Brasilianas: visão integrada é solução para promover desenvolvimento com bem estar, defende Gadelha

 
Desafios nacionais para o bem estar social devem nortear a promoção de políticas públicas, visando estratégias de longo prazo, assim com tem feito Coréia, Japão e Alemanha, propõe pesquisador da Fiocruz 
 
Como estabelecer desenvolvimento sustentável da economia como fez Coréia, Japão e Alemanha
 
Do Brasilianas
 
Em entrevista para Luis Nassif, o criador do conceito da complexo econômico- industrial da saúde e hoje coordenador das Ações de Prospecção da Presidência da Fiocruz, Carlos Gadelha, propõe uma visão integrada da política industrial. 
 
“A proposta central é nortear a política de desenvolvimento pelos desafios nacionais que mobilizem sistemas produtivos e de inovação (saúde, energia, educação, mobilidade, questão urbana, alimentação, defesa e sustentabilidade). Com isto, sairíamos de uma lógica setorial colocando a política industrial como política nacional de Estado e não como simples lócus de representação de interesses de curto prazo dos empresários”, explica.
 
Ao longo dos últimos anos, sem contar o período mais recente sob o governo Temer, o Ministério da Saúde, onde Gadelha também atuou, buscou implantar essa lógica. Na política de vacinação para combater o HPV, por exemplo, o pesquisador lembra que, antes da campanha nacional, uma vacina contra o vírus custava em média mil reais no mercado privado, ficando acessível a um contingente pequeno da sociedade. O Ministério da Saúde internalizou a produção mobilizando laboratórios, equipes de trabalho e estimulou a ciência e tecnologia, reduziu o valor do custo da vacina em dez vezes e atingido a 7 bilhões de adolescentes. 
 
O pilar da proposta de Gadelha é construir políticas de desenvolvimento baseada em três pilares: bem estar social, base produtiva e ciência, tecnologia e inovação, portanto, ações políticas em torno de uma estratégia de desenvolvimento. 
 
“Ao invés de políticas para o setor automobilístico, por exemplo, pensar política para mobilidade, ao invés de política urbana, políticas para cidades inteligentes, saindo do dilema de ter no centro de São Paulo do Morumbi à Paraisópolis”, exemplifica. Assim, o pesquisador defende ampliar a busca por resultados no desenvolvimento além da lógica financeira do curto prazo, uma estratégia há muito tempo aplicada por países como Coréia, Japão e Alemanha. 
 
Acompanhe a seguir a entrevista na íntegra e, logo abaixo, o artigo “Política Industrial, Desenvolvimento e os Grandes Desafios Nacionais”, também disponibilizado por Gadelha. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=5l5lnj6kfkM&feature=youtu.be width:700
 

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