Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL, por Luis Nassif

A respeito da polêmica desencadeada pela entrevista do presidente do PSOL Marcelo Freixo à Folha,  as disputas entre PT e PSOL se devem exclusivamente à busca de espaços políticos de lado a lado.

O PT sempre foi uma confederação de tendências. Aliás, o PT dos anos 80 seria o melhor exemplo de partido contemporâneo, nesses tempos de redes sociais, de coletivos e outras formas horizontais de organização.

A própria caminhada rumo ao poder, no entanto, induziu a uma centralização do poder em poucos grupos majoritários. Houve um acordo político que permitiu dividir poder, excluindo não apenas a esquerda mais radical, mas outros grupos minoritários.

No período José Dirceu a centralização se justificava, até como forma de garantir a governabilidade de Lula. No poder, como seria natural, o PT se estratificou. A era Ruy Falcão, serviu apenas para consolidação de poder interno, sem a mínima capacidade de enxergar o entorno. E tudo isso, enfrentando o período de maiores transformações na história da militância política, com o advento das redes sociais e das novas formas de organização.

E aí é  importante entender adequadamente os movimentos de junho de 2013. Está certo Lula de enxergar a mão externa. E está certo o presidente do PSOL, Marcelo Freixo, de enxergar os novos tempos.

As manifestações de 2013

Quem deu o tiro inicial foi um coletivo de esquerda, o Movimento do Passe Livre, em cima de uma bandeira relevante, mas pequena em relação ao conjunto de políticas públicas.

Acendeu o fósforo no momento em que o mal-estar econômico se alastrava por todo o país, em um movimento pendular que se seguiu à grande euforia do período 2008 a 2012. Às ruas foram jovens militantes de esquerda, classe média desiludida, o grupo dos que posteriormente passaram a ser conhecidos como “coxinhas”.

Mas quem apanhou da Polícia Militar de Alckmin foram os jovens esquerdistas, não os halterofilista do MBL. Mesmo assim, o PT fechou completamente as portas a eles. Temia perder o protagonismo das ruas.

Nesse sentido, Marcelo Freixo está coberto de razão.

O novo tempo era dos coletivos, das mobilizações virtuais. Nem o PT nem Dilma Roussef se deram conta dos novos tempos.

Poucos meses antes das manifestações, tive um encontro com a presidente Dilma Rousseff, presente Helena Chagas – ambas poderão atestar o conteúdo da conversa. Nele, alertei a presidente que, nas redes sociais,  havia uma militância de esquerda aguerrida mas que estava acuada pela militância de direita que surgia. E a principal razão era a falta de bandeiras políticas legitimadoras.

– Você não dá bandeiras a eles, disse-lhe.

Era simples para a direita mobilizar as pessoas em torno do mal-estar. Bastava mirar a figura maior, a presidente da República. Foi assim nas diretas, na qual o presidente era um militar. Para os grupos que defendiam a presidente, o jogo era mais difícil. Tinha que levantar bandeiras, defender princípios.

Naquele período, a única bandeira legitimadora foi a do Mais Médicos. Depois, nenhuma mais.

Leia também:  Raio X do IPCA de novembro de 2019: o aumento dos gastos com Educação e Saúde, por Luis Nassif

Na fase de maior politização da história, tinha-se no poder paradoxalmente um governo de esquerda e o mais tecnocrático da história em período democrático e uma direção partidária mais preocupada em defender o território interno conquistado do que em conquistar novos adeptos.

O PT jogou os jovens do MPL ao mar e perdeu o único ponto de contato com as ruas.

E aí foi uma baba (para usar um termo mineiro) para a direita, especialmente com o know how acumulado pela consultoria norte-americana nas sucessivas primaveras em países do Oriente Médio.

Em um novo mercado político, no qual até os motoqueiros conseguiam arregimentar pessoas para manifestações políticas, bastou bancar dois ou três grupos organizados para incendiar as redes sociais e esparramar-se pelas ruas. Especialmente depois que, a partir do terceiro ou quarto dia, a Globo o descobriu que havia um terreno fertilíssimo para seus intentos golpistas.

Portanto, ambos – Lula e Freixo tem razão. O PT nunca entendeu os movimentos que surgiam das redes sociais. Não entendendo, deixou a porta escancarada para o trabalho da direita e de seus consultores externos.

Os conflitos de esquerda

Os partidos políticos brasileiros não são democráticos. O PSDB é dominado por caciques. Mesmo com suas prévias, não existe democracia interna no PT. E, por tal, entenda-se o modelo capaz de permitir a existência de grupos minoritários que tenham espaço para disputar o poder.

Um mapa nacional do PT mostrará a consolidação de lideranças tradicionais em todos os quadrantes do país, mais no sudoeste sustentado pela malha sindical, mais ao norte por lideranças formadas há mais de duas décadas. A última leva de dirigentes nasceu da campanha do impeachment, de 25 anos atrás. A maior parte dos dirigentes, das diretas de 30 anos atrás.

Um partido democrático abriria espaço para a oposição interna, grupos que combateriam a direção sem sair do partido, desde que houvesse horizonte de alternativa de poder. É o grande segredo do PC chinês.

