Ascensão e queda da Escola de Chicago, por André Araújo

Na realidade a “Escola de Chicago” é uma ideologia e não uma teoria econômica, sua aceitação depende de fé tal qual o marxismo, ambos apresentam a mesma pretensão de ciência, sem ser.

Ascensão e queda da Escola de Chicago, por André Araújo

“Eles são as trevas do pensamento econômico”, Paul Krugman.

“Chicago economics” ou Escola de Economia da Universidade de Chicago é uma linha de pensamento econômico que acredita que os mercados são resultado da “competição perfeita” e, portanto, é o “mercado” deixado operar livremente o melhor modelo de gestão da economia em qualquer lugar. Acreditam também no rígido controle da moeda, quanto menos moeda em circulação melhor será para o funcionamento da economia. Mercados livres e moeda escassa são os mandamentos da Escola de Chicago, o resto se encaixa como consequência.

A História econômica se encarregou de derrubar essa ficção que é obra de fé, mas os adoradores desse modelo insistem em considerá-lo sagrado, não importa em que lugar, país, região, sob que condições ou estágio, como se o modelo fosse algo cientifico, da física.

Na realidade a “Escola de Chicago” é uma ideologia e não uma teoria econômica, sua aceitação depende de fé tal qual o marxismo, ambos apresentam a mesma pretensão de ciência, sem ser.

O Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman, da Universidade de Princeton, é um dos maiores críticos atuais do “Chicago economics”, a quem denominou de “Era das Trevas” do pensamento econômico.

Nos próprios Estados Unidos a Escola de Chicago nunca foi uma unanimidade, as escolas de economia da Costa Leste como Harvard, MIT, Columbia, Yale, Princeton tem visão e angulações bem diferenciadas de Chicago, sem falar na New School de Nova York, que é a antítese de Chicago. Hoje, o Institute of New Economic Thinking de Nova York, onde estão Paul Krugman e Joseph Stiglitz, contestam frontalmente toda a filosofia de Chicago.

Os “new keyneisians”, corrente moderna de seguidores da visão de Lord Keynes, em economia, abominam os pressupostos da Escola de Chicago. Na Universidade da Califórnia em Berkeley, Brad DeLong, diz que a escola de Chicago chegou a um colapso intelectual, significando que parou no tempo e nada mais tem a contribuir no pensamento econômico.

Leia também:  Amigos da corte criticam senso comum e reafirmam papel contramajoritário do STF, por André Zanardo

O que restou de crença na Escola de Chicago desabou por completo na crise financeira de 2008, quando o capitalismo americano do “mercado perfeito” ruiu e implodiu, sendo salvo nada mais, nada menos pelo execrado ESTADO. O Tesouro dos EUA despejou US$ 708 bilhões em dinheiro público para salvar o coração desse capitalismo, tanto financeiro, quanto industrial. Salvou o CITIGROUP, a seguradora AIG, maior do mundo, e a GENERAL MOTORS, maior empresa industrial dos EUA e mais outra 200 empresas e bancos.

Foi a segunda vez que o ESTADO salvou a economia americana. A primeira foi em 1933 quando a Reconstruction Finance Corporation, estatal criada por Roosevelt, emprestou dinheiro para resgatar 8.000 bancos e empresas na esteira da Grande Depressão, quando o “crash” da Bolsa de Nova York quase liquidou para sempre a economia americana e mundial.

Em 1929 e 2008 o ESTADO mostrou que é infinitamente maior como instrumento da economia do que o “mercado perfeito”, mas nem isso mudou as mentes dos fanáticos de Chicago.

 

O DEPARTAMENTO DE ECONOMIA DA UNIVERSIDADE DE CHICAGO

Financiado desde seu início pelo magnata do petróleo John Rockefeller, em torno de 1890, a escola de economia da Universidade de Chicago tem longa história baseada em dois eixos: a competição perfeita que vem dos mercados livres do Estado e o rígido controle do fluxo de moeda, teoria que teve duas fases. A primeira, de Irving Fisher, desaparecida com a crise de 29, quando Fisher, um economista de reputação nacional disse em entrevista que a “economia americana nunca esteve tão sólida”, isso duas semanas antes da implosão da Bolsa em 24 de outubro de 1929. Com essa profecia furada foi-se embora também o monetarismo de Fisher que renasceu nos anos 60 com Milton Friedman, nova onda nascida nos cofres do CITIBANK, que financiou as palestras e a revista de Friedman, história que descrevo com detalhes em vários capítulos de meu livro de 2005, MOEDA E PROSPERIDADE, edição Top Books, 900 paginas, hoje esgotado, é um romance, como se constrói uma teoria econômica de interesses.

No livro de Lanny Eberstein, uma monografia sobre a Escola de Chicago, de 2015, ele destaca um fenômeno muito perceptível, a “apropriação” que economistas medíocres formados em Chicago fazem de seu credo que NÃO é exatamente o neoliberalismo político que se prega em alguns países. Friedman, por exemplo, inventou o conceito de “bolsa família”, ele achava que os muito pobres tinham sim que ser amparados pelo Estado, algo que os seguidores preferem esquecer. No livro, Eberstein fala das preocupações sociais de Friedman e Hayek, esquecidas pelos seus seguidores, que selecionam na teoria o que lhes interessa.

O livro é “CHICAGO ECONOMICS : THE EVOLUTION OF CHICAGO FREE MARKET ECONOMCS”.

Leia também:  A prisão após condenação em segunda instância não tem nada a ver com o “combate à corrupção”, por Gustavo Roberto Costa

O fato é que a “escola de Chicago” criou uma visão de economia para o mundo anglo-americano, inaplicável para países de estrutura econômica onde o Estado historicamente tem um papel muito maior do que na Inglaterra e Estados Unidos. Países de raiz mercantilista, como França e Alemanha e mais ainda países com outras culturas econômicas como Rússia, Índia e China. A loucura é pretender, como alguns sectários, aplicar o “Chicagonomics” em países de outra tradição, sociedade e formação, como o Brasil, onde desde o nascimento do País, o Estado tem um papel central na economia, que nunca teve na Inglaterra ou nos EUA.

Mas mesmo no seu berço de origem, o modelo de Chicago já foi sepultado. No último enterro o coveiro foi o banco Lehman Brothers. O estranho é que, com todos esses resultados à vista de qualquer indivíduo de mediana inteligência, ainda há fanáticos da privatização e da moeda escassa, mesmo depois de tantos desmontes desse modelo fracassado. Como muito bem expõe o livro de Eberstein, o “quantitative easing” acabou com o monetarismo na Europa e nos EUA, ele sobrevive apenas no Banco Central do Brasil, tão atual como Templo Positivista de São Lourenço, em Minas Gerais, onde a filosofia Positivista desaparecida da França há cem anos ainda é cultivada com carinho. Os saudosos do monetarismo de Friedman são convidados a visitar o museu do Banco Central em Brasília, onde se lembrarão do mestre e reverenciarão o único lugar do mundo onde se pratica o culto à moeda escassa como religião.

