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Cíntia Alves

Com julgamento de Lula em vista, delação da Odebrecht começa a ser questionada

 
 
Jornal GGN - Um dia após noticiar que o julgamento de Lula em segunda instância foi marcado para janeiro de 2018, a Folha de S. Paulo decidiu publicar uma reportagem que diz estar apurando há 3 meses, sobre crimes que a Odebrecht omitiu em seu acordo de delação premiada.
 
O texto mostra que os executivos da empreiteira ocultaram fatos sobre superfaturamento em dezenas de obras - incluindo a do Rodoanel, em São Paulo - fazendo o leitor imaginar quais outros relatos embutidos no acordo e espalhados pela imprensa foram comprometidos pelos interesses da empresa.
 
E por que mostrar que os delatores disseram o que era conveniente - para a empresa e para a Lava Jato - só agora?
 
A princípio, parece que Folha iniciou um movimento tímido para desqualificar a delação da Odebrecht justamente quando a condenação de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região promete sair no próximo mês. Não se conta nos dedos de uma mão as investigações que foram iniciadas contra o petista por causa da Odebrecht.
 
Ainda maior é a lista de políticos com foro atingidos, o que torna mais intrigante uma reportagem que tenta expôr os defeitos da delação.
 
Mas a ideia, aparentemente, não é a de criar problemas graves para a Lava Jato, já que os questionamentos da Folha sobre a delação não abrangem relatos escandalosos - como os que foram feitos por Rodrigo Tacla Duran, sobre o modus operandi dos procuradores de Curitiba. 
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Moro ajuda a produzir novas provas contra Lula após denúncia de fraude em documentos

Fotos: Agência Brasil

 
Jornal GGN - Após denúncias de que documentos da Odebrecht usados pelo Ministério Público Federal contra Lula podem ter sido fraudados, o juiz Sergio Moro decidiu ajudar os procuradores de Curitiba a introduzir novas evidências no processo, com uma decisão proferida na segunda (11).
 
Moro decidiu acolher um pedido do MPF para ampliar uma perícia que está sendo feito em documentos da Odebrecht obtidos a partir do sistema Drousys (um software da empresa que teria registrado supostos pagamentos de propina e outras operações no exterior). A defesa de Lula foi a responsável por solicitar a perícia, após descobrir papéis iguais com assinaturas diferentes e outros indícios de manipulação entre as provas que os procuradores apresentaram na denúncia.
 
Os advogados de Lula são contra a decisão de Moro que amplia a perícia, pois afirmam que, na prática, o que os procuradores querem é inserir "novas provas" no julgamento, o que poderia configurar mais uma violação (leia mais abaixo).
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Moro se faz de desentendido e acaba desmontado pela defesa de Lula

 
Jornal GGN - Está recheado de ironias e perguntas desconcertantes o recurso que a defesa de Lula apresentou ao juiz Sergio Moro, nesta quarta (6), insistindo em colher o depoimento do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran na ação penal em que o ex-presidente é acusado de receber um imóvel para o Instituto Lula e um apartamento vizinho ao que habita, em São Bernardo do Campo (SP). 
 
Moro já rejeitou Tacla Duran como testemunha duas vezes. E descolou várias justificativas para isso. 
 
Disse que não sabe onde Tacla Duran se encontra, já que está foragido na Espanha. O argumento é estranho, tendo em vista que o próprio juiz apontou o endereço com detalhes quando formulou uma ordem para que as autoridades brasileiras peçam cooperação jurídica internacional para processar o advogado em Curitiba.
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"É uma acusação estapafúrdia", diz Leonardo Avritzer sobre ação da PF na UFMG

 
Jornal GGN - A operação Esperança Equilibristra, deflagrada na manhã desta quarta (6) pela Polícia Federal contra a cúpula da Universidade Federal de Minas Gerais e da Fundep (Fundação do Desenvolvimento da Pesquisa), já acumula críticas por parte de professores e instituições ligadas à educação.
 
