Uma esquerda conciliadora ou revolucionária, por Rogério Faria


Montagem: Carta Maior

Por Rogério Faria

Lula e Guilherme Boulos estão pelo Brasil na construção de um programa de esquerda que se torne um contraponto ao atual avanço neoliberal. Há uma característica fundamental que diferencia as propostas: uma é conciliadora, a outra é revolucionária. Para onde vai a esquerda?

Em sua caravana pelo Nordeste, 25 anos depois da histórica primeira caravana pelo Brasil, o ex-presidente mais popular de todos os tempos se pôs dois objetivos: ouvir o povo e levantar o moral da tropa. Assim, ele sai gerando imagens de esperança (nas lentes do fotógrafo Ricardo Stuckert) e proferindo discursos emocionantes. Ao mesmo tempo em que justifica a aproximação com adversários em nome da governabilidade, ele afirma que desfará as maldades do governo Temer, mas (e aqui é fundamental) aquilo que for possível.

Já Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, encabeça a iniciativa suprapartidária Vamos!. Ele se propõe elaborar um projeto com participação popular com reuniões pelo país e por meio do endereço vamosmudar.org.br. O evento de lançamento ocorreu nesse fim de semana em São Paulo. Como pedra fundamental do programa a ser elaborado, declaradamente anticapitalista, Boulos foi claro: “Vamos desfazer todas as medidas tomadas pelo governo golpista”… sem “mas”.

Assim, Lula volta a propor a inclusão do pobre no capitalismo. Boulos assume seu projeto socialista, ao qual outros lhe fazem coro, como Marcelo Freixo (Psol), presente no lançamento. Lula tem que convencer o mercado que seu programa dará lucro, de novo. Boulos tem que derrubar o mercado.

Leia também:  Os espalhadores secretos de Covid-19 que alimentam a pandemia no Oriente Médio

São duas propostas completamente distintas para o país. São duas propostas completamente distintas para a esquerda. Sem considerar outros grupos/movimentos assumidamente revolucionários que vão se fortalecendo, como o Movimento Revolucionário do Trabalhador.

A estratégia de Lula, com reconhecidos avanços sociais no passado, já provou que não sobrevive sem a sua presença. E funciona enquanto tem a benção do capital, enquanto dá lucro. Já a de Boulos pretende ser definitiva. Mas a questão que se coloca é: Ela é viável dentro dos limites do Estado de Direito?

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44 comentários

  1. Se ser conciliador for

    Se ser conciliador for sinônimo de apanhar de todo mundo e ficar quieto, eu não quero. Não quero ve um governo fazendo coisas maravilhosas na economia, ver o pobre comprando, estudando e progredindo enquanto o mesmo governo paga pra mídia inimiga bilhoes de reais pra apanhar dia e noite sem cessar. Nao quero ver brotando de cada redação de jornal um troglodita atrás do outro pra arrebentar com o governo com discuros rasteiros e o governo vindo de republicanismo e bons modos. Não quero ver o governo escalar no judiciário um inimigo atrás do outro com medo de contradizer a lógica cabal que deve-se governar com amigos e não com inimigos. E isso sempre valeu também no juciciário. Não quero ver quem eu elegi apanhar de mequetrefes como cunha, moro, aécio e míida em geral e quando indagado dizer que faz parte da democracia. Afinal, não quero viver eternamente nas cordas porque o governo que eu elegi não assumiu na prática o cargo que eu lhe confiei. Não quero autoritarismo, mas também não quero molóides. So isso !!!

  2. leitura parcial da

    leitura parcial da conjuntura, porque  reduz as ações de Lula a peregrinar pelo nordeste  e fotos  e discursos emocionais,como se não houvese debaes sobre programa ao ladoo idsso, feitos pelo PT, Isntiuto Lula a Frente Brasi Popular e outros segmentos do entorno políticpo de Lula.Me parece precocnceituosa mesmo

  3. A proposta de Lula parece ser

    A proposta de Lula parece ser mais viável nesse momento, mas tanto ele quanto quem estiver a seu lado não pode repetir o erro de deixar a iniciativa privada tomar conta do que é público. Quando o poder econômico privado se sobrepõe ao poder político, público, bem… é isso que estamos vendo agora: de um lado 1% e diminuindo; do outro, 99% e aumentando.

