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Por que destruir Lula, por Aldo Fornazieri

Por que destruir Lula

por Aldo Fornazieri

Atendendo pedido de alguns leitores, procurarei aqui esclarecer melhor o sentido de artigo anterior - "A perseguição a Lula e a destruição do sentido ético" (GGN 16/01/17). A questão principal posta consiste em entender as razões mais profundas da sanha persecutória e declarada de destruir não só a figura política, mas a figura simbólica de Lula. É verdade que o golpe tem uma estratégia de dois momentos, sendo que o primeiro consistiu no afastamento de Dilma e, o segundo, na tentativa de inviabilizar a candidatura Lula em 2018. As elites brasileiras querem o controle absoluto do Estado e do orçamento para atender os seus interesses.

Mas a destruição da figura política e simbólica de Lula vai para além desse objetivo. Em primeiro lugar, essa fúria destruidora se relaciona com um elemento da história. Em que pese existir, hoje, um conceito pluralista de história, a história dos povos, em sua tradição, se referia aos grandes acontecimentos, de caráter coletivo, capazes de conferir um caminho e um sentido de futuro àquela comunidade específica. Esses acontecimentos podem se configurar tanto em epopéias quanto em tragédias. Os grandes acontecimentos históricos se tornam subjetividade e adquirem uma dimensão abstrata e espiritual e se tornam um poder simbólico, além de uma lição a ser sempre indagada, apreendida e refeita. São uma fonte inesgotável de poder pelo fato de que os seres humanos do presente e do futuro sempre podem recorrer a eles para mobilizar energias criadoras produzindo algo novo e imprevisto.

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Lula não será candidato à presidência do PT, diz Wadih Damous

 
Jornal GGN - O ex-presidente Lula teria deixado "atônitos integrantes da Executiva Nacional do PT ao anunciar que não pretende mais presidir o partido. Quer se dedicar de corpo e alma à campanha de 2018", publicou Guilherme Amado, na coluna de Lauro Jardim, em O Globo, nesta terça (21).
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Debates Brasilianas no Bar do Alemão: balanço de um país em crise

Especialistas avançam discussão sobre as raízes da crise econômica, descrédito dos partidos e enfraquecimento da democracia 
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Jorge Viana e Tião Viana posicionam-se sobre a segunda lista de Janot

 
Jornal GGN - Incluídos na segunda lista de Janot de pedidos de inquéritos, com base nas delações premiadas da Odebrecht, o senador Jorge Viana (PT-AC) e o governador do Acre, Tião Viana (PT), se posicionaram sobre a citação a possível investigação contra os políticos.
 
Segundo eles, o "Brasil vive a mais grave crise de sua representação política, com nocivas consequências para a vida social e econômica do país. Tal crise atinge a todos os partidos e coligações com tamanha profundidade que, sem exceção, todos os políticos precisam dar explicações à opinião pública".
 
"Sem ocupar cargo público, fui candidato em 2010 e fiz uma campanha que custou R$ 968,1 mil, dos quais R$ 280 mil foram repassados a outros candidatos. Os recursos foram declarados e minhas contas, aprovadas pela Justiça Eleitoral, de acordo com a legislação vigente", afirmou o parlamentar.
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Vai ser difícil de explicar porquê somente Lula é réu 3 vezes na Lava Jato, avaliam políticos

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Jornal GGN - Quando cair o sigilo das revelações feitas por executivos da Odebrecht nos 77 acordos firmados com a Lava Jato, e políticos do PMDB e PSDB forem jogados na mesma vala comum ao PT, o discurso de que o ex-presidente Lula é perseguido pela força-tarefa e não conta com a imparcialidade de Sergio Moro crescerá, afirma o Painel da Folha desta segunda (13).

Essa avaliação, inclusive, é feito por políticos do PMDB e PSDB, que já estudam uma maneira de tangenciar as investidas que colocarão todos no mesmo patamar.

"Deputados e senadores traçam estratégias de redução de danos enquanto aguardam, ansiosos, a abertura dos dados da delação da Odebrecht que resultarão na nova leva de pedidos de inquérito contra políticos", publicou a coluna.

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O caixa 2 e as “verdades alternativas” do PSDB, por Jeferson Miola

Por Jeferson Miola

O PSDB iniciou um movimento sincronizado para legalizar o caixa 2. A estratégia começou com o comunicado oficial de 3/3/2017, escrito e publicado por FHC para defender Aécio Neves da acusação de ter pedido – e recebido – R$ 9 milhões em caixa 2 da Odebrecht na eleição de 2014.

Desdizendo aquilo que dizia no passado, que “caixa 2 é um crime grave”, agora FHC passou a dizer que caixa 2 é apenas um “erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido”.

