Reações religiosas à retirada de “gênero” no plano de educação de Santa Catarina

Artigo de Eduardo Meinberg e Odair de Souza concluíram que o ideário religioso teve forte impacto em decisão de não incluir estudos de gênero no plano, a partir da noção de homem e mulher (héteros) como algo dado naturalmente por Deus

Gênero e Diversidade na Escola ou Ideologia de Gênero? Reações religiosas a um Plano Municipal de Educação de Santa Catarina

Da Revista Poder e Cultura, v.5, n.9, p. 330-349, 2018.

Por Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão e Odair de Souza

Analisaremos neste texto algumas das maneiras como concepções religiosas interferiram na formulação de políticas públicas no município catarinense de Paulo Lopes (Santa Catarina), culminando na retirada do termo gênero de seu Plano Municipal de Educação (PME).

A justificativa para tal exclusão se deu a partir da fomentação da falaciosa expressão “ideologia de gênero”, que procura instigar um determinado sentimento de caos social fundado no suposto “fim da família brasileira”.

Os resultados alcançados pela pesquisa realizada foram, entre outros, que o ideário religioso teve forte reverberação na decisão dos/as vereadores/as para não incluir os estudos de gênero no PME de Paulo Lopes, a partir da noção de homem e mulher (héteros) como algo dado naturalmente por Deus.

SOUZA-Odair-MARANHAO-Fo-Eduardo-Meinberg

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Fake news e discriminação potencializam danos do coronavirus, por Arnaldo Cardoso

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome