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No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade, por Hildegard Angel

No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade

por Hildegard Angel

As pessoas se assustam com a crescente onda de obscurantismo no Brasil. A truculência que arrebata nosso cotidiano, em todos os campos de relações, nos estádios de futebol, discussões de trânsito, desavenças de vizinhos, pequenas discórdias do cotidiano, que antes seriam resolvidas com um aperto de mão ou um desaforado palavrão, daqueles ‘caseiros’, hoje resultam em violentas agressões morais e físicas, até em morte.

Esquadrões de trogloditas musculosos, cheios de endorfina para brigar (e não para amar), são arregimentados, bastando uma compartilhada de Facebook, e vão às dezenas, centenas, aos milhares, barbarizar nas finais de campeonato, em manifestações políticas, discotecas ou bares da madrugada. São hordas e hordas de acéfalos tatuados, deformados pelos anabolizantes proibidos, tanta musculatura que são obrigados a andar meio curvos, fazendo lembrar os antepassados pré-históricos, pré-Civilização, da Idade da Pedra.

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A incitação ao ódio e à violência como política de governo, por Jeferson Miola

 

por Jeferson Miola

A ameaça da violência e do ódio ronda Porto Alegre, uma cidade que em tempos nem tão distantes se notabilizou no Brasil e no mundo com as experiências democráticas avançadas como o Orçamento Participativo; e foi a capital que um dia sediou a enorme pluralidade mundial dedicada à construção de um futuro de generosidade, de paz, igualdade e justiça para a humanidade.

Esta tradição de convivência democrática, tolerância e respeito às diferenças de opinião, todavia, está sendo ameaçada pelo prefeito Marchezan Júnior, do PSDB, que faz da intolerância, do preconceito e da incitação ao ódio e à violência a política oficial do seu governo.

A postura do tucano Marchezan Júnior, que como liderança política maior da cidade deveria servir de referência de comportamento na sociedade, libera o espírito autoritário e truculento de alguns vereadores da sua base de apoio, a ponto de encorajar um deles [do PMDB] a se dirigir até uma repartição pública com o intuito exclusivo de vingança, para agredir um funcionário municipal que criticou seu voto na Câmara de Vereadores favorável ao aumento da alíquota previdenciária.

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Miriam Leitão colheu o que a Rede Globo plantou, aponta presidente do PT

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - Foi com um toque de acidez que a nova presidente do PT, senadora Gleisi Hofmann, emitiu nota sobre o episódio de constrangimento em um vôo da Avianca relatado pela jornalista Miriam Leitão, destacando o papel da Rede Globo na criação de uma atmosfera hostil em função de questões políticas. Gleisi apontou que Miriam colheu o que a emissora para a qual trabalha plantou.
 
No jornal O Globo, Miriam relatou que foi hostilizada, há mais de 10 dias, por delegados do PT que viajavam a Brasília para o Congresso nacional da legenda. Ela chegou a dizer que empurraram sua cadeira e a citaram nominalmente pelo "ódio" ao seu trabalho.
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Mesmo após sua morte, Dona Marisa continuou sendo vítima dos boçais, por Leonardo Yarochewsky

Do Justificando

Mesmo depois de sua morte, Dona Marisa continuou sendo vítima dos boçais de plantão

por Leonardo Isaac Yarochewsky 

Do princípio constitucional da pessoalidade ou personalidade da pena, segundo o qual, “nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido” (art. 5º, XLV, da Constituição da República) decorre o princípio “Mors Omnia Solvit” (a morte resolve tudo). O referido princípio tem total correlação com o princípio da responsabilidade pessoal, que proíbe a imposição de pena por fato de outrem. Ninguém pode ser punido por fato alheio, posto que, de acordo com o Código Penal, a extingue-se a punibilidade pela morte do agente (art. 107, I do Código Penal).
 
Assim, no que diz respeito às consequências jurídicas do falecimento da ex-primeira-dama D. Marisa Letícia será, como reconhecido em nota pelos seus eminentes advogados, “a extinção, em relação a ela das duas ações penais propostas de forma irresponsável pelo Ministério Público Federal”. Segundo a nota subscrita pelos advogados Cristiano Zanin Martins, Valeska Teixeira Martins, Larissa Teixeira e Roberto Teixeira, “D. Marisa não poderá, lamentavelmente, ver triunfar o reconhecimento de sua inocência por um juiz imparcial”.

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Insulto, logo existo, por Leandro Karnal

 
Jornal GGN - Leandro Karnal, historiador e professor da Unicamp, analisa a questão da crítica e do contraditório, se dizendo assustado com a virulência das ofensas proferidas na internet. “Há pessoas que querem fazer sucesso a qualquer preço e cimentam a estrada com palavrões”.
 
Para o colunista do Estadão, há uma vontade generalizada de classificar, mais do que entender. “Definido se o autor é X ou Y, encerra-se a discussão”, afirma, ressaltando que o talento não tem exclusividade política ou biográfica, citando os exemplos de Portinari, Jorge Amado, Jorge Luis Borges e Oscar Niemeyer, entre outros. 
 
“Tanto a maestria pode estar presente num indivíduo detestável como a mediocridade pode aflorar no mais engajado lutador dos direitos dos filhotes de foca”, diz Karnal.
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Neofascismo à brasileira?, por Luiz Castro

Do Justificando

Neofascismo à brasileira?

por Luiz Castro

Medo, segundo Zygmunt Bauman[2], é “o nome que damos a nossa incerteza: nossa ignorância da ameaça e do que deve ser feito – do que pode e do que não pode – para fazê-la parar ou enfrenta-a, se cessá-la estiver além do nosso alcance.”

O medo, portanto, segue o saudoso sociólogo, é um sentimento inerente a todos os seres vivos (ainda que por instinto) e em sua essência apresenta-se como um mecanismo de proteção às situações que podem ameaçar suas vidas.

Contudo, conforme denominado por Hughes Lagrange[3], os homens apresentam um medo derivado o qual pode ser descrito como “o sentimento de ser suscetível ao perigo; uma sensação de insegurança” e vulnerabilidade, cujo pressuposto é a falta de confiança nos mecanismos de defesas contra o perigo. Bem por isto, Bauman, sentencia que “uma pessoa que tenha interiorizado uma visão de mundo que inclua a insegurança e a vulnerabilidade recorrerá rotineiramente, mesmo na ausência de ameaça genuína, às reações adequadas a um encontro imediato com o perigo; o medo derivado adquire a capacidade de auto propulsão”

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O ódio à Marisa Letícia é antropofágico, por Leonardo Sakamoto

Jornal GGN - O blogueiro Leonardo Sakamoto transformou o Manifesto Antropofágico, de Oswald de Andrade, em profecia cumprida: ''Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.'' Sakamoto refere-se a uma parcela da direita brasileira que decidiu se unir no ódio contra a ex-primeira-dama, Marisa Letícia, que sofreu um AVC e está internada, em coma induzido, no Hospital Sirio Libanês (SP).

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474: a linha tênue entre civilização e barbárie, por Miriam Krenzinger

Do Justificando

474: Linha tênue

Miriam Krenzinger

No dia 12 de janeiro de 2017, assisti a um vídeo que circulava nas redes sociais de dois minutos e 40 segundos que me deixou inicialmente perplexa. As cenas, gravadas no dia anterior, mostravam jovens, crianças e mulheres descendo, desesperados, da linha 474, na última parada de Copacabana. Cerca de 10 jovens, de forma impetuosa e virulenta, destruíam janelas do coletivo. O motorista, que parou no meio da rua, abandonava o coletivo, saindo às pressas com os demais passageiros, assustados. Ao longo do vídeo, as imagens de agitação, destruição e correria geral davam passagem a comentários hediondos, emitidos pela mulher que fazia a gravação, da janela de seu apartamento. Em alto e bom som, dizia:

Estão saindo do ônibus que nem um formigueiro.

