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A receita para destruir um país, por Vladimir Safatle

Imagem: Marcelo Cipis/Marcelo Cipis/Editoria de Arte/Folhapress

Jornal GGN - Em sua coluna na Folha, o articulista Vladimir Safatle fala da ação entre amigos, deletéria e discutível, que afunda um país. A ação de dar os rumos de um país aos economistas amigos não é uma solução para a Nação, e nem mesmo para o próprio governo. O grande exemplo é o Espírito Santo, uma unidade em 27, que soçobra a olhos vistos, com crise, inclusive, na segurança. E é este modelo que pretendem levar para todo o país.

O Banco Mundial já faz suas contas de quantos brasileiros voltarão para a linha abaixo da pobreza. As políticas sociais jogadas fora, após a conquista de todo um povo. Junte-se a isso a Refora da Previdência e o atoleiro em que estão metendo as empresas brasileiras. Misture bem e calcule quanto tempo o país levará para se reerguer.

Leia o artigo a seguir.

Da Folha de S. Paulo

A receita para destruir um país 

Por Vladimir Safatle

Há três formas de destruir um país. As duas primeiras são por meio da guerra e de catástrofes naturais. A terceira, a mais segura e certa de todas, é entregando seu país para economistas liberais amigos de operadores do sistema financeiro.

Em todos os países onde eles aplicaram suas receitas de "austeridade", a recompensa foi a pobreza, a desigualdade e a precarização.

Alguns países, como a Letônia, vendido por alguns como modelo de recuperação bem-sucedida, viu sua população diminuir em quase 10% em cinco anos, algo que apenas as guerras são capazes de fazer.

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Em 2016, comércio cortou mais de 180 mil vagas

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Jornal GGN - No ano passado, o comércio varejista brasileiro fechou 108,7 mil lojas com a demissão de 182 mil trabalhadores, descontando as admissões no período, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio, baseado nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
 
2016 teve resultados piores que o ano anterior na quantidade de lojas desativadas e em vagas fechadas, e, em dois anos, houve a redução em mais de 200 mil lojas e quase 360 mil empregos diretos. 
 
Fabio Bentes, responsável pelo estudo, destaca que a qeuda até novembro (último dado disponível do IBGE) foi de 8,8% no ano e 9,1% no acumulado de 12 meses no comércio ampliado, que inclui também materiais de construção e veículos. 

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Xadrez de Paulo Hartung, o projeto piloto de Temer

Peça 1 – o fator Espírito Santo

Trava-se no Espírito Santo a primeira grande batalha de desmonte do estado brasileiro. O governador Paulo Hartung é o candidato ao teste piloto.

A crise fiscal do Estado não é de sua responsabilidade, mas da política econômica que começou com o pacote Joaquim Levy e foi agravada pelo boicote pré-impeachment e pela política econômica de Michel Temer, uma política suicida que não tem como objetivo a superação da crise, mas o uso da crise para o desmonte do Estado.

Posto ante o dilema da crise fiscal, a fórmula Hartung segue apenas o mainstream do Congresso, mídia e governo Temer. Foi incensado como exemplo do governante responsável poucos dias antes de consumado o desastre. Sua estratégia consistiu em:

·      Precarização dos serviços públicos e dos direitos sociais;

·      políticas de incentivos à atração de empresas sem avaliação custo-benefício.

·      nenhum diálogo com os setores afetados e despreocupação em amenizar os efeitos dos desmanches.

Hartung tornou-se um projeto piloto, um Michel Temer de laboratório. Se for derrotado pela PM o movimento se alastrará por todo o país. A rebelião da Polícia Militar é apenas o ensaio perigoso -- porque em uma corporação armada – das reações do funcionalismo público.

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Povo ignora extensão da crise manipulada pelos entreguistas, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

Povo ignora extensão da crise manipulada pelos entreguistas

por J. Carlos de Assis

A esmagadora maioria da população brasileira não tem a mais remota idéia da profundidade da crise em que nos encontramos. A grande mídia omite a verdadeira natureza dos problemas brasileiros e a mídia alternativa, principalmente na internet, concentra-se num noticiário fragmentado, tendo em vista suas características específicas de comunicação. Nós, analistas, temos de ter a modéstia de reconhecer que, enquanto blogueiros, dificilmente formamos opinião, pois  com nossos longos artigos dificilmente fixamos a atenção do leitor.