No PT, em vez de oposição dentro do partido, partiu-se para a criação de novos partidos, visando assegurar espaço para os dissidentes. Nasce, assim, o PSOL e, depois, partidos mais à esquerda, como o PSTU. E todos eles rapidamente se estratificam, antes mesmo de se tornar poder. Hoje em dia, o único fator a ligar todos os militantes do PT, as diversas linhas, os intelectuais progressistas independentes, é Lula, a perspectiva de que volte ao poder. Cada vez mais o PT depende de Lula.

Sem a capilaridade do PT, as lideranças acabam dependendo do espaço que conseguem na grande mídia. E o espaço é garantido por críticas ao PT e, especialmente, a Lula. Cria-se uma aliança espúria entre líderes de esquerda e mídia, cuja liga é dada pela capacidade de criticar as lideranças de esquerda constituídas.

Há os exemplos aí de Randolfo Rodrigues fazendo aliança com a direita do Ministério Público Federal (alo, Randolfo, acorde: é direita sim!); Aldo Rebelo com a UDR; Cristovam Buarque com-quem-vier-eu-traço. E o PSOL desancando o PT; e os ativistas do PT desancando o PSOL.

Essa visibilidade, junto com o desgaste do PT, acaba promovendo festivais de onisciência, como essa ideia de Freixo, de lançar Guilherme Boulos à presidência. O próprio Boulos deve ter considerado ridícula a proposta.

Independentemente de seu reconhecido valor, Boulos representa um segmento único do corpo social, os sem teto. Nada a ver com o Lula e o PT dos anos 80, que tinha a Igreja, os sindicatos, os movimentos católicos, os pensadores da esquerda independente. Como pretender de Boulos um projeto de país?

No vídeo que colocou no Youtube, visando responder às críticas sobre a entrevista à Folha, Freixo salienta a importância das eleições, a união que haverá no segundo turno etc.

É compreensível  que, para se diferenciar do PT, o PSOL faça críticas pontuais a pontos do programa de Lula. Os ataques intermitentes, o apoio à Lava Jato e outras concessões, no entanto, contribuirão para o acirramento das divergências e para o jogo desestabilizador da mídia.

O caminho da união passa pelo menor grau de sectarismo que vier a ser adotado pela nova direção do PT; e um amadurecimento maior das dissidências, em nome do objetivo maior, de restaurar a democracia.

 

78 comentários

  1. Nao tenho a mais infima ideia

    Nao tenho a mais infima ideia do assunto!!!!!!

    QUEM eh Marcelo e o que disse ele??????

  2. Numa daquelas manifestações
    Numa daquelas manifestações contra o governo que substituíram as manifestações em favor da redução do preço das passagens a Fiesp colocou o símbolo da maçonaria no painel luminoso que cobre sua fachada na Av. Paulista. Aquele foi o sinal de que o golpe era comandado pela maçonaria e que um maçom corrupto e pilantra seria colocado no poder. A molecada do MPL já havia saído de cena, mas o PSOL ainda acreditava que lucraria com a queda do PT. O que aquele partido lucrou? Nada.

    • Sabe o que falta pra vc ?

      Sabe o que falta pra vc ? Sonho.Mas sonho possível.

      Vc é muito prática.

      Uma das coisas que admiro em Lula é o sonho possível.

      Espinafro ele pra caramba,mas meu voto é pra ele,

      Mas não espalha.

      Segredo.

    • Deputados

      Dias desses fizeram uma pergunta ao Lula sobre a candidatura de Boulos a presidência e como o ex presidente negociaria com Boulos.

      Lula disse: quantos deputados Boulos tem no Congresso?

      Resposta: nenhum.

      E Lula emendou:

      Então não posso negociar nada com Boulos.

      Entrou ontem no onibus da política e já quer por a cabeça na janelinha.

      • Perdoe-me de lhe abordar de
        Perdoe-me de lhe abordar de maneira mais educada da que voce me abordou em outro comentario.Essas “bronhas monumentais” que eu comenti por equivoco,por ter trocado o PSOL pelo PCdoB,imaginando que voce e um terraqueo como todos e suscetiveis a erro e a equivocos,voce os comete de forma ativa ou passiva?

    • Feliz Ano Analu.Ah,voce sabe
      Feliz Ano Analu.Ah,voce sabe quem e o Pavao Misterioso da Esplanada dos Ministerios,o bicho? que voar mais alto que um Condor?Se souber,para o ano vc me diz.Se nao souber vou lhe contar,desde que me prometa tomar um Lexotan antes.

  3. Finalmente uma análise mais

    Finalmente uma análise mais ponderada nessa guerra da União Soviética contra a pequena ilha de Cuba.

    O tamanho do auê que o PT faz quando o PSOL destaca alguma opinião teria sido bonito se fosse feito contra o Golpe.

    Fico à vontade para falar porque ultimamente minha seqüência de voto tem sido Suplicy+Erundina, Dilma+50, e coisas do tipo, sem a menor preocupação com coerência nos pequenos detalhes políticos, então estou de fora dessa briga de torcida. Se ganhar PT, PSOL ou PCdoB, dá na mesm apara mim.

