Marcha batida para o Estado Novo, por Andre Motta Araujo

Este agora é um governo que já tem raízes na História. É um governo com projeto autoritário clássico, a escalada para o fechamento do regime é de manual de livro, não precisa pesquisar muito.

Marcha batida para o Estado Novo

por Andre Motta Araujo

Na história das ditaduras o caminho mais comum é a ESCALADA AUTORITÁRIA e não o golpe com tanques. O governante pode ser eleito em eleições LIVRES E DEMOCRÁTICAS, como Hitler em 6 de Novembro de 1932, quando o Partido Nacional Socialista obteve 33% dos votos e fez dele Chanceler e que depois inicia uma trajetória de atos autoritários. Com a não resistência do “establishment”, passo a passo, até fechar o regime com a Lei de Plenos Poderes de 23 de março de 1933 (Enabling Act) e assumir a face ditatorial mas ainda com obstáculos à frente, que um a um enfrentou com ousadia e violência.

Outros processos autoritários são muito parecidos, é a ESCALADA testando barreiras sem encontrar resistência porque todos são covardes, tem muito a perder na resistência, a intimidação funciona bem contra quem não quer correr riscos, todos acham que o processo é suportável e depois tudo se acomoda, a não resistência aumenta a ousadia do autoritarismo e a escalada atinge seu clímax QUANDO O TERRENO JÁ ESTÁ APLAINADO.

O atual grupo segue o caminho clássico de todos os fascismos, mas o FAZ DE CONTA da mídia fala em candidatos para 2022 como se estivéssemos na normalidade democrática, enquanto decretos de GLO são emitidos sem cerimônia por motivos discutíveis, esperando para um ato provocador ou manifestação de rua na escala chilena para o fechamento final, via outra GLO, Vargas fez ainda melhor, sem pretexto real inventou um, o Plano Cohen.

Vargas tomou o poder em outubro de 1930 por um levante cívico-militar lastreado na cavalaria gaúcha contando com a neutralidade do Alto Comando do Exército e da Marinha e depois da chegada ao Rio com vasto apoio civil, a Junta Militar chancelou a tomada do poder. Vargas inicia um Governo provisório de 1930 a 1934, no meio do caminho enfrenta a Revolução Paulista de 1932, estica o governo ditatorial até a Constituição de 1934, MAS já com o novo projeto autoritário em marcha.

Vargas preparou o auto golpe de 10 de novembro de 1937 um ano antes, com missões secretas do Ministro da Justiça Negrão de Lima em visita a cada um dos governadores estaduais preparando o golpe. Todos aceitaram menos um, Juracy Magalhães, da Bahia. O importante é que Vargas sempre teve o plano de fechamento na cabeça, o golpe final foi acobertado por uma “fakenews”, um falso plano comunista de tomada do poder, o famoso Plano Cohen, que nunca existiu, foi uma fabricação lavrada pelo então Capitão Mourão Filho, o mesmo que desencadeou o movimento de 1964. O projeto autoritário de Vargas sempre existiu, apenas precisou de tempo para executar.

É interessante como Vargas precisou dos vaqueiros das estâncias gaúchas para desencadear sua marcha do Sul até o Rio, da mesma forma que Hitler precisou da marginalidade alemã, as SA, para chegar ao poder, depois se tornaram dispensáveis, da mesma forma que Vargas precisou dos tenentes rebelados de 1922 para sua escalada contra a República Velha, parceiros no começo, depois se tornaram intrometidos demais e inconvenientes, muitos tiveram que ser afastados. Hitler teve que liquidar com as SA e seu chefe Ernst Rohem na “Noite dos Longos Punhais”, uma autêntica queima de arquivo, mil foram executados, preço que o Exército exigiu para apoiar Hitler em 1934, os SA se tornaram uma ameaça, gente desqualificada.

AS ELEIÇÕES DE 2022

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É impressionante a pobreza das análises políticas sobre as eleições presidenciais de 2022. Apresentam-se candidatos, já são vários, a mídia especula e comenta sobre cada um, suas chances e possibilidades, alianças possíveis. Mas não conhecem HISTÓRIA? Este agora é um governo que já tem raízes na História. É um governo com projeto autoritário clássico, a escalada para o fechamento do regime é de manual de livro, não precisa pesquisar muito.