É claro que essa limitação não nos tira do jogo. Insisto em escrever no blog da mesma forma como, no passado, escrevia em jornal impresso. Tenho certeza de que, aos poucos, vamos furar o bloqueio da grande mídia não apenas por conta de nossas virtudes mas porque, como dizia Lênin, a verdade é revolucionária. Flashes da grande crise em que nos encontramos são claramente perceptíveis em Vitória, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e, não demora muito, em Minas Gerais. O novo normal está sendo a explosão da crise.

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A elite brasileira suicida-se, por Ruben Bauer Naveira

 

A Elite Brasileira Suicida-se

por Ruben Bauer Naveira

Nós vamos, um dia, amadurecer como povo e realizar nossa potencialidade. E vamos então varrer a canalha” (Darcy Ribeiro)

Essa frase curta, “a elite brasileira suicida-se”, contém dois erros.

Primeiro: jamais houve elite neste país. O que temos aqui não passa de uma classe dominante que, por preguiça intelectual, volta e meia é chamada de elite – conceito que, em qualquer país, diz respeito a um extrato social que avoca para si a responsabilidade de traçar o destino da sua nação e fazê-lo cumprir. Nunca houve nada assim no Brasil, lugar em que os horizontes da classe dominante não passam da acumulação predatória e do consumo ostentatório.

Segundo: no curto prazo, a classe dominante não corre risco de morte. Não há então nenhum suicídio iminente. Será, porém, no médio-longo prazo, que a classe dominante brasileira acabará por perceber, da pior maneira possível, que terá sido a sua própria natureza que lhe terá conduzido a seu fim.

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Sala de visitas: Golpe 2016 e aprofundamento da crise

Nessa edição especial: Jessé Souza, Luiz Felipe de Alencastro e Rodrigo de Almeida

 
Jornal GGN -  O Brasil enfrenta hoje as consequências da crise política iniciada em 2013, reforçada a partir de 2015 e que, em 2016, leva ao impeachment da presidente Dilma Rousseff a partir de um golpe jurídico-parlamentar.
 
Nesta edição especial do programa Sala de Visitas - retrospectiva 2016 - você acompanha as entrevistas completas de Jessé Souza, Luiz Felipe de Alencastro e Rodrigo de Almeida, que ajudam a reunir as peças que ocasionaram o golpe contra a presidente eleita Dilma Rousseff e o PT, nesse intrincado jogo.
 
Na primeira, o cientista político, professor titular da UnB e ex-presidente do IPEA, Jessé Souza fala do seu último livro, “A radiografia do golpe: entenda e como e porque você foi enganado”, onde descreve a origem da crise política, em junho de 2013.
 
Não que a manifestação, iniciada por um grupo puramente de esquerda – Movimento Passe Livre – tivesse esse intuito, mas sim porque a força das ruas foi, posteriormente, manipulada e manejada pela grande imprensa em favor dos objetivos da elite brasileira. No livro, Jessé chega a avaliar as notícias dadas pelo Jornal Nacional, dia após dia, montando a narrativa de que a insatisfação popular era generalizada e baseada na corrupção estritamente Estatal. 

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Manual do perfeito midiota – 60: O que aconteceu com a economia brasileira?, por Luciano Martins Costa

Nove entre dez daqueles sábios que pontificam nas emissoras de rádio e TV vendem a ideia de que a crise econômica está passando (Foto: EBC)


da Revista Brasileiros

Manual do perfeito midiota – 60: O que aconteceu com a economia brasileira?

por Luciano Martins Costa

O dileto midiota deveria estar se perguntando: “o que aconteceu com a economia brasileira nos últimos dias?”

Acontece que nove entre dez daqueles sábios que pontificam nas emissoras de rádio e TV vendem a ideia de que a crise econômica está passando.