    Mas, se o PSOL ganhar tamanho e implantar seu programa, o PT perde o quê? Não entendo o gasto de energia, com as maiores contas progressistas das redes sociais fazendo plantão sobre um assunto não tão grande, tudo para amplificar uma briga besta com bastante fogo-amigo.

  4. Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL

    entre os inúmeros motivos que tenho para admirar Marcelo Freixo, com certeza não está sua disponibilidade para dar entrevistas a mídias como a FSP.

    entre os inúmeros motivos que tenho para admirar Guilherme Boulos, entre eles não estará sua candidatura à Presidência em 2018.

    Freixo contribui muito mais com o debate democrático ao se valer da mídia alternativa. e Boulos contribui muito mais para a reconstrução da Democracia focando no movimentos sociais de base.

    há inúmeras provas que Junho de 2013 ainda provoca enormes resistências à sua compreensão. tanto por parte da Esquerda tradicional, continuando a considerá-lo um raio em céu azul, quanto aos próprios coletivos envolvidos, por sua incapacidade de lhe dar continuidade política (e aqui ainda há toda uma discussão por encaminhar).

    os desafios a serem enfrentados em 2018 serão quase impossíveis. a começar pela prisão de Lula em 24-JAN.

    não será nenhuma “união das Esquerdas” que viabilizará a luta contra o golpe. é na luta concreta contra o golpe que se faz a união das Esquerdas.

    o que precisamos é de uma urgente e brutal quebra de paradigmas.

    “O diálogo não é a conversa entre iguais, mas sim a conversa real e concreta entre diferenças que evoluem na busca do conhecimento e da ação que dele deriva. Diálogo é resistência.”

    .

    • melhor colocação

      “não será nenhuma ‘união das Esquerdas’ que viabilizará a luta contra o golpe. é na luta concreta contra o golpe que se faz a união das Esquerdas.”

      Perfeito!

      Nem vou discutir suas colocações sobre junho/2013 pq deve ser muito doloroso pra quem apoiou aquilo e depois ficou contra o golpe reconhecer que, naquele momento, deu força pro golpe. Naquelas alturas, pouca gente percebia que o golpe já estava em andamento desde o julgamento de exceção comandado por Joaquim Barbosa em 2012. Mas o que interessa mesmo agora é, como vc diz, a luta concreta contra o golpe, aquela em torno da qual poderemos nos unir.  

       

      • Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL

        -> Nem vou discutir suas colocações sobre junho/2013 pq deve ser muito doloroso pra quem apoiou aquilo

        -> “não será nenhuma ‘união das Esquerdas’ que viabilizará a luta contra o golpe. é na luta concreta contra o golpe que se faz a união das Esquerdas.”

        -> Perfeito!

        sabe o que é trágico? é vc achar “perfeito” meu argumento acerca que a união vem da luta concreta, e não ao contrário, e não compreender que nada pode ser mais o espírito de Junho de 2013 do que isto!

        Junho de 2013 é ainda, e será até o nó brasileiro começar a se desfeito, o grande referencial. sem compreendê-lo, vamos continuar girando em círculos no vazio.

        só que a compreensão de Junho de 2013 envolve algo que quase todos temem ainda mais do que a morte: o auto-conhecimento. compreenderem quem de fato tem sido.

        porque Junho de 2013 se trata fundamentalmente da constituição de novas subjetividades políticas. e este é o ponto que os próprios coletivos que dele participaram ainda não conseguiram dar conta.

        repito: sem uma brutal e urgente quebra de paradigmas ainda haverá muito fundo no abismo em que afundamos.

        e por muitos anos não haverá nenhum Feliz Ano Novo…

        .

    • ARKX,meu amigo perdoe-me as
      ARKX,meu amigo perdoe-me as brincadeiras ao longo do ano.Voce e um trabalhador,me parece de sol a sol,honra a indumdntaria que veste.Feliz Ano Novo.

      • Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL

        -> perdoe-me as brincadeiras ao longo do ano

        ligo não. tôu sempre no meio de gente sacana. pela quantidade de comentários postados, vc tá bem ativo hoje. isto é que dá ficar atrás do Pavão Mysteriozo…

        -> Voce e um trabalhador

        neste réveillon tá um trabalhão danado aqui. as arkx-147 já tão em ponto de bala. vai ser rajada prá todo lado. principalmente prá cima de BSB, Curitiba e Porto Alegre. o comando é derrubar.

        -> Feliz Ano Novo

        prá vc também. assim como prá todos nós.

        p.s.: finalmente choveu nas Terras Altas da Mantiqueira, já tinha vizinho querendo processar o outro por causa de água. agora num céu azul abriu o Sol. e um gavião mineiro passou gritando com sotaque carioca: “Vai malandro, que em 2018 nós vamo arrebentar!”

        .

