Refundação do Brasil: Para onde vai a classe C? Renato Meirelles responde

Em entrevista ao jornalista Luis Nassif, especialista do Instituto Locomotiva e Data Favela não hesita em jogar luz sobre a crise do descrédito das instituições democráticas

Reprodução/TV GGN

Jornal GGN – Para onde vai a classe C? Esta é a questão levantada pelo jornalista Luis Nassif a Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva e Data Favela, no episódio de Refundação do Brasil, desta quinta-feira, 3 de setembro, exibido na TV GGN

Meirelles não hesita em jogar luz sobre a crise do descrédito das instituições democráticas. Segundo ele, isso levou a população de baixa renda acreditar que uma melhora social tem como pivô o seu próprio esforço, desmontando, assim, as políticas coletivas de redução da desigualdade social. 

O especialista reflete que para reverter este cenário é preciso que haja uma repactuação entre governantes e governados. Uma vez, que pesquisas do Locomotiva e Data Favela apontam para a necessidade da ‘radicalização da democracia’, para que elas possam ver o estado como algo que elas pertencem.

A entrevista discorre sobre os mecanismos de comunicação responsáveis pela ascensão de Bolsonaro no país, sendo o principal deles a desinformação. “A fake news não cresce no território da racionalidade, ela cresce no território da raiva e do ódio, no território da emoção. Então, ou você tem um fogo de encontro emocional no combate das fake news, ou você não vai conseguir combater isso”, dispara Meirelles. 

O entrevistado também destaca a disputa de narrativas políticas e o falta de reação da esquerda sobre o avanço do autoritarismo. Para ele, é necessário que haja uma base sólida e orgânica progressista que faça frente ao bolsonarismo e aponte para a construção de novos caminhos.

Meirelles ainda comenta o movimento efemeridade dos valores da família brasileira, o algoritmo político que transformou o Brasil, os métodos de pesquisas eleitorais, os efeitos da pandemia na conjuntura atual e mais. Confira. 

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4 comentários

  1. Achei que só eu, leigo, havia chegado à essa conclusão. Já observava essa mudança no final dos anos 90,principalmente entre o funcionalismo público.

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