Para FHC, as denúncias de pagamento de propinas ao Aécio não passam de “verdades alternativas” usadas para a “desmoralização de pessoas” – sabe-se lá o que esta falácia significa.

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Após criminalizar atos do PT, parlamentares tentam descriminalizar caixa dois

 
Jornal GGN - Após tornar o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) réu por criminalização da lavagem de dinheiro por meio de doações oficiais, declaradas à Justiça Eleitoral, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu abertura a uma caçada de campanhas eleitorais, de diversos partidos, por uso de caixa um e dois disfarçados em doações legais.
 
A decisão tomada nesta terça-feira (07) carregou um peso maior do que a simples aceitação da denúncia contra o peemedebista, o quarto político a enfrentar processo no STF pela Operação Lava Jato. Significou a validação de uma das principais teses do Ministério Público Federal (MPF), ainda que nem todas com provas suficientes, de que as campanhas eleitorais foram alimentadas por contrapartidas de empresas que cometiam irregularidades em estatais, a principal delas, a Petrobras.
 
Na denúncia contra Raupp, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sustentou que os R$ 500 mil doados pela empreiteira Queiroz Galvão na disputa ao Senado, em 2010, do peemedebista foi uma compensação do apoio político de Raupp para manter Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da estatal, de onde o ex-diretor pode manter o esquema de corrupção deflagrado em diversos contratos.
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Quando quem comanda a Justiça Eleitoral passa a mão na cabeça de quem fez caixa 2

Para Gilmar Mendes, caixa 2, quando feito pelo PT, é "cleptocracia". Pelo PSDB, Temer e aliados, "irregularidade ingênua"

 

Jornal GGN - A entrevista de Gilmar Mendes à BBC Brasil, publicada nesta sexta (10), provavelmente fez o leitor se perguntar se o presidente do Tribunal Superior Eleitoral não está se esforçando demais para ajudar a oposição ao PT a se livrar de qualquer responsabilização pessoal por uso de caixa 2 eleitoral.

Ao falar que o caixa 2 não teria outra finalidade a não ser a de mascarar uma doação "ingênua" que um empresário tenha feito à oposição de um governo ao qual está amarrado, desconsiderando eventuais casos de enriquecimento ilícito, Gilmar se comporta como uma mãe sem discernimento diante de uma violência grave praticada pelo filho contra um colega da escola. "Não foi por maldade", diria.

As declarações de Gilmar confundem a mente de quem quer acreditar que o papel da Justiça Eleitoral é punir exemplarmente as ilegalidades que tenham comprometido qualquer eleição.

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Lula e o futuro do PT, por Jeferson Miola

Por Jeferson Miola

Lula é peça-chave para o futuro do PT – do mesmo modo que foi essencial ao longo dos 37 anos de existência do Partido.

Lula é presidente de honra do PT, homenagem máxima de reconhecimento a este líder raro, singular e decisivo da trajetória vitoriosa do Partido nos anos passados, e que é a principal esperança para a recuperação do PT no futuro.

Lula é maior que os agrupamentos internos do PT. É um mito vivo que transcende à pessoa física do Luiz Inácio e que anima o imaginário do povo brasileiro por uma nação digna, soberana e justa.

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Em busca de provas das delações, TSE pede ajuda a Moro

 
Jornal GGN - Após a sequência de delações dos ex-executivos da Odebrecht, o ministro corregedor Herman Benjamin quer ter acesso a comprovações das informações prestadas pelo ex-presidente Marcelo Odebrecht, e pelos ex-funcionários Hilberto Mascarenhas e Cláudio Melo Filho. 
 
Para isso, determinou que os três delatores encaminhem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos que possam comprovar o que informaram nesta e na última semana. Também solicitou ao juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, que compartilhe documentos e provas que tenham relação com "eventual abuso de poder político e econômico da campanha eleitoral da chapa Dilma-Temer em 2014".
 
Neste último pedido, o ministro do TSE que é o relator da ação que pode cassar o mandato de Temer pediu a colaboração do magistrado do Paraná:
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Novo delator da Odebrecht detalha caixa 2 ao PT, mas blinda Temer

Jornal GGN - Um dos depoimentos mais esperado pelo ministro Herman Benjamin, relator da ação no Tribunal Superior Eleitoral que visa a cassação da chapa Dilma-Temer, aconteceu nesta terça (7). Segundo reportagem do Estadão, Hilberto Mascarenhas Filho, considerado o diretor do "departamento de propinas" da Odebrecht, deu detalhes sobre pagamentos via caixa 2 que implicam PT, Antonio Palocci, Guido Mantega e João Santana, o marqueteiro da campanha de Dilma Rousseff, mas blinda Michel Temer (PMDB).