Se não se pode ainda afirmar que aconteceu um milagre, o que esses “especialistas em tudo” estão fazendo é uma coleta seletiva de indicadores, para demonstrar que a coisa não é assim tão feia.

Curiosamente, alguns desses indicadores foram usados no ano passado para convencer você de que o mundo estava acabando. Por exemplo, naquela ocasião a queda de preços era uma notícia ruim: dizia-se que o fato era provocado pela redução da atividade econômica, “comprovando” agravamento da recessão.

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Governo Alckmin quer extinguir a Banda Sinfônica de SP

 
Jornal GGN - A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo pode acabar, anunciam os músicos e o grupo. Após uma grande mobilização com os riscos de cortes no orçamento da Banda Sinfônica propostas pelo governador Geraldo Alckmin e pela Secretaria de Cultura do Estado, no final do ano passado, o grupo conquistou a aprovação de uma emenda parlamentar de R$ 5 milhões, para evitar os cortes do início deste ano. Entretanto, o governo decidiu brecar o repasse dessa emenda.
 
"A Banda ficou ciente, em reunião com o Secretário José Roberto Sadek, de que o dinheiro da emenda se encontra em contingência decretada pelo Governador", denunciou o grupo. "Sem receber mais repasses estaduais e tampouco possuir previsão de liberação de verbas para manutenção dos músicos, é provável que o Instituto Pensarte (organização social gestora do grupo) realize demissões já na próxima semana", completou em comunicado.
 
A primeira vitória da Banda Sinfônica, diante dos grandes riscos de demissões, a banda realizou um concerto protesto nos salões da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), no fim de 2016. A medida pressionou os parlamentares a aprovarem a emenda aglutinativa, por dois terços da Câmara. A maioria dos deputados estaduais concordaram com a manutenção do grupo e resolveram aprovar o repasse de R$ 5 milhões.
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A perspectiva é de aprofundamento da crise, por Roberto Amaral

Eliseu Padilha e Michel Temer: a crise não acabou

A perspectiva é de aprofundamento da crise

A economia patina e as delações virão por aí. A possibilidade de convulsão social não é alarmismo catastrofista

por Roberto Amaral

A deposição da presidente Dilma Rousseff foi a panaceia receitada em prosa e verso para todas as nossas mazelas. Consumado o golpe parlamentar, empossados o presidente e seus áulicos (Jucá, Geddel, Padilha, Moreira et caterva), ao invés do céu na terra, a realidade dos primeiros oito meses do mandarinato de Michel Temer aponta para um rotundo fracasso, representado pelo agravamento da crise brasileira sob todos os ângulos segundo os quais a examinemos.

A começar pelo ponto de vista ético (o presidente é acusado na Operação Lava Jato como receptador de propina) e do ponto de vista político, em face de sua irrecuperável ilegitimidade, legal, política e popular. 

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Em 2016, mais de 150 mil empregos foram cortados na indústria paulista

 
Jornal GGN - Em 2016, o nível de emprego na indústria de São Paulo teve queda de 6,58%, com o corte de 152,5 mil vagas de trabalho, de acordo com dados do  Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.
 
Em dezembro, o recuo foi de 1,62% na comparação com novembro, com  o fechamento de 35,5 mil vagas. De acordo com Guilherme Moreira, gerente do Depecon, o corte de postos de trabalho foi generalizado, atingindo 21 dos 22 setores analisados.

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Procuradora diz que policiais federais não devem criticar Lava Jato na mídia

Jornal GGN - A procuradora da República Thaméa Danelon, integrante do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público de São Paulo, disse em entrevista à Folha desta quinta (19) que membros da Polícia Federal que estão chateados ou possuem denúncias contra a força-tarefa do Ministério Público Federal que atua na Lava Jato deveriam se reportar a órgãos de investigação internos, e não expor as rixas na imprensa.

Danelon disse isso ao responder uma pergunta da Folha sobre uma reportagem do delegado Maurício Grillo à Veja, alegando que os procuradores mandaram a PF investigar uma série de denúncias feitas a partir de delações de políticos, sem provas.