Os visitantes aproveitarão a viagem para conhecer o país do mundo onde se pratica o “monetarismo” religioso de Friedman, sob a regência do Banco Central. É isso que garante aos bancos brasileiros o maior lucro do planeta sobre ativos, graças exatamente à escassez de moeda que, ao mesmo tempo, garante os lucros extraordinários do sistema financeiro e proporciona uma recessão que dura quatro anos e uma monumental taxa de desocupação de um terço da população economicamente ativa, maior índice desde a Grande Depressão de 1929 na Europa e os EUA. No Brasil, a Grande Depressão mundial provocou muito menos desemprego do que a recessão de 2014, sob a regência de Joaquim Levy.

Leia também:  Sustentações no STF: A força normativa da Constituição ou 'a voz das ruas'?, por Tania Maria de Oliveira

Desocupação, desemprego e recessão não preocupam minimamente os seguidores de Chicago nos Estados Unidos e muito menos no Brasil. Esses fenômenos nem fazem parte de seus manuais. Milton Friedman teria mais sensibilidade do que seus alunos, era um monetarista com algumas preocupações sociais, de visão mais ampla que seus seguidores e com a capacidade da verdadeira inteligência, a de reconhecer erros e voltar atrás, fez isso no fim da vida em conversas com Alan Greenspan, seu amigo mas adversário intelectual.

Como é comum em tantas filosofias, ideologias, religiões, crenças e teorias, os seguidores fora de seu berço são mais fanáticos e radicais, enquanto no ninho original a crença morre ou se recicla, na sua projeção para fora a seita se estratifica, se mumifica no túmulo do fracasso.

Hoje nos EUA, até na própria Universidade de Chicago, os preceitos do “Chicagonomics” têm menor fidelidade. O legado de Friedman foi desmoralizado pela crise de 2008 e se mudou para a Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh, onde seu herdeiro intelectual Alan Meltzler, falecido no ano passado, lecionava. Agora o Brasil pode ser a nova rampa de re-relançamento do “Chicagonomics” embalsamado, o único dos grandes países emergentes outrora conhecidos como BRICS onde essa seita pode caminhar fora do merecido túmulo, enquanto Rússia, Índia e China crescem longe de teorias anglo-americanas e praticando o dia a dia da politica econômica de circunstância, sem metas de inflação, privatizações, preocupação com dívida em moeda nacional e com bancos centrais a serviço do crescimento e não da estagnação. O Brasil sai dos BRICS e vira área de serviço de Washington, é a História.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

55 comentários

  1. INGENUIDADE ao cubo
    A burrice

    INGENUIDADE ao cubo

    A burrice quanto é muita, DESCONFIE

    Os caras são muito escolados pra manterem conceitos tão primitivos e simplistas sobre o mundo e mercados

    O DESCUIDO e imprevidência esta em quem os critica focando academicismo juvenil

    Eles são muito mais espertos e astutos do que aparentam

    SIGA O DINHEIRO  ..siga o dinheiro !!!

    Que escola o cacete !!!???

    • Os operadores dessa falsa

      Os operadores dessa falsa ciencia de Chicago não são realmente tolos a ponto de acreditar nesses mantras MAS aqui nesta artigo eu tento demonstrar aos outros, que ACREDITAM nessa lenda, como ele é sem base, apenas matéria de fé.

      • Tenho certeza de que PG sabe

        Tenho certeza de que PG sabe muito bem que o modelo econômico dele é só pra beneficiar os 30 milhões que vivem muito bem no país a custa de uma piora dos outros 180 milhões. E como ele deve ser inteligente, sabe que um sistema econômico cruel com os mais pobres só pode ser aplicado até o fim se contar com a força de repressão do estado ( das pms às forças armadas )  para conter as inevitáveis explosões sociais. Agora se esse grupo do PG conseguir vender a Petrobras e a CAixa e o BB – que é o que realmente importante em termos de valor a ser privatizado, o resto é troco de pinga – o Brasil será um caso único de um governo eleito em que as forças armadas são atores principais e mesmo assim deixam que empresas estratégicas como PetroBras e bancos estatais sejam de países estrangeiros. Nem Pinochet, que deu carta branca os Chicagos Boys quando chegou ao poder pelo golpe, permitiu que estatizassem a empresa que toma conta do cobre, que é o petróleo do Chile.Mas é como você falou. A periferia aplica de forma mais dura os dogmas criados pelos países centrais. Até hoje lembro dum professor de história que dizia que os que as pessoas que tinham posses e eram acusadas pela inquisição em Portugal ou Espanha tentavam de tudo transferir seu julgamento para Roma, pois lá havia mais chance de ter absolvição ou abrandamento da pena. Acho que esse professor hoje seria perseguido, infelizmente. 

        • A alegação desse grupo do

          A alegação desse grupo do mercado que vai dirigir a economia é vender as estatais para abataer a divida publica. A participação do Estado nas estatais na melhor das hipoteses será vendida por não mais de 130 bilhões de Reais, a divida publica hoje está em torno de 4,4 trilhões de Reais, portanto o valor das privatizações não abate mais que 3% da divida publica, que continuará crescendo só pelos juros e pelo deficit primario a razão de 8% ao ano. É portanto uma conta ridicula.

          Nenhum dos grandes paises está privatizando hoje coisa alguma, nem Russia, China, India, Mexico, todos mantem suas estatais de petroleo, seus bancos publicos, ningem está vendendo grandes empresas estrtegicas, só os “genios” do Brasil.

  2. Muito boa a síntese,,,!
    O que
    Muito boa a síntese,,,!
    O que a escola de Chicago prega me faz lembrar minha infância quando alimentava os porcos no chiqueiro,,,,,o comportamento dos porcos em busca do alimento é idêntico aos capitalistas selvagens,,,,,

  3. O Brasil perde sua identidade

    Será que estou em outro país? Será que a a sociedade brasileira perdeu definitivamente a capacidade de se indignar? Como pode num país de 210 milhões de habitantes ter no seu quadro de ministros, logo o da educação, um senhor que não nasceu aqui, foi formado com outros valores em uma outra cultura? Não vejo a mídia tocar no assunto. Não vejo jornalistas ao menos questionar o fato. Será que somos um país fadado a ser escravizado e colônia para sempre? Nem os militares, nem os educadores, nem a sociedade civil parece se importar com esse fato. Será que a ideologia vai ser priorizada em detrimento da noss soberania e dos nossos valores culturais? Onde vamos parar? Nada contra o colombiano. Porém, há centenas e centenas de quadros que poderiam fazer um belo trabalho à frente da pasta. Mais não, por capricho de sei lá quem vamos a cada dia que passa desmoralizando perante ao mundo o nosso querido Brasil.

    • É um ponto muito válido,

      É um ponto muito válido, enquanto Russia, China e India tem identidades sólidas, proprias, nacionais, que não precisam importar simbolos ou crenças de estrangeiros, muito menos copiar modismos americanos de ocasião, o Brasil parece gostar

      de ser imitador de costumes e culturas de outros. No entanto o Brasil tem uma HISTORIA unica, inigualavel, foi uma Reino

      em um continente de republicas caudilhescas, um Imperio sólido da melhor ancestralidade, Orleas (portanto Bourbon) com Habsburgo, um Pais UNO quando as antigas colonias espanholas se estilhaçaram em mais de vinte nações,  Brasil deve se orgulhar pelo que é e não por importação de modelos de baixa extração dos Estados Unidos, uma sociedade hoje com graves problemas e que tem pouco a ensinar ao mundo.