    De qualquer forma, a iniciativa privada vai sempre tentar corromper a missão do público (a saber, tentar minimizar os danos que o Capitalismo, querendo ou não, por mais boa vontade que tenha, causa… como tem causado nesses últimos 150, 200 anos).

    É preciso ter atenção redobrada quanto à comunicação em massa. Por exemplo a TV pública, em que pese cuidado para não se tornar TV do governo, não pode ficar em mãos privatistas, nem nos mais baixos escalões. É só ver os acusadores da Lava Jato que se nota o prejuízo que causa gente no serviço público mas a serviço de si mesmo, da iniciativa privada. Mas no geral qualquer hegemonia, cartelização ainda que tácita, não deve ser permitida, seja no ramo que for. Até para que se faça um capitalismo “saudável” – se é que isso existe -, com concorrência e tudo. (Bem… minimamente saudável acho que até dá. O que não dá é um capitalismo sustentável, estável. Mas como a gente vive um dia após o outro, por enquanto é o que é possível, acho.)

    Além disso parece que Lula tem trânsito mais fluente do que Boulos com a classe política que comporá o próximo Legislativo federal e no âmbito institucional internacional.

    Se o objetivo é dar condições para que nosso país prospere como um todo, independa de outros países e se afirme como soberano, defendendo nossos interesses (pelo menos enquanto globalização for mera quimera, enquanto houver países que se atacam e se protegem), é preciso que o maior número possível de cidadãos brasileiros tenham condições infraestruturais para prosperar e sintam orgulho pátrio. E essas condições não apenas a iniciativa privada não dá como o estado tem a obrigação de dar. Questão de misteres, missões.

     

  4. Tudo ao mesmo tempo agora

    Os dois movimentos são um.

    Boulos e Lula são um.

    Mas que fique aqui entre nós, ao pé do ouvido.

    • Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

      E, porventura, quem vê a realidade deve se abster de transformá-la?

      Não entendi

        • Talvez esteja lendo

          Talvez esteja lendo “revoluções” no sentido de ação violenta e revoluções não acontecem assim necessariamente.

          Mas objetivamente, qual a ação propõe como melhor para a situação atual?

          • Nao tenho vara de condao nem bola de cristal

            Nao basta nao querer uma dada situaçao p/ automaticamente estarmos capazes de fazer com que ela desapareça. Eu tb adoraria que tivéssemos uma populaçao conscientizada politicamente e que desejasse fazer uma revoluçao. Isso é sonho de esquerdista juvenil (ou de velho caduco…). Eu ainda lembro bem de 68 e dos anos 70. Repeteco nao.

  5. Caro Rogèrio
    Ontem, 28/08,

    Caro Rogèrio

    Ontem, 28/08, Boulos esteve em Sorocaba, junto com Gilmar Mauro e Ruy Fausto.

    Pelo que entendi, ele se mostra favorável a uma frente ampla, mas, ente os inúmeros mas, colocou a necessidade de se dar um passo a frente, organizando a população. De forma a resistir a futuros golpes, como aconteceu na Venezuela, em 2002,  na tentativa de golpe, e salvaguardar direitos adquiridos, entre outras coisas a serem discutidas.

    Saudações

  6. Lula e Dilma conciliaram – e

    Lula e Dilma conciliaram – e olha só o resultado. Sob Lula, talvez foi a única vez em que ricos e pobres ganharam – sendo que, óbvio, os ricos ganharam bem mais que os pobres. Só que esses mesmos ricos que ganharam tubos – bancos à frente – não pensaram duas vezes em apoiar os seus algozes quando viram que, devido ao desastre econômico de Dilma, o único jeito do país não ir pro brejo e os ricos pagarem mais. É mais fácil um camelo entra num buraco de agulha do que rico brasileiro querer pagar a porcentagem de impostos que paíss desenvolvidos exigem dos ricos. Hoje, na prática, o país segue uma política econômica em que o rentismo dos bancos têm que ganhar tudo, mesmo que custe a quebra total dum país. 

    Aliás, nem Lula pode dizer que essa traição por parte de uma elite que ganhou muito com ele é inédita. O mesmo aconteceu com JK. Os empresários e empreteiros que ganharam rios de dinheiro com ele não pensaram duas vezes em abandoná-lo quando veio o golpe de 64. 

    • Comentário perfeito!

      Fiz um comentário tentando sintetizar esse infantilismo (Boulos e Freixo). Mas seu comentáriom, marcio r, diz tudo o há para dizer sobre chamarem Boulos e Freixo de revolucionários.

  7. Primeiro votei no PT pela

    Primeiro votei no PT pela mudança, depois votei no Lula pela convicção, votei novamente no Lula pela esperança e no desespero votei na Dilma. Hoje, vejo novamente o Lula defendendo os mesmos conchavos, com o mesmo discurso populista sem apresentar nada de novo, mesmo depois de apanhar tanto a “esquerda burra e incompetente” lulista não aprende, perdi a fé. Não vejo conciliação possível entre esquerda e direita no Brasil.

     

    https://www.brasil247.com/pt/247/alagoas247/313935/Lula-justifica-alian%C3%A7a-com-Renan-e-apoiadores-do-'Fora-Dilma‘.htm

    https://www.brasil247.com/pt/247/rio247/314351/Presidente-do-PT-no-Rio-defende-que-partido-seja-%E2%80%9Clulista-burgu%C3%AAs-e-reformista%E2%80%9D.htm

    esquerda burra e incompetente que perde de uma direita mais burra e incompetente ainda. 

     

     

  8. A proposta de Boulos só se

    A proposta de Boulos só se torna viável com muita porrada e mortes do lado do povo desarmado e após o baixo clero  das tropas enjoar de matar seus próprios conterrâneos. A história da humanidade está cheia de exemplos que merecem ser estudados. Assumindo que se tenha sucesso, teremos que seduzir o resto da América do Sul, para enfrentarmos juntos, com o apoio dos BRICS o cêrco econômico e tentativas de invasão, que certamente virão.

    A proposta de Lula vai requerer muita luta, também, mas alinhará as Forças Armadas e a Igreja Católica na construção do que seria a verdadeira social-democracia com todas as reformas que se fazem necessárias ao fortalecimento do Estado Nacional, como indutor e regulador do processo econômico voltado para a criação de uma sociedade mais igualitária, de classe média, que seria o motor do desenvolvimento da nação. É claro, que no início do processo de tomada das rédeas da nação, terá que ser formada uma Assembleia Constituinte que defina com exatidão a forma de governo que a maioria pretende para o país, mantendo os grandes monopólios de mídia, claramente infiltrados de práticas não-nacionalistas, sob forte controle, de modo a permitir um verdadeiro debate. Sem dúvida não se pode ser ingênuo de achar que não haverá reação externa, e, é esta a razão pela qual deveremos estar muito unidos, como povo, para resistir a esses assédios.

    Espero que a esquerda tenha a maturidade de perceber que se o caminho não for endossado pela maioria absoluta da população, o risco é o de fabricarem por aqui uma primavera síria…Que não se olvide o fato de que o Império está sofrendo abalos em todo o mundo e está desesperadamente tentando cravar suas garras na América do Sul.

    • Mas já ha muita porrada e mortes do lado do povo

      A proposta revolucionária do Boulos é a conseqüência das porradas e mortes do lado do povo. Portanto, se estiver certo, a proposto do Boulos é viável.

      O baixo clero  das tropas jamais enjoarão de matar seus próprios conterrâneos. Vide a quantidade de chacinas praticadas pelos lagartinhos do sistema pelo Brasil afora.

      Qual’é? Você acha que a violência nas favelas do Brasil é menor do que na Síria?

      “Antes um fim com terror do que um terror sem fim!” – Karl Marx

    • Caro Mariano
      Esqueça essas

      Caro Mariano

      Esqueça essas forças armadas que está ai. Hegemonicamente são pelegos, capitães de mato. 