TODOS OS ATOS DO GOVERNO SÃO PARTE DE UM PROJETO NÃO DEMOCRÁTICO. A sociedade civil está sendo expelida de todos os Conselhos do Estado, há uma acelerada operação de COOPTAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS, como Vargas fez em 1937, jamais poderia haver Estado Novo sem o apoio do Exército representado na época por Goes Monteiro e Dutra. Agora, a tentativa de cooptação se dá por contínuas visitas a quarteis, para cerimonias de formatura de aspirantes, em melhoria substancial das pagas, em novos investimentos no material bélico. MAS a linha de cooptação aponta para baixo, a média oficialidade, o alto mando militar parece não se deixar convencer.

As F.A. têm longa experiência com políticos através de 4 séculos de História, às vezes aparentam servir mas  a qualquer momento devoram quem as usou, como foi com Vargas em dezembro de 1945, deposto por telefone por Dutra e em 1964, quando os políticos que pensavam usar as F.A. foram por elas devorados em pouco tempo, nada de eleições em 1965, começam os AI.

Uma tentativa de usar a tropa contra a hierarquia foi a perdição de Jango nos episódios que envolveram marinheiros e sargentos em 1964, é brincar com fogo.

Nomeações 100% ideológicas em postos chaves, recrutados em nichos de apoiadores fanáticos e de cabeça lavada, dispostos a qualquer papel, sem filtro de capacidade técnica, todo o instrumental de fechamento em marcha e o “establishment” burocrático-mercadista ainda fala em eleições em 2022?

Estarão cegos? Em 2022 existem duas hipóteses: ou o atual grupo perdeu o poder ou o regime estará fechado e as eleições, se houverem, serão apenas um teatro. Em 1964, derrubado João Goulart, JK, Lacerda e Adhemar, políticos experientes, ACREDITAVAM QUE HAVERIA ELEIÇÕES EM 1965.

Não viam diante de seus olhos o autoritarismo do novo regime? A ambição pessoal de cada um os cegou. Então os militares de 64 arriscariam o pescoço em uma derrubada de Presidente constitucional para entregar um ano depois o poder para civis? Como puderam ser tão ingênuos? Pagaram caro, cada um.

BARREIRAS PARA 2022

Três linhas de acontecimentos podem complicar as eleições de 2022, a saber

  1. AFUNDAMENTO DA ECONOMIA – Não há como a economia crescer com a atual não política econômica. A economia brasileira é um trem parado na estação, a partida só existe com locomotiva, é a criação de demanda por investimento público, algo que nem se cogita. O investimento publico foi suprimido no atual projeto neoliberal pré-histórico, os países que hoje crescem se utilizam de política monetária expansionista, EUA, União Europeia, a e Índia usam o “quantitative easing” ou planos de desenvolvimento como a China. O Brasil acredita que o mercado resolverá tudo, uma insanidade.
  2. ACIDENTE POLICIAL JUDICIAL, na linha do que aconteceu com o Presidente Collor, há elementos em fogo brando.
  3. REAÇÃO DA HIERARQUIA MILITAR a uma série de atos de governo que colocam em alto risco o futuro do País, já aconteceu N vezes na História do Brasil.
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Dois jogos de roleta, imprevisíveis, afetarão as eleições de 2022

A. AS ELEIÇÕES AMERICANAS E A POLARIZAÇÃO INÉDITA QUE RESULTARÁ DESSAS ELEIÇÕES NOS EUA E NA GEOPOLÍTICA MUNDIAL: Trump poderá ser reeleito mas o segundo mandato será infinitamente mais tumultuado nos EUA e na política externa americana do que o primeiro mandato, já não há mais o crédito do elemento surpresa, sua ficha está hoje mais exposta do que antes, algumas contas não fechadas, como o falso acordo com a China, vão aparecer.