  4. Sobrou pro Marxismo

    O André Araújo alegou e provou que a Escola de Chicago não é uma teoria econômica, mas apenas uma ideologia. Quanto ao Marxismo, o André Araújo alegou mas não deu qualquer prova de que seja uma ideologia, e não uma ciência. Em outras, palavras, em relação à Escola de Chicago, o André Araújo agiu como um cientista, já em relação ao Marxismo, ele agiu como um legislador, pois decretou e pronto.

    Não se faz ciência por decreto.

    • É um artificio muito usual
      É um artificio muito usual para parecer “isentao”.
      Se o assunto é criticar a direita, tem de criticar a esquerda também, pra “balancear”…

      O fato é que Marx ESTUDOU o pensamento economico de seu tempo e o anterior. Enquanto os criticos de Marx e do marxismo falam somente de orelhada, em 99, 9% dos casos.

      Paul Samuelson é uma dessas raras exceçoes. Foi um dos primeiros norte amerricanos a ganhar um Nobel ali nos anos 70. Escreveu um manual de economia que ajudou a formar gerações desde as decadas de 50 e 60. Lá ele já se referia aos monetaristas como “maniacos”.

      • Marx tem uma importancia

        Marx tem uma importancia historica extraordinaria, seu impacto no Seculo XX foi imenso, dai a considerar cinecia há uma distancia, é uma INTERPRETAÇÃO de Historia muito interessante mas há igualmente outras com diferentes pressupostos.

        • O que caracteriza o
          O que caracteriza o conhecimento cientifico é o rigor, o método e, principalmente, a prova, a evidencia.

          Sem cuidado analitico nao existiria ciencias humanas, tudo seria mera opiniao.

          A questao que Marx se propos a investigar foi o capitalismo como uma “formaçao social especifica”. Daí ele identificou sua estrutura fundamental, a troca de equivalentes. E essa estrutura é contraditoria: sim proprietarios querem pagar menos, e nao proprietarios querem ganhar mais… E por ai vai…

          Não é o caso de mera “interpretaçao”. O que se faz com isso é assunto da açao politica, e nao mais da ciencia social.

          Critica-se Marx pelas teses sobre o Socialismo cientifico e a Filosofia da Historia. Mas a analise do funcionamento basico do capitalismo está bem ali.

          Nao foi por “fé” que influenciou os movimentos sociais do seculo XX.

          • A queda tendencial da taxa de lucro eh V ou F?
            Qual a causa da crise:
            Baixa taxa de retorno do capital investido?
            Baixa expectativa de demanda?
            Se a causa da crise eh baixa expectativa, ela eh provada pela superprodução ou pelo subconsump?
            Qual a origem do lucro: a produção ou a circulação da riqueza?

      • Essa conversa de que o

        Essa conversa de que o marxismo é uma ciência e o resto é ideologia já foi devidamente desmontada por Karl Mannheim nas primeiras décadas do século XX. E isso que Manheim era um admirador de Marx. 

        Muito mais comum é ver marxistas de orelhada do que anti-marxistas de orelhada. Parece ser o seu caso. 

         

        • A causa da crise capitalista

          A Queda Tendencial da Taxa de Lucro decorre da elevação constante da composição orgânica do capital. A elevação constante da composição orgânica do capital significa que é cada vez maior a quantidade de capital investida na aquisição de capital constante, isto é, a quantidade de capital investida na compra de meios, instrumentos e equipamentos de produção é cada vez mais elevada do que a parte do capital investido na contratação de trabalhadores, que é a parte variável do capital.

          O capitalista não extrai lucro do capital constante, mas apenas do capital variável. Como a quantidade de capital investido na contratação de trabalhadores é cada vez menor, comparado com a quantidade de capital investida na compra de meios e instrumentos de produção, a taxa de lucro será cada vez menor. Se um patrão tem dez empregados e adquire uma máquina com a qual esses 10 empregados produzem, mantendo-se inalterada a jornada de trabalho, o dobro do que antes produziam e outro patrão, seu concorrente, que tem igualmente 10 empregados, não compra uma máquina igual, este não baixará seus custos e terá que vender mais caro do que o seu concorrente. Se o valor de troca de um bem é determinado pelo tempo de trabalho médio gasto na sua produção, quanto mais riqueza um trabalhador produzir na mesma unidade de tempo, menor o valor de troca do referido bem e , consequentemente, menor o seu preço, pois preço nada mais é do que a expressão monetária do valor (de troca). O capitalista que investe na aquisição de máquinas e equipamentos, aumentando a produtividade dos seus operários, roubará a clientela do seu concorrente que vende mais caro, levando-o à falência e provocando desemprego. Nessas condições, temos a mesma quantidade de riqueza produzida mas o número de consumidores, consistente nos trabalhadores que perderam seus empregos, cai consideravelmente. Assim, uma pequena quantidade de trabalhadores produz um enorme volume de riqueza. É a superprodução, a qual provoca a crise comercial. Em Elogio ao Ócio, Bertrand Russel escreveu:

          “Não tentamos fazer justiça econômica, de forma que uma grande proporção da produção total vai para uma pequena minoria da população, e boa parte dela simplesmente não trabalha. Devido à ausência de qualquer controle central sobre a produção, produzimos grande quantidade de coisas que não precisamos. Mantemos uma grande percentagem da população trabalhadora ociosa, porque podemos dispensar seu trabalho dando sobretrabalho a outros. Quando todos estes métodos se provarem inadequados, temos a guerra: colocamos muitas pessoas a fabricar explosivos, e muitas outras para explodi-los, como se fôssemos crianças que recém descobriram os fogos de artifício. Combinando estes mecanismos, somos capazes, com dificuldade, de manter viva a noção de que uma grande quantidade de trabalho manual intenso é o quinhão inevitável do homem comum”.

          Se o patrão que tinha dez empregados e que adquiriu a máquina que possibilita aos seus empregados produzirem o dobro do que antes produziam tivesse reduzido à metade a jornada de trabalho dos seus empregados, sem prejuízo dos seus salários, não haveria superprodução, pois a causa da superprodução é o sobretrabalho.

          O capitalista que vende mais barato tem uma taxa de lucro menor mas, em compensação, tem uma massa de lucro maior do que o seu concorrente que vende mais caro. A queda da taxa de lucro é, portanto, compensada pela elevação da massa de lucro. A taxa de lucro do capitalista cai mas em troca o capitalista eleva a extração de mais-valia das costas do trabalhador.

          “À medida que a taxa de valorização do capital global, a taxa de lucro, é o aguilhão da produção capitalista (assim como a valorização do capital é sua única finalidade), sua queda retarda a formação de novos capitais autônomos, e assim aparece como ameaça para o desenvolvimento do processo de produção capitalista; ela promove superprodução, especulação, crises, capital supérfluo, ao lado de população supérflua.”

