O fracasso das intervenções militares no Rio, análise de Jaqueline Muniz

 

Jornal GGN – A professora do Departamento de Segurança Pública na Universidade Federal Fluminense, Jaqueline Muniz, faz dura análise sobre a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro em programa Globonews.

A professora não poupa críticas ao ato, ao fato, a Michel Temer, ao entorno.

Como é uma gravação da Globonews capturada por alguém de fora da emissora, compensa ver logo, antes que a Globo peça ao Youtube que indisponibilize o vídeo.

 

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Leia também:  “Um regime impopular, antidemocrático e ditatorial”, apoiado pelos EUA, por César Locatelli

15 comentários

  1. Bom. Muito bom!  Chegou com a

    Bom. Muito bom!  Chegou com a faca nos dentes e certa da sua missão. Foi logo aplicando uma irresistível “blitzkrieg” pra evitar interferência do coxinha apresentador. Impressionante como ela conseguiu abranger tanto em tão pouco tempo. 

  2. A chave de tudo, o General Villas Bôas.

    Parece que cada vez fica mais claro, há um movimento por um novo golpe militar e quem ainda não deixou foi o General Villas Bôas.

    O general está doente, e com uma doença neurológica séria e degenerativa, entretanto devemos lembrar que o maior físico das últimas décadas continua perfeitamente lúcido e não consegue nem movimentar as próprias mãos, mas mesmo assim continua com auxílio de equipamentos especiais escrevendo e ditando novas regras sobre a física.

    O general está praticamente incapacitado de caminhar e de participar de cerimônias militares que envolvam vigor físico, entretanto o que mais interessa para um comandante geral continua funcionando e funcionando muito bem, o seu cérebro.

    A imprensa de direita, como a Folha de São Paulo, e principalmente o site dos Antas gnísticas, procuram tentar desqualificar o general para que outro o suceda, principalmente os generais conservadores de sua turma que entrarão na reserva no mês de março.

    O general Villas Bôas está levando uma tarefa hercúlea de se manter no comando até que possa colocar um general mais novo no comando do exército, e evitar que os golpistas assumam.

    Porém a intervenção no Rio, uma ação calculada para precipitar o golpe militar foi criada pelo general Etchegoyen, chefe do gabinete da insegurança institucional, que está tentando por outros caminhos evitar que o general Villas Bôas seja sucedido por um general não golpista no comando do exército e preparou uma verdadeira missão com o objetivo de desmoralizar as forças armadas.

    Conforme informações da Veja, que devem ser tomadas com cuidado, o general Etchegoyen, não está sendo visto como um defensor da instituição principalmente por oficiais superiores chamando-o inclusive de TRAIDOR, uma expressão extremamente forte nos meios militares, que diferentemente nos meios políticos, onde a traição é muitas vezes premiada, nos meios militares traidores são fuzilados.

    A luta do general Villas Bôas contra a doença e mantendo-o numa posição difícil devido ao seu estado de saúde, o torna quase um ícone das tropas, já o general Etchegoyen, que achou o máximo a reforma da previdência e apoia um governo que mantem o soldo de um general de quatro estrelas menor do que um juiz ou um procurador recém entrado na função pública com rendimentos maiores, parece estar criando fraturas na visão das forças armadas dos golpistas, tanto os políticos como os de farda.

     

    • Interessantíssimo seu

      Interessantíssimo seu comentário. Gostaria de, porém, saber mais de onde vocẽ tirou que Etchegoyen está mal visto no alto comando. Até agora, não vi nenhum sinal de que isso seja verdade. Mas a parte em relação ao General Villas Boas é bastante factível.

      • Quanto o General Etchegoyen, a informação tirei de uma …..

        Quanto o General Etchegoyen, a informação tirei de uma pequena nota da revista Veja, ou seja, como coloquei no texto tem que ser relativisada as informações advindas da Veja. Porém como é uma nota contra o general, achei que o autor da nota, Gabriel Mascarenhas, não faria uma Fake News num assunto tão sensível, ou seja, a Veja não escreveria algo tão violento se não tivesse alguém por tras garantindo a barra.

