que vige no Brasil: o meritocrático.

O do sucesso profissional, aquele que nos faculta um bom emprego, uma casa atraente, uma posição de destaque na empresa e na sociedade e, daí, o orgulho dos familiares e amigos.

Moro e Dallagnol vão em busca de sucesso, imaginemos, então, "sucesso internacional" que orgulho não será para si e para os familiares e amigos. É orgulho dobrado e totalmente desatado do coletivo e do interesse nacional: - os Estados Unidos me reconhecem como um homem honrado, um herói, um combatente incansável na cruzada moralista contra a Corrupção mundial!

Neste processo alienatório do “Eu” vencedor e sinônimo do TER a sociedade brasileira se molda. Começa no Lar, adentra na Escola e segue no Mercado de Trabalho, e administrando tudo, organizando esta Ideologia meritocrática os meios de comunicação hegemônicos capitaneados por duas pragas: Rede Globo e Revista Veja (hoje, em declínio).

Quando você comemora o combate à corrupção que leva embora o seu emprego, e diz que estamos indo no caminho correto, o que é isto, senão uma Alienação inconsciente e dentro do processo meritocrático, que inclui a seleção natural.

Eu vim do berço aristocrático, eu sonho em ser da aristocracia, eu sou concurseiro, eu sou preparado por meu mérito próprio, sei que estou com a razão, sei que sou mais capaz que o outro.

O Brasil tem uma mistura de religiosidade e meritocracia + o acomodamento do pensamento, substituído pela mídia oligopólica de pensamento único.

Combato a corrupção do outro e num passe de mágica o Brasil das oportunidades milionárias aparece. Enquanto isto eu não emito nota de nenhum serviço prestado, mas, reclamo do Governo que quer me cobrar uma mísera CPMF.

Moro, Dallagnol, Janot, Gilmar, FHC, Serra, Aécio, Temer, Renan & Cia. são produtos do Brasil que aceitamos como normal, do Brasil que não se reconhece como Brasil e que o olhar das pessoas não aglutina para um centro e sim para um particular, os “vencedores” dentro do “jeitinho brasileiro”.

Eu sou melhor do que você porque me enrolo na bandeira brasileira e protesto na Paulista contra o “Governo mais corrupto da História”, porque não me esqueço de pronunciar o “S” do plural; você é pior do que eu porque defende os “petralhas”. É uma mistura de soberba, ignorância e convicção distorcida e desplugada da realidade concreta.

Deu no que deu. A produção de um País, primeiro pelo viés do lema: Brasil a terra das oportunidades, e, não da possibilidade de iguais disputarem em igualdade de condições um lugar ao sol: sol que pertence a todos.

Dividir no Brasil significa um tabu enorme. - Ah! Eu consegui por meu mérito e vem esses petistas criar cotas nas universidades, dar Bolsa Família, criar o Minha Casa, Minha Vida?

O Ideológico do cotidiano meritocrático nos coloca neste buraco. A classe média e médio-alta tradicional, até a turma da ascensão social dos governos Lula e Dilma não tem a capacitação para enxergar o Estado, a ação concreta de políticas públicas e de interferência estatal na Economia como fulcro de desenvolvimento com segurança.

Socializamos no Brasil as perdas e a vitória é mérito próprio. O Estado atrapalha quando perco dinheiro e quando ganho foi por mérito pessoal.

Imaginemos a narrativa da Lava-Jato entremeada por um contexto de crise econômica internacional e que chega ao Brasil de 2014 em diante com mais força, com todo o conjunto da Elite Midiática aproveitando o fato para derrubar, não conseguiram, o PT do Poder em 2014. E deram o Golpe do Impeachment sem crime de responsabilidade: um verniz para distrair os incautos dos meritocráticos.

Muitas partes da população abraçaram um conceito, a ideia da corrupção nos governos petistas como a culpada pelo menor poder aquisitivo, em declínio, depois de 10 anos de crescimento ininterruptos. Abraçaram por ignorância cultural, por defesa de classe e medo de misturar-se ao povo e se ocuparam de ir pras ruas protestar em um domingo de sol contra os corruptos do PT: o seletivo é, não só fruto da Lava-Jato, mas do próprio universo da meritocracia, o PT seria o antimeritocrático.

Defender Moro e dalanhóis da vida ficou fácil demais.