          Quanto mais valorizados os salários, tanto menor será a taxa de lucro, pois o lucro é a parte trabalho não pago. Não foi à toa que o Arminio Fraga, que seria Ministro da Fazenda se o Aécio Neves não tivesse sido derrotado pela Dilma Rousseff, disse:

          “O salário mínimo é outro tema que precisa ser discutido. O salário mínimo cresceu muito ao longo dos anos. É uma questão de fazer conta. Mesmo as grandes lideranças sindicais reconhecem que, não apenas o salário mínimo, mas o salário em geral, precisa guardar alguma proporção com a produtividade, sob pena de, em algum momento, engessar o mercado de trabalho”.

          De acordo com Karl Marx, a relativa prosperidade da classe trabalhadora é um sinal prenunciador de uma crise:

          “É mera tautologia dizer que as crises decorrem da carência de consumo solvente ou de consumidores capazes de pagar. O sistema capitalista não conhece outra espécie de consumo além do solvente, excetuados os casos do indigente e do gatuno. Ficarem as mercadorias invendáveis significa apenas que não encontraram compradores capazes de pagar, isto é, consumidores (sejam as mercadorias compradas, em última análise, para consumo produtivo ou para consumo individual). Mas se, para dar a essa tautologia aparência de justificação mais profunda, se diz que a classe trabalhadora recebe parte demasiado pequena do próprio produto, e que o mal estar seria remediado logo que recebesse parte maior, com aumento dos salários – bastará então observar que as crises são sempre preparadas justamente por um período em que os salários geralmente sobem e a classe trabalhadora tem de maneira efetiva participação maior na fração do produto anual destinada a consumo. Esse período, de acordo com o ponto de vista desses cavalheiros do ‘simples’ bom-senso, teria, ao contrário, de afastar as crises. A produção capitalista patenteia-se, portanto, independente da boa ou má vontade dos homens, implicando condições que permitem aquela relativa prosperidade da classe trabalhadora apenas momentaneamente e como sinal prenunciador de uma crise”).

          Assim, a crise do Brasil é decorrente da baixa taxa de lucro e, consequentemente, da valorização dos salários. O golpeachment foi promovido para desvalorizar os salários e, consequentemente, para elevar a taxa de lucro. Isso é uma prova de que o Marxismo é uma ciência, ao contrário da Escola de Chicago bem como da Escola Austríaca, que são meras ideologias baratas.

    • Quem não é capaz de definir o

      Quem não é capaz de definir o que é ciência, recorre aos decretos ou à humildade. A regra vale para quem não conhece marxismo, sabendo dele o que dele não é: fraseologias de manuais. Para muitos é preferível decretar o que é ou não marxismo do que se submeter ao humilde e intenso esforço de estudar, até porque isso dá muito trabalho.

      • O Socialismo Científico e a queda tendencial da taxa de lucro

        Eu fiz as seguintes perguntas ao André Araújo:

        A queda tendencial da taxa de lucro é V (de verdadeira) ou F (de falsa)?

        Qual a causa da crise capitalista:
        Baixa taxa de retorno do capital investido?
        Baixa expectativa de demanda efetiva?
        Se a causa da crise é baixa expectativa da demanda efetiva, essa baixa expectativa de demanda efetiva é provocada pela superprodução ou pelo subconsumo?
        Qual a origem do lucro: a produção ou a circulação da riqueza?

        Eu esperava que o André respondesse, a fim dde que eu tentasse lhe demonstrar que o Marxismo é uma ciência. Como ele não respondeu, eu vou tentar demonstrar mesmo assim que o Marxismo é uma ciência e dedico essa humilde demonstração ao Comentarista que sugeriu que eu seja humilde e disponha a estudar.

         

        A Queda Tendencial da Taxa de Lucro decorre da elevação constante da composição orgânica do capital. A elevação constante da composição orgânica do capital significa que é cada vez maior a quantidade de capital investida na aquisição de capital constante, isto é, a quantidade de capital investida na compra de meios, instrumentos e equipamentos de produção é cada vez mais elevada do que a parte do capital investido na contratação de trabalhadores, que é a parte variável do capital.

        O capitalista não extrai lucro do capital constante, mas apenas do capital variável. Como a quantidade de capital investido na contratação de trabalhadores é cada vez menor, comparado com a quantidade de capital investida na compra de meios e instrumentos de produção, a taxa de lucro será cada vez menor. Se um patrão tem dez empregados e adquire uma máquina com a qual esses 10 empregados produzem, mantendo-se inalterada a jornada de trabalho, o dobro do que antes produziam e outro patrão, seu concorrente, que tem igualmente 10 empregados, não compra uma máquina igual, este não baixará seus custos e terá que vender mais caro do que o seu concorrente. Se o valor de troca de um bem é determinado pelo tempo de trabalho médio gasto na sua produção, quanto mais riqueza um trabalhador produzir na mesma unidade de tempo, menor o valor de troca do referido bem e , consequentemente, menor o seu preço, pois preço nada mais é do que a expressão monetária do valor (de troca). O capitalista que investe na aquisição de máquinas e equipamentos, aumentando a produtividade dos seus operários, roubará a clientela do seu concorrente que vende mais caro, levando-o à falência e provocando desemprego. Nessas condições, temos a mesma quantidade de riqueza produzida mas o número de consumidores, consistente nos trabalhadores que perderam seus empregos, cai consideravelmente. Assim, uma pequena quantidade de trabalhadores produz um enorme volume de riqueza. É a superprodução, a qual provoca a crise comercial. Em Elogio ao Ócio, Bertrand Russel escreveu:

        “Não tentamos fazer justiça econômica, de forma que uma grande proporção da produção total vai para uma pequena minoria da população, e boa parte dela simplesmente não trabalha. Devido à ausência de qualquer controle central sobre a produção, produzimos grande quantidade de coisas que não precisamos. Mantemos uma grande percentagem da população trabalhadora ociosa, porque podemos dispensar seu trabalho dando sobretrabalho a outros. Quando todos estes métodos se provarem inadequados, temos a guerra: colocamos muitas pessoas a fabricar explosivos, e muitas outras para explodi-los, como se fôssemos crianças que recém descobriram os fogos de artifício. Combinando estes mecanismos, somos capazes, com dificuldade, de manter viva a noção de que uma grande quantidade de trabalho manual intenso é o quinhão inevitável do homem comum”.

        Se o patrão que tinha dez empregados e que adquiriu a máquina que possibilita aos seus empregados produzirem o dobro do que antes produziam tivesse reduzido à metade a jornada de trabalho dos seus empregados, sem prejuízo dos seus salários, não haveria superprodução, pois a causa da superprodução é o sobretrabalho.

        O capitalista que vende mais barato tem uma taxa de lucro menor mas, em compensação, tem uma massa de lucro maior do que o seu concorrente que vende mais caro. A queda da taxa de lucro é, portanto, compensada pela elevação da massa de lucro. A taxa de lucro do capitalista cai mas em troca o capitalista eleva a extração de mais-valia das costas do trabalhador.

        “À medida que a taxa de valorização do capital global, a taxa de lucro, é o aguilhão da produção capitalista (assim como a valorização do capital é sua única finalidade), sua queda retarda a formação de novos capitais autônomos, e assim aparece como ameaça para o desenvolvimento do processo de produção capitalista; ela promove superprodução, especulação, crises, capital supérfluo, ao lado de população supérflua.”