B. A UNIFICAÇÃO DA ESQUERDA E DO CENTRO OU A SUA FRAGMENTAÇÃO DESTRUTIVA –  Tudo indica que as forças de esquerda e centro continuarão fragmentadas até 2022, a sua unificação depende de pactos de estadista que não se percebe no horizonte, MAS poderão ocorrer, como o Pacto de Moncloa na Espanha, a “geringonça” em Portugal. Não é da natureza de nosso tempo onde impera a polarização e a fragmentação, MAS a política tem caminhos insondáveis e se ocorrer muda todo o quadro político, o grande trunfo deste governo é a desunião da oposição.

FASCISMO E CONSERVADORISMO

No espectro ideológico, FASCISMO E CONSERVADORISMO são movimentos de direita, mas sua dinâmica é diferente. Os conservadores de perfil clássico operam na Democracia, dentro das instituições e nesse quadro pretendem manter seus valores. Os de extrema-direita e neofascistas precisam de um ESTADO AUTORITÁRIO e não democrático, seus valores só podem ser impostos numa ditadura. Podem até não conseguir, mas essa é a meta.

O VALOR DA AUDÁCIA

“L´audace, toujours l´audace”, célebre frase de Danton, o grande instrumento dos autoritários clássicos, pessoas medianas, mas com uma qualidade rara, a AUDÁCIA. Se ninguém os breca vão em frente, Mussolini, Hitler, Vargas, Peron, de longe pareciam banais, mas eram audaciosos e contavam com a sabedoria em perceber que o “establishment”, o conjunto de forças no Parlamento, no Judiciário, na Burocracia, nos Mercados é COVARDE.

Nos tempos modernos, que tal Trump? Maior audacioso não existe. Um profissional, conseguiu intimidar o partido de Lincoln, o Partido Republicano, onde vemos um rastejante Mitch McConnel em um papel ridículo de capitão do mato de Trump com chicote na mão mantendo no cercado todos os Senadores Republicanos com poucas exceções, a maior das quais Mitt Romney.

Trump é um símbolo do autoritário apenas contido pela estrutura mais sólida das instituições americanas, mas ainda assim o estrago que fez, faz e fará é maior que duas guerras mundiais, rachou o Pais, rompeu alianças sólidas com os mais tradicionais amigos dos EUA, criou conflitos artificiais, como com o Irã, iniciou guerras comerciais, com a China, Canada, México, União Europeia, só falta o Japão, favoreceu a Rússia na Síria, jogou a China no colo da Rússia. Trump já é e reforçará o DECLÍNIO DOS EUA COMO POTÊNCIA, todos seus atos em política interna e externa tem como único objetivo seus interesses políticos pessoais e não os do País. Trump já é em si o resultado de uma perda de poder geopolítico dos EUA, mas ele reforçou, em muito, essa trajetória, é o pior Presidente da história dos EUA.

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Bolsonaro é um audacioso clássico, tem o brilho da audácia nos olhos, é um político especial, tem fé cega em seu destino, a ambição dos líderes.

Já os titulares das famosas “instituições”, tem medo de pio de pássaro, jamais vão arriscar a pele para enfrentar a audácia que está acima deles.

Fingem que está tudo normal enquanto a ESCALADA AVANÇA, fazem de conta que a Democracia resistirá quando ela já está sendo minada, fazem de conta que o bicho papão não é assim tão mau e que as INSTITUIÇÕES RESISTIRÃO. Na Itália, dos anos 20, nem a MONARQUIA resistiu, a Casa de Savoia foi submetida pelo Fascismo, o Rei fingindo que reinava, mas o Poder estava com Mussolini.

Na Alemanha de Hitler, os poderosos industriais do Ruhr achavam que Hitler era um acidente de percurso, passageiro, afinal a República de Weimar era tutelada pelos Aliados de Versalhes, como Hitler ousaria desafiá-los? Hitler foi testando o terreno, cautelosamente, primeiro fez acordo com o Exército que, mesmo reduzido por Versalhes, era uma poderosa instituição. Depois testou os Aliados ocupando a Renânia, em 1935, os Aliados não reagiram, depois anexou a Áustria em 1938, os Aliados não reagiram, enquanto isso liquidou com o desemprego de 40% com a indústria bélica rearmando a Alemanha numa escala nunca vista.

