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Governo do RS é acusado de afrontar “violentamente” Legislativo

Deputado estadual foi preso durante reintegração de posse promovida pelo governador do RS, Ivo Sartori

Deputado Jeferson Fernandes foi detido diante do prédio da Ocupação Lanceiros Negros | Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Jornal GGN - A detenção do deputado do estado do Rio Grande do Sul, Jeferson Fernandes (PT), durante uma ação de reintegração de posse realizada pelo governo de Ivo Sartori, retirando a força cerca de 70 famílias da ocupação Lanceiros Negros, na noite de quarta-feira (14), revoltou o presidente da Assembleia Legislativa do RS, deputado Edegar Pretto (PT). Para o parlamentar, a condução impositiva foi um "violentamente afrontado" contra a própria Assembleia Legislativa. As informações são do Sul21.

A reintegração foi realizada por volta das 19h, enquanto ocorria uma audiência pública no plenarinho da Assembleia Legislativa para se chegar a um acordo sobre a ocupação, dessa forma Pretto acusa o Sartori de desrespeitar o poder Legislativo.

As famílias ocupavam um prédio localizado no centro de Porto Alegre tomado pelo governo do Estado que, em 2015, entrou com um pedido de integração. Na segunda-feira (12) a juíza Aline Santos Guaranha da 7a. Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre determinou o despejo em caráter de urgência. No processo de desocupação, a tropa de choque da Brigada Militar usou gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bombas de efeito moral para conseguir desmobilizar a resistência dos moradores e ativistas que se recusavam a deixar do local.
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Gilmar Mendes e o avanço da crise sobre o Judiciário, por Janio de Freitas

Após decisão que absolveu Temer, novo processo de impeachment foi protocolado contra ministro, desta vez no STF

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jornal GGN - A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de absolver Michel Temer no julgamento pelo crime de propina e caixa 2, ainda mais após o recente escândalo político mostrando uma gravação em que o presidente avaliza o pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha pelo empresário e dono da JBS, Joesley Batista, aumentou ainda mais a crise institucional no país, promovendo um maior descrédito do poder Judiciário.

A avaliação é de Janio de Freitas, que na sua coluna desta quinta-feira, na Folha de S.Paulo, pondera que "o resultado verdadeiro do julgamento" feito pelo TSE foi um avanço do desânimo com a política. E, a figura mais responsável, e que deu o voto de minerva que pesou em favor de Temer, é o ministro Gilmar Mendes. Freitas destaca que, durante o julgamento no TSE, o magistrado não inovou no método que já vinha apresentando em outros julgamentos, de usar a palavra e o cargo para exercer decisões que vão de encontro aos interesses democráticos. Por outro lado, finalmente pôs em risco os colegas do Supremo Tribunal Federal, pois suscitou mais um pedido de impeachment que foi dirigido contra ele, desta vez no STF, de autoria dos professores de direito da UnB, Cláudio Fontelles e Marcelo Neves.

"Admitir o processo [de impeachment contra Gilmar] será um martírio; recusá-lo leva ao risco de estender ao Supremo o conceito hoje ostentado pelo TSE", pontua Freitas.   
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Crise não é só política, mas da forma de pensar o país, por Leandro A.

"Ninguém se deu conta de que os filhos do ENEM e do PROUNI foram lançados no mercado em retração, e o filho do pedreiro que fez engenharia está vendendo cachorro quente. Em algum momento teremos uma fermentação de tudo isto. Vivemos tempos Gramscianos"
 
Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja
 
Por Leandro A. 
 
 
Se analisarmos todos os "cambios" de governo pelo qual nosso país passou desde a abdicação de Dom Pedro I, sempre teremos um lado preparado para dar o bote em cima da fraqueza do outro. 
 
O fato novo desta crise é o exterminio dos dois blocos de divisão de poder e o cisma na sociedade brasileira. O pêndulo não tem impulso para se mover. Se assim não fosse, diante da gravidade da situação, teríamos uma frente ampla, com os políticos que restaram, os empresários de vanguarda e a sociedade civil. Mas assitimos ao contrário. O empresariado está contaminado por ranço antipestista, que confundem com qualquer proposta progressista ou outsider, a sociedade civil brasileira honra sua tradição de estar "deitada eternamente em berço esplendido". Apenas a grande ressalva que merece todo destaque: a classe artística. pelo visto a única que preservou o know how adquirido nos tempos de chumbo.
 
