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Xadrez da contagem regressiva para 2018

Peça 1 – o jogo das expectativas sucessivas

Uma das retóricas recorrentes dos “cabeças de planilha” é a criação das expectativas sucessivas. Monta-se uma política monetária e fiscal que mata qualquer possibilidade de recuperação da economia e vende-se o mito da “lição de casa”. Ou seja, se cortar o leite da merenda escolar, a aposentadoria dos velhinhos, as políticas de renda mínima, se atingirá a prosperidade eterna, na qual todos ganharão.

Aplica-se o arrocho, e nada. Alega-se então que a lição de casa não foi suficientemente radical. Aplica-se nova rodada de cortes em cima dos direitos dos mais fracos, e nada. Até o momento em que o tecido social se esgarça, a paciência geral se esgota, as distorções econômicas se avolumam e o plano vai por água abaixo – por uma crise cambial, por uma crise fiscal, por terremotos sociais, por uma reação política.

Consumado o fracasso, a culpa é atribuía à falta de vontade dos pecadores, que não ousaram cumprir a penitência até o final.

Já se chegou a esse estágio.

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Juliana Cardoso acusa assessores de Fernando Holiday de invadir reuniões do PT

Juliana e Holiday: intenção de escrachar o senador Lindbergh Farias é justificada com tentativa de entrevistajuliana e holiday.jpg

da Rede Brasil Atual

Juliana Cardoso acusa assessores de Fernando Holiday de invadir reuniões do PT

Dois assessores ligados ao MBL fizeram agressões verbais depois de entrarem em reuniões a portas fechadas na Câmara Municipal de São Paulo, uma delas com presença do senador Lindbergh Farias

por Redação RBA

São Paulo – A vereadora Juliana Cardoso (PT) acusou ontem (10) dois assessores do vereador Fernando Holiday (DEM) de invadirem reuniões de seu mandato, uma com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e outra na sala de liderança do partido na Câmara Municipal de São Paulo.

Segundo nota divulgada pela vereadora, os assessores estavam munidos de celulares e câmeras, fazendo provocações verbais: “A intenção final era escrachar o Senador Lindbergh, por isso o levamos em grupo até o seu carro para que ele pudesse sair em segurança”.

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TSE absolve Lula e PT de uso ilegal de bem público na eleição de 2010

do ConJur

TSE absolve Lula e PT de uso ilegal de bem público na eleição de 2010

Para condenar um político por uso indevido de bem público em eleição, é preciso demonstrar de forma inequívoca que ele agiu com o intuito de se beneficiar e influenciar os eleitores. Com base nesse entendimento, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, na sessão plenária desta quinta-feira (9/2), uma representação do Ministério Público Eleitoral contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT referente às eleições de 2010.

Para o MPE, Lula utilizou bem público de forma irregular, o que é proibido pelo artigo 73, inciso I, da Lei das Eleições (Lei 9.504/97).Na ocasião, o MPE apontou propaganda irregular do então presidente em favor da candidata do partido ao cargo, Dilma Rousseff, caracterizando “conduta vedada a agente público”. No dia 24 de agosto daquele ano, meses antes da eleição, foi divulgado um vídeo em que Lula utiliza as dependências do Palácio da Alvorada para enaltecer Dilma.

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Moro só libera Paulo Ferreira com fiança, mesmo sem riscos da soltura

O juiz da Lava Jato admitiu que o ex-tesoureiro do PT não apresentava riscos, não sendo necessária a prisão preventiva. Ferreira juntou R$ 165 mil e magistrado cobrou outros R$ 25 mil em 45 dias
 
 
Jornal GGN - O ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, foi liberado pelo juiz Sérgio Moro da prisão que estava há mais de sete meses. Ainda no final do ano passado, Moro entendeu que o ex-tesoureiro não era um dos principais beneficiários ou articuladores do esquema e permitiu a soltura do político, mas mediante uma fiança de R$ 1 milhão.
 
Paulo Ferreira não conseguiu juntar o dinheiro e, por isso, não foi solto. A Justiça baixou, então, a fiança para R$ 200 mil. Mas o político apenas conseguiu juntar R$ 165 mil e um automóvel Citroen C4, até agora.
 
Em sua decisão, nesta quinta-feira (02), o magistrado da Vara Federal de Curitiba decidiu conceder a ele "o benefício da dúvida" e analisou, sem provas ou qualquer indícios, que o investigado Paulo Ferreira possa ter "gasto o valor que lhe teria sido repassado [em propina] com o consumo ou em outras finalidades".
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Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas, por Hildegard Angel

Marisa Letícia Lula da Silva: as palavras que precisavam ser ditas

por Hildegard Angel

Foram oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de “a Cara” por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À “companheira” número 1 da República, muito osso, afagos poucos. Ah, dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E – pior de tudo – os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família? Ah, meus queridos,Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses oito anos de maledicências e ataques. E ela teve.

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Berzoini e ministro do TCU são convocados para depor no caso triplex em março

Jornal GGN - O ex-ministro de Relações Institucionais do governo Dilma Rousseff, Ricardo Berzoini, e o ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União, devem depor no caso triplex em março, ao lado de outras testemunhas convocadas pela defesa do ex-presidente Lula. A oitiva foi agendada para o dia 15 pela juíza federal Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba.

As audiências do caso triplex serão retomadas em fevereiro. Entre as figuras convocadas para depor estão os ex-presidenter José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, porque o Ministério Público Federal acusa Lula de receber vantagens indecidas da OAS através do Instituto Lula, por conta do acervo presidencial.

Lula também é acusado de ter a posse oculta de um apartamento triplex no Guarujá, reformado pela OAS. A Lava Jato afirma que os pagamentos da OAS são referentes a três contratos de obras de refinarias em Pernambuco e Paraná.

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Prestes a ser preso, Eike já quis denunciar caixa 2 do PSDB à Lava Jato

Jornal GGN - Eike Batista é uma das estrelas da mais nova fase da Lava Jato, a Operação Eficiência, que deveria cumprir mandado de prisão nesta quinta (26), não fosse o fato do empresário estar fora do País. Eike, que prometeu se entregar às autoridades, é acusado de pagar propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral em contas no exterior, por meio de empresas de fachada.

A grande mídia aproveitou o atual episódio para lembrar que o empresário buscou a Lava Jato há alguns meses para relatar pagamento ao marqueteiro João Santana, que fez as últimas campanhas presidenciais do PT.

Eike disse que após um encontro com o ex-ministro Guido Mantega, que teria solicitado doação eleitoral, decidiu feito um contrato de prestação de serviços com a empresa de Santana para justificar a remessa de dinheiro ao exterior. No caso, o empresário argumentou que Santana, de fato, prestou uma consultoria em relação à política de investimentos na Venezuela. A Lava Jato, porém, acha que o contrato foi fictício.

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O ódio à Marisa Letícia é antropofágico, por Leonardo Sakamoto

Jornal GGN - O blogueiro Leonardo Sakamoto transformou o Manifesto Antropofágico, de Oswald de Andrade, em profecia cumprida: ''Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.'' Sakamoto refere-se a uma parcela da direita brasileira que decidiu se unir no ódio contra a ex-primeira-dama, Marisa Letícia, que sofreu um AVC e está internada, em coma induzido, no Hospital Sirio Libanês (SP).

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Rebelião militante e renascimento do PT, por Jeferson Miola

Rebelião militante e renascimento do PT

por Jeferson Miola

A posição da maioria do PT, tolerante com a possibilidade de acordo com os golpistas para a eleição do Congresso, despertou a ira militante e provocou uma insurgência no Partido.

Apenas divulgada a resolução do Diretório Nacional de 13/01, a questão se tornou onipresente nas discussões – presenciais e nas redes – entre filiados, militantes e simpatizantes. E também mobilizou, com surpreendente apelo, inclusive militantes progressistas e da esquerda social e não-partidária.

Um sentimento de indignação e revolta sacudiu filiados, simpatizantes e amigos do PT, desencadeando uma reação ruidosa para desviar o Partido da marcha da insensatez e, assim, impedi-lo de cometer o que a historiadora Barbara Tuchman chamaria loucura política.

Como justificar, enfim, a aliança com os golpistas que derrubaram a Presidente Dilma, os assassinos do Estado de Direito e da democracia, mesmo sabendo que esta escolha não teria absolutamente nenhuma eficácia para deter a evolução do golpe, o aprofundamento do regime de exceção, a restauração ultra-neoliberal e a regressão das conquistas sociais?

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Na contramarcha da insensatez, para mudar o PT, por Jeferson Miola

Na contramarcha da insensatez, para mudar o PT

por Jeferson Miola

O pensamento racional claramente aconselhava os troianos a suspeitarem de um ardil quando acordaram verificando que todo o exército grego desaparecera, deixando apenas estranho e monstruoso prodígio à frente das muralhas da cidade. O procedimento racional deveria ter sido, ao menos, examinar o cavalo em busca de inimigos, tal como foram veementemente aconselhados por Cápis o Velho, Laocoonte e Cassandra. Essa alternativa esteve presente e bem viável, mas foi posta de lado em favor da autodestruição”.
Barbara Tuchman, A marcha da insensatez.

Em A marcha da insensatez, a historiadora norte-americana Bárbara Tuchman estuda o paradoxo que leva governos, políticos e dirigentes a produzirem políticas contraproducentes, que contrariam seus próprios interesses e objetivos estratégicos.

Num percurso que cobre o período da história de 850 a.C. aos anos 1970 do século 20, Tuchman analisa quatro acontecimentos históricos para corroborar sua tese – guerra de Tróia, cisão da Igreja Católica na Idade Média, independência dos EUA e guerra do Vietnã.

A insensatez – ou loucura política, como ela define – é um fenômeno que não somente leva a resultados contrários aos desejados pelos líderes, mas conduz a erros e derrotas estrondosas.

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Foi-se Teori. Um crime que não interessa ao PT, por Armando Coelho Neto

Foi-se Teori. Um crime que não interessa ao PT 

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Nas guerras e nos golpes de estado a primeira vítima é a qualidade da informação. Nunca tive medo de voar. Inconsequentemente, cheguei a voar de ultraleve e, quando criança, tentei saltar como trapezista de circo. Quando caí, não vi nisso castigo, nem resposta à desobediência aos mais velhos. Cai por que falhei, não pulei certo, errei. É desse modo que costumo ver acidentes de avião, e no momento me permito divagar. Acidente ou sabotagem (crime)?

Bom registrar, pois, que o Partido dos Trabalhadores nunca chegou ao poder. Por concessão das forças obscuras, exerceu, num curto período, a gerência da Nação. Com mais concessões à direita do que à esquerda, sob a pecha de grupo violento. Um exército de venezuelanos, cubanos, chineses, russos... povoou o imaginário paranoico de muitos. Consumado o golpe, o mito dos exércitos vermelhos caiu por terra. Nunca existiram. Pacificamente, o PT cumpriu à risca a Constituição que não assinou, até tropeçar nas regras do poder obscuro.

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Classe média foi enganada pela mídia que fez o "trabalho sujo" do golpe, diz Jessé Souza

Jornal GGN - O sociólogo e pesquisador Jessé Souza rebateu em sua página no Facebook um artigo publicado por Celso Rocha de Barros na Folha de S. Paulo nesta semana, questionando a teoria de que a classe média, na verdade, usou a Lava Jato de pretexto para apoiar o golpe quando, na verdade, o motivo velado que a levou às ruas das principais capitais do País foi o ódio contra classes mais desfavorecidas, alimentado paulatina e discretamente pela grande mídia.

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As difíceis encruzilhadas da vida..., por Gilberto Carvalho

As difíceis encruzilhadas da vida...

por Gilberto Carvalho

Mais uma vez o Partido dos Trabalhadores vê̶se numa encruzilhada, devendo tomar uma decisão polêmica. Neste caso, trata-se de nossa posição na eleição das mesas diretoras e presidências da Câmara e Senado.

Decidi apresentar estas reflexões pelo dever de tentar contribuir com o processo, sabendo que minha posição provocará divergências que reputo saudáveis e necessárias.Nestes dias, devo confessar, minha posição a respeito desta “encruzilhada” sofreu alterações, justamente em função de muitas conversas com companheiras e companheiros, além dos textos que li.Vamos ser claros: a posição mais tranquila neste momento (e que eu sustentava até agora), é a que considera que em função da situação excepcional de golpe, é reclamada uma posição mais dura e clara do nosso Partido, declarando que não votaremos em golpistas e tentando assegurar na Justiça a ocupação dos postos a que temos direito, pelo critério da proporcionalidade do número de parlamentares.

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A grande e a pequena política nas eleições do Senado e da Câmara, por Lindbergh Farias

A grande e a pequena política nas eleições do Senado e da Câmara 

por Lindbergh Farias

A discussão sobre qual a melhor atuação das bancadas do PT nas eleições das mesas diretoras do Senado e da Câmara deve ser feita com o máximo serenidade e respeito; afinal, essa não é uma questão de princípios. No entanto, ela é uma decisão política importante, dada a presente conjuntura de polarização política do país.

Por isso, se deve reconhecer que, mais que um problema de funcionamento interno, endógeno, a ser decidido no circuito fechado das bancadas parlamentares do legislativo federal, o tema bordeja elementos importantes da tática de atuação do PT, bem como da esquerda em geral, pelos próximos dois anos.

Em condições políticas de estabilidade democrática, o mais comum são situações em que os partidos concertam um acordo entre as partes e compõe uma mesa proporcional às bancadas.

Contudo, nos dias de hoje, o Brasil vive tempos de anormalidade institucional e democrática, desde que a maioria da Câmara admitiu, em abril, e o Senado consumou, em agosto do ano passado, um golpe parlamentar, votando o impeachment da presidenta Dilma, sem que ficasse provado crime de responsabilidade. 

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Presidente do PT afasta frente de esquerda e quer lançar Lula em abril

Jornal GGN - O presidente nacional do PT Rui Falcão lançou nesta segunda (16) uma espécie de campanha para a militância se manifestar em favor da candidatura de Lula ao Palácio do Planalto em 2018. Falcão defende que o partido defina essa questão e declare Lula como postulante já em abril, durante o Congresso da legenda.

O dirigente também voltou a dizer que não há plano B, ou seja, afastou a hipótese de o PT aceitar dar apoio a um candidato que não seja Lula, como esperam os defensores de uma frente ampla de esquerda.

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