Só um povo ignorante comemora a perda do seu próprio emprego, a destruição da empresa em que trabalha, a venda do petróleo nacional a preço de banana, a destruição da cadeia produtiva de óleo e gás, a destruição das empreiteiras nacionais, da indústria de defesa, da indústria naval, etc. E não se associa sequer para protestar, defender seu posto de trabalho e a empresa economicamente importante em que trabalha.

Você ganha até 5 vezes mais como classe média, assumindo posto de trabalho de alta capacitação tecnológica e não valoriza nem enxerga um palmo além do nariz, não enxerga que este possibilitar de uma Vida bem melhor é uma ação concreta do Estado, uma ação deliberada do Governo de centro-esquerda para melhorar a Vida das pessoas, e melhora, e, pior, o sujeito do salário 5 vezes maior diz: - não voto no PT porque não pertence a minha classe social os petistas. Fica do lado dos seus próprios algozes: Moro, Dallagnol, etc., e desempregado, odiando Lula, Dilma e os petistas.

E, ainda mais, o sujeito comemora a queda daqueles que lhe fizeram mudar de Corsa para SUV, pelo simples fato de não se ver mais no retrovisor os antes alijados da inclusão social. Melhor não trocar de carro, apesar de ser o sonho de todo meritocrata, do que me misturar com o povo da classe C (desfazendo aqui até a sua própria Ideologia do Mérito, loucura, não é verdade?).

Só foi possível a Lava-Jato porque o Brasil não se enxerga como uma Nação, somos fragmentos sociais, somos meritocracia, religiosidade, principalmente cristã (quem iria se opor ao combate à corrupção) e Alienação, somos até bullying social contra quem é petista e com a soberba de nos considerar o máximo do conhecimento sem sequer duvidar que a crise econômica possa ter mais de duas variáveis: Governo do PT e Corrupção.

É fácil manipular a opinião pública brasileira, infelizmente, não podemos fugir desta realidade.

Um único processo: Lava-Jato, um único Juiz: Sérgio Moro, um único objetivo: "combate à corrupção", um único Governo a ser investigado: o Governo petista salvaria o Brasil do atraso. A Lava-Jato e seu Juiz meritocrático salvando o Brasil da antimeritocracia. 

Só um processo educacional novo e radicalmente diferente pode mudar este quadro atual e em uma sociedade com pluralidade ideológica nos meios de comunicação e com audiência equilibrada para cada emissora de rádio e canal de TV.

Uma última ideia ou pergunta:

Em uma nova Eleição Direta é possível de os eleitores, ainda, votarem nos mesmos que propõem 49 anos de trabalhos ininterruptos 12 horas por dia para se aposentar?

Votarem sem a vontade de esta realidade existir ou crerem que ela é vantajosa para si? Ou, ainda, continuarem a votar a partir de uma dicotomia de classes e via anti-petismo? 

 

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Gilmar Francisco

parabéns! falou tudo

O grande problema do povo brasileiro é que nãoe xiste povo brasileiro: somos um amontoado de etnias e povos presos neste país que não é o de nosso ancestrais, contidas contra a vontade aqui, seja por escravidão, opressão ou terceirização. Não somos povo, não temos ligação,  não temos fraternidade, nem laços nem objetivos comuns. Cada um por si e Deus contra todos. è preciso qeu surja umlaço cultural, algoq eu una o povo sob uma mesma afinidade de povo e cultura, e sob uam ideia de qeu estamos juntos e qeu o progresso nosso depende do progresso conjunto de todos na pátria. Mas isto passa pela educação. Educação de qualidade que capacitaria as pessoas a entender, compreender, questionar, duvidar e repensar o mundo. Educação e cultura que nos mostre que a vida pode ser mais qeu apenas eu lucrar, eu ostentar, eu ter, eu enriquecer, eu ser da classe a. Educação qeu nunca fui e e que nunca será dada pelos espertos donso do Brasil. Educação qeu o povo nunca vai exigir pois nem sabe que existe, e nem tem união ou fraternidade coletiva pra exigir. Como sair desta?

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Prezado Alexandre Bom dia "Só

Prezado Alexandre

Bom dia

"Só um processo educacional novo e radicalmente diferente pode mudar este quadro atual e em uma sociedade com pluralidade ideológica nos meios de comunicação e com audiência equilibrada para cada emissora de rádio e canal de TV."

Porque em "12 anos de Lula e Dilma", isso foi deixado de lado?

Tu sabes muito bem que Fidel implantou um novo sistema educacional em Cuba, em 3 anos!!!

A resposta é simples, Lula e Dilma nunca tiveram o poder, (estiveram presidentes), foram mantidos pelo podre status quo que o levaram a presidencia.

Lula, fez a felicidade de todos, distribuindo benesses as elites e oligarquias e migalhas ao povo, (só para exemplificar, um bolsa familia 30 BI é = ao lucro de um Itau/ano)!!!

Foi cCom essa politica de ganha/ganha, que ele saiu com 80% de aprovação !!! Aprovação de quem, se o povo é miope?

Dilma, recebe o governo com 80% de aprovação e 3/4 do congresso !!! Como não aceita sentar com a mafia legislativa, comandada pela mesma elite e oligarquia que a elegeu, é removida da presidencia com 8% de aceitação e 1/5 do congresso!!!!

Onde entra o povo nesta história, se não recebe a educação que deveria, tem uma mídia que não deveria, não possuindo a menor ideia de como a banda toca no patropi?

Onde estavam Lula e Dilma?

Abração

 

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Mário Mendonça

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André STK

¨Uma última ideia ou

¨Uma última ideia ou pergunta:

Em uma nova Eleição Direta é possível de os eleitores, ainda, votarem nos mesmos que propõem 49 anos de trabalhos ininterruptos 12 horas por dia para se aposentar?

Votarem sem a vontade de esta realidade existir ou crerem que ela é vantajosa para si? Ou, ainda, continuarem a votar a partir de uma dicotomia de classes e via anti-petismo?¨

Pergunto,ou, a pergunta correta é

Lula e quem o acompanha, teria se elegido em 2001 se fhc tivesse sido competente? 

Duvido.Mas isso é problema deles!

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Correções

André, cabe se informar melhor, não serão necessários 49 anos de trabalho para se aposentar. A partir dos 65 anos de idade você pode se aposentar independente da quantidade de anos trabalhados, com no mínimo 80% do valor total, cada ano além de 30 de trabalho aumenta 1% do valor. Tal reforma poderia ser bem menos pesada ao trabalhador se o Partido dos Trabalhadores não tivesse votado sistematicamente contra qualquer reforma proposta pelos Governos anteriores, ou se durante os 13 anos no Governo o mesmo não tivesse convenientemente ignorado os insistentes alarmes de rombo da Previdencia.

Também cabe se informar sobre a carga horária do trabalhador, não existe esse aumento para 12 horas/dia, a proposta é flexibilizar a carga horária, podendo trabalhar até 12 horas em um dia, mantendo as 44 horas semanais. Ou seja, se em um dia voce trabalhou 12 horas, no dia seguinte voce pode trabalhar só 4, ou nem trabalhar. De novo, não há aumento de carga horária.

Pra finalizar, um último "cabe se informar", Lula foi eleito no final de 2002, assumindo em 2003, e não em 2001. Mas concordo na incompetencia do FHC para fazer um sucessor, se ao invés de tocar as reformas estruturais que prepararam o Brasil pra crescer e se tornar uma economia de mercado, tivesse pensado mais nas eleições seguintes, teria apenas tomado medidas de curto prazo, teria distribuido benefícios a revelia, congelado preços, escondido dívidas nos bancos públicos, quem sabe contratado o João Santana pra mentir descaradamente nas eleições... Nesse ponto a Dilma foi bem competente. 

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

Dura verdade a ser reconhecida pelo sistema

 

...”Como potência média, ainda não havia desenvolvido internamente legislações e regulamentos que disciplinassem o financiamento político, que blindassem as empresas que representassem o interesse nacional, os cuidados para impedir que o combate à corrupção destruísse setores da economia.”...

...”Por outro lado, desenvolvia-se uma indústria de defesa autônoma, com absorção de tecnologias avançadas e inúmeras possibilidades abertas com a quase consolidação dos BRICS e das parcerias com a China e seus bancos de desenvolvimento. Avançava-se nos submarinos, nos satélites e na informática.

Com a descoberta do pré-sal, o país se projetava como um dos futuros grandes produtores de energia, desenvolvendo paralelamente uma indústria naval potente e uma grande cadeia de fornecedores para as mais diversas necessidades, de máquinas, equipamentos, caldeiraria a sistemas informatizados de ponta.