        • Voce e do bem.Nao sei a forma
          Voce e do bem.Nao sei a forma de lhe passar quem e Pavao Misterioso.Voce nao vai acreditar quem e o Haroldao,o hetero do pedaco.Vou parar por que aqui,senao o Moreno vai me guilhotinar.Nao sei nem se esse vai.Um abraco e um bom ano.

  5. As diferenças vão além

    As diferenças vão além disso,eles possuem lideranças que se opõem a Maduro,outro defendendo o sionismo,uma sem pai (Tarsinha)defendeu o golpe,aliam-se sim com a direta em críticas e manifestações além do fato de nos odiarem MESMO fazem questão de demonstrar repúdio. Junho de 2013 foi uma safadeza onde só o PT e Dilma perderam.Você estranhamente(por não formar fileira)conhece muito bem a política interna do PT com seus canalhas e a maldita CNB que com sua direção irresponsável deu total liberdade aos diretórios hoje tomado por delegados sem um compromisso social que justifique seu poder de voto. Eu sou petista,hoje um militante,do partido me desfiliei em 2003 para não levar desavenças internas devido minha indepêndencia em dizer o que penso,pois fui contrário a carta aos Brasileiros era então delegado em um pequeno diretório do interior e me opus a essa carta,classificada por mim como capitulação desonrosa.Recentemente fui contra a eleição de Gleisi e a candidatura do Lindin,queria não uma candidatura independente como houve e sem um único voto mas uma da tendência de esquerda.Internamente o mal do PT é a CNB com sua política que demonstrou gritantemente estar errada com muitos canalhas de poder.Dentro do PT quem não me odiou me quis morto tanto que a democracia interna me bloqueia até no face book.Faço desde 2003 campanha a minha custa,uso meu material,pago minhas viagens e milito diuturnamente porque o PT a mim continua sendo o sonho do Sion.

  6. Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL, por Luis Nassif

    Belíssimo texto.

    O pecado do PT/Lula/Dilma foi o abandono dos militantes. Eleitos esqueceram-se de onde vem a força do PT.

    Essa é dominante na análise.

    Agora Lula reinicia suas jornadas de uma base bem mais reduzida. Aos poucos vai melhorando contrastrada com a maluquice geral do “governo temer”.

    Internamente é bem como disse Nassif.

    Um partido dominado por lideranças consolidadas, eivado por adesistas de vários matizes. 

    Vamos ver como os atuais dirigentes se comportam na difícil tarefa de união das esquerdas que não é de um partido mas de todos os movimentos, partidários ou não.

    Ou se olha para o caminho comum, deixando de lado querelas menores, ou a vaca segue no brejo.

    Só Lula não resolve, mesmo se eleito e diplomado.

     

  7. A relevante entrevista de Marcelo Freixo à Folha

    A relevância da entrevista ficou por conta da incrível revelação do novo centro irradiador do pensamento político brasileiro, a casa da Paulinha. 

    Sugiro ao GGN incluir a Casa da Paulinha no Projeto Brasilianas. 

  8. O problema não é haver uma

    O problema não é haver uma rixa entre PT x PSOL. O problema é haver atualmente 4 candidaturas de “esquerda” brigando por um público em torno de 30% do eleitorado. Mais que isso, desses 4 dois são mais centro que esquerda, sendo um deles provavelmente impedido de disputar diretamente, mas ainda sim, com certeza, não vai se unir ao outro, vai forçar um nome sem carisma só para demarcar território. Isso para não falar da candidatura do PCdoB cujo único intiuto é salvar o partido da cláusula de barreira. A verdade é que os dirigentes dos partidos pensam mais em si mesmos do que nos objetivos que em teoria pretendem alcançar.

  9. ah! o poder!

    PT e PSOL são muito pesados para este novos tempos. Não dá. O anarquismo é leve e se adapta melhor a este mundo. Sei que o simples enunciar  desta palavra causa arrepios ainda hoje na esquerda brasileira mas os principios anarquistas são muito adequados para os novos tempos (a reforma dos sonhos da Dilma difere em que desta reforma aí ? Em que ?). Ads manifestações de 2013, a ocupação dos secundaristas em 2016 são aparentados de ações anarquistas (tipo propoganda pela ação) e de alto impacto. 

    o problema do PT e do PSOL é o efeito de tomar o poder. 

    https://jornalggn.com.br/noticia/ao-le-monde-lula-se-diz-pronto-para-‘tomar-o-poder’-com-eleicoes

    o poder para Lula siginficou deixar num canto com pouquissima capacidade de ação o Paul Singer e a proposta da economia solidaria. Paul Singer em certo momento era a unica ação de esquerda no governo do PT.

  10. A diferença é que o PSOL é

    A diferença é que o PSOL é feito de um bando de burguesinhos sustentados pelos pais ou por algum carguinho público, cheios de lições para dar, cheios de falso moralismo, mas adoram mesmo é um holofote e uma câmera para abanar o rabinho. O PT, mesmo com todos os seus defeitos, é um partido de verdade, com quadros de verdade, com todos os prós e contras disso, mas que também sofre do caciquismo crônico da política brasileira. Talvez o PT, seja, inclusive, a única coisa no Brasil que se assemelhe a um partido político, já que os outros partidos de “esquerda” são de mentirinha: não tem votos e não elegem ninguém, quando elegem a pessoa logo sai. E os demais “partidos” são apenas legenda para as aves de rapina profissionais se apossarem do Estado e se venderem ao Executivo de Plantão ou ao corruptor de plantão.

  11. Saindo do forno…

    Outra ótima análise política do Rui Costa Pimenta :

    a) Mobilização para o ato em PoA nos dias 23 e 24/01

    b) Conjuntura política internacional

    c) Ações desagregadoras do PSOL no campo das esquerdas, com o apoio subterrâneo da Rede Globo (a partir de 1:00:00 )

    d) Possível intervenção militar para aprofundar o golpe de 2016

    [video:https://youtu.be/0LPkjw4nVSU%5D 

  12. Pequenas ações diretas
    Segundo Nassif “Movimento do Passe Livre, em cima de uma bandeira relevante, mas pequena em relação ao conjunto de políticas públicas” e que Boulos representa um segmento social específico sem projeto de Brasil.

    OO proporio Haddad mostra na brilhante entrevista na “Piauí” a visão limitada da Dilma sobre o reajuste da tarifa. A história mostra que não é uma questão pequena o problema do ttranaporte. O controle autogestionario do transporte foi uma experiência bem sucedida do movimento anarquista da Espanha.

    Se Boulos tiver propostas pequenas e diferentes para sua campanha ele poderá alinhar corações e mentes em torno de sua causa. Questão de moradia pode ser um catalisador sim. Já mordemos a língua em relação ao passo livre e podemos fazer o mesmo em relação aos sem teto.

  13. União das esquerdas neste momento…

    … Só pode significar uma coisa; todos unidos para que Lula participe da eleição em 2018. Enquanto isso não acontecer, não faz o menor sentido os partidos e seus dirigentes estarem preocupados com suas prioridades, seus programas e seus umbigos. Sem Lula o que acontecerá é uma eleição viciada em sua origem, porque anti-democrática. Será que é pedir demais para Freixo e as demais siglas da esquerda entenderem isso? 

  14. Saliento q Ciro está com um

    Saliento q Ciro está com um viés de alta(segundo uma pesquisa q ví mas não me lembro qual(fazer o quê!)!) e por isso REPAREM q sumiu dos noticiários,Ciro é o mais perigoso da “dita esquerda”(ele o é?(português incorreto meu eu sei)!)vejo a impossibilidade de união das esquerdas ,o PT passa a imagem dúbia,não critica firmemente os patrões e não defende fervorosamente o povo trabalhador,é aquele joguinho duplo de sempre(crítica minha típica de quem não “bate o penalti),mas saliento q mesmo neste comportamento ele fez e faz muito pelo povo(e até pouco tempo atrás aos empresários tb)é uma tragédia ter  vários candidatos de esquerda mas se há democracia q venham,com certeza haverá grandes perseguições a políticos pelo mpf e justissa,fora os tribunais eleitorais medievais(grande cabide de empregos)q mandarão vários hereges às masmorras!(são aparelhados ideologicamente, a dita(pelo Nassif)DIREITA ESTATAL !

    OBS: O PSOL caindo em qq  governo fará td quase igual ao PT,é possível governar só com o povo?No caso de Lula(ou seu candidato) terá q fazer isso se ganhar,é utopico mas ou isso ou o País não andará!

  15. As manifestações de 2013 não foram iniciadas pelo MPL
    O Nassif e outros articulistas erram ao enfatizar que as manifestações de 2013 foram iniciadas pelo MPL. Na verdade, já em 2012 foi iniciado um fórum contrário ao aumento do preço de passagens no RJ e uma manifestação em Natal/RN intulada Revolta do Busão que já existiam black block’s na linha de frente e conseguiram revogar o aumento das passagens.

    Já em 2013 se inicia no primeiro trimestre uma manifestação em Porto Alegre contra aumento de passagem. E a Revolta do Busão em Natal/RN volta em abril mais forte e violenta com a possibilidade de aumento de passagem. Da mesma forma ocorreu em Salvador, RJ e Florianópolis. O MPL só entra nessas manifestações em junho/2013. A estória tá sendo contada de forma errônea.

  16. “O próprio Boulos deve ter considerado ridícula a proposta.”

    “O próprio Boulos deve ter considerado ridícula a proposta.”

    Acho que o Boulos não achou a proposta tão ridícula. Caso contrário, ele a rechaçaria logo de cara.

    Mas não foi isso o que aconteceu. Ele chegou a declarar que a discussão sobre uma possível candidatura ficaria para 2018.

  17. Água na fogueira das vaidades

    Nassif é dos poucos publicistas/jornalistas a compreender corretamente as manifs da esquerda em 2013.

    Não joga todos na vala comum do Golpe, como vários outros renomados o fazem.

    A esquerda nas ruas, apesar das críticas ao Governo e ao PT, foram respeitosos em relação à Dilma. Estava lá e vi.

    Lembro-me de uma reunião em palácio entre a Dilma e o pesoal do MPL. Ela estava atônita, sem expresão, não sabia o que falar.

    Um símbolo da falta de diálogo do governo e do partido.

    Acho engraçado que qualquer comentário ou crítica que venha do PSOL em relação à Lula ou ao PT se afigure, aos petistas conservadores, imutáveis, imóveis, como uma gigantesca ameaça. Ora, ora, e o que fizeram eles, PT/Governo, nesses 13 anos de poder ao lado dos golpistas?

    E se o PSOL é tão insignificante, por que esse assombro? Por que lhes causa tanto pavor?

    É simples: não toleram críticas, contra-argumentação, quem lhes aponte os repetidos e incontáveis erros.

    Tudo, então, lhes parece uma ameaça. Exceto, claro, os golpistas com quem passaram todos os 13 anos de governo.

    • Concordo. Porém, considero

      Concordo. Porém, considero que o PSOL errou na forma de escolher seu candidato, ou seja, sem votação.

    • ”E se o PSOL é tão

      ”E se o PSOL é tão insignificante, por que esse assombro? Por que lhes causa tanto pavor?

      Acho que você esta’confundindo o PSOL com alguma música do Lenine ou outro admirador do ”Partido Socialismo e Leblon”

      • A aparente insignificância ou a pequenez dissimulada

        É no mínimo estranho, incompreensível, que uma única entrevista, ligeira por sinal, de um único deputado, dos mais destacados por sinal, e por bons e corretíssimos motivos, de um pequeno partido, cause tanta celeuma. Como se fosse um gigantesco ato de traição às correntes de esquerda!

        Aos que argumentam com a insignificância do partido, pergunta-se: se é insignificante, por que preocupar-se ou ocupar-se com essa entrevista? Se isso acontece, concluo então que o partido não é tão insignificante assim. O que vem de lá, que seja apenas de um dos seus filiados, incomoda.

        E por que incomoda? Porque expõe, esclarece, dá a ver o desastre ferroviário, como diz o Mino Carta, provocado pelo PT. Não somente no Governo, cujas consequências podem ser corrigidas em curto prazo, mas na articulação política da sociedade depois que assumiu o Governo, cujas sequelas não são corrigíveis no período de uma geração. O PT desarticulou a sociedade por uma geração. Por, pelo menos, vinte anos! É pouco?

        O que o PSOL vem tentando fazer, aos trancos e barrancos, é justamente a rearticulação da sociedade, principalmente os jovens, em “novas” bases, semelhantes àquelas originais do PT. Portanto, os que criticam acerbamente este partido ou não conhecem a história do PT, são ignorantes, ou, se a conhecem, são hipócritas.

        Esses ignorante e esses hipócritas que se dizem de esquerda ou simpatizam com o PT, antes de se sentirem ameaçados pela “besta fera do Leblon”, a “cadela udenista da Zona Sul”, deveriam fazer uma honesta autocrítica sobre as alianças petistas com ladrões, fascistas, torturadores, entreguistas, traidores, falsos profetas, moralistas, fanáticos et caterva. Até agora não vi uma sequer que pretasse por parte dessa gente. O único honesto, lúcido, destemido, nesse ponto, chama-se Valter Pomar. Os que sentem mais ofendidos pelas crítica, os dodóis, não valem um tostão furado.

  18. Psol

    O Psol nasce com a reforma da previdência que Lula faz logo ao assumir a presidência.

    Ao retirar direito à aposentadoria integral de servidores públicos, alguns se retiram do PT e fundam o novo partido, formado principalmente por professores. Nasce no RJ com adesão de um político do Pará Babá, Heloísa Helena de Alagoas que seriam seus principais líderes junto com Chico Alencar do Rio. Tem eleitores principalmente na zona sul do Rio de Janeiro. Mais tarde surge Marcelo Freixo oriundo de Niterói com atuação na segurança pública, liderando uma CPI na assembleia do RJ contra a milícia.

    Trata-se, portanto, de um partido de servidores públicos em sua maioria professores que não penetraram ainda em sindicatos de empregados de iniciativa privada. Tem dificuldades com a população de baixa renda que elegeu o bispo Crivela prefeito do Rio em detrimento de Marcelo Freixo, apesar de este ter o apoio da rede globo.

  19. Tudo certinho,bonitinho como
    Tudo certinho,bonitinho como manda o figurino com seu artigo meu caro Moreno de Pocos de Caldas,entendendo o acima assinado que o foco do momento seria de tentar frear o Golpe dentro Golpe,e mandar essa ORCRIM que tomou de assalto o poder a PQP.E ai Nassif,voce derrapou feio,o que me obriga a lhe fazer uma pergunta,que espero me responda:Nos dias sombrios muitos sombrios que vivemos qual a capilaridade de votos que detem o PSSSSOOOOOLLL?Nao venha falar de Freixo um ressentido com poucas diferencas de Cristovam Buarque ou um Gabeira da vida,desde quando Lullla resolveu apoiar Eduardo Paes.A unica voz que eu vejo falar de Freixo com tanto entusiasmo e Caetano Veloso,que conseguiu segundo o proprio,votar em Lullla no primeiro turno e Alckimin no segundo,alem do que recebe figuras do quilate de DD madrugada adentro,na socapa para ouvir/explicar/debater nao sei exatamente o que?Como bem disse Analu,o PSOL nao tem votos Nassifao,os que tem cabem numa Kombi.Poupe-me a observacao que voce deve esta fazendo agora se me le,pois entendi perfeitamente o alcance do seu artigo nos melhores dos seus.propositos.Como voce colocou corretamente,o conglomerado mafimidiatico usa e abusa de Randolfe,ainda que combativo,mas um neofito politico,um dessarrumado sem rumo definido,da mesma forma que “utiliza-se” de Freixo.Em qual eleicao presidencial o PSSSSOOOOLLL apoiou o PT?Um jornalista do seu gabarito nao pode nem deve pisar em cascas de bananas nem dar ouvidos a missa encomendadas.Foi esse o proposito do espaco da Felha ter concedido a Freixo,o ressentido.Intrigar,fazer trancinhas,fofocar,falar mal pela frente,tumultuar,se me permite,de sacanear.Caetano nao gosta de Lullla por Lullla acho Chico Buarque o maior artista brasileiro,corto meu pescoco se voce nao souber disso.Politicamente falando,Freixo e um bobalhao ressentido e Caetano Veloso um ressentido bobalhao,alem de um poco sem fundo de vaidades.A rapiazada de hoje Nassif,e um pouco diferente do nosso tempo.O PSSSSOOOOLLLL e utilizado,ainda nao se deram conta,como elemento desagregador,bem pior do que Ciro Gomes.Sinto profudamente que voce tenha excluido essas duas informacoes importantissimas,aos meus olhos,do seu artigo.O PSSSSOOOOOOLLLL ainda tera que aguardar um pouquinho na fila,ate entender que politica no Brasil e um pouco diferente do conto de fadas de Branca de Neves e os Sete Anoes.

    • Peco mais uma vez,por
      Peco mais uma vez,por gentileza,que evitem colocar estrelas em comentarios do acima assinado.Se desconhecem que e o Pavao Misterioso das Esplanadas dos Ministerios,onde acharam conhecimennto para avaliar comentario meu?Pela Santa Madrugada,respeitem os pedidos alheios.Eu nem cadastrado sou.Estao conseguindo serem mais chatos de um igual,que afirma peremptoriamente ser Nassifao um membro infiltrado no seu proprio Blog,de uma tal “Maconaria”.Diante da negativa do amigo do Pai de Araquenideo Uzeda,foi pertubar minha amiga Dona Lourdes.Vao ser chatos assim na Baixa da Egua.

  20. Eu não sei o que o PT espera

    Eu não sei o que o PT espera da esquerda, quando recebe Renan Calheiros no palanque e acha que tá tudo muito bem, tudo muito bom. Não só por toda a podridão que cerca o indivíduo, mas foi ele como presidente do senado que recebeu o pedido de impeachment e o avalizou, votou a favor do golpe… E tá lá no palanque com o Lula, que se julga muito esperto por recebê-lo.

    A verdade é que, mesmo depois de tudo o que aconteceu, o PT e o Lula não aprenderam nada. Nada.

    • Companheiro Doney,se voce eu
      Companheiro Doney,se voce eu fosse enviaria sua pergunta a Ze Dirceu,talvez ela tenha condicoes de responde-la.Eu responderia da seguinte forma:Eu substituiria Renan,Eunicio,Eduardo Braga,Katia Abreu,etc etc,trocaria pelos magnificos 1% do PIIISSSSOOOOOLLLL,marcava posicao no primeiro turno,dava uma baita entrevista a Globo,focando sempre que o importante e competir,e para casa com o rabo entre as pernas.Mendoncinha esta recriando o Mobral.Deve ter vaga para dedeo.

  21. Que quem entendeu explique aos leigos as manifestações de 06/13

     

    Luis Nassif,

    Desde que as manifestações ocorreram, você vem repetindo a frase:

    “ai é importante entender adequadamente os movimentos de junho de 2013”.

    Depois você começa a discorrer sobre as manifestações de junto de 2013. E você diz:

    “Quem deu o tiro inicial foi um coletivo de esquerda, o Movimento do Passe Livre, em cima de uma bandeira relevante, mas pequena em relação ao conjunto de políticas públicas”

    Aqui há duas observações que merecem destaque. Voê diz que o Movimento do Passe Livre é em cima de “uma bandeira relevante” e você acrescenta que essa bandeira do Movimento do Passe Livre é “pequena em relação ao conjunto de políticas públicas”.

