Raça e gênero no setor público

 

Nota do Brasil Debate

Segundo dados da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em 2014 o poder executivo federal somava 619.364 servidores, sendo 51,7% desses servidores brancos, 22,4% pardos, 4,0% negros, 3,4% amarelos e 0,3% indígenas, sendo ainda o percentual não informado de 18,2%.

Se analisados os cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), tem-se a distribuição abaixo: do total de 22.729 DAS em 2014, 60,6% ou 13.783 cargos eram ocupados por brancos, sendo que quanto mais alto o nível, mais alto o percentual de brancos. Somente 21,2% eram ocupados por pardos e 3,5% por pretos.

Dados do ENAP quanto ao gênero também revelam uma diferença da inserção de mulheres e homens em cargos de mais alto escalão, sendo que os homens ocupam a maioria desses cargos.

Entre os servidores em carreiras de nível superior do ciclo de gestão governamental, eram mulheres, em 2014, apenas 38,4% dos diplomatas, 34,6% dos especialistas em políticas públicas e gestão governamental, 30,5% analistas de comércio exterior, 30,0% dos analistas de finanças e controle, 26,5% dos analistas de planejamento e orçamento e 23,2% dos técnicos de planejamento e pesquisa.

Os dados mostram que 54% dos servidores do poder executivo federal são homens e 46% são mulheres. Desses, 48% das mulheres tem ensino superior, enquanto 43% dos homens estão na mesma condição.

No entanto, 8% das mulheres têm ensino fundamental e somente 4% dos homens.Apesar da escolaridade mais alta, segundo os dados, entre os servidores do poder executivo federal, 17% dos homens têm remuneração acima de R$12501 mensais, sendo que somente 12% das mulheres têm remuneração nessa mesma faixa. Entre os aposentados, 14% dos homens têm remuneração de acima de R$12501 e 10% das mulheres.

Se comparado o Brasil a países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), temos o quadro abaixo, em que a média de empregos públicos ocupados por mulheres no Brasil é de 41,7%, sendo o valor mais alto o da Estônia (64,2%) e o mais baixo o da Turquia (14,6%).

Leia também:  Giro GGN Queimadas: Setembro foi o mês que mais focos foram observados

Os dados do ENAP mostram a diferente inserção por raça e gênero no serviço público e mostra a preponderância de homens brancos em cargos de alto escalão, com maiores salários, e dá uma dimensão dos desafios quanto à desigualdade no mercado de trabalho em geral e que se reflete também no serviço público.

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4 comentários

  1. No Judiciário, servidoras são

    No Judiciário, servidoras são maioria: 56,2% para 43,8% de homens; já entre os juízes, as coisas invertem: 64% de homens e 35,9% de mulheres.

    Quanto a cor, o Censo do Judiciário utiliza os termos do IBGE e entre os servidores, 69% são brancos, 4,1% negros (esse dado está igual ao Executivo), 24%,7 são pardos (também similar ao Executivo) e 1,9% de raça amarela.  Já com a magistratura, 82,8% são brancos e apenas 1,4% negros. Pardos somam 14,2% e amarelos 1,5%

    Infelizmente, o Judiciário não detalhou quanto aos cargos de direção, mas informa que 81% dos servdores efetivos tem nível de escolaridade superior.

  2. Quais os criterios para

    Quais os criterios para definir alguem como branco ou negro?

    Cor da pele?

    Paleta de cores?

    Esse tipo de pesquisa só vê o que os idealizadores querem, tem pesquisa para tudo quanto é argumento, basta que os criterios sejam subjetivos.

    Como raçao nao existe, só sobre a opinião e ai o céu é o limite.

    Fosse um nazista fazendo a pesquisa ele diria que 99% são negros…rs

     

    • Auto-declaração. Os

      Auto-declaração. Os servidores preenchem os questionários. Neste caso, o que o dado diz é que a maioria dos servidores prefere dizer que é branca. Por que será?

      Goste você ou não, as pessoas no Brasil, independente da cor da pele, sabem que vida de negro é difícil.

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