Nascia uma nova potência.”...

A lógica acima, explica e muito bem, o desastre do Brasil, decorrente do sujo golpe contra a Presidente Dilma/PT. Semelhantes análises, explicam outros incontáveis desastres econômicos, sociais, científicos, tecnológicos e militares, de outras nações capitalistas, inclusive, de potências. Uma merda.

Se o destino da China tivesse permanecido sob o comando de Chiang Kai-Shek, ou mesmo, de outro líder que norteasse a economia da China em direção ao conhecido modelo capitalista, com toda a certeza deste mundo, que não haveria a poderosa e respeitável China de hoje. Disso, racionalmente, ninguém pode duvidar. Nem mesmo, os mais ferrenhos anticomunistas. Com certeza.

Mas, em vez de adotar o conhecido, irracional corrupto e ineficiente modelo capitalista, a China tomou o rumo socialista, sob o duro comando do gênio de Mao Tsé-Tung. Da miserável e insignificante China de 1949, situada no zero absoluto, passou para a 2ª potência econômica do mundo, em apenas 60 anos. Logo mais, será a primeira potência do mundo.

Em resumo, por conta do continuado estupendo desenvolvimento econômico, social, científico, tecnológico e militar da China, fica mais do que provado, que o sistema capitalista não tem a menor condição de concorrer com o sistema socialista, desde que a nação possua a insuperável arma de defesa: um mínimo poder de fogo nuclear. 

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Ministério de Notáveis do Brasil Potência

Pela leitura fica a impressão que não temos vocação para sermos uma potência industrial, econômica e militar, condizente com nossa riqueza e grandeza.

Agora vocação para super-heróis de cacaracá, caipiras e provincianos sem noção temos de sobra.

Quando Lula trouxe a construção de duas plataformas de petróleo para os estaleiros brasileiros a um preço “mais caro do que lá”, cometeu crime de prevaricação.

Quando Lula usou sua influência internacional para alavancar grandes empresas nacionais na conquista de grandes obras em Angola, Cuba e América Latina estaria fazendo-o em troca de propinas.

Quando Lula tinha um Chanceler com “C” maiúsculo que afirmou nossa independência em política internacional elevando o Orgulho Nacional, os colonizados vira-latas fizeram de tudo para permanecermos na barra das saia da política americana.

Quando Lula deu continuidade à construção do nosso submarino nuclear e reativou várias indústrias que poderiam contribuir para nossa independência na indústria militar, inclusive aeronáutica, os vendilhões torceram o nariz e ficaram procurando pretextos para condená-lo na compra e construção de caças com a Suécia. Apesar dos problemas com a aviônica, pela primeira vezes não compramos sucatas das grandes potências.

Enquanto a Petrobrás, do Lula e Gabrielli, por seus próprios meios e de forma pioneira iniciou a exploração do petróleo em águas profundas, e foi afirmado que esta riqueza sustentaria nossos programas de Educação e Saúde, o atual presidente Parente entregou estes ricos campos à Total com o pretexto de que ela traria novas tecnologias!!!! Cruzes, que afirmação mais idiota e falsa! Bandido Vendilhão!!!!

Sem falar nos programas sociais internos que tiraram da pobreza e miséria absoluta milhões de brasileiros.

Fica claro que um Governo, como o dos usurpadores, que promulga medidas que beneficiarão apenas 40 milhões de cidadãos em detrimento dos seus 200 milhões habitantes, não tem a menor noção, e nem vontade de construir o Brasil Potência.

Junte-se ao governo usurpador estes Super-heróis de cacaracá e está pronta a receita para a dominação internacional e adiamento dos sonhos de grandeza de nosso povo.

A pesquisa histórica do Nassif mostra que precisamos de um Ministério de Notáveis que cuide do Brasil Potência.

Enquanto dependermos apenas de caipiras metidos a super-heróis de cacaracá em gibis midiáticos estamos fritos.

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Mogisenio

"Viva o povo brasileiro"...

Caros debatedores, Nassif e equipe, bom dia.

 

Nassif , maxima venia, mas falar de nação, nacional, aqui no Brasil? Só se for para contar um piada.

Aqui nunca houve uma nação. Nem aqui, nem em qualquer lugar do planeta  onde se implementou o tal de Estado Moderno e em seguida o Estado Nacional( isto é, que se diz nacional)

Isso porque a implantação de um Estado Moderno, já no início, COPIA o modelo EUROPEU a fim de alcançar um certo ESTADO NACIONAL. 

Em alguns lugares esse sistema , isto é, essa cópia seguida de sua implantação, até que foi um pouco mais eficaz. Evidentemente, após muito sangue derramado. Mas aqui no Brasil?

Não, não r. jornalista, não dá.

Segue abaixo, em itálico,  um trecho do wikipédia com uma possível conceituação do vocábulo nação:

Nação, do latim natio, de natus (nascido), é uma comunidade estável, historicamente constituída por vontade própria de um agregado de indivíduos, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns.

É a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando assim, um povo, cujos elementos componentes trazem consigo as mesmas características étnicas e se mantêm unidos pelos hábitos, tradiçõesreligião, língua e consciência nacional.

Mas, a rigor, os elementos território, língua, religião, costumes e tradição, por si sós, não constituem o caráter da nação. São requisitos secundários, que se integram na sua formação. O elemento dominante, que se mostra condição subjetiva para a evidência de uma nação assenta no vínculo que une estes indivíduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver coletivo. É, assim, a consciência de sua nacionalidade, em virtude da qual se sentem constituindo um organismo ou um agrupamento, distinto de qualquer outro, com vida própria, interesses especiais e necessidades peculiares.

Faça uma reflexão profunda e honesta consigo mesmo e veja se é possível falar em "nação" aqui na República Federativa do Brasil, onde há, por exemplo, mais de 200 idiomas "não oficiais" em pleno vigor entre outras particularidades.

Convenhamos, esse fragmento do texto nos mostra o quão distantes estamos da efetiva  "implantação" do Estado Moderno nacional.

Os jesuítas bem que tentaram catequisar todos os "índios". Obtiveram êxito parcial, vá lá. Mas, não o total.

Dando um salto na história, para encurtar a conversa, a "Globeleza" também tenta e consegue, vá lá, "catequisar" muita gente. Mas o êxito é parcial.

Tem gente, tem comunidade, tem grupos, enfim,  tem ser humano que mora aqui nessas terras - ditas brasileiras" - que se mostram em condições subjetivas  CONTRÁRIA a qualquer vínculo que une indivíduos.

Ou para ser ainda mais claro:

 é até possível falar em  sentimento nacional,  de pertencimento, de  constiuir  um organismo distinto,  que tem vida própria etc( veja acima) .

Todavia,  DESDE QUE sigamos  ordens de certos senhores que MAMAM NO PODER DO ESTADO NACIONAL FEITO POR ELES E PARA ELES, de forma pseudo  direta ou indiretamente, manipuladamente, escandalosamente, caudilhicamente, e finalmente,  desculpem-me, fihodaputaqueparilmente

Eu , por exemplo, não estou "nem aí"(*) para essa gente  manipuladora que MAMA com o dinheiro público e privado( que é também público!)de todas as formas , conquanto  reconheço viver  numa espécie de "show de Truman" com outros seres "nacionais" e imbecis que vomitam repetições manipulantes e  baratas defecadas   por aí, na  "cultura brasileira". 

(*) não estou nem aí no sentido de não engolir a manipulação barata. Mas estou aí , com náuseas, nojo e um certo sentimento de ódio dessa gente que só olho para o próprio umbigo! Vão para a $%##%#¨$&%*#%#@....

 

Prólogo:

 

"Hoje é um novo dia

De um novo tempo que começou

Nesses novos dias, as alegrias

Serão de todos, é só querer

Todos os nossos sonhos serão verdade

A ponte do futuro, já começou.."

 

 Quanto ao MPF, r. jornalista, tenho uma outra versão: A força dele não é antinacional. Na verdade, é a "nacional". Aquela dos bachareis de coimbra de outrora, "iluministas" e   que também por isso,  nunca foi nacional, vez que nunca houve "nação"  por essas  bandas, "latim american". Não se pode  esquecer que o "capital inicial", durante aproximadamente  400 anos( no fundo até hoje)   foi e ainda o é  para alguns,    um certo tipo de "semovente', um mouro  mais conhecido como ESCRAVO.  Uma espécie de cavalo relativamente pensante com banzo. 

Portanto, data venia  r. jornalista,  ao contrário de sua tese, penso que são até "nacionais" demais. 

 

 

 

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Maria Silva

Uma casta sem limites

"Procuradores que continuaram acreditando no MPF como fator de defesa dos direitos dos vulneráveis e da modernização do Brasil"?? Existe isso?? Como instituição o MP morreu. Entregou-se ao corporativismo,  e a perseguição politica.  Não conheço um unico promotor que tenha decencia, inteligencia, coragem, discrição. Só vejo idiotas muito bem pagos. 

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Obrigado! É isso mesmo. Tenho

Obrigado! É isso mesmo. Tenho a impressão que eles são como os adoradores da bomba atômica no primeiro filme Planeta dos Macacos, todos deformados e usando máscaras, só se descobrindo na presença da bomba ( e no caso dos justiceiros se decobrindo na presença do deslumbramento ).

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C.Poivre

Há exceções para confirmar a regra

Maria, gostaria de abrir uma exceção para o Procurador Eugênio Aragão. Se Dilma (lenta em tudo) o tivesse descoberto antes de ter reconduzido o pgr golpista atual e o indicasse para a chefia da PGR não teria havido o golpe. No mais concordo plenamente com vc.

 

http://justificando.com/2016/08/16/o-ministerio-publico-tem-sido-o-grand...

http://justificando.com/2016/12/02/curitiba-em-transe/

http://justificando.cartacapital.com.br/2016/12/19/o-inspetor-seu-pau-e-...

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Andre Luiz RRR

"Com um Congresso revigorado,

"Com um Congresso revigorado, haverá a prestação de contas. Não escaparão de uma CPI para analisar sua conduta antinacional. E essa conduta não está nos corruptos e corruptores que foram presos, nem mesmo nos abusos cometidos, na parcialidade flagrante das investigações. Mas em uma ação deliberadamente antinacional."

 

A partir daqui o Nassif começou a sonhar.

Como sempre, espero estar errado, mas sou muito pessimista em relação a isso. A Lava Jato vai ficar por isso mesmo, os tucanos  vão levar o deles (em cash) e o país vai levar décadas para se recuperar.

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Marcelo33

Até acredito em algo do tipo,

Até acredito em algo do tipo, mas com certeza nada que o Nassif poderá se vangloriar que acertou, por que ele estará MORTO no dia que isso acontecer.

Acontecerá algo daqui há 40 anos, mais ou menos na mesma época que Lula for julgado novamente e absolvido, depois de ter morrido na cadeia, para alguém ficar bonito na foto.

Será uma espécie de comissão da verdade, que acontecerá com 99% dos golpistas mortos, e que , revele o que revelar, aconteça o que acontecer, não poderá tacar NINGUÉM na cadeia.

Essa turma ainda será herói para muita gente nessa época, por teem evitado o Brasil virar Cuba (Mesmo que pra isso, o tenham tansformado em Haiti) e Moro, velhinho, o TERROR DE Luis Inácio Lula da Silva, ainda vai depor tirando uma onda com a nossa cara !!!

Depois vai embarcar para Miamim, onde terá uma morte tranquila e feliz.

 

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Acabei de ler no Tijolaço que

Acabei de ler no Tijolaço que a Odebretch vai dar calote na União, referente ao contrato para gerir o Galeão. O governo fêz uma acordo de mãe para filho. Mas com os EUA não tem refresco, a empresa brasileira vai pagar uma fortuna para o governo americano no acordo de leniência.

Ou seja, na república dos procuradores (Moro não é juiz) a Odebretch pode lesar os contribuintes brasileiros, mas jamais os americanos. 

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Juliano Santos

Acordos de cooperação entre

Acordos de cooperação entre paises de peso estrategico completamente diferentes  tendem a favorecer o mais forte.

Não ccabe cooperação em casos de corrupção porque nessa situação há interferencia dentro do quadro politico de cada Pais, o combate à corrupção não é neutro, pode atingir um grupo politico e não outro, portanto não cabe a potencias estrangeiras a intervenção nesses casos.

