TV GGN: Desdobramentos da saída de Lula e a nova oposição, com Ricardo Coutinho

Em entrevista a Luis Nassif, Coutinho fala da reação europeia à radicalização, na própria Europa, no Brasil e alguns países na América Latina e sobre a visão que têm de Lula

Jornal GGN – Ricardo Coutinho é ex-governador da Paraíba e presidente da Fundação João Mangabeira. Coutinho atua no Consórcio do Nordeste, buscando parcerias pelo mundo para o bloco, e conhece como ninguém os novos desafios pela frente. Em entrevista a Luis Nassif, ele fala da reação europeia à radicalização no Brasil e alguns países na América Latina e sobre a visão que têm de Lula. E os caminhos possíveis.

Veja a entrevista a seguir.

 

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2 comentários

  1. Ricardo Coutinho afirma o óbvio que tem sido desqualificado pelo PT. Primeiro, reconhece a enorme liderança de Lula, tanto no Brasil, quanto no exterior. E conclui que “o papel de Lula, neste momento, é o de reaglutinação das forças progressistas SEM HEGEMONISMO”.
    Mas pelas entrevistas que deu ainda na prisão e o discurso de hoje, Lula vai pegar Haddad pelas mãos e apresentá-lo ao Brasil como seu candidato à Presidência em 2022 (Lula vai assumir o papel de Dora do filme Central do Brasil).
    Portanto, ao contrário do que pensa Ricardo Coutinho, as forças progressistas terão que aderir ao PT, pois o dono da bola e o dono do apito chama-se Lula. Afinal, é direito de Lula usar seu cacife político da forma que achar adequado. Mas sem hipocrisia, por favor.

  2. Da Geopolítica

    Lendo essa entrevista do Bannon a BBC : https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50367264

    Fica claro que há uma estratégia internacional sento articulada pelos Democratas para fazer frente a extrema direita liderada pelo Trumpismo, no mundo.
    É claro que os populistas de extrema direita que já foram eleitos com um projeto neoliberal não vão desistir tão fácil dos seus postos.
    Mas hoje tivemos um golpe do estilo clássico militar na Bolívia, porém um recuo do discurso bélico do Pinera no Chile.( chile: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/09/internacional/1573313845_751195.html, Bolívia: https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2019/11/10/evo-morales-diz-que-policial-tem-mandado-de-prisao-contra-ele.htm)
    Até mesmo a Espanha está em risco, o Psoe precisa ser mais responsável e organizar uma frente ampla, cedendo mais a outros partidos ( Espanha: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/10/internacional/1573402081_937586.html)
    O tabuleiro de xadrez está posto, mas cada país tem suas particularidades. A memória a respeito da ditadura no Chile consolidou uma democracia e senso de consciência de classe maior no povo chileno, por isso a resistência foi maior e o governo teve de ceder.
    Mas não foi só por isso que o governo cedeu.
    Há uma mudança de percepção dos players globais sobre a necessidade de mudança de tática. A extrema direita não está conseguindo gerar estabilidade além disso, precisam assegurar recursos para uma transição da matriz energética para um modelo mais sustentável.
    As novas tecnologias de exploração de petróleo americanas, fazem com que eles consigam ficar tempo suficiente sem depender da produção alheia, até a transição para um modelo mais sustentável de energia.
    É por isso que a sustentabilidade tem sido discutida com tanto vigor nos fóruns mundiais e provavelmente vai ser o grande tema a ser explorado nas próximas eleições americanas.
    É por isso que o loby petrolífero americano junto ao Trump está enfraquecido e o loby ambiental junto aos democratas e seu Green new deal está mais forte que nunca. Além disso esse “Green new deal” garante atenção às necessidades de distribuição de renda e atendimentos dos serviços públicos ao povo americano que se encontra empobrecido e endividado. https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/02/15/O-que-diz-o-%E2%80%98Green-New-Deal%E2%80%99-de-Ocasio-Cortez-nos-EUA
    Considerando essas informações, a falta de lances das grandes empresas no leilão do pré-sal já denota também a mudança de tática, abandonando a agressiva politica neoliberalista sobre os recursos “sujos” da matriz poluente dos recursos fósseis, para um modelo que explore outros meios, A Alemanha e o Japão estão com grandes investimentos nisso. https://www.dw.com/pt-br/alemanha-registra-recorde-de-energia-renov%C3%A1vel/a-47001526
    Mesmo a China tem procurado ampliar o leque de opções, embora tenha dado lances no pré-sal tem investido pesadamente na transição da matriz energética. https://g1.globo.com/natureza/noticia/china-supera-europa-e-assume-papel-de-lideranca-em-energias-renovaveis.ghtml
    Qualquer projeto político que queria ser vencedor nas próximas eleições precisa olhar esta proposta e também observar as mudanças de paradigmas geopolíticos. Claro, cada país tem sua particularidade, eu diria que o Brasil precisa atender a segurança (nas facetas socioeducativas nas modalidades básicas de ensino e na inclusão de adultos, já que esses são os maiores gargalos, ver gráfico abaixo) e a distribuição de renda, mas também os impactos ambientais.

    A segurança pública também geraria um polo dinâmico de desenvolvimento tecnológico, de emprego e reforçaria as defesas nacionais. Um grande projeto de reforma das carreiras policiais, qualificando-os também promoveria um esvaziamento dos grupos informais milicianos. O IME e o ITA são centros de excelência nas engenharias e podem trabalhar em programas aliados a universidades federais no desenvolvimento de equipamentos para as policiais e na qualificação dos agentes. Além disso, já existem projetos de energia alternativa funcionando tanto nas universidades quanto no IME e no ITA. Seria uma questão de mapear as necessidades e o que já esta em curso.

    De qualquer forma um programa de governo precisa ser pensado junto com todo arco democrático, não apenas a esquerda.

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