        Quanto mais valorizados os salários, tanto menor será a taxa de lucro, pois o lucro é a parte trabalho não pago. Não foi à toa que o Arminio Fraga, que seria Ministro da Fazenda se o Aécio Neves não tivesse sido derrotado pela Dilma Rousseff, disse:

        “O salário mínimo é outro tema que precisa ser discutido. O salário mínimo cresceu muito ao longo dos anos. É uma questão de fazer conta. Mesmo as grandes lideranças sindicais reconhecem que, não apenas o salário mínimo, mas o salário em geral, precisa guardar alguma proporção com a produtividade, sob pena de, em algum momento, engessar o mercado de trabalho”.

        Assim, a crise do Brasil é decorrente da baixa taxa de lucro. O golpeachment foi promovido para desvalorizar os salários e, consequentemente, para elevar a taxa de lucro. Isso é uma prova de que o Marxismo é uma ciência, ao contrário da Escola de Chicago bem como da Escola Austríaca, que são meras ideologias baratas.

  5. Não se faz ciência por decreto

    Em relação à Escola de Chicago, o André Araújo demonstrou que tal Escola não é uma teoria econômica, é apenas uma ideologia. Em relação ao Marxismo, ele se contentou em decretar que se trata não de uma ciência, mas de uma ideologia.

    Essa declaração gratuita acerca do Marxismo me fez lembrar do bule de chá do Bertrand Russell.

  6. Soberania

    Não é apenas mediocridade dessa turma dos chicagosminions, ha também interesses pessoais. Ganhos ! Seremos pelos proximos anos quintal ou area de serviço dos americanos do Norte sem nenhum refugo das Forças Armadas? 

    Diz o Hino da Proclamação da Republica, o qual a turma do Bolsonaro nem se lembra que existe, mas as FFAA sabem muito bem.

    “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós / Das lutas na tempestade / Dá que ouçamos tua voz”.

    • Soberania e Exército; água e óleo

      Maria Luisa: Pelas informações às quais eu tenho acesso, não espero coisa alguma do Exército. Essa organização militar está dominada por entreguistas e, consequentemente, não defendem a Soberania do Brasil. O general Mourão afirmou com todas as letras que despreza a etnia brasileira – ele deve ter ojeriza de si próprio ao olhar-se no espelho. Oficiais das Agulhas Negras, como adolescentes medíocres, gritam que Bolsonaro é um “mito” !!!

      Os oficiais da Marinha e da Aeronáutica são pra mim um mistério sobre o que pensam. Mas são sempre omissos e, portanto, coniventes com os colegas de verde-oliva.

  7. André, você entregou o ouro

    André Araújo, há poucos dias, você tecia elogios ao Alan Greespan, em razão deste passar horas na banheira examinando estatísticas de produção, sendo seu gancho favorito o número de “telhados” contratados, porque isso indicava o ritmo da indústria de construção, vital para o emprego.

    Sobre os “telhados ” do Alan Greenspan eu fiz o seguinte comentário:

    “Alan Greenspan, Ricardo Amorim e André Araújo

    qua, 14/11/2018 – 10:14

    Então o Alan Greenspan passava horas na banheira examinando estatísticas de produção, sendo seu gancho favorito o número de “telhados” contratados, porque isso indicava o ritmo da indústria de construção, vital para o emprego?

    Pois bem. Foi o número excessivo de telhados que provocou a bolha imobiliária, o seu estouro e desencadeou a crise, a qual provocou milhões de desempregados. Os economistas burgueses defendem a produção/construção de coisas desnecessárias apenas para manter a população trabalhando. Ora, seria muito mais sensato reduzir a jornada de trabalho do que produzir coisas desnecessárias.”

    Você replicou com o seguinte comentário:

    “Greenspan garantiu uma decada

    qua, 14/11/2018 – 13:20

    Greenspan garantiu uma decada de prosperidade e pleno emprego, a crise de 2008 foi mais culpa da desregulmentação financeira promovida pelo Governo Reagan mas se se pode atribuir a crise de 2008 a Greenspan e em parte pode, NÃO provocou desemprego em massa porque o Governo Obama foi rapido em salvar a economia com dinheiro do Tesouro pelo programa TARP, algo que nossos monetaristas jamais fariam, seria como diz Miriam Leitão “operação hospital”, onde se viu ajudar empresas com dinheiro publico?”

     

    Eu trepliquei:

    “Traduzindo: O Obama foi rápido em socializar os prejuízos

    qua, 14/11/2018 – 13:55

    Obama foi rápido em socializar os prejuízos dos capitalistas.

    Quando os capitalistas obtem lucro, esse lucro é individualizado. Quando os capitalistas têm prejuízo, esses prejuízos são socializados.

    A crise imobiliária provocou mais de 10% de desemprego nos EUA no ano de 2010. Vc não acha que isso é desemprego em massa?”

     

    Após minha tréplica, você postou o seguinte comentário:

     

    “Não houve prejuizos no TARP,

    qua, 14/11/2018 – 20:46

    Não houve prejuizos no TARP, todos os emprestimos foram pagos antes do prazo.

    Não tenho os numeros do desemprego mas definitivamente a economia americana não afundou em 2008.

    https://jornalggn.com.br/fora-pauta/nao-tem-como-dar-certo-por-andre-araujo

     

    Pois bem. Depois de tanto defender a socialização dos prejuízos dos magnatas e de suas corporações, você agora entrega o ouro:

    “O que restou de crença na Escola de Chicago desabou por completo na crise financeira de 2008, quando o capitalismo americano do “mercado perfeito” ruiu e implodiu, sendo salvo nada mais nada menos pelo execrado ESTADO. O Tesouro dos EUA despejou US$ 708 bilhões em dinheiro público para salvar o coração desse capitalismo, tanto financeiro como industrial, salvou o CITIGROUP, a seguradora AIG, maior do mundo, e a GENERAL MOTORS, maior empresa industrial dos EUA e mais outra 200 empresas e bancos”.

     

    É fácil ser capitalista com a Mamãe Estado carregando no colo os incompetentes.

    • eu li sobre Greenspan e

      eu li sobre Greenspan e Araujo e me assustei tb

      qto a Ricardo Amorin, será indicado ao premio IGnóbel por ter dito que em CUBA (um país sitiado a mais de 60 anos) “só tem” 3 coisa que funcionam:

      Educação, Saúde e segurança  ..caramba, se ele pensasse o que mais precisa dar certo pra estes 3 quesitos estatísticos bombarem, vai ver não falava tamanha eresia

      enfim  ..diz-se economista

      • Há uma enorme diferença entre

        Há uma enorme diferença entre Greenspan e Friedman, o primeiro foi OPERADOR de um sistema economico, o segundo um TEORICO apenas. Greenspan OPEROU o coração da economia americana e foi bem sucedido na maior parte do tempo,

        eles eram amigos mas tinham grandes diferenças intelectuais, já escrevi muito sobre isso, no fim da vida Friedman deu razão a Greenspan em muito de sua rigidez monetarista, já escrevi muitas vezes sobre isso.

  8. Nesse texto basicamente,
    Nesse texto basicamente, pegaram opiniões de economistas que sempre se opuseram ao livre mercado e tomaram essas ideias como um dogma; “Em 1929 e 2008 o ESTADO mostrou que é infinitamente maior como instrumento da economia do que o “mercado perfeito”, mas nem isso mudou as mentes dos fanáticos de Chicago”, basta ver esse trecho para entender que o autor nunca preocupou em pesquisar e procurar saber sobre a teoria proposta por Friedman e a Escola de Chicago sobre as causas da crise de 1929 por exemplo, e muito menos sobre a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (F. A. Hayek, também com Nobel em economia), e quem procurou saber o básico, entende que vem por aí uma grande crise por causa das intervenções governamentais (manipulação da taxa de juros, massiva distribuição de crédito na economia, etc) mas que novamente será colocada como culpa do “mercado”.
    Enfim, os economistas keynesianos e suas ideias contribuem apenas para criar um ciclo vicioso que deixa a economia limitada a pequenos crescimentos insustentáveis, inflação, recessões e corrupção.

    • Eu não me oponho ao livre

      Eu não me oponho ao livre mercado, de modo algum. Minha visão é que há espaços para o mercado e para politicas publicas,

      o mercado não resolve tudo, especialmente em paises com grande parte de população carente, ai é preciso o Estado agir.

      Nos temos no Brasil 30 milhões de pessoas razoavelmente em boa situação e 180 milhões em má situação, TODA politica eonomica de Paulo Guedes está sendo traçado em função dos 30 milhões em boa situação, NÃO há nenhuma politica, ZERO

      para os em má situação, são 63 milhões de negativados no SERASA, se voce considerar dois dependentes por cada um, são 180 milhões de pessoas sofrendo com a situação economica, o mercado vai resolver?

    • Antes da Crise do Subprime, vc não procurou saber o básico?

      Tendo em vista que o Daniel Xavier Soares diz que quem procurou saber o básico, entende que vem por aí uma grande crise, eu pergunto a ele: Antes do estouro da bolha imobiliária, ele não procurou saber o básico? Se procurou, porque não anteviu o estouro da crise imobiliária?

       

      Não existe capitalismo sem crise, assim como não existe um ano sem outono, por exemplo. Em sendo assim, eu posso muito bem prever que está vindo um outorno pro aí.

  9. Prezado André
     
    Grande artigo

    Prezado André

     

    Grande artigo (novamente)

    Não é apenas apego a dogmas talibanescos que estes caras têm. Há um sujeito oculto em todas as ações deles: interesse. A possibilidade de meter a mão em grana gorda (porque a privataria liquida tudo a preço de black friday para os mesmos de sempre) que move eswtes caras.

  10. PRIMEIRO COMO TRAGÉDIA, DEPOIS COMO….

    Mais Tragédia. Miserável país que não aprende nem mesmo com sua própria História. Lembram do Morro do Bumba em Niterói /  RJ? Mais de 50 mortos num Lixão que ao invés de ser extinto, como manda a Lei, foi urbanizado. 50 ou mais? Quem saberá, depois de 3 dias, todo entulho e soterrados foram carregados para outro lixão. Este mais longe ainda da Civilização. Semana passada, o que acontece novamente em Niterói / RJ? O Estado Brasileiro e parte da Sciedade que pode falar: Ah! Estas tragédias brasileiras que não se pode prever?!! Mais de 2 décadas depois das Privatarias do Tucanistão, Crime de Lesa-Pátria que deveria ter jogado na cadeia todo PSDB. Que deveria estar lá até hoje. O que temos para a salvação do Estado e Nação Brasileira, segundo parte da Sociedade que pode falar e pode agir? Ah! Estas tragédias…

  11. Chicagando na economia mundial

    De um encontro chamado “Destroying the myths of the market fundamentalism forum” (em tradução livre, “Fórum Destruindo os mitos do fundamentalismo de mercado”), uma palestra sobre antitruste e cleptocracia e seu prejuízo ao papel do mercado (portanto, não se trata de um esquerdista, mas de um capitalista moderado que critica a perversão do sistema), em que a Escola de Chicago é mencionada. 

     

    The Real News Network (USA) – Antitrust and How Kleptocracy Corrupts What Markets are Supposed to do Well

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=yJ_pJybIUQ&t=17s%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=yJ_pJybIUQ&t=17s

     

    Sampa/SP, 23/11/2018 – 12:54 

  12. Os verdadeiros doutrinadores

    Se a moda pegar, já há um bom indicativo onde começar procurando doutrinadores travestidos em professores de economia.

    Se não fosse rebaixarmo-nos, fazendo uso também dos métodos macartistas, proporia, em retaliação, gravar suas aulas, denunciando-os aos tribunais populares das redes sociais.

    Ah… e não há apenas professores de economia fazendo doutrinação ideológica de direita. A lista é grande e deixo para cada um de vocês a tarefa de montar sua lista particular de “doutrinadores”.

  13. A fé dos espertos e a visão dos ingênuos

    O grande desafio é desmistificar a “santíssima trindade” macroeconômica que reina no Brasil há quase 25 anos.

    E porque digo isso?

    Porque da esquerda à direita, todos aceitam o tripé macroeconômico como um dogma de fé.

    E aí me vem a mente a parábola de Santo Agostinho.

    Conta ele que estava numa praia e um menino buscava água no mar e colocava num pequeno buraco na areia. Ao perguntar ao menino, o que ele estava fazendo, ele respondeu.

    – Vou colocar essa água do mar nesse buraco.

    Agostinho, então, retrucou.

    – Mas isso é impossível.

    E o menino (que era um anjo) respondeu.

    – Também é impossível entender os mistérios da santíssima trindade.

    Assim é tratado o tripé macroeconômico, como um dogma de fé. Criticá-lo é um sacrilégio.

    Mas porque transformaram isso num dogma?

    Ora, porque é a maneira mais fácil de preservá-lo intocável. Basta ver o balanço dos bancos no Brasil.

    Mas, vejamos como isso é feito na prática. Há  03 eixos estratégicos e seus respectivos objetivos.

    Eixo 01 – Congresso:

    1) Baixos impostos. (Isenção de lucros e dividendos, baixo imposto sobre transmissão de herança, baixa alíquota para ganhos muito elevados, imposto prioritariamente sobre o consumo, exceto bens de luxo – jato, iate, helicóptero). Além disso, redução dos direitos trabalhistas e do aumento da salário mínimo (se puder ser extinto melhor), enfraquecimento/extinção dos sindicatos.

    Eixo 02 – Banco Central:

    2) Pouca moeda em circulação – não emissão e enxugamento via Selic, taxa os juros da dívida interna.

    Eixo 03 – Fazenda (Congresso):

    3) Apropriação da dívida públida interna, com geração de superávits – congelamento e desvinculação dos gastos da União exceto para pagamento de juros da dívida interna (Congresso: lei de responsabilidade fiscal, teto dos gastos e reforma da previdência).

