Cafezá – Catarina e Jarirí, uma paixão sobre-humana

Clódiu, entonces, priguntô pá mestre Bódim:

– Foi um tombo feio. Ucê machucô, mestre?

– Machuquei não, Clódiu. Os tapeti da casa di Chuvilinda ção fofo i macio, ié inté gotoso rolá neiles. Num ié iguar as casa di muita jienti marvada, dacuélas qui, cuandu récebi visita, arranca i iscondi os tapeti i os sofá, pá num déxá éilas à vontadi i fazê éilas i imbóra lógo.

– I as visita fica sentada nu chão duro i frio, mestre?

-Ié uilsso memu, Clódiu. I arguns ãinda passa cóla nu assualho, pás visita ficá presa. Eiles acha ingraçadu ôiá as coitada grudada, pélejanu pá salevantá. Eiles ção çádico.

– Maisi dévil di sê cumpricado ficá iscondenu os tapeti i os sofá, nénão mestre?

– Eiles tão acustumadu a fazê uilsso. Eiles arrasta os sofá ligerinhu purquê eiles puséru ródinha iscundida nos pézim. Os tapeti, eiles enróla, faizi um canudão, põe nas costa i sai córrenu pá infiá na cuzina da casa deiles, que eiles tranca.

– I si a visita pidi um cópo d’água, mestre?

– Eiles fala qui a cuzina tá trancada i qui eiles perderu a chave.

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