      A igreja católica está em abalo, saiu de dois papas ultra reacionários, para um mais “trabalhista”, que não sei ainda como não o afastaram da vida.

      Tenho ainda em mente, o discurso de um padre, em 2013, reacionário, com o “Fora Dilma”, e o  mesmo padre, pos Papa Francisco, menos canalha.

      Mas organizar o povo para resistir deve ser parte importante, assim como, reformular o exército, com brigadas Marighelas, Lamarcas ect e tal. Entre outras coisas.

      Saudações

       

  9. Estado de direito?

    Qual estado de direito, cara-pálida?

    No Brasil estamos em estado de excessão desde o chamado mensalão, e cada vez piora. O capital declarou alto e bom som que não quer mais conciliação, agora é guerra, e o povo brasileiro está perdendo.

    É preciso tomar um lado nessa guerra. Você prefere o Dória?

     

     

  10. Ambos estão corretos

    Quanto melhor sucedidos forem – Lula e Boulos – mais difícil será para os agiotas do grande capital combatê-los.

    A única certeza que tenho é que não é hora da esquerda fazer autocrítica. Isso é uma estupidez sem tamanho. Só funciona na mesa de bar. Na vida real Lula, apesar da doença e da idade, finalmente seguiu os passos de Boulos e foi para rua, para junto do povo. O resultado é esse que estamos vendo. Povo fazendo política na rua é a única força capaz de derrotar a iniquidade do Golpe.

    Outra estupidez: criticar Lula por fazer “conciliação de classes”. Se até Hugo Chávez, segundo Maringoni, conciliou com a elite venezuelana ao manter propriedade privada dos meios de produção, por que é que Lula deveria seguir em caminho inverso? Isso só dá certo no boteco.

    A quimera da “conciliação de classes”. Por Gilberto Maringoni
    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-quimera-da-conciliacao-de-classes-por-gilberto-maringoni/
     

    • Esta correto seu comentário.

      Esta correto seu comentário. É melhor para a esquerda que tenha várias correntes com visibilidade. Até porque é necessario que a esquerda apresente mais de um candidato em 2018, assim como a diretia tem hoje. O  que não pode é esquecer que o adversário sao os que fizeram o golpe.

       

  11. Prefiro não entrar nessa

    Prefiro não entrar nessa piração.

    Agora, como é que um governo com mais de 90% de rejeição não cai?

    Quer dizer, tanta rejeição não forma massa crítica. Mas não vamos cair na história de 500 anos de colonização ou algo parecido; é verdade, mas não pode servir desculpa para a criação de um tipo de caráter nacional, eu daria outro nome, reificação, que é a morte de qualquer análise.

    E estão concentrados demais na figura do Lula. E sem Lula, como é?

    Não é, pelo visto.

    Quem ainda está organizado tem é que compor pra tirar o Temer e colocar o Congresso na linha, nem que seja na de fogo. OK, muito legal, só precisa agora combinar com os russos, mas não tem outro jeito.

    É na pressão, na força.

    Mas deve ser mais fácil falar mal da esquerda do que da direita. Afinal, é o pessoal da grana, a grana que muita gente quer…

    Não é só Freud que explica. Talvez Pavlov.

     

  12. Uma esquerda conciliadora ou revolucionária, por Rogério Faria

    E de qual estado de direito esta se falando, por hora vivemos sob um GOLPE DE ESTADO e com a CONSTITUIÇÃO RASGADA pelo parlamento apoiado pelo judiciario, então agora esta na “HORA DA GUERRA” como publicou o nosso Grande Jorge Amado, chega de ser escravo, vamos para o pau porque não tem outra saida … Dale, Boulos, Força e Honra – estamos contigo … !!!

  13. Esquerda revolucionária.

    Esquerda revolucionária. Sempre. É hora de instalar uma guilhotina na Praça dos Três Poderes e fazer uma limpa.