    Obs.: O cambio flutuante, associado a meta de inflação (BC) e ao superávit primário (Fazenda), que forma o famoso “tripé macroeconômico” deve-se a relação desse jogo de poder associado com o mercado financeiro do exterior.

     

    E como eles conseguem obter essa hegemonia na sociedade brasileira?

    Para entender isso, é preciso ver como um governo de “esquerda-desenvolvimentista” (como o anterior) via cada eixo do tripé:

    1 – Câmbio flutuante – Além de ser uma forma de arbitrar conflitos entre importadores e exportadores, também era uma maneira de (combinado no tripé) manter o dólar levemente depreciado e assim, aumentar o poder aquisitivo (do ponto de vista interno) da população. 

    2 – Metas de inflação – Mantém o poder aquisitivo dos salários. Segundo o mantra: “quem ganha com a inflação são os bancos e os rentistas”, os pobres assalariados que não tem aplicações financeiras só perdem com a inflação.

    3 – Superávit primário – “Ninguém pode gastar mais do que arrecada”, se não vira bagunça e, depois, acaba quebrando (fica insolvente). Enfim, é preciso manter as contas públicas sob controle.

    Portanto, creio que além da fé pregada pela sacrossanta GloboNews e seus apóstolos, também haja uma visão estreita da ECONOMIA-POLÍTICA. Senão vejamos cada uma das questões sublinhadas.

    Aumento do poder aquisitivo da população = dólar elevado =menos importação = mais produção interna e mais exportação = pleno emprego = aumento de produtividade = aumento salarial.

    Manter o poder aquisitivo dos salários = falso dilema: perda X valor. Pouca moeda em circulação = moeda mais cara (para acessá-la) = menos consumo/investimentos = menos produção = menos investimentos = menor aumento da produtividade = menor poder aquisitivo dos salários. Mais moeda em circulação = menor custo para acessá-la = mais consumo/investimentos = mais produção = mais investimentos = aumento de produtividade = maior poder aquisitivo dos salários.

    Contas públicas sob controle = menos juros da dívida pública, mais impostos sobre lucros, dividendos e herança; menos impostos sobre o consumo de bens em geral e mais impostos sobre bens de luxo = superávit fiscal (contas públicas sob controle).

    Enfim, ninguém vai superar uma crença, que amarra o desenvolvimento brasileiro numa espiral “finaceiro-concentradora”, reproduzindo de maneira simplista e equivocada, os dogmas que a sustentam.

    Diante disso, o verdadeiro tripé, em oposição ao atual e para o pavor infernal dos crentes, talvez devesse ser:

    1 – Cambio apreciado

    2 – Imposto progressivo (lucros, dividendos e herança)

    3 – Disponibilidade de moeda/investimentos públicos (infraestrutura logística e energética, P&D, defesa).

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=_YUDqo_YgAM%5D

  14. Vejamos:
    Quanto a Escola de

    Vejamos:

    Quanto a Escola de Chicago, nenhum reparo. São pilantras profissionais, sem excessões.

    Quanto ao Marxismo tenho minhas reservas. Se fala do marxismo como instrumento para interpretar a realidade eu discordo, pois ninguém explica o capitalismo como ele. A prova: Rui Costa Pimenta. Utilizando a metodologia marxista ele acertou TODAS nos últimos tempos. Nunca vi nenhum Chicago Boy imbecil chegar perto de acertar UMA, quanto mais todas.

    Se fala do marxismo como intrumento de construção da sociedade eu concordo. É preciso muita fé mesmo para acreditar que o ser humano  consiga se adaptar a algo próximo do comunisto, intoxicado pela vaidade, ganância e preconceito do jeito que é. É exigir do ser humano algo que ele não é.

    Pra mim Marx foi perfeito como analista, mas deixou muito a desejar enquanto profeta do novo mundo.

     

    • Marx não profetizou, ele lutou para mudar o
      Marx não foi profeta, foi lutador. Por outro lado, o que ganância, vaidade, o escambau a quatro tem a ver com socialização dos meios de produção, hein, tontinho

      • O problema de certo tipo de

        O problema de certo tipo de gente, como você, é a perfeita incapacidade para entender o mínimo das coisas.

        Marx lutou a vida inteira pelo quê mesmo? Não foi por uma sociedade sem classes? E para lutar por ela não teve que profetizá-la? Ou será que ele era um astrólogo?

        E o que impede a socialização dos meios de produção, senão a vaidade e a ganância humana? Coisa, aliás, que qualquer clássico do pensamento político já sabia? 

        Faz o favor: me honre com teu silêncio.

         

        •  
          Um idiota tentando criticar

           

          Um idiota tentando criticar algo que não conhece nada. Em primeiro lugar, Marx não foi nenhum profeta, não foi nenhum teórico do comunismo, Marx foi um pensador crítico do capitalismo, aliás qualquer um sabe que o objeto de estudo de sua obra foi justamente como funciona o modo de produção do capitalismo, isso não o impediu de postular a possibilidade de superação da mesma. Profetizar tem outro significado. Como sempre os detratores baratos do marxismo fazendo comparação com uma visão de mundo religiosa, patéticos.

           

          Segundo ponto, a ganância, a competição, o egoísmo, surgem como? Qual a gênese desses tipos de comportamento? Mais uma vez se caiu em uma metafísica para se tentar confirmar uma absurda “natureza” humana ahistórica, patético novamente.

           

        • O que diria Voltaire…
          Não concordo com uma única palavra que tu dizes mas defenderem até às morte o direito que tu tens de dize-la.
          Ponto.
          As supostas ganância e vaidade dos capitalistas, os quais não passam de um punhado de parasitas sociais, cabendo, portanto, na palma da mão da classe trabalhadora, impediriam a coletivização dos meios de produção mas a ganância e vaidade da classe operária operária favoravelmente a socialização dos meios se esqueceu produção.
          Um arquiteto profetiza ou projeta uma casa?

          • O que diria um operario ganancioso a um patrao vaidoso?
            Olha, Patrao, eu sou um trabalhador ganancioso, por isso nao vamos socializar teus meios de producao

  15. AA, vc disse que o tesouro do

    AA, vc disse que o tesouro do EUA despejou U$ 708 bilhões em dinheiro para salvar o coração desse capitalismo em 2008. Não pretendo discutir se vc ou eu somos a favor ou contra essa medida, mas gostaria de saber o que isso representa em relação ao PIB ou orçamento norte-americano, quanto seria o custo equivalente aqui no Brasil e, principalmente, o que custou essa montanha de dinheiro para a economia deles, quais foram as desvantagens. Qualquer medida, ainda mais nesse montante, tem seu lado positivo e negativo. Afinal, não se injeta tanto dinheiro sem que ninguém pague a conta. É apenas curiosidade.

    • O programa TARP, aprovado em

      O programa TARP, aprovado em 3 de outubro de 2018, deu um LUCRO ao Tesouro dos EUA de US$66,2 bilhões porque grande parte das operações foi realizada por compra de ações de bancos e empresas, revendidas deram esse lucro.

      Para o CITIBAN foram injetados US$306 bilhões, na GENERAL MOTORS US$80 bilhões, na AIG  US$40 bilhões.