Mesmo com o rearmamento pesado, os Aliados não reagiram, depois ocupou a Tchecoslovaquia com a concordância da França e Inglaterra, fruto pela COVARDIA explícita de Chamberlain e Daladier. O avanço só encontrou barreira já tarde demais, com Churchill que avisava o que iria acontecer desde 1935. Churchill via claro, era o único em uma multidão de cegos e covardes.

Quando Hitler invadiu a Polônia em 1º de setembro de 1939, o Fuhrer pensava que os Aliados não reagiriam. Pela primeira vez errou porque não previu que um Churchill apareceria no horizonte, a covardia inglesa acabou.

É espantosa a crença numa normalidade das eleições de 2022, cegos absolutos caminham para o cadafalso com análises do mundo das fantasias nos jornalões e na mídia de elite, como se a extrema direita costumasse entregar poder que duramente conquistou. Mas é claro que este é apenas um palpite que pode estar errado, ninguém é dono da verdade, eu mesmo tenho as maiores dúvidas sobre minhas rasas opiniões. A ver.

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13 comentários

  1. Um fato que me deixou assustado foi quando a PM, numa cerimônia em SP com Dória e Bolsonaro, vaiou Dória e aplaudia Bolsonaro, tendo como Cheerleader a figura patética do Major Olímpio. O plano de Bolsonaro é tornar o andar de baixo das PMs e das forças armadas fieis a ele e não aos seus superiores. Se há algo que Bolsonaro detesta com todas as sua forças não é a esquerda, mas o alto comando do exército, pois este conhece muito bem a sua mediocridade e ambição desmedida. Se conseguir essa ligação direta com o andar de baixo das forças armadas, ele deixa claro que ele só sairá do poder a custa de um banho de sangue. Vamos torcer que esse projeto desse doido falhe, assim como falhou o de Collor de se tornar um novo Fujimori.

  2. Só o fato de haver milhares de militares com MAMATAS em postos chaves no governo como nunca antes visto na história do Brasil,por si só já diz muito, este governo antiestatal chegou até a criar uma estatal (mamata)para os militares,ora eles sabem q a economia e o Brasil não vai melhorar porcaria nenhuma é um governo “pra meia dúzia” de pessoas e o q fazer com o restante ? Os militares demoraram muito pra chegar ao poder e não vão entregar o filé mignon assim fácil,fácil, o poder corrompe, por isso a pauta imprescindível da segurança pq o problema são os bandidos e não a economia,falta de investimentos,desemprego,venda do patrimônio nacional,precariedade,todo o sistema do Brasil(mídia, Instituições e etc..) sempre procuram um disfarce para a REAL SITUAÇÃO do País,olha com certeza a coisa aqui não vai dar certo e quando acontecer vai estar colada bem na testa dos militares antinacionais entreguistas daí é preciso manter as coisas “pra meia dúzia” à base da bala ou do chicote (escravidão)como preferirem,só q tem uma coisa,este país é imenso e complexo será preciso observar muito e agir cirúrgicamente pq a derrota(nossa)já é praticamente certa,as circunstâncias teriam q mudar muito,o país está vivo e as massas se movimentam, o governo Bolsonaro continuará fazendo estragos,a mídia/igrejas mentindo,manipulando,distorcendo,agora cada pessoa terá q olhar para os lados e dizer:É isso mesmo q tá acontecendo!?

  3. Eu achava que a queda da atividade econômica iria irritar até seus grandes apoiadores e isso poderia derrubá-lo. mas com a queda da Selic e a economia no pagamento dos juros, ainda vai sobrar dinheiro para aumentar o investimento interno, a contra-gosto do Paulo Jegues.
    É lamentável depositar a minha última esperança no câncer de estômago do Bolsonaro. Todos sabem que tem. Vai que ele volta com mais força.

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    • Esta economia com os juros da selic não será suficiente para sustentar as coisas.
      E não vai adiantar atrasar ad eternum a concessão de aposentadorias nem acabar com o minha casa, minha vida.
      Deram aumentos salariais substanciais ao judiciário e aos militares. Abriram um rombo gigantesco na previdência com a reforma trabalhista.
      A dívida está explodindo assim mesmo pela queda acentuada das receitas e a recessão que não acabará nunca se mantiverem esta política econômica suicida., política externa que briga com os maiores parceiros comerciais, etc vide a queda dramática do saldo comercial externo.
      Este é um governo de incompetentes.
      Já estão consumindo rapidamente o único escudo que tínhamos, as reservas cambiais.
      Até o fim do ano que vem estaremos de pires na mão na porta do FMI. Podem anotar.
      Se por acaso, quando a grande desgraça cair sobre o Brasil, houver protestos da população, inclusivre daqueles palermas de verde amarelos a polícia estará pronta para dar muita porrada e muito9 provavelmente entraremos em uma ditadura violenta.
      Concordo com TUDO que o André escreveu neste post. Ou interrompemos estes malucos o mais rápido possível ou o Brasil estará liquidado.

  4. O Estado Novo apesar de autoritário não era fascista na acepção ideológica. Era positivista, como ainda o é boa parte da sociedade brasileira.
    Ao contrário da atual economia, o Estado Novo era desenvolvimentista e prezava pela industrialização brasileira. Agora o projeto vigente é do FAZENDÃO. A volta da plantation, retorno ao século XVI e meados do século XVII. Só falta oficializara a escravidão.
    O Estado Novo aplainou terreno à direita e a esquerda. tornou proscritos integralistas e comunistas.
    Como uma locusta, devoram o pais sem que se mova um dedo para tentar parar processo destruidor.

    Quanto aos Republicanos são vítimas da própria ignorância de sua ganancia insensatez. Lincon teria vergonha deles hoje, e na atual tocada caminha para uma extinção como a dos dinossauros.
    As eleições de 2022, serão como as da Republica Velha, um jogo de pôquer que daria inveja à Máfia.

    • Usei a figura do Estado Novo como retorica, pode-se adaptar a dinamica do autogolpe como modelo mas sei que o projeto de Vargas era nacional desenvolvimentista e não entreguista, embora
      em alguns aspectos o Estado Novo varguista tivesse elementos do fascismo de então, como
      o Departamento de Imprensae Propaganda, o DIP, calcado nas Ministerios de Propaganda da
      Alemanha e da Italia, tambem com o culto à personalidade de Vargas nas escolas, repartições,
      imprensa (controlada) e eventos mas concordo que Vargas tinha uma visão de progresso que
      era derivada do positivismo impregnado àquele tempo no Rio Grande do Sul.

  5. Rasas opiniões? Desde que comecei a acompanhar as análise de Nassif e do André Araujo, percebo que Nassif tende a ser mais torcedor, aquele que acredita que pode dar certo. AA consegue expor com uma tranquilidade este quadro insólito da politica brasileira que leva todos nós cordeirinhos para o abate final. Difícil acreditar apenas que um sujeito como Bolsonaro, de uma mente tão pequena, possa ter a idéia de tudo isso que foi proposto neste ensaio de Andre Araujo. Por isso é que acredito que existem outras forças por detrás deste pulha!!