Cientista político e professor da UFMG, Leonardo Avritzer disse ao GGN que a "acusação é estapafúrdia" e que a universidade deve paralisar as atividades até que a denúncia seja "esclarecida" e as pessoas levadas coercitivamente para depor, liberadas.
 
"Não é muito clara a acusação, é uma acusação estapafúrdia, de que, na verdade, recursos de bolsas foram desviados e pesquisas não foram feitas. A UFMG está indignada e provavelmente vai declarar greve, pelo menos essa é a proposta, de paralisar as atividades até que fiquem claras as acusações e que as pessoas são liberadas," disse.
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Empresário com medo de virar réu pede audiência com PF e delata Lula sem provas

Ex-vice-presidente da Engevix não quis esperar Sergio Moro decidir se aceitaria ou não uma denúncia contra ele. Buscou a PF e disse que, por dedução, acredita que Lula e Dirceu são beneficiários de uma conta em Madri. Mas admitiu que não tem provas nem da existência da conta, nem de que os recursos iriam mesmo para os petistas
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - Virou moda entre empresários delatar o ex-presidente Lula de maneira informal para demonstrar boa vontade em colaborar com a Lava Jato e, quem sabe, cair nas graças do juiz Sergio Moro. Para isso, não é preciso nem dispor de "provas". É o que mostra reportagem do Estadão sobre o caso Engevix.
 
O ex-vice-presidente da empresa, Gerson Almada, foi denunciado pelos procuradores de Curitiba em 2 de maio. Com medo de ser transformado em réu por Moro, ele decidiu procurar a Polícia Federal e dizer que tem conhecimento de uma "suposta" conta em Madri, na Espanha, onde o lobista Milton Pascowitch supostamente depositava propina recebida a partir de contratos com a Petrobras.
 
A conta era de Pascowitch, mas os beneficiários? Os beneficiários eram Lula e o ex-ministro José Dirceu.
 
Só nos parágrafos finais é que o Estadão informa que Almada não tem provas de nada do que disse contra os petistas. Mais do que isso, ele só arrastou o ex-presidente para a delação com base em deduções. 
 
A moral da história é que há possibilidade de Pascowitch ter usado o nome dos petistas para pedir propina. Chegou até a dizer que a comissão serviria à "aposentadoria" de Lula.
 
SEM PROVAS
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Contadora que foi traída por força-tarefa de Curitiba se emociona em depoimento a Moro

Foto: Agência Brasil

 

Jornal GGN - Responsável por ter destravado a delação de Paulo Roberto Costa e entregar documentos sobre operações de Alberto Youssef que foram fundamentais para o sucesso da Lava Jato, a contadora Meire Pozza chorou em depoimento ao juiz Sergio Moro, divulgado pelo Estadão na noite de domingo (4), no momentou em que lembrou que foi bajulada pelos procuradores de Curitiba e, 2 anos depois, traída pela força-tarefa.

Meire é acusada de ter vendido um imóvel de Alberto Youssef sendo que a transação havia sido informada com antecedência às autoridades da Lava Jato. A contadora diz que tomou a iniciativa após o doleiro ser preso e deixar dívidas em uma de suas empresas.

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Procuradoria admite que Pizzolato já cumpriu as exigências para estar solto

Ex-diretor do BB e réu do Mensalão, Pizzolato cumpriu, há meses, as exigências para ter direito ao livramento condicional. Mas o processo está no gabinete do ministro Luis Barroso, que demorou mais de um ano para transferir o italiano do regime fechado para o semiaberto - mesmo com ele já qualificado
 
Foto: Mastrangelo Reino/Estadão
 
 
Jornal GGN - A procuradora-geral da República Raquel Dodge enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, um ofício admitindo que o ex-diretor do Banco Brasil, Henrique Pizzolato, já cumpriu tempo suficiente de prisão para ter direito ao livramento condicional. A manifestação ocorreu em meio a um processo conturbado, no qual a defesa de Pizzolato reclama que Barroso tem demorado muito tempo para autorizar as progressões de pena.
 