        A nota é da coluna Radar e é de 15 de feveriro de 2018

        “Política

        A revolta dos militares com o general Etchegoyen

        Comandante do GSI e próximo a Temer, ele está sendo acusado de traição

        Por Gabriel Mascarenhas” 

         

        Vá lá e leia.

         

         

    • O general Villas Boas também é golpista

      E o que foi fazer o Gal Villas Boas fardado na sede da Globo ao ser entrevistado e elogiado pelo jornalista ator Pedro Bial?  Não só legitimou o “impeachment” contra a Dilma, mas elogiu o outro golpista Gel Mourão.

      O Exército brasileiro tem sim uma definição clara de seus inimigos e esses são os movimentos sociais e de esquerda. Quem não se lembra do Gal Villas Boas nessa entrevista falando da “intentona comunista” de 1935? Essa história de que esse general (aparentemete menos reacionário)  procura um sucessor não golpista, mas que disse que uma intervenão é legítima e constitucional no caso da situação se tornar um CAOS  institucional (CAOS causado pela Globo golpista a serviço dos banqueiros e monopólios capitalistas privados, usando seus “manifestoches” coxinhas) não deixa margem a nenhum dúvida, ou seja, as aticulações golpistas dentro do Exército nunca deixaram de existir e a Embaixada ianque em Brasilía sabe que pode contar com determinados generais alinhados com sua nova doutrina de defesa. 

      No entanto, na Venezuela a coisa é bem… mas bem diferente: A Força Armada Nacional Bolivariana não só está apegada à Constituição Boliariana, mas sua nova doutrina de defesa não só apoia o processo revolucionário ameaçado pela extrema-direita golpista, mas se prepara para repelir uma intervenção militar “humanitária” da OEA (Ministério das Colônias Norte-Americanas).

       

       

       

       

  3. O domínio de Jaqueline Muniz sobre o assunto é assustador.

    A mulher destrinchou todos os problemas da Segurança Pública do Rio em 11 minutos. O domínio de Jaqueline Muniz sobre o assunto é assustador. Uma mulher preparada como esta poderia estar colaborando decisivamente como consultora da SSP do Rio.
    Mas po pior é que devastou as ações poliqueiras e midiáticas de Temer e  Globo . Sabe tudo.

  4. O dia de hoje

    será para a globosta nunca mais lembrar.

     

    primeiro a Professora destruiu a politicagem da emissora

    agora à noite a Tuiuti, novamente vai destruir a globosta

    • o dia.,….

      Parabéns a tal Professora. É disto que escrevo nos comentários. A Elevação e Objetivação das Discussões Nacionais. Que Lição sobre Argumentação, Lógica, Objetividade !!! Por que nossas discussões não tem este grau elevado? Por que tais Especialistas, Professores, Estudiosos não estão diariamente na Mídia, em Palestras nas Universidades em Centros de Informação? Pode-se concordar ou não com argumentos. Mas argumentos contundentes e diretos resultarão em Projetos Viáveis e estruturados. Foi uma aula de muito que está errado na Segurança Pública. E principalmente o porque de mais um Factóide começar já projetado para o fracasso. Nossas Discussões Nacionais deveriam ser diretas desta forma. Novamente Parabéns à Professora. E a GGN replicar tal entrevista. 

  5. Devidamente viralizado
    Palmas, grato.
    Viva TUIUTI!!!
    A rede esgoto capengando, hora de cravar no coração do animal ferido, antes que erga.
    O morro e a favela/senzala estão prontos, falta um estampido.

  6. Discurso em apnéia

    Nunca tinha visto isso. Difrentemente da outra professora, a Mara Paredão Sem Noção, Jaqueline Muniz sabia perfeitamente o terreno em que estava pisando. Adotou a estratégia perfeita, não deixou espaço para o entrevistador apartear, falou praticamente em uma única emissão de voz, sem pausa para respiração. Um autêntico mergulho em apnéia. Articulação perfeita, sem perder o fio da meada, só possível para quem tem profundo conhecimento do assunto. Nunca tinha visto nada semelhante. 