      Aconteceu coisa parecida no Brasil com o investimento do BNDES na JBS, deu luro ao Banco mais teria dado um lucro muito maior se não houvesse o escandalo contra a operação, apontada como trapaça foi uma operação bancaria padrão.

      A vantagem dos EUA é que lá eles consideram perfeitamente normal o Tesouro ajudar empresas e no Brasil é pecado mortal.

      • André, você se esqueceu do PROER?
        Busque num engenho respectivo e leia a matéria de título Agronegócio se apropria de recursos públicos para sanar prejuízo que lhe é inerente

        • O RPER não foi uma operação

          O RPER não foi uma operação de salvamento, foi uma operação IDEOLOGICA pro-privatização e pro-

          desnacionalização do sistema bancario brasileiro, uma operação MAL INTENCIONADA porque tres grandes bancos estaduais, BANESPA, BEG (depos Banerj) e BANCO DO ESTADO DO PARANA eram grandes bancos com problemas de liquidez que em qualquer Pais sriam apoiados como norma de rotina do Banco Central, é perfeitamente normal grandes bancos terem problemas de liquidez e seus governos deram cobertura temporaria sem precisar liquidar e vender, na Europa isso acontece a toda hora, nos EUA o CITIGROUP foi resgatado pelo Tesouro, aqui liquidaram por IDEOLOGIA, porque eram contra bancos publicos e a favor de bancos estrangeiros, vistos como BOA CONCORRENCIA, liquidaram o Bamerindus por ridiculos problemas e entregaram ao HSBC, para aumentar a concorrencia e baixar os juros, ah, ah, ah, ah, A liquidação dos bancos estaduais e do Bamerindus NÃO TROUXE QUALQUER AUMENTO DA CONCORRENCIA, não é Pedro Malan?

          O BANESPA chegou a ter mais linhas internacionais do que o proprio Banco do Brasil, era um mega banco, fundamental para o Estado de São Paulo, com historia, tradição, solidez, foi liquidado porque acharam cinco operações irregulares com firmas médias (Plasticos Dias), um banco com 500 agencias em todo o Brasil, em Nova York, Londres e Cayman, um senhor banco,

          liquidado como galinha na feira e depois vendido ao Santander.

          • Gilmar Mendes defende que o Proer salvou o Brasil

            O que disse o Gilmar Mendes acerca do Proer:

            “O Proer, graças a uma ação promovida contra Pedro Parente, Pedro Malan e José Serra, foi condenado, porque deu prejuízo ao país, em uma ação incentivada pelo “lulopetismo”. Essas pessoas estariam inelegíveis hoje. O Proer é um escândalo. Uma ação que salvou o país, agora aparecem palpiteiros politizados que manejam essa ação de maneira intencional. E aí as pessoas ficam expostas à essa sanha de quem não entende nada de política pública, que não sabem nada do que se está fazendo e aí e saem a palpitar. Ou seja, gente do melhor quilate, como Serra, Malan e Pedro Parente, está submetida à ação de improbidade até hoje, enquanto esses ladravazes estão soltos”.

            Devo acreditar no Gilmar Dantas ou no André Araújo?

          • Se Maomé não vai até à Montanha, esta vem até Maomé

            “Em 2002, os três principais produtos vendidos para a China – minério de ferro, petróleo e soja – correspondiam a 61,1% de todo o valor exportado. Em 2014, a concentração desses itens encostou em 80%.  

            Entretanto, o pacto de poder do agronegócio dispõe ainda de grande capacidade de ação e retaliação para se apropriar de recursos públicos e promover o saneamento financeiro das perdas que a crise lhe provoca.

            “A parcela mais pobre do povo brasileiro é sempre a que sofrerá bastante devido às restrições que provavelmente ocorrerão nos recursos públicos federais destinados aos programas sociais, pois parcela ponderável desses recursos será destinada aos subsídios aos setores da burguesia agrária produtora de ‘commodities’ para exportação, ainda que com demanda reprimida”, finaliza Carvalho.”

            http://www.mst.org.br/2015/09/02/agronegocio-se-apropria-de-recursos-publicos-para-sanar-prejuizo-que-lhe-e-inerente.html

            André, você deu uma resposta sobre o Proer mas não falou acerca dos recursos públicos destinados ao Agronegócio. Aliás, não importa se o Proer não foi uma operação de salvamento ou uma operação ideológico-privatista. Os prejuízos sociais não mudam em nada se o Proer foi uma operação de salvamento ou ideológico-privatista. O certo é que também aqui no Brasil, tanto quanto nos EUA, é perfeitamente normal o Tesouro ajudar o setor privado com os recursos públicos.

          • Não existe almoço grátis. A fatura vem depois do almoço

            O curioso Didico vai ter que consertar o que disse. Em vez de afirmar “Afinal, NÃO se injeta tanto dinheiro sem que ninguém pague a conta”, ele dirá: “Afinal, se injeta tanto dinheiro sem que ninguém pague a conta”.

    • O Estado

      Ora, quem pagou a conta foi o Estado, o conjunto da sociedade. Um dinheiro que poderia ter sido investido, mas nunca o seria, em ações como saúde e educação para as pessoas mais carentes daquele país. Salvar o sistema financeiro e as grandes indústrias pode, o que não pode é ser “patermalista” com o cidadão.

  16. Rockefellers ortodoxos e heterodoxos

    Na mesma semana em que Michael Bloomberg decidu doar US$ 1,8 bilhão para a Universidade Johns Hopkins, a Escola de Estudos Avançados Internacionais da mesma faculdade (www.sais-jhu.edu/)instituiu uma bolsa de estudos em mestrado em relações internacionais, dentro de seu programa de estudos latino-americanos, cujo nome homenageia a vereadora Marilene Franco (“Bolsa Marilene Franco”) https://saisdcadmissions.blogspot.com/2018/11/the-marielle-franco-fellowship-fund.html,

    Da mesma forma que patrocionou a fundação da Escola de Chicago, a família Rockefeller também financiou o estabelecimento daquilo que pode considerar uma das quintessências da educação superior progressista nos Estados Unidos: a The New School for Social Research, hoje um dos braços da universidade The New School, em Nova Iorque.

    Num momento em que o Brasil se perde num retrocesso enorme ao relevar temas de escolas sem partido, moralogia e religiosidade no Estado, uma reflexão que merece um aprofundamento é o sobre o sentido ATUAL de doação das grandes fortunas norte-americanas sobre o centros de alta educação e de grandes programas sócio-educacionais. Quão os alinhamento idideológicos as grandes fortunas do capitalismo norte-americano (isso que aqui em SP a colunismo social ultra provinciano chama de “PIB Americano”) se apresentam ao fazerem as suas doações, à luz do fato de que fizeram os Rockefellers no passado, conforme exposto acima?

  17. Pois é, como diz a

    Pois é, como diz a Psicanálise: “a razão é escrava da emoção”. O desejo de que sua crença não seja desconstruída faz com que muitas pessoas não enxerguém a verdade que está bem clara sobre a ideologia da escola de Chicago. A grande crise de 2008 deveria ser a “pá de cal”, mas seus adpetos continuam a pregar o que eles acham que a mão invisível é capaz de fazer.

  18. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome