As projeções do FMI antecipam o ‘suicídio’ da extrema-direita brasileira, por Gunter Zibell

Mas a gente não pode avisar de nada, que qualquer crítica à política econômica contracionista e concentradora de renda é "torcer contra o país".

As projeções do FMI antecipam o ‘suicídio’ da extrema-direita brasileira

por Gunter Zibell

A tabela apresenta as projeções do FMI, feitas em jan. e em abril, para 15 países do G-20 (em amarelo.)

Observe-se que a redução acumulada no PIB de 2020 mais o de 2021, na comparação entre previsões, foi de 7% apenas para dois países, Brasil e Espanha. (A Espanha já estava em isolamento intensivo, então.)

E isso foi em abril, antes de se saber que Guedes dobraria a aposta na ortodoxia e de Bolsonaro planejar sabotar o isolamento.

As duas ações são contrárias à recuperação econômica.

Vamos aguardar julho, quando sai a nova revisão do FMI. Mas é possível que o Brasil resulte como o país em que mais as expectativas pioraram.

Eu não duvido que os -7% virem -10%

O que é interessante aqui é o “suicídio” da ultradireita brasileira.

O desespero para apoiar Bolsonaro + Guedes é tão grande que mesmo ver o mercado consumidor brasileiro degringolar, o que prejudicará mais ainda os negócios da classe média, não os demove de apoiar um caminho que não é adotado por mais nenhum país importante.

Mas a gente não pode avisar de nada, que qualquer crítica à política econômica contracionista e concentradora de renda é “torcer contra o país”.

Isto porque, afinal, Nosso Mito sabe tudo sobre tudo. Devemos entregar nossas vidas e nossa economia à sabedoria dele.

E o FMI só pode ser um antro de comunistas.

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