    2016 provou que com essa gente não há acordo possível. São primitivos demais, então…

  14. O MOVIMENTO DOS SEM TETO só

    O MOVIMENTO DOS SEM TETO só viverá enquanto houver ….SEM TETO  ..daí que tipo o MST ele é daqueles ENXUGA GELO que o “sistema” mantém permamente pra nortear a classe média e os emergentes de quem seriam os inimigos trogloditas e desafetos

    Verdade verdadeira é que suas soluções e opções de “guerra”não sáo sérias   ..NÂO SÃO !!!!

    LULA é a esperança de UNIÂO desta Nação, com todos os seus problemas  ..precisa sim escolher um VICE que lhe dê sustentação e indique continuidade

    SE o país conseguir desta vez desenvolver um projeto verdadeiro de HABITAÇÃO POPULAR (dizem que pra um deficit de 10-15 milhões moradias) com certeza, ao invés dos carros e consumo desenfreado de DILMA, conseguiremos manter um crescimento sustentável por mais de duas décadas

    Claro que pra isso há que se ter PLANEJAMENTO  ..qualidade, eficiência, racionalidade e transparência nos empreendimentos  ..um política voltada a restauração e reparo de MILHARES de áreas urbanas hoje favelizadas e/ou entregues a cortiços e cracolândias por exemplo

    DESFAVELIZAR o país significa INVESTIR na VIDA  ..na expectativa e na qualidade de vida  ..na saúde, educação, laser, infra, esgoto e saneamento, na PREVIDÊNCIA e segurança pública, na economia e no consumo

  15. Num estado de DIREITA, a proposta do Boulos é inviável

    Mas se seu programa é revolucionário e se ele triunfar sobre o golpismo neoliberal e sobre o reformismo de Lula, um novo estado de direito será implantado.

    Quanto ao Lula, não é mais possível a inclusão dos excluídos no capitalismo, pois os tempos são outros. A China, que crescia exponencialmente no início do século, está com dificuldades, o capitalismo nunca se recuperou da crise desencadeada em 2008 e acabou o boom das commodities.

    Não estou contra o Lula, estou com o Boulos. O MST deveria se juntar à caravana do Boulos.

    • O problema é o

      O problema é o “se”…

      Enquanto o povo brasileiro não conseguir eleger um congresso majoritariamente à esquerda, não há como fugir da proposta de Lula. Se Lula voltar em 2018, a esquerda terá que arregaçar as mangas e fazer esse dever de casa, para que essa proposta socializante possa ter alguma viabilidade de 2022  frente. E só num governo Lula poderá haver ambiente para essa politização em massa  suceder.

  16. Porque dividir quando se pode

    Porque dividir quando se pode multiplicar?

    Cabem as duas “esquerdas” cada uma no lugar em que faz seu melhor: Lula presidindo e Boulos fazendo pressão. Aliás mais do que simplemente caberem, essas duas “esquerdas” se complementam. As duas instituições estão ajustadas com perfeição ao estado democrático de direito, as duas são necessárias, legais, legítimas, imprescindíveis.

    Esse negócio de dividir as “esquerdas” é uma merda, sempre restringe a prosperidade a poucos, aos tais 1%, e desfavorece a prosperidade geral.

     

    • reitero  ..a um paradoxo na

      reitero  ..a um paradoxo na gene destes movimentos ditos sociais  ..dos enxuga gelo nada pragmaticos ..solucionam-se suas demandas (no caso moradia aos sem teto) e ele acabam, extinguem-se  ..logo  ..porque acabar com o pobre se sem o obulo não poderemos acertar nossas contas com deus ao abatermos dos nossos pecados ?

      Convenhamos ..sejamos francos ..vejam o que foram as demandas, soluções propostas, projetos e ações dessa turma nas ULTIMAS DECADAS pra concluirmos que eles mais ferraram os espaços urbanos do que ajudaram a solucionar nossos dramas (a começar pelo compadrio  e máfias existentes na comercialização dos conjuntos populares)

    • Com amplo apoio da banca.

      Quem mais agradece essa diversidade de objetivos é a banca. O Bob Setubal agradece e até se compromete a dar apoio material e logístico para qualquer um que se habilite a desenvolver uma outra proposta alternativa para mobilização de parcelas relevantes das  pujantes e operosas esquerdas revolucionárias.

