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crise

A importância de matar o mito, por Alexis Prieto


Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Por Alexis Prieto

Comentário à publicação "O assalto ao poder e os Macunaímas do Supremo, por Luís Nassif"

Bastaria que o Robin Hood tivesse pegado algum dinheiro para enriquecimento próprio para que a história medieval que conhecemos fosse desacreditada, e para que muitos senhores ingleses pudessem dormir melhor nestes últimos 500 anos e os anos que virão.

Hoje, para a elite brasileira, é fundamental prender o Lula e matar o mito. Quanto menor e brega seja o delito, mais ordinário o Lula será apresentado perante a sociedade, como um batedor de carteira, um aproveitador de sobras, um catador de restos de banquetes, ou seja, delitos que o "povo" entende claramente como tais. O apartamento do Geddel na Bahia é perdoável para as elites, pois demonstra bom gosto e articulação, mas não assim aquele apartamento brega em Guarujá.

Pela cultura brasileira, o povão convive e tolera elites ricas, elegantes, articuladas e espertas, mas não perdoa ladrão de galinha dentro da sua comunidade. Assim também a “justiça”, como fez com aquela mulher que roubou um pote de manteiga em supermercado e ficou 6 meses na cadeia.

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Entrevista: Luis Nassif comenta 1 ano do golpe

 

do Psicanalistas pela Democracia

Entrevista: Luis Nassif comenta 1 ano do golpe

Em 17 de abril de 2016, tem início a última fase do golpe parlamentar-midiático-jurídico no país com a votação, na câmara dos deputados, do impeachment da presidente Dilma Roussef, eleita com mais de 54 milhões de votos. Nessa ocasião,  a consolidação do processo de impeachment culminou com o sequestro dos votos de eleitores, brasileiros, que acreditavam na democracia recém conquistada no país e, por isso, compareciam diante das urnas periodicamente a fim de eleger seus representantes.

Esse princípio foi traído e o resultado imediato desse golpe, após a usurpação do voto, foi o início da pauperização e a retirada relâmpago de direitos fundamentais da maioria da população brasileira, que já vivia em condições precárias e limites antes do golpe.

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Dependência de trajetória caótica, por Fernando Nogueira da Costa

Como chegamos à depressão atual e ao fim da construção do Estado de Bem-Estar Social? A conjuntura resulta de um processo socioeconômico e político ainda em andamento, sem início preciso. Antes de junho de 2013, Dilma era aprovada por 2/3 do eleitorado

do Brasil Debate

Dependência de trajetória caótica

por Fernando Nogueira da Costa

Primeira Lei dos Economistas: “para cada um, existe outro igual e contrário”. Segunda Lei dos Economistas: “ambos estão errados”. Essas são leis profissionais, pois estes representam castas de natureza ocupacional que têm conflitos de interesses entre si.

Recentemente, o Estado de Bem-Estar Social estava sendo construído no Brasil pela aliança entre a casta dos trabalhadores organizados e/ou sindicalizados e a subcasta dos sábios desenvolvimentistas. Apesar de vitoriosa em quatro eleições presidenciais seguidas, foi golpeada por uma aliança entre as castas dos mercadores-industriais-financistas, dos aristocratas oligárquicos regionalistas no Poder Legislativo e dos sábios do Poder Judiciário. Estas contaram com o apoio explícito da subcasta dos sábios neoliberais-midiáticos e da casta dos guerreiros-policiais federais.

Daí, em um viés heurístico de auto atribuição de sucesso (e de fracasso aos outros) ou auto validação ilusória, que leva a erros de avaliação, o debate plural no País foi interditado, na imprensa unilateral, pela crítica contumaz e recorrente ao que se apelidou de “Nova Matriz Macroeconômica”. Esta foi a adoção pela diretoria do Banco Central do Brasil, no início do Governo Dilma, de uma “freada para arrumação” com uma macroeconomia prudencial exigente de maior capitalização dos bancos e menor alavancagem financeira. Depois, com a queda de preços das commodities a partir de setembro de 2011, adotou-se uma depreciação gradual da moeda, que conseguiu manter a taxa de inflação abaixo do teto da meta. Foi forjada com a “cruzada da Dilma” contra juros e spreads bancários disparatados. Tentou-se compensar o aumento do custo unitário do trabalho (CUT) e do custo dos insumos importados com desoneração fiscal e redução do preço da energia elétrica.