A mídia, não atrevo-me a comentar. Pois desde 2006 temos, abertamente, um partido político com assinantes e espectadores. Tornou-se uma besta fera, que provou do sangue e não consegue mais retomar o paradigma antigo.Banalizou-se o escandâ-lo a tal ponto, que vai demorar para que as redações deixem de pulsar pelo clima de denuncismo e policiamento, salvo se houver intervenção do fator imponderável e for imposta uma regulação efetiva.
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Aécio chora quando fala de irmã presa e está "desolado" com decisão do Supremo

Foto: George Gianni/PSDB

Jornal GGN - É destaque no Painel da Folha que o PSDB está preocupado com a possibilidade de Aécio Neves (PSDB) sofrer uma derrota no Supremo Tribunal Federal e ser encarcerado na próxima semana, quando a 1ª Turma da Corte deve analisar pedido da Procuradoria Geral da República de medida preventiva contra o tucano. O alerta geral foi acionado quando o mesmo colegiado decidiu manter, nesta terça (13), a prisão de Andrea Neves.

"A decisão da primeira turma do Supremo de manter na prisão a irmã de Aécio Neves (MG) despertou forte temor em integrantes do PSDB sobre o desfecho do pedido de prisão do próprio tucano, que será apreciado pelo mesmo grupo de ministros na próxima semana. A avaliação é que o veredito sobre Andrea Neves é, no mínimo, um mau presságio para Aécio. Ao longo desta terça (13), membros da sigla no Congresso conjecturaram sobre como agir na hipótese de o STF encarcerar o senador."

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No Rio, centros de estudo realizam debate para uma saída democrática da crise

Evento contará com participação do governador Flávio Dino (PCdoB) e ministro aposentado do STJ, Gilson Dipp

Flávio Dino e Gilson Dipp

Jornal GGN - A Universidade Cândido Mendes em parceria com a Escola de Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) realizará nesta segunda, 12 de junho, a partir das 17h o debate Saídas Democráticas para a Crise Atual. O evento contará com a participação do governador do estado do Maranhão, Flávio Dino, o ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp, e os deputados federais pelo Maranhão, Pauderney Avelino (DEM) e Alessandro Molon (REDE).

O evento irá ocorrer no Auditório Josué de Castro do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), localizado na Rua Assembleia, 10, sala 207 - Centro do Rio. 

Leia também: Dep. Alessandro Molon fala sobre pedido de impeachment Leia mais »

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Tendência no PSDB é dar apoio velado a Temer e salvar a pele de Aécio no Senado

Foto: George Giani/PSDB

Jornal GGN - O PSDB pode adiar, mais uma vez, a data de desembarque do governo Michel Temer. Em meio ao julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, a atual cúpula do partido empurrou a reunião deliberativa sobre o rompimento da aliança para a próxima segunda (12). Porém, parte da bancada de deputados empurra para que a decisão seja protelada, evidenciando o racha.

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"Se (TSE) absolver Temer e Dilma, a casa cai", diz presidente do PSDB

Foto: PSDB

Jornal GGN - O presidente nacional do PSDB Tasso Jereissati demonstrou preocupação com a possibilidade do Tribunal Superior Eleitoral não cassar a chapa Dilma-Temer com o julgamento que deve ser concluído no próximo sábado (10). Segundo o tucano, Temer tem perdido as condições de governar a cada escândalo que aparece por causa da delação da JBS. Se a cassação não sair, a Lava Jato deve criar um fato novo atrás de outro, inviabilizando a gestão do peemedebista e acelerando o descolamento de aliados.

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A que horas você sai?, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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Sessão de julgamento da chapa Dilma-Temer começa às 19h

Foto: TSE

Jornal GGN - O Tribunal Superior Eleitoral começa a julgar a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer a partir das 19h desta terça (6). Segundo informações da Justiça Eleitoral, o julgamento se estende ao longo de quarta, desde as 9h, e quinta, em mais duas rodadas (9h e 19h). A grade foi definida pelo presidente Gilmar Mendes em concordância com o relator da ação, ministro Herman Benjamin.

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Um país que não tem dignidade não sente indignação, por Aldo Fornazieri

Foto Ubes

Um país que não tem dignidade não sente indignação

por Aldo Fornazieri

O presidente da República foi flagrado cometendo uma série de crimes e as provas foram transmitidas para todo o país. Com exceção de um protesto aqui, outro ali, a vida seguiu em sua trágica normalidade. Em muitos outros países o presidente teria que renunciar imediatamente e, quiçá, estaria preso. Se resistisse, os palácios estariam cercados por milhares de pessoas e milhões se colocariam nas ruas até a saída de tal criminoso, pois as instituições políticas são sagradas, por expressarem a dignidade e a moralidade nacional.