  17. Freixo e Boulos

    Freixo e Boulos revolucionários? Chega a ser uma ofensa ao Lénin, que já desenhou bem esses tipos em “Esquerdismo: a doença infantil do comunismo”.

    Freixo não tem base trabalhista alguma, não representa sequer um setor operariado. Sua base social é pequeno-burguesa (artistas, intelectuais e acadêmicos). Ele não representa qualquer setor operário, camponês ou urbano. Boulos representa apenas um setor trabalhista e poderia ser uma liderança revolucionária, mas a clara incompetência desse rapaz para organizar um enfrentamento do tipo revolucionário só não é clara para os iniciantes. Um sujeito confuso que mal sabe diferenciar tática de estratégia. Ele é um bom exemplo de alguém que não sabe identificar os moviementos da direita e sai tomando peteleco como cego em briga de foice.

    A diferença entre os três (Lula, Freixo e Boulos) não está no fato de serem ou não revolucionários. Até porque nenhum deles o é. A diferença entre eles está na honestidade. Lula nunca se colocou como revolucionário, já esses dois…

     

  18. Programa máximo X mínimo: a hora dos conselhos populares

    Estamos diante da velha questão dos caminhos para construção do socialismo. Um polo reformista, trabalhando por dentro do sistema e avançando lentamente pelas brechas.  O outro polo, trabalhando por fora, construindo possibilidades de rupturas radicais.

    A saída está em combinar os dois polos, ainda que contraditórios, sem que um devore o outro. Poucas lideranças mundiais e históricas do socialismo tiveram esta capacidade e este continua sendo o tamanho do nosso desafio.

    Algumas coisas, porém, a História brasileira ensina. Todos os projetos reformistas que basearam majoritariamente sua força de transformação nas qualidades pessoais de grandes lideranças, resultaram em desastres catastróficos: Vargas, morto. Jango deposto sem resistência. Dilma      (aqui vista mais como depositária da força lulista do que como liderança), deposta com resistência bem comportada. Lula, ameaçado de prisão.

    Por outro lado, as experiências de rupturas revolucionárias tentadas sem uma ligação orgânica com contingentes populares majoritários e realmente organizados, resultaram nas conhecidas derrotas e sacrifícios de corpos e mentes brilhantes, tão caros à nossa memória política-afetiva.

    É claro que uma hora a contradição tem de ser resolvida, e na minha opinião, pelo polo que estiver mais perto de seus objetivos, sejam eles reformas mais amplas e profundas, sejam rupturas radicais. Ambos os polos devem se apoiar porque o sistema deve ser combatido em todas as frentes possíveis.

    Mas para isto é necessário que sejam de fato fraternos e respeitem-se as mútuas diferenças, no âmbito de um organismo radicalmente democrático e popular que acolha todas as tendências transformistas e cuja única hegemonia seja a votação dos coletivos nele representados.

    Conselhos, congressos populares, assembleias populares. Eu prefiro chamar mesmo de soviets.

    Eis a saída.

  19. Lula e Boulos são mais próximos do que sugere o artigo

    Essa tentativa de colocar Guilherme Boulos e Lula em lados opostos me parece mais uma dessas teses diversionistas, usadas pela direita, que pode podem ser resumidas assim: “Dividir os inimigos entre si, se possível em facções inconciliáveis, para conquistar o território e se apropriar das  riquezas”.

    Exceto Lula, nenhum outro líder político ou de movimento social possui a capacidade que Guilherme Boulos demonstra em falar diretamente ao povo, em linguagem simples, compreensível até para os que são analfabetos ou semi-alfabetizados, mas cheia de sabedoria histórica, social, política e mesmo poética – com uso de metáforas fàcilmente decodificáveis. Embora formado em Filosofia, Guilherme Boulos não usa linguagem empolada dos acadêmicos, dos cientistas sociais e políticos. Além da fisionomia parecida com a de Lula na época em que este presidia o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e liderava greves dessa categoria, Boulos capricha na entonação de voz e na postura militante, quando está num palanque, com um microfone nas mãos e em frente a uma multidão.

    O atual governador tucano de SP, Geraldo Alckmin, já percebeu isso; não foi por outra razão que a PM paulista prendeu Guilherme Boulos no dia 17 de janeiro de 2017. A justificativa que a PM alegou para prendê-lo foi “desobediência civil”. Conforme reportado pela revista CartaCapital, “Boulos estava em São Mateus para acompanhar a ação de reintegração de posse da ocupação Colonial, autorizada pelo Tribunal de Justiça. “

    Um dos erros do PT e do próprio Guilherme Boulos é mantê-lo apenas como líder do MTST. Boulos já deveria ter se lançado na política partidária e neste momento deveria estar ao lado de Lula, na caravana pelos Nordeste.

    • “política partidária”

      Na política partidária, Guilherme Boulos se transformaria em quê? Num “vicente cândido” debatendo a reforma eleitoral?

  20. Uma esquerda conciliadora ou revolucionária, por Rogério Faria

    Revolução ate agora foi feito pela DIREITA IMPERIALISTA, ou este “AJUSTE FISCAL” não e um ROMPIMENTO com o dito “ESTADO DE DIREITO”, então ja que PERDEMOS TUDO, ou O POUCO QUE TINHAMOS CONSQUISTADO – na verdade FOMOS ROUBADOS não nos resta o que perder, agora temos que entender que esta na “HORA DA GUERRA” como bem definiu nosso Caro e Querido Escritor Jorge Amado … pau nos SABUJOS LADRÕES E ENTREGUISTAS … REFERENDO JA E ATO REVOGATORIO DA ROUBALHEIRA … !!! 

  21. Lula x Ciro

    A estratégia de Lula, com reconhecidos avanços sociais no passado, já provou que não sobrevive sem a sua presença. E funciona enquanto tem a benção do capital, enquanto dá lucro. Já a de Boulos pretende ser definitiva. Mas a questão que se coloca é: Ela é viável dentro dos limites do Estado de Direito?

    O problema não é que o lulismo não possa sobreviver sem seu criador, o problema é que o seu criador não imagina ou se preocupa que sobreviva sem ele. Colocar como sucessor uma pessoa sem expressão política que sem ele não se elegeria foi demonstração óbvia desse egocentrismo do Lula e deu no que deu.

    Mas pergunto, o que interessa discutir Boulos como alternativa?!… Se existe alguma alternativa [viável] menos conciliadora do que Lula se chama Ciro Gomes.

  22. falsa polarização entre personalidades:beco sem saída

    É completamente falsa uma polarização em torno de nomes, pessoas ou indivíduos.

    Este tipo de discussão é uma herança grosseira dos tempos do stalinismo e dos vários socialismos autoritários que substituíram o debate das ideias, das posições e dos programas de ação por ataques pessoais. Devemos ignora-la.

    Nenhuma liderança é desprovida de lacunas, isenta de erros ou infalível. São todos humanos e seus defeitos e qualidades. 

    Também não vejo como as dus frentes não possam se complementar em suas respectivas áreas de atuação.

    O que se precisa, e merece, e é fundamental que se discuta é programa. Neste sentido para ficar apenas em dois exemplos didáticos:

    Valeu a pena não fazer reforma agrária para valer com o capital político que o PT teve em 13 anos no poder, para não “perder o apoio” da bancada ruralista, e que conduziu por exemplo à bizarria  de kátia abreu ser uma das mais combativas na luta parlamentar contra o golpe?

    Valeu a pena continuar garantindo os lucros recordes aos grandes grupos bancários para não “assustar” o capitalismo financeiro internacional, enquanto distribuia modestas parcelas parcelas da riqueza nacional aos miseráveis, e que conduziu à bizarria de termos um  deputado federal de Goiás, eleito pelo psdb, como presidente do Banco Central e o  “fiador da governabilidade junto ao mercado” (nada mais que henrique meirelles) durante 8 anos?

    Esta é a discussão que importa.  

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