Estamos sem autoridade, sem lei  sem nada.

Essa gente tem que morrer.

Essa gente não vale nada, olha isso…

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Máquinas de vender intolerância e preconceito, por Sandro Ari Andrade

 
Jornal GGN - Ao contrário do que era imaginado, a internet e outros meios de comunicação, ao invés de disseminar informações que podem transformar a sociedade, tem sido palco para propagar discursos de ódio e intolerância.
 
A opinião é de Sandro Andrade de Miranda, que analisa o crescimento dos crimes de ódio sob a ótica dos meios de comunicação. Para ele, os canais de TV acabam tendo papel decisivo no fomento ao preconceito, criando personagens estereotipados, citando exemplos de novelas da Globo, como Meu Pedacinho de Chão, O Rei do Gado e Buggy Uggy. 

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As convicções e o fascismo, por Mauro Santayana

As convicções e o fascismo

por Mauro Santayana

Em seu site

(Revista do Brasil) - Os países, como as pessoas, precisam tomar cuidado com as suas convicções.

Convicções arraigadas, quando não nascem da informação, da razão, do conhecimento, costumam ser fruto do ódio, do preconceito e da ignorância.

Não é por acaso que entre as características do fascismo, a mais marcante está em colocar, furiosamente, a convicção acima da razão.

Foi por ter a forte convicção de que os judeus, os comunistas, os ciganos, os homossexuais, eram espécimes de diferentes raças sub-humanas, que os nazistas fizeram coisas extremamente "razoáveis", como guardar centenas, milhares de pênis e cérebros arrancados dos corpos de prisioneiros em vidros de formol, esquartejar pessoas para fazer sabão, adubar repolhos com cinzas de crematório, ou recortar e curtir pedaços de pele humana para colecionar tatuagens e fazer móveis e abajours, em um processo que começou justamente nos tribunais, com a gestação da jurisprudência racista e assassina das Leis de Nuremberg.

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A pós-verdade e o ódio levando à opressão à moda antiga

Leia “Xadrez da Mídia Golpista Global – 1” (http://migre.me/vbsMB)

 

Uma reportagem do The Economist de semanas atrás é fundamental para se entender a maneira como a notícia tornou-se elemento de segunda classe.

Nos Estados Unidos, a luta política falsificou a certidão de nascimento de Barack Obama, transformou-se em fundador do Estado Islâmico, tornou os Clinton assassinos, porque pai de um rival estava com Lee Harvey Oswald antes que ele matou John F. Kennedy. 

The Economist trata esse fenômeno como a "pós verdade política" - um mundo em que a política se faz em cima de afirmações em que basta acreditar, mesmo sem nenhuma base na realidade.

Tudo vale. A afirmação de membros do governo da Polônia de que o antigo presidente, morto em um acidente de aviação, na verdade foi assassinado na Rússia; que políticos turcos afirmam que os autores da tentativa de golpe de Estado estavam agindo sob comando da CIA.

A conclusão da reportagem é que democracias fortes podem recorrer a defesas contra pós-verdades; países autoritários são mais vulneráveis. A lição vale para o Brasil.

O The Economist não tem ilusões sobre a arte de mentir na política. Lembra as lorotas de Ronald Reagan, negando a troca de armas com o Irã para garantir a libertação de reféns; ou para financiar os rebeldes na Nicarágua. Lembra que ditadores e democratas sempre procuraram desviar a culpa pela própria incompetência, assim como perdedores sempre acusaram o outro lado de mentira.

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As meninas de Jô e a Escolinha do Professor Raimundo

Sempre fui tolerante com a opinião contrária e admirador, quando bem embasada. A boa discussão é aquela em que os dois lados saem com a opinião mudada, um pelos argumentos do outro.