 

 

 

 

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Xadrez da MPF- revisão de alguns termos pejorativos

Excelente análise Nassif! Só sugeriria a revisão de alguns termos pejorativos a grupos importantes da sociedade brasileira que, a meu ver, não merecem ser misturados com estes tipos infames da nossa política ou economia: chamar tais procuradores de caboclos e tais delegados de tupiniquins me parece injusto e ofensivo tanto aos caboclos como aos tupiniquins. Atento também a outros termos muitas vezes usados como "conversa de comadres" e "casa da mae Joana", que deviam ser muito mais sérias do que o cenário que se nos apresenta o Brasil político atual...

abraços

 

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Os apátridas: Conversa

Os apátridas:

Conversa Afiada

Labirinto de Moro põe Europa para correr

https://www.youtube.com/watch?v=YNPMzAAZ98c

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Xadrez das cooperações dos Procuradores

Sim, os acertos desenvolvimentistas ocorreram nos governos Lula  e Dilma, mas o apego excessivo ao eleitoralismo não permitiu a discussão estratégica acerca do Estado Brasileiro. Foi impressionante os erros que todos viam e NUNCA os tais estrategistas de Lula e Dilma incluiam em suas discussões palacianas, deslumbrados que estavam para ganha a próxima eleição. Estava nas mãos deles retirar toda a publicidade da Globo e não o fizeram. Agora nos restam construir a Frente Ampla e colocar Deltan e Moro para responder pelos crimes de lesa pátria que organizaram e executaram.

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jOSÉ eDUARDO cARDOSO, maldito

jOSÉ eDUARDO cARDOSO, maldito lazarento que (não) trabalhou incessantemente para nos destruir. Gostaria de preencher esse espaço aqui com tos os xingamentos conhecidos mas fico muito irritado com o lazarento para isso. Para o inferno, desgraçado, para o inferno.

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Não concordo

Embora respeite a sua opinião, acho que JE Cardoso fez um excelente papel, dentro de uma trama complexa e assimétrica em termos de forças entra cada lado. JEC defendeu Dilma como um Leão e, ainda, com muita inteligência. O que estamos vivendo é um golpe, amparado - com ajuda do PIG - numa duvidosa maioria da opinião pública, mas que hoje está revertendo. No Brasil é assim, tem razão quem tem a maioria do povo ao seu favor. A nossa luta está na divulgação da verdade, a contestação das arbitrariedades (assim como os advogados do Lula) e o fator tempo, que começa a caminhar ao nosso favor. Quem incendeu o Brasil foi o playboy que não aceitou a derrota e que deu inicio à traição do PMDB, sob a espada da lava-jato por trás.

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Que isso. Ele foi dos

Que isso.

Ele foi dos principais responsáveis pela queda do Governo Dilma.

Fez defesa tardia e no lugar errado, apenas com o objetivo de aparecer. E claro, conseguiu.

Não defendeu o Governo quando este mais precisava, não fez defesa estratégica prévia.

A lava jato começou há mais de 2 anos e em vários locais ja se previam (inclusive aqui) que não daria boa coisa.

Não tomou nenhuma providencia junto a PF, á força-tarefa, não usou sua interlocuçaõ no judiciário e no MP. Se ele não tinha interlocuçaõ nesses órgãos não serviria para ser Min da Justiça ou da AGU.

Não usou de ser cargo para defender a Petrobrás. O Governo sim, teria que ter se defendido como um Leão, desde lá detrás e investido contra Moro e sua turma. Por ex, entrando com recursos no STF para que a Petrobras não fosse julgada por Moro, afinal ela fica no RJ. O Governo tem peso e não se utilizou dele, ainda mais quando a opinião pública ainda não estava totalmente contra Dilma.

A operação lava-jato cometeu e comete várias irregularidade todos os dias, era só o Min o ministro frizar esses pontos.

E entrar no STF contra esses abusos, via AGU. O Governo tem peso. É claro que usando de recursos e argumentos sensiveis iria, no minimo criar uma dúvida em Min do STF e poderia ter revertido caso.

Ele não poderia vir a público e questionar, por ex, porque os maiores ladroes, Paulo R. Costa e Youssef, pegaram penas ridículas ?  Qual a lógica deste sistema prisional ?

Governar é agir com estratégia que inclui também e principalmente estratégia juridica.

Se ele não tinha isso, não serveria para ser Min da JUstiça ou da AGU.

Ele é um ótimo professor de cursinho juridico e gala de novela mexicana, mas um péssimo Min da Justiça e AGU.

E nem entrei na questão, muito mal explicada, da jornalista "ligada" a ele, que fez várias matérias contra a Dilma e seu Governo.

 

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Isso mesmo Daniel P, o cara

Isso mesmo Daniel P, o cara realmente é féladaputa.

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Esse comentário merecia 50

Esse comentário merecia 50 estrelas, por baixo.

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Paiva A.

Um bom exemplo foi o descaso

Um bom exemplo foi o descaso do MP em cooperar com a justiça suiça no caso Alstom. Vira-latismo puro, o único interesse do MP brasileiro é cooperar para ajudar os estrangeiros a punir as empresas brasileiras, nunca o contrário.

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 Se alguém cobrir o MP ele

 Se alguém cobrir o MP ele vira circo. Se cercar vira hospício. Com guaritas ele será um presídio de nóias autoritários que conspiram diariamente contra as liberdades democráticas.

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Cesar Cardoso

O MPF e o momento de recuo da globalização

Está bem claro que existe um momento de recuo da globalização, com a economia mundial perdendo (e aparemente sem chance de recuperar a curto prazo) a vitalidade e com enormes crises humanitárias criando o caldo de cultura para fechamento das fronteiras. Em momentos de crise, a tendência dos países centrais é disputar ainda mais ferozmente os mercados dos países periféricos.

E onde entra o MPF?

Nos últimos 10 anos, a China foi quase parceira preferencial do Brasil.

Contra quem Trump vai abrir guerra comercial? Isso mesmo, a China.

Não me surpreenderia se a Lava-Jato, dentro da estratégia de mostrar que Lula é o centro da corrupção universal, passasse a mirar empresas chinesas e seus negócios no Brasil.

Por outro lado, os chineses são espertos e pragmáticos. Sabem que "combate à corrupção", num ambiente em que existe a tal zona cinzenta dita pelo Nassif, é um nome bonito para expurgos políticos - oi, Bo Xilai, tudo bem?

Vai ser uma batalha interessante.

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Buraco mais embaixo

No relato do Nassif vemos que no final do século XVIII uma nação como Alemanha soube agir mesmo como nação e se contrapor às finalidades imperialistas inglesas e, a partir do século XX, se contrapor ao imperialismo dos EUA. Caberia ao Estado (estado nação) definir um projeto de país e, dentro desse contexto, canalizar as iniciativas autônomas dos seus cidadãos. Havia na época alguns internacionalistas deslumbrados: as sub-elites intelectuais alemãs, de onde já nascia gente parecida com o mancebo Deltan Dallagnoll. Aqui no Brasil, o José Eduardo Cardoso, por causa da sua “inércia”, como citado pelo Nassif, entregou os poderes da justiça local - para interagir com o mundo global - aos Dallagnol da vida. O JE Cardoso é acusado mais adiante de “anomia”. O relato do Nassif tenta simplificar um assunto complexo, e acaba simplificando demais o seu diagnóstico.

Esta história é mais complexa do que isso, e fala de colonialismo, típico na América latina. Brasil – que se safou do nome colonial “Estados Unidos do Brasil” (José Cerra ainda o chama assim) – em algum momento partirá para um nome mais global, como Brazil, mais fácil de pronunciar em Miami. O Méjico já aceitou oficialmente o “México” a partir de 2010.

O problema do Brasil é que as suas elites não se sentem brasileiras, mas apenas como almas deambulando por estas terras descobertas por Cabral, em transito para Miami. Elite brasileira vive aqui como em apartamento alugado (ou funcional, como fez o ex-ministro Barbosa), e deixa torneira pingando, goteiras no teto e paredes com buracos antes de mudar para Miami.

Essa alienação existe em tudo, desde criança partindo a cada dia para Disney, seguindo pela mídia, a radiodifusão de músicas estrangeiras, a moda, o vira-latismo e etc. Há lesa pátria em cada terno que Juízes coxinhas compram em Miami, em cada família brasileira que manda sua filha para os EUA a estudar inglês, em cada lojista que coloca na vitrine: 100% OFF (ou FOR SALE), em cada nome esquisito de bebê brasileiro – que depois vira jogador de futebol, em cada nome exótico de prédio residencial.

Os Dallagnol saem daí, daquele monte de alienados que nasce cada dia no Brasil. O nosso buraco é mais embaixo. 

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Ruben J Bauer Naveira

A embaixada dos Estados Unidos da América em Brasília

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