Segundo Mascarenhas, a Odebrecht despendeu, entre 2006 e 2014, um total aproximado de 3,3 bilhões de dólares em doação eleitoral não registrada. "Na planilha apresentada, segundo relatos, constava as seguintes quantias: em 2006 - U$ 60 milhões; 2007 – U$ 80 milhões; 2008 – U$ 120 milhões; 2009 – U$ 260 milhões; 2010 – U$ 420 milhões; 2011 – U$ 520 milhões; 2012 – U$ 730 milhões; 2013 – U$ 750 milhões e 2014 – U$ 450 milhões."

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Lula aceita assumir comando do PT

 
Jornal GGN - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou com a candidatura à presidência do PT, como única saída para reunificar o partido. A decisão ocorreu na última semana, em reunião com dirigentes do partido. Nas próximas semanas, pretende percorrer o país, buscando o apoio das diferentes frentes da sigla.
 
O objetivo é que o seu nome não apenas seja endossado pela corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), como também com o apoio de diversas forças do PT. O atual presidente do PT, Rui Falcão e amigos do ex-presidente o convenceram de que sendo o próximo presidente da sigla terá seu nome referendado em congresso do PT, em junho.
 
A partir daí, analisam as lideranças do partido, o nome do ex-presidente também já vai estar consolidado para 2018. Liderando com folga as pesquisas para assumir o Planalto, Lula entretanto ainda não confirmou se pretende ser candidato à Presidência da República.
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Terceirização desejada por Temer é criminosa, diz Lindbergh Farias

Jornal GGN - O senador Lindbergh Farias (PT) publicou nesta segunda (6) um vídeo denunciando o teor do projeto de terceirização que a Câmara pretende colocar em votação amanhã. Segundo ele, a terceirização de atividades pretendida por Temer é digna de ser chamada de "semi-escravidão".

O senador afirmou que estudos feitos pelo Congresso mostram que com a terceirização, trabalhadores passarão a receber 30% menos para trabalhar até três horas semanais a mais. "Na verdade, o que eles querem com esse projeto é reduzir o salário do trabalhador", disparou.

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Apenas delações da Odebrecht, inclusive sobre PSDB, são sigilosas no TSE

Jornal GGN - O ministro Herman Benjamin, relator da ação no Tribunal Superior Eleitoral que visa a cassação da chapa Dilma-Temer, se viu obrigado a aceitar o sigilo imposto pelo Supremo Tribunal Federal nos depoimentos de empresários da Odebrecht, determinado a pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Segundo informações do Estadão, todo o resto do processo que pode derrubar Temer é público e está disponível no site do TSE (AIJE 1943-58), com exceção das falas de Marcelo Odebrecht e outros executivos que detalharam doação via caixa 2. O ministro optou pela "transparência".

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Christian Dunker analisa os movimentos políticos pós-impeachment

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Do Psicanalistas para a Democracia

“Christian Dunker: Entrevista para Ronaldo Bressane (Red Pepper)”

1. Alguns pensadores falam de um aumento significativo na mobilização da esquerda como resultado do impeachment. Outros falam de um “ressurgimento” da esquerda. Vc concorda?

Penso que há um aumento da participação política em geral, especialmente de novas gerações, por outro lado o esgotamento das formas e práticas constituídas que se disseminaram durante o período FHC e Lula fazem pensar que muitos pequenos grupos libertários e contra-institucionais estavam sub-representados no chamado discurso de esquerda. Organizações feministas, coletivos artísticos e agrupamentos em torno de pequenas causas locais, como, por exemplo, a luta pela circulação mais acessível em ônibus, trens e mobilidade urbana em geral, sentia-se pouco representada pelos projetos políticos governistas. Pautas “morais” como o aborto e o consumo de drogas leves ficaram fora da agenda da esquerda governista.

2.     Que forma vai tomar esse “ressurgimento”? O PT pode se refundar como força da esquerda? Ou o PT está moribundo como força da esquerda? E o Lula? Que papel ele pode jogar no futuro? O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, pode vir a se tornar um nome nacional?

O PT deve diminuir de tamanho e tornar-se cada vez mais um partido de centro-esquerda, suas tendências mais radicais tornaram-se nos últimos tempos meros “simpatizantes” ou evadiram-se do terreno, sem se articularem na forma-partido que é, no Brasil, uma forma que envelheceu antes de se consolidar. Lula permanecerá como uma força muito expressiva, hoje, no pior cenário possível ele tem quase 40% das intenções de votos. Fernando Haddad é o melhor que sobrou do PT, deve se fortalecer no futuro próximo como uma esquerda mais eficiente e mais argumentativa.

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