Mas, admito, o senso comum é um saco, venha de onde for. Não tenho mais a menor paciência para discussões de senso comum nem em mesa de bar, especialmente quando revestido da arrogância dos que, sendo néscios, assumem o ar superior de quem viu a verdade. É o que mais se tem hoje em dia.

Quando a pessoa tem renome em outra área, tenho uma saída padrão, que utilizei outro dia com uma notável violonista erudita que se imagina de direita, querendo discutir política no bar do Alemão:

- Prezada, jamais ousaria discutir violão clássico com você.

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Carta aos propagadores do ódio e da mentira, por Álvaro Ribeiro Costa

Carta aos propagadores do ódio e da mentira

do Lula.com.br

"Não adianta fingir que não há golpe, todo mundo já sabe". Em carta aberta aos "propagadores do ódio e da mentira", o ex-procurador Álvaro Augusto Ribeiro Costa denuncia o golpe parlamentar no Brasil, critica os abusos da Operação Lava Jato e afirma que "quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação". 

Álvaro A. R. Costa foi Advogado Geral da União, Ex-Procurador Federal dos Direitos do Cidadão e Ex-Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República. 

Carta a personagens imaginários

por Álvaro Augusto Ribeiro Costa 

Em primeiro lugar, por favor, ninguém pense que estou falando com seres reais, nem se considere ofendido em sua honra. É que,  como meros e ocasionais personagens de uma extraordinária farsa que se desenrola num lugar também imaginário,  não poderiam ter existência própria nem honra que se lhes pudesse atribuir.  

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Temer, o vingativo, e o exercício do ódio

Uma característica tem chamado a atenção sobre o interino Michel Temer: a capacidade de odiar algumas pessoas. As mesquinharias contra Dilma Rousseff, as notas de setoristas do Palácio, mencionando sua ira permanente contra ela, em contraste com a aparência formal, a maneira visceral com que se atirou sobre os blogs e sobre a EBC, denotam mais do que uma fria visão tática.

Um pouco da história inicial de Temer ajudará a lançar luzes sobre sua personalidade.

Recém formado, Temer foi trabalhar em escritório de advocacia, onde fez amizades duradouras. Era tão cuidadoso em relação aos amigos que atrasou a liberação de seu livro sobre o constitucionalismo para não atrapalhar o do colega Celso Bastos. Houve quem enxergasse sinal de insegurança nele, mas os amigos garantem que foi por lealdade. De fato, manteve amizades antigas e leais.

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Quando a universidade se torna palco do ódio

Jornal GGN - A morte do estudante Diego Vieira Machado, homossexual, negro e cotista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) chama a atenção para o crescimento do ódio e da intolerância dentro das universidades. Segundo uma amiga de Diego, ele já tinha sido ameaçado e sofria preconceito por ter nascido no Pará. Em maio, um email falsamente atribuído ao Sistema Integrado de Gestão Acadêmica da UFRJ trazia ofensas racistas e homofóbicas aos bolsistas.

Para Wanderson Flor do Nascimento, professor da Universidade de Brasília (UnB), este aumento da intolerância está diretamente ligado a um empoderamento do discurso autoritário e também às recentes conquistas das minorias. "A abertura recente das universidades públicas às classes populares através de políticas de acesso por reserva de vagas, entre elas as chamadas cotas, reduziu um pouco a hegemonia, mas não chegou a mudá-la. Entretanto, a reação a essas novas presenças foi impressionantemente potente”, diz o professor, pontuando que as universidades sempre foram, historicamente, um espaço elitizado.

Na própria UnB, o Instituto Central de Ciências (ICC) foi invadido por um grupo de extrema-direita que atacou os alunos com ofensas raciais e homofóbicas. Para Nascimento, "a defesa irresponsável de uma chamada liberdade de expressão" acabou fortalecendo discursos de ódio. 

“O que não se assume é que esses direitos adquiridos por mulheres, pela população negra e pelas pessoas LGBT friccionam a hegemonia da presença masculina, branca, heterossexual e de classe média em espaços de prestígio, como a universidade”, analisa o professor.

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