Em novembro, o GGN publicou uma reportagem mostrando que Barroso levou mais de 1 ano para transferir Pizzolato do regime fechado para o semi-aberto, mesmo com o réu do Mensalão tendo preenchido todos os requisitos necessários para a progressão de pena. O caso foi denunciado pela Comissão de Diretos Humanos da Câmara à Embaixada da Itália e ao Ministério da Justiça.
 
A demora foi tanta que, no meio do processo, deu tempo de Pizzolato preencher o requisitos para progredir para o regime aberto. Em julho passado, Barroso recebeu um novo pedido para a progressão de pena. Mas negou dizendo que Pizzolato tem de permanecer um período no semiaberto.
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Quando os problemas pessoais de Moro atrapalham a defesa de Lula

Moro impede, de novo, que Lula use Rodrigo Tacla Duran como testemunha de defesa. Duran virou desafeto pessoal do juiz depois que revelou que Carlos Zucolotto, amigo pessoal de Moro, supostamente cobrou propina para facilitar um acordo de delação premiada
 
 
Jornal GGN - O juiz federal Sergio Moro impediu, de novo, que Rodrigo Tacla Duran seja ouvido no processo em que Lula é acusado de receber vantagem indevida da Odebrecht. Segundo informações do Uol, o juiz decidiu, na terça (28), que Tacla Dura "não é digno de crédito."
 
Duran virou desafeto de Moro quando decidiu divulgar na imprensa que Carlos Zucolotto, advogado e amigo pessoal do juiz, supostamente cobrou propina para facilitar o acordo de colaboração com a Lava Jato. O GGN e DCM publicaram juntos uma série de reportagens especiais sobre a indústria da delação em Curitiba, que inclui as evidências apresentadas por Duran para sustentar sua denúncia. Entre elas, mensagens de texto trocadas com Zucolotto e um e-mail dos procuradores, com a minuta do acordo.
 
Moro decidiu não ouvir Duran sob o argumento de que palavra de criminoso não tem valor. 
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Lava Jato força delação contra Lulinha sobre caso já arquivado pelo próprio MPF

A teoria da turma de Deltan Dallagnol não poderia ser mais curiosa: como a Andrade Gutierrez é uma empreiteira íntima de Aécio Neves - a ponto de pagar propina nas obras da Cidade Administrativa - decidiu comprar o filho de Lula para ter acesso à cúpula do PT


Jornal GGN - A Folha de S. Paulo deste domingo (26) prova que os procuradores de Curitiba não pensam em dar sossego ao ex-presidente Lula e família tão cedo. O título da reportagem, "Lava Jato pressiona Andrade Gutierrez a delatar filho de Lula", expõe a criação à fórceps de um escândalo sobre a Gamecorp. E a teoria da turma de Deltan Dallagnol não poderia ser mais curiosa: como a Andrade Gutierrez é uma empreiteira íntima de Aécio Neves - a ponto de pegar propina nas obras da Cidade Administrativa - decidiu comprar o filho de Lula para ter acesso à cúpula do PT.

Ainda mais curiosa é a informação que a Folha simplesmente esqueceu de publicar: os negócios da Gamecorp com o BNDES, Brasil Telecom e Telemar (antigo nome da Oi, onde a Andrade Gutierrez tem parte) foram vasculhados pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal em 2005, e os procuradores concluiram, após anos de investigação, que não houve nenhum ato de corrupção entre as empresas que pudessem ter lesado os cofres públicos. O inquérito foi arquivado em 2010.

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Lava Jato diz que PT recebeu propina da Transpetro, só não tem provas

Sergio Moro mandou prender quem pode ter, de fato, ter recebido propina por desvios da subsidiária da Petrobras. E, curiosamente, já antecipou em defesa própria que não tem a intenção de "forçar confissões" contra o PT
 
 
Jornal GGN - A ordem foi dada no dia 25 de outubro, e ficou sob o sigilo determinado por Sergio Moro até esta terça-feira (21), quando a Lava Jato de Curitiba entrou em sua 47ª fase. Nas chamadas dos jornalões, PT e PMDB são destaques porque podem ter recebido propinas a partir de desvios que somam R$ 7 milhões. Só que, no despacho em que Moro autoriza a operação, não há sequer uma prova explicando o envolvimento dos partidos.
 
Ao que tudo indica, a operação tem raízes na colaboração premiada de Sergio Machado e outros da Transpetro, que acabaram forçando a delação de um empresário chamado Luiz Fernando Nave Maramaldo, da NM Engenharia. Ele teria admitido pagamentos ao ex-gerente da Transpetro José Antônio Jesus (detido da Bahia) e seus familiares, que foram os principais alvos dessa fase.
 
Curiosamente, Moro, ao deflagrar a operação, já sinalizou que a prisão temporária dos envolvendos não será eficiente e terá de se transformar em preventiva. Mas o juiz garante que não está, dessa forma, com a expectativa de forçar nenhuma confissão. Principalmente uma que possa preecher a lacuna que os procuradores de Curitiba deixaram em relação ao PT.
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Como a Lava Jato forçou o destravamento de delações usando uma mulher

Marcelo Auler conta em "Enciclopédia do Golpe" os métodos nada ortodoxos utilizados pelos procuradores e policiais federais de Curitiba para destravar as delações que ajudaram a derrubar o governo do PT. Como Sergio Moro vai julgar a testemunha explosiva, processada pela Lava Jato somente após decidir revelar os bastidores?

Jornal GGN - Na coletânea "Enciclopédia do Golpe", que será lançada no final de novembro em Curitiba, o repórter e blogueiro Marcelo Auler registrou os bastidores iniciais de uma ação penal que está em curso, na Vara Federal comandada por Sergio Moro, com poder de dar muita dor de cabeça aos procuradores e policiais. Isso, claro, se no establishment que circunda a Lava Jato ainda puder existir o mínimo de interesse em fazer valer as leis contra os abusos praticados na raiz da operação.

Auler detalha no livro como Meire Poza, a contadora de Alberto Youssef, foi usada pelas equipes lideradas pelo delegado Marcio Anselmo e pelo procurador da República Deltan Dallagnol para forçar delações premiadas e até mesmo produzir provas possivelmente ilegais.

Desde 2014, Meire foi para a Lava Jato, nas palavras do agente Rodrigo Prado Pereira, o que os federais chamam de “ganso”. Uma pessoa que estava muito “empolgada” para ajudar nas investigações, confiante de que não seria denunciada. A fé da contadora residia, segundo seus advogados, nas palavras do delegado Anselmo, que afirmou: "Se te denunciaram, me coloca de testemunha que vou pedir o perdão judicial."

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A história da ex-contadora de Youssef que complica a Lava Jato em Curitiba

Vídeo mostra que delegado Anselmo prometeu imunidade processual à ex-contadora de Youssef, Meire Poza, e depois voltou atrás. Mas somente após a Lava Jato ser investigada pelo ex-ministro Eugênio Aragão e Meire começar a revelar os bastidores da atuação da equipe de Dallagnol ao MPF em São Paulo
 
 
Jornal GGN - Passou batido na grande mídia, mas nesta semana o juiz Sergio Moro ouviu o depoimento do delegado que presidiu os primeiros inquéritos da Lava Jato em Curitiba, Marcio Anselmo. O vídeo, divulgado pelo canal do Estadão no Youtube, mostra o delegado sendo questionado por ter prometido imunidade processual à ex-contadora de Alberto Youssef, Meire Poza. E o descumprimento da promessa esconde mais um potencial escândalo envolvendo a força-tarefa de Curitiba e as raízes de toda a operação.
 