Aqui não. No Brasil tudo é possível. Grupos criminosos podem usar das instituições do poder ao seu bel prazer. Afinal de contas, no Brasil nunca tivemos república. Até mesmo a oposição, que ontem foi apeada do governo, dá de ombros e muitos chegam a suspeitar que a denúncia contra Temer é um golpe dentro do golpe. Que existem vários interesses em jogo na denúncia, qualquer pessoa razoavelmente informada sabe. Mas daí adotar posturas passivas em face da existência de uma quadrilha no comando do país significa pouco se importar com os destinos do Brasil e de seu povo, priorizando mais o cálculo político de partidos e grupos particulares.

O Brasil tem uma unidade política e territorial, mas não tem alma, não tem caráter, não tem dignidade e não tem um povo. Somos uma soma de partes desconexas. A unidade política e territorial foi alcançada às custas da violência dos poderosos, dos colonizadores, dos bandeirantes, dos escravocratas do Império, dos coronéis da Primeira República, dos industriais que amalgamaram as paredes de suas empresas com o suor e o sangue dos trabalhadores, com a miséria e a degradação servil dos lavradores pobres.

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"Não queremos esse Temer nem outro Temer", diz Laura Carvalho

Foto: Diretas Já

Da Rede Brasil Atual

O Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, está tomado por manifestantes que acompanham o ato SP pelas Diretas Já, convocado por artistas, ativistas da mídia independente e blocos de carnaval, com a presença de movimentos sociais. A primeira atração do dia ensolarado na capital foi o cantor paraibano Chico César. “O Brasil não suportaria a possibilidade de uma eleição indireta tendo um Congresso completamente contaminado”, disse.

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Não haverá repactuação no País sem eleições diretas, avalia Dilma

Jornal GGN - A ex-presidente Dilma Rousseff defendeu, durante a abertura do 6º Congresso Nacional do PT, que novas eleições diretas sejam convocadas como saída para a crise política gerada a partir das revelações da Lava Jato contra o governo Temer. Na visão de Dilma, há uma "divergência instalada entre o segmento golpista", que não quer aceitar que a "alternativa clara e possível [para sair da crise] é a eleição direta. Não haverá repactuação no País sem eleição direta."

"Não porque nós tenhamos o melhor candidato, mas porque eleição não é vergonha. Vergonha é querer ganhar no tapetão, eleger um candidato biônico", disse Dilma. "É Diretas Já pela sobrevivência do País como um País sério", acrescentou.

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Temer diz que sem Plano A, ele não tem futuro

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - Pego na Lava Jato conversando sobre possível propina a Eduardo Cunha na cadeia e ações de obstrução de Justiça encampadas pela JBS, Michel Temer agarra-se ao que chama de recuperação da economia e saída da crise para se manter no cargo, em meio à pressão por renúncia, ameaça de cassação no Tribunal Superior Eleitoral e dezenas de pedidos de impeachment.
 
Nesta terça (30), durante discurso o Fórum de Investimento Brasil 2017, Temer disse que se "de fato queremos um futuro melhor, não há plano B". Com ajuda de tucanos, principais fiadores de seu governo, Temer tentou ignorar que sem o plano A - atender as demandas do mercado oferecendo as reformas impopulares em troca de guarida -, o presidente é que não tem futuro.
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Gilmar bate em retirada gloriosa do barco de Temer

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - Ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes decidiu romper o silêncio e disparar contra o governo Michel Temer, em função das notícias "plantadas" pela equipe do peemedebista, no sentido de que o presidente terá uma "sobrevida" garantida por um pedido de vistas da Corte Eleitoral, na retomada do julgamento da ação de cassação, agendada para o próximo dia 6.

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Temer mexe em ministérios para proteger aliados e afrontar a Lava Jato

Foto: Lula Marques/PT
 
Jornal GGN - Michel Temer fez mudanças ministeriais no domindo (28) com o objetivo de manter a proteção a aliados com foro especial nas investigações da Lava Jato e adotar uma postura mais ofensiva contra a força-tarefa e o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Temer colocou Osmar Serraglio na Transparência e Torquato Jardim na Justiça - que já deu sinais de que pretende anular as provas da JBS contra o presidente.
 
Com a manutenção de Serraglio no primeiro escalão, Temer resolve três problemas: mantém o foro ao ministro, que pode ser investigado na Carne Fraca; também mantém foro a Rodrigo Rocha Loures, já que ele continua exercendo o mandato de deputado federal no lugar de Serraglio e, por fim, com Loures com foro no STF, Temer também se protege. Se perder o mandato, seu inquérito continua na Suprema Corte, amarrado ao de Loures.
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