5 de junho de 2026

Nada de estranho na segunda onda somente leitura errada de resultados, por Rogério Maestri

Alguns colegas articulistas começam a pensar em teorias conspiratórias porque começam a comparar abacates com laranjas.

Nada de estranho na segunda onda somente leitura errada de resultados

por Rogério Maestri

Alguns colegas articulistas começam a pensar em teorias conspiratórias porque começam a comparar abacates com laranjas.

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Para comparar não só a variação da letalidade do Covid-19, mas também o que está ocorrendo entre a primeira e segunda onda na Europa, é preciso dispor de dados corretos e não utilizar sem nenhum conhecimento os dados do Wordometer que é disponibilizado on-line, resumindo em uma tabela toda as quantidades de casos, de óbitos e de exames sobre o vírus SARS-CoV-2, as pessoas tomam por exemplo os gráficos de casos e de mortes que são apresentados neste site, como por exemplo da França.

Antes que as teorias conspiratórias progridam, vou colocar três gráficos, dois provenientes do Wordometer e outro em que aparecem os dados oficiais franceses.

Vamos olhar com cuidado para mostrar que não há nada de surpreendente na segunda onda que não era de se esperar.

No gráfico do governo francês (o terceiro gráfico) aparece não só o número de casos, como também o número de pessoas testadas e dadas como positivas e negativas, o gráfico mostra a esquerda o número de pessoas testadas ao longo do tempo e se vê que de menos de 150.000 testes por semana epidemiológica na primeira onda, os franceses passaram a testar mais de um milhão de pessoas por semana.

Também é interessante notar que nas primeiras semanas, como os ensaios eram escassos, somente as pessoas mais comprometidas e com sintomas mais graves da doença se submetiam a testes, logo dos “diagnosticados”, ou seja, os que testaram e deram positivos eram contados como doentes, no momento em que os testes se vulgarizaram mais pessoas foram testadas e os assintomáticos começaram a ser contados como doentes do Covid-19. Essa condição de assintomáticos serem contados como doentes certamente ocasionará um número de óbitos muito menor do que no início da pandemia.

Como desde fevereiro venho olhando dados do Covid-19, começo a ficar habituado a enxergar as sutilezas da pandemia e faço uma sugestão a quem não olhou nem se preocupou muito com os dados da pandemia:

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3 Comentários
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  1. Bo Sahl

    18 de outubro de 2020 8:41 pm

    Não sei se há aí uma generalização ou se é uma resposta a um post específico de alguém que queira preservar, mas acrescento o seguinte, além da mencionada interferência da maior testagem:
    1) O ciclo da doença, seja de 14 dias ou quantos forem, oferece um atraso na relação de casos e mortes. Portanto, quando o n.de casos cresce / acelera, o n. de mortes só “reagirá” (crescerá relativamente) após este ciclo, sempre em atraso.
    2) Como a taxa de letalidade é, por definição, n.de mortes / n. de casos, desconheço onde arrumam taxas de “0,1%” (?) ou que tais. Esta taxa hoje está em 2,8%, que se não é alta nem por isso é baixa, posto que quantitativamente enorme (>1,1 milhão de mortos) em relação ao enorme n.de casos (>40 milhões) e rara disseminação. Já esteve acima de 7% no mundo (e no braZil) e acima de 12% (até 15%) em alguns países. Mas até então nunca foi “decimal”.
    3) A taxa de mortalidade (mortes por população) embora sinalize alguma coisa, só será significativa mesmo ao FIM da pandemia pois, a menos que cresça menos que a população relacionada (difícil), será variavelmente crescente até o fim.
    4) Além da maior testagem (que agrega hoje ~97% de recuperáveis), o aprendizado já obtido (máscaras, limpeza, distanciamento, EPI’s, tratamentos mais eficientes (embora sem curas), treinamentos, experiência adquirida, permitiram reduzir a letalidade.
    Portanto eventuais conspiracionismos teriam que envolver diferentes e contrários: comunista e capitalistas, reinos e repúblicas, democracias e ditaduras, pobres e ricos, cultos e ignorantes e por aí vai.
    Erros podem existir, óbvio. Mas um “grande plano” de > 40 milhões de casos e > 1 milhão de mortes é coisa pra ingênuos e imaginativos.

    1. ROGERIO D. MAESTRI

      19 de outubro de 2020 1:09 am

      Na tua primeira primeira frase do comentário está a origem desse artigo, procure um pouco.

  2. Assis

    18 de outubro de 2020 10:26 pm

    Somando ao comentário acima. Houve aprendizado em todo mundo. Perdi um a amigo de 40 anos pelo Covid em Abril, o tratamento era ruim (até cloroquina ele recebeu) e começava tardiamente. Em setembro, um amigo com mais de 70 anos pegou, chegou a ficar um dia na semi intensiva. Mas, foi tratado desde os primeiros sintomas. Hj tah bem e curado!

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