Meire Poza procurou a Lava Jato ainda em 2014, quando a primeira fase da operação foi deflagrada tendo Youssef como alvo. Ela colaborou com documentos e relatos que o delegado Anselmo reconhece, diante de Moro, que foram essenciais às investigações. 
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Perseguição, discriminação e autoritarismo: o caso Barroso x Pizzolato

Depois demorar 1 ano para conceder a Pizzolato o direito de migrar do regime fechado para o semi-aberto, ministro do Supremo Tribunal Federal criou para o réu do Mensalão uma regra que ele próprio não exige de outros condenados. Em mensagens obtidas pelo GGN, Pizzolato denuncia outros abusos do Judiciário
 
 
Jornal GGN - Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão na Ação Penal 470 (Mensalão), Henrique Pizzolato já cumpriu o prazo exigido por lei para ter direito ao regime aberto. Mas o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, não tem acatado o que diz a lei e tampouco seguido decisões que ele próprio tomou no passado, denotando uma tendência a tratar Pizzolato de maneira diferenciada. É o que diz o ex-diretor do Banco do Brasil em mensagens onde denuncia uma série de "abusos” envolvendo o Judiciário.
 
Barroso, há não muito, protagonizou um bate-boca com Gilmar Mendes que teve como pano de fundo justamente o julgamento do Mensalão, além de Lava Jato e dos debates acalorados sobre execução penal a partir de condenação em segunda instância. Barroso parecia não querer ser visto como um ministro “leniente” com qualquer figura que tenha protagonizado - ou sido arrastada - para escândalos de corrupção.
 
Barroso também atacou Gilmar por criar jurisprudência de acordo com a cara do réu. Ironicamente, é disso que se trata a queixa de Pizzolato.
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TRF4 que aumentou pena de Vaccari contraria o TRF4 que absolveu Vaccari

Moro usou a mesma fórmula para condenar Vaccari duas vezes: delações parcialmente corroboradas, mas sem provas materiais ligadas diretamente ao petista. Na primeira sentença, TRF-4 repreendeu a condenação feita só com delações. Agora, numa segunda ação penal, ratificou a decisão de Moro em um momento crucial para Vaccari - ele poderia sair da cadeia se mais esta sentença caísse
 
 
 
Jornal GGN - O Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu, nesta terça-feira (7), aumentar a pena de João Vaccari Neto de 10 para 24 anos de reclusão, ao invés de absolvê-lo por falta de provas, como fez com a primeira condenação imposta ao petista por Sergio Moro.
 
O voto dos desembargadores João Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus ainda não foi divulgado. Mas o que se sabe, até o momento, é que Pausen e Laus mudaram de postura em relação a Vaccari num momento crucial para o petista: se essa condenação caísse, as chances de a prisão decretada por Moro cair junto eram bem altas.
 
Na primeira condenação de Vaccari, Paulsen e Laus destoaram de Gebran - que queria o aumento da pena - e decretaram que ele foi condenado por Moro com base em delações sem provas.
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Moro impede que defesa de Lula acompanhe perícia da PF em sistemas da Odebrecht

Foto: Agência Senado
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro assinou um despacho nesta segunda (6) impedindo que assistentes indicados pela defesa de Lula possam acompanhar os trabalhos da Polícia Federal durante uma perícia nos sistemas de comunicação e pagamento de propina da Odebrecht.
 
De acordo com a decisão do juiz de Curitiba, a defesa poderá ter acesso à integra do material somente após a conclusão da perícia e da elaboração de um relatório pela autoridade policial.
 
Além disso, o acesso à integra dos sistemas eletrônicos da Odebrecht não dá direito à extração de cópias de materiais que possam ajudar a defesa de Lula a rebater as acusações feitas pelo Ministério Público Federal.
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