"Se ele acha de fato que foi uso político, ele tem que tomar as providências cabíveis. Se ele realmente acha isso, ele tem que comunicar as instâncias correcionais. Mas em hipótese nenhuma qualquer ato é praticado por cunho político. É uma instituição independente, autônoma, temos uma chefia escolhida pela própria classe. Então, se ele acha que tem alguma coisa errada, ele não deve procurar a imprensa, ele tem que procurar os órgãos correcionais", rebateu a procuradora.

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Socorro de Temer a Rio de Janeiro leva ao caos social

 
Jornal GGN - As saídas para a crise econômica do Rio de Janeiro, com as contrapartidas exigidas por Michel Temer para conceder um socorro fiscal, afetando diretamente os servidores públicos e os pensionistas, além da população mais vulnerável, estão sendo alvos de contundentes críticas por movimentos sociais e sindicatos.
 
Conforme o GGN mostrou desde dezembro do último ano, as exigências impostas pelo Ministério do Planejamento do governo Temer forçam os estados mais endividados e com piores situações financeiras a seguir a política econômica do governo federal, entre elas de cortes do Orçamento, aumento da contribuição de aposentadorias e privatizações.
 
"Reconhecemos que existe uma crise financeira, mas discordamos frontalmente das saídas propostas pelo governo do Estado e pelo governo federal. Tais medidas jogam a conta dessa crise para ser paga por uma parcela significativa dos servidores do Estado do Rio e pela população, que recebe serviços cada vez mais precarizados", afirmou o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe).
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Servidores do RJ terão que pagar 20% do salário à previdência por socorro fiscal

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Jornal GGN - O programa de recuperação do Rio de Janeiro impôs, entre as condições, que os servidores do Estado paguem uma alíquota adicional de 6% para a Previdência. Se hoje a contribuição é de 11% no Rio, a medida aumentaria para 20% sobre os salários.
 
A condição foi imposta pelo governo de Michel Temer para conceder o socorro a estados em pior situação fiscal, como o Rio de Janeiro. A proposta do Ministério da Fazenda é de que as federações precisariam "dar em troca" contrapartidas à União. 
 
Entre essas contrapartidas estão o corte de gastos, a suspensão de reajustes do funcionalismo, privatização de serviços e o endurecimento das regras previdenciárias estaduais. Com isso, alcançariam o regime de recuperação fiscal.
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Políticos não resolvem crise carcerária porque assim ganham eleições

Jornal GGN - Para o professor da USP Conrado Hübner Mendes, a única explicação para políticos ignorarem os dados e estudos que apontam soluções para o caos penitenciário é o fato de eles ganharem eleições explorando o sentimento de insegurança da sociedade. “A barbárie prisional é um projeto político rentável. À medida que mais mata e causa pânico, mais dá votos e elege políticos da estirpe dos que hoje conduzem a crise", disparou Mendes, em entrevista ao Conjur.

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Com ajuda de Cármen Lúcia, Temer começa a forçar Estados a cortes e privatizações

Primeiro deles é o Rio de Janeiro, que ajusta últimos detalhes para acordo para sair da crise fiscal
 
 
Jornal GGN - Após sancionar a renegociação, vetando a ajuda a estados em situação grave, um dos Estados de pior cenário financeiro tenta fechar um acordo de emergência, o Rio de Janeiro. 
 
No final do último ano, o Congresso aprovou a renegociação das dívidas dos Estados, mas derrubou todas as contrapartidas que as federações em pior situação financeira precisariam "dar em troca", como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Pela ideia do Planalto, esses estados teriam que aderir ao regime de recuperação fiscal, cortando boa parte dos seus gastos, suspendendo reajustes do funcionalismo, endurecendo ainda mais as regras previdenciárias estaduais e privatizando serviços. 
 
A medida foi uma proposta do Ministério da Fazenda, de que as federações que seguissem essas regras alcançariam a renegociação das dívidas com a União. Mas no Congresso, o objetivo não teve exito. Os deputados aprovaram a renegociação, excluindo essas contrapartidas.
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