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Liberalismo econômico é responsável por crise brasileira, afirma Bresser-Pereira

 
da Rede Brasil Atual
 
 
Para economista, "5% do PIB é roubado do patrimônio público e entregue a rentistas", mas governo Temer elegeu o povo e os trabalhadores como "privilegiados" e alvo das reformas
 
Por Eduardo Maretti, da RBA
 
São Paulo – “O Brasil não tem uma ideia de nação desde os anos 1990, desde o governo Collor o Brasil se entregou aos interesses, ideias e ao comando estrangeiro, ao liberalismo econômico, que é dominante no Brasil desde então”, diz o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira.
 
Pensando nisso, ele está redigindo um manifesto intitulado Projeto Brasil Nação, que pretende divulgar no fim do mês.  Nele, “conclama-se os brasileiros a voltarem a se unir em torno da ideia de nação e em torno de um programa econômico viável, responsável, do ponto de vista fiscal e cambial”, afirma.
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Ministério Público é contra corte fiscal que afeta o Ministério Público

Foto: MPSP
 
Jornal GGN - Membros do Ministério Público de São Paulo estiveram em Brasília, nesta semana, para criticar o ajuste fiscal do governo Temer, mas só à parte que atinge o próprio Ministério Público.
 
Segundo informações da assessoria do MPSP, a instituição entende que o "o enfrentamento da crise fiscal não deve ser feito à custa de cortes em uma instituição que tem como missão constitucional zelar pelo cumprimento da lei, combatendo a prática de inúmeros crimes, incluindo os de corrupção."
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FHC diz que País não merece a cassação de Temer

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse em entrevista à rádio CBN, nesta segunda (3), que o País, já colapsado após o impeachment de Dilma Rousseff, não merece enfrentar a cassação de Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral e, consequentemente, assistir a uma eleição indireta de um substituto pelo Congresso.
 
Segundo FHC, a cassação de Temer por abuso de poder econômico na eleição de 2014 seria um "risco" para a economia nacional, porque vai afastar eventuais investigadores. "Mas como você faz diante de algo que já estava na Justiça? A Justiça é quem tem que responder se houve abuso de poder econômico, e se tiver, discutir se a cassação é da chapa ou de parte da chapa", defendeu o tucano, sugerindo que apenas Dilma seja declarada culpada na ação.
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Temer deve se livrar da cassação, mas enfrentará crise em seguida, por Helena Chagas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - É véspera do início de um julgamento que poderia derrubar mais um presidente. Mas a imprensa e o clima em Brasília não refletem isso. O porquê disso é simples: todos confiam que Michel Temer vai dar um jeito de se livrar da cassação no Tribunal Superior Eleitoral.
 
Mas a grande pergunta é: se livrar para que? O que espera Temer é uma natural crise de governabilidade e perda de aliados, que pode se dar de maneira mais rápida se ele não entregar as reformas que promete. Renan Calheiros (PMDB), antecipando-se a esse cenário e confiando que Temer será um fracasso na economia, já desembarca do governo. É o que diz Helena Chagas em artigo publicado nesta segunda (3).
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Sabesp vai aumentar tarifa de água da classe média e reduzir cobrança da indústria

Foto: Divulgação

Jornal GGN - A Folha de S. Paulo publicou nesta segunda (3) que após superar a crise do Sistema Cantareira, a Sabesp bateu recorde de lucro e, agora, desenvolve uma nova "estrutura tarifária" com base em quem pode mais, paga mais; quem pode menos, paga menos. Só que indústrias e prédios públicos teerão algumas benesses nesse cenário.

Segundo o presidente da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo, Jerson Kelman, há hoje cerca de 300 mil moradias no Estado que pagam a chamada tarifa social de água (R$ 15), quando este número poderia chegar a 1 milhão. Para isso, alguém precisa pagar mais caro. E, na visão da Sabesp, é a "classe média" que precisa fazer esse sacrifício.

"É absurdo que eu, morando em um flat, pague R$ 44 de água. Para a classe média, o custo da conta de água é muito baixo. Mas não é baixo para as famílias carentes", disse.

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Nova aposentadoria: professores e servidores públicos serão os mais prejudicados

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - A Folha de S. Paulo desta segunda (3) traz uma matéria apontando, após fazer mais de 300 simulações com idades e tempo de contribuição diferente,  que os professores serão a categoria mais afetada pela reforma da Previdência que está no forno graças ao governo Michel Temer.
 
Isso porque os professores são hoje os que trabalhadores que têm condições mais favoráveis à aposentadoria, graças a atual legislação. Uma vez que ela mude, estabelecendo idade mínima de 65 anos e 25 de contribuição para todos, a categoria será a que mais sofrerá.
 