  6. Então a foto no celular deveria ser de Vargas e não de Hitler. A doutrinação destes 90 anos, ainda perturba consciências brasileiras. Mas começam a lembrar do Estado Novo, de Ditadura Caudilhista Assassina e seus porões. Alguém, aqui ao lado, lembrou até de Filinto Muller !!! Queremos entender como chegamos até aqui endeusando um Ditador Golpista e Assassino e o prolongamento de seu Projeto através do Nepotismo Institucionalizado dentro do Estado Brasileiro mantido por sua própria Família? E Parceiros? Um Fascista tem seu projeto mantido e preservado por Figuras que prometem uma Revolução Socialista e Democrática. E se tornam ícones desta batalha: Leonel Brizola, João Goulart, Ivete Vargas, Tancredo Neves, Juscelino Kubscheck, Carlos Prestes,…E não chegamos até uma Democracia Liberal e Republicana até hoje? Como isto não aconteceu?!! Abacateiro não produz maçãs?!! Somos a Pátria da Bipolaridade e Surrealidade. É inacreditável !! Leonel Brizola e João Goulart não produziram a Revolução Socialista sobre a plataforma do Projeto de seu cunhado, o Ditador Fascista Getúlio Vargas? Mas como?! Nossa Democracia projetada por seu Familiar Tancredo Neves, que liga a década de 1930 até os dias atuais de 2020, na figura de seu neto, projeto nepotista Aécio Neves, não produziu ainda, este Estado Republicano Democrático Liberal? Não foram Nosso melhores anos, diga para Nós Filinto Muler? DOI-CODI para esconder Memórias do Cárcere? Por que será que não alcançamos Eldorado? Aliás, agora encontramos. Coincidência? Um Paulista no comando da Nação, depois de 90 anos. Afinal, estamos na Pátria das Coincidências. Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

  7. Parabéns André pela análise. De fato a sociedade civil está num beco sem saída. O monopólio da violência já está nas mãos do presidente paraquedista. As polícias, milícias, quarteis, todos em posição para conter qualquer ameaça ao governo atual.

    O povo nas urnas não terá chance, afinal o presidente paraquedista já disse que “só perde a eleição se as urnas forem fraudadas”. O congresso que é alvo fácil. O judiciário já foi ameaçado e ficou por isso mesmo.

    A dúvida que fica é o que está por trás dos “anseios democráticos” da globo e seus satélites, que não cogitam a menor possibilidade de não haver eleições justas em 2022 e, mais que isso, exalam confiança de que elegerão um perfeito fantoche para substituir o presidente paraquedista.

    A democracia é um grande negócio para o sistema globo. Presidentes democráticos podem ser chantageados ad eternum e seus subordinados podem ser cooptados e jogados uns contra os outros. Dessa forma, a editoria de política controla a agenda governamental e impede que o governo alcance altos índices de aprovação. Um ciclo muito lucrativo. Em um governo autoritário, portanto, a globo perde um grande negócio.

    PORÉM a globo também tem muito a perder desafiando a conjuntura que se avizinha. O inimigo está literalmente se armando e está disposto a rasgar a constituição. E se adaptar a um governo autoritário não é novidade.

    O tempo dirá o que está por trás deste comportamento.

  8. O “Centro” JAMAIS se unirá a esquerda. Porque o que importa é o programa econômico. E o programa econômico do Centro é o de Bolsonaro. O centro só se une a esquerda se está renunciar a seu program econômico e botar o centro para continuar comandando a destruição do país, mais de sapatênis ao invés de botas.

  9. Um imbecil como o Bozo?
    Só um povo igualmente imbecil para ser “digno” de tal azar.
    Realmente é complicado pensar em 2022. Tá com cara de termos, realmente, uma fachada de eleições.
    O fato é que nossos militares são diferentes, também: odeiam esse país, esse povinho, essa terra e essa desgraça!
    Só quem tem “sangue azul é que sabe”.
    Como eu digo, a ruptura institucional deu nisso. Esse bicho de sete cabeças.
    Escorraçado do poder o PT aprendeu: agora é só fachada, e vamos ao que interessa, vamos ao poder. Agora a esquerda se tornará neoliberal e entendeu que “as reformas foram / são necessárias.
    Em uma geração o Brazil se tornará um “Porto Ricão”, ou uma “Colombiona”.
    O fim das aposentadorias, a lei do teto, etc. Afora isso, temos o entreguismo. Esse entreguismo é mais nojento ainda. Isso tudo nos levará a uma condição de pobreza digna de uma revolução cubana ou iraniana.
    Prezado André, fui muito, muito, muito pobre. Li os jornalões por 30 anos. Hoje me proíbo de assistir televisão ou ler jornal. E, por uma imposição da vida, aprendi a ganhar algum dinheiro e a conhecer um pouco o mundo dos negócios.
    Mas eu sei na pele o que eu passei e como.
    Não tenhamos ilusões, dessa vez vai ser pior.

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