  7. Marina Silva consegue o impossível, ficar a direita de Bolsonaro

    Marina Silva conseguiu com sua nota de apoio a intervenção militar no Rio um fato antológico, ficar a direita de Bolsonaro, pois este por motivos tortuosos ficou contra a intervenção militar no Rio, ela apoiou incondicionalmente.

  8. Se as forças armadas brasileiras fossem democráticas

    Para não incorrermos no risco do aparelhamento militarizante, por certos setores exclusivos, desse Estado mandado e desmandado por criminosos do colarinho branco, eu diria que ações militares, numa Democracia séria e verdadeira, só teriam sentido se os próprios cidadãos tivessem o mesmo direito e dever de lutarem, junto às forças armadas e policiais, para a moralização das nossas instituições, que desde períodos pré-republicanos, sempre foram uma podridão só, corruptas até o alto da cabeça – todas manipuladas por uma minoria de privilegiados, em detrimento de toda a maioria desvalida e fragilizada, vítima por excelência da criminalidade. Não sinto a menor segurança em ver ações militares como as que estão sendo feitas no Rio de Janeiro (principalmente, olhando para nosso passado recente, de 1964 a 1985, temos noções claras do que isso significa – o Rio pode ser somente o mote, para a tomada total do país por forças cada vez mais opressoras). No meu entender, deveria haver uma revisão imediata da questão do armamento e da instrução da autodefesa, com e sem uso de armas, no currículo das escolas públicas e privadas. Entendo que, para haver um Estado, uma Nação, um Povo, fortes, é preciso dar autonomia a cada cidadão, e isso passa, também, por preparação de seus cidadãos, tanto para a defesa pessoal, quanto da comunidade em que se vive e, por fim, do próprio país (ou seja, todo cidadão tem que ter direito e dever à autodefesa, de si, de sua família, sua comunidade e de seu país, ao lado das forças de segurança nacionais e públicas). Porém, o que acontece na prática? O Estado é governado por mafiosos da pior espécie, estilo máfias italiana, russa, chinesa, estadunidense, talibã, etc. As oligarquias governistas brasileiras estão entre o que há de pior, em matéria de crimes lesa-pátria, em criação de leis que protegem e dão privilégios somente a elas e suas famílias e comparsas, enquanto que nós, cidadãos, somos tratados como gente de última classe, privados de liberdade (em todos os sentidos), de direitos fundamentais como saúde, educação, renda digna, moradia, saneamento básico, especialmente do direito de defesa! Nesse sentido, o Brasil sempre foi, é e, enquanto não houver uma Revolução Popular (já que o voto tem-se demonstrado, historicamente, insuficiente e impotente para mudar a estrutura corrompida de privilégios de políticos, de mafiosos dos Três Poderes), tudo vai continuar como sempre foi. Se as forças armadas soubessem baixar a guarda, e estivessem realmente imbuídas de espírito democrático, republicano, cidadão, elas lutariam AO LADO DOS CIDADÃOS, e não em defesa dessa “Ordem” e dessas “Leis”, que só protegem e privilegiam a minoria criminosa. Lembrando que os criminosos dos morros, das favelas e das ruas, são fichinha, café pequeno, se comparados aos medalhões do Crime Organizado dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e das Grandes Corporações Nacionais e Multinacionais, que oprimem a todos nós, civis e inclusive militares! Se as forças armadas estivessem imbuídas de espírito livre, revolucionário, humanista, republicano, democrático e cidadão, elas simplesmente distribuiriam armas aos milhões de cidadãos fichas-limpas deste imenso país, e, JUNTOS, seríamos imbatíveis, na construção de um Novo Brasil, uma Nova Nação, uma Democracia de Verdade. Por hora, enquanto as forças armadas continuarem a defender essa “Lei” e essa “Ordem”, debaixo do capacho das Oligarquias Criminosas, todos nós seremos o que sempre fomos: vítimas e paus mandados dos poderosos. Este é o sentimento mais digno, democrata, cívico, patriota e brasileiro que eu posso ter.

  9. + comentários

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