Não à toa, na última sexta (31), professores de São Paulo foram às ruas protestar contra a reforma, que vai valer para mulheres com mais de 45 e homens com mais de 50 anos. Quem tiver menos que isso, terá de pagar um pedágio.
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Lava Jato faz Odebrecht perder 20% dos negócios em três meses

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - O impacto da Lava Jato nas finanças das empresas investigadas acendeu alerta máximo no grupo Odebrecht, que perdeu US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões) em contratos somente nos três últimos meses de 2016, segundo números publicados pela Folha, neste domingo (2). Esse montante equivale a 20% do estoque que a empreiteira tinha em setembro de 2016, quando divulgou o seu balanço mais recente.

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Para onde vamos? O que queremos?, por Marcelo Auler

Foto: Blog do Marcelo Auler

Do Blog do Marcelo Auler

No mesmo dia em que milhares de pessoas voltaram às ruas protestando contra o governo golpista de Michel Temer e as suas propostas de reforma trabalhista e previdenciária – fato desprezado pela grande imprensa que apenas registrou essas manifestações em fotos legenda – o Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge) e a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) deram início ao I Simpósio SOS Brasil Soberano. Pode não ter sido a primeira iniciativa do gênero, mas mostra que setores da sociedade já começam a se movimentar para desenhar um projeto de país que seja implantado em substituição ao que está sendo imposto, goela abaixo, pelo governo golpista. Da discussão em busca de saídas e projetos participaram Carlos Lessa, ex-reitor da UFRJ, Fernando de Araújo Penna, da Faculdade de Educação da UFF e os deputados federais Alessandro Molon (REDE-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ).

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Temer tem 3 meses para mostrar serviço ou será abandonado, aponta Helena Chagas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O namoro entre o governo Temer e seus aliados, principalmente o PSDB, sempre teve data para terminar. Acontece em todo governo, faltando mais ou menos um ano para a disputa presidencial seguinte. A crise é que, com Temer, a coisa pode desandar um pouco mais cedo.
 
Nesta sexta (31), o Valor mostrou que não há oferta de cargo ou ministério que acabe com a "rebeldia" de Renan Calheiros, que virou "critico costumaz" de Temer. O que Renan pretende é pular do barco do presidente o quanto antes e formar uma aliança com Lula, de olho em 2018. 
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Renan quer romper com Temer e conquistar apoio de Lula em 2018

Foto: Rodrigo Stuckert/Instituto Lula
 
Jornal GGN - Não tem oferta de cargos e comando de ministérios que impeça Renan Calheiros de pular do barco furado do governo Temer. É o que diz reportagem publicada pelo Valor, nesta sexta (31), revelando que o senador está preocupado com a eleição de 2018 e, por isso, busca recriar pontes com o ex-presidente Lula.
 
Segundo a matéria, Renan avalia que o governo Temer será incapaz de fazer a economia retomar o crescimento. Além disso, baterá recordes de impopularidade se insistir na aprovação de reformas que impõem retrocessos às conquistas dos trabalhadores. Isso sem contar o fato Lava Jato, que está com a mira apontada para aliados do governo. Tudo isso deve minar a popularidade de qualquer defensor de Temer.
 
"Renan resolveu iniciar um movimento de desembarque da base aliada para apostar suas fichas em uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018", escreveram Vadson Lima e Fabio Murakawa no Valor.
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Sobre linguiças e reformas de Temer, por Xico Sá

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Sugerido por Paul Moura

Em comentário ao post "Xadrez para entender a operação Carne Fraca"

Imperdível essa crônica do Xico Sá

Por Xico Sá

Minha crônica da semana. Um diálogo com o chanceler Otto von Bismarck sobre linguiças e as leis brasileiras. Boa leitura , beijos

No El País

O escândalo da carne mostra como os embutidos financiam as leis brasileiras
 
Diante do escândalo dos frigoríficos e das reformas propostas por um Congresso emporcalhado —com todo perdão aos suínos pelo uso recorrente da metáfora —, só nos resta lembrar o chanceler alemão Otto von Bismarck, ainda no século XIX: “Se o povo soubesse como são feitas as leis e as linguiças, não obedeceria as leis e nem comeria as linguiças”.
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Debates Brasilianas no Bar do Alemão: balanço de um país em crise

Especialistas avançam discussão sobre as raízes da crise econômica, descrédito dos partidos e enfraquecimento da democracia 
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