    A pergunta que eu faço aqui é se você conhece algum país pobre, democrático e capitalista onde o passe seja livre? Talvez a bandeira do passe livre seja uma bandeira irrelevante, no sentido que não será atingida nos próximos 50 anos. Além disso pode ser que os recursos que ela demanda sejam grandes em relação ao conjunto de políticas pública, no sentido da perda de variação incremental que o conjunto de políticas públicas sofreria para atender a bandeira do passe livre.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 30/12/2017

  22. Pra mim o nassif é um dos

    Pra mim o nassif é um dos melhores analistas  politicos da geração pôs ditadura, mas quando chega a hora de analisar a esquerda brasileira há alguns pontos que devem ser ressaltados nessa quiromancia política que se tornou o brasil

    Primeiro o PT nunca foi considerado de esquerda, a esquerda sempre considerou o partido como um lumpenproleteriat partidário. A estratégia era entrar no PT e arregimentar quadros valiosos,  no que foram bem sucedidos após a expulsão do PT, o PSOL foi formado e o PT levou gente como delcidio do Amaral pros seus quadros e a história depois todos conhecem em

    O governo burocrático de Dilma Roussef fechou as portas ao diálogo com a sociedade, principalmente nas questões ambiental e econômica, e, apesar de todos os avisos mergulhou de cabeça em políticas atrasadas pra reverter a inflação e teve um ministro que depois de acabar com o governo dela virou funcionário do banco mundial

    Amadorismo não foi, inapetência? Talvez, mas o que faltou foi o principal: ausência de alguém verdadeiro do lado de seu governo, ausência da esquerda

     

     

    • O PT nunca foi um partido de
      O PT nunca foi um partido de esquerda.Forcando a mao,uma centro esquerda mais timida que a Ministra Rosa Weber.Eu sou um recem idoso,tenho a quase certeza que nessa vida nao terei o prazer de assistir um partido de esquerda chegar “efetivamente”ao poder.Permita-me companheiro(a)Fraci:Voce acha mesmo Freixo de esquerda?A esquerda dele e + ou – a esquerda de Gabeira ou de Caetano Veloso,isto e,a Prefeitura do Rio de Janeiro a qualquer custo.Se o Bispo Crivella partir para disputar o Governo do Rio,e chamar Freixo para uma conversa a socapa,ele vai se reunir com Caetano e Jorge Mauttner tendo como pano bem fundo a vaga aberta para a Preitura da Cidade Maravilhosa e eles cantarao juntos,em um so tom, uma musica do cancioneiro popular:Quebra quebra guabiraba,quero ver quebrar,oh quebra la que que eu quebro ca,e o Papai,se vivo fosse,entre um gole de Brahma e outro,deblateraria:Politicamente falando,nao me fale desse Caetano Veloso,esse sujeito e uma infelicidade,eu nao consiguir ainda entender que apito ele toca.Corta para mim.Criaram uma coluna cooptadora no Globo para ele,eu li todas elas,eu nunca conseguir entender a forma sutil como escrevia tentando mostrar a diferenca entre acucar e sal.Partia do nada,dava mil piruetas,para chegar no coisa alguma.Se demitiu-se por incompentencia.Um ser humano atormentado.Acha Lullla analfabeto e ele o Jean Paul Sartre brasileiro.Para o acima assinado,Caetano e Freixo,a tampa e o balaio,merecem a mesma credibilidade que uma nota de 3 reais.

  23. O mal-estar existia, mas não foi o fundamental

     

    Luis Nassif,

    A frase seguinte a sua afirmação de que o Movimento Passe Livre foi quem deu o tiro inicial das manifestações de junho de 2013 visava esclarecer como ou mais precisamente quando o tiro inicial foi dado. Você diz assim:

    [O Movimento Passe Livre] “Acendeu o fósforo no momento em que o mal-estar econômico se alastrava por todo o país, em um movimento pendular que se seguiu à grande euforia do período 2008 a 2012. Às ruas foram jovens militantes de esquerda, classe média desiludida, o grupo dos que posteriormente passaram a ser conhecidos como “coxinhas”.”

    Creio que quem faz tal avaliação da economia brasileira no período antecedente às manifestações de junho de 2013 está longe de compreender aquelas manifestações.

    Se nós buscarmos o principal indicador da economia, vamos verificar que os dois últimos trimestres de 2011 e nos dois primeiros de 2012, a economia crescia a taxas irrisórias de 0,1% ao comparar um trimestre com o trimestre imediatamente anterior. Um ritmo de crescimento assim é muito baixo, pois equivale a algo como 0,4% ao ano. Até ai há razão em falar do mal-estar na economia.

    É claro que um ritmo de crescimento assim cria muita resistência contra um governo que foi eleito com taxas de crescimento muito mais altas. E embora reconhecendo como irrelevante a desculpa a seguir não se deve deixar de observar e quem observa não pode omitir de dizer que a resistência da maioria da população para aquele momento da economia brasileira era fruto da falta de compreensão da maioria da população para a razão de o governo ter adotado uma espécie de cavalo de pau, reduzindo o crescimento da economia. Os investimentos não aconteciam e havia um início de bolha na construção civil que requeria uma atuação mais regrada por parte do governo.

    E se se analisa com mais rigor os dados da nossa economia vai-se constatar que os dois últimos trimestres de 2012 e nos dois primeiros de 2013, ante véspera, portanto, das manifestações de junho de 2013, a economia voltou a crescer sendo que no quarto trimestre de 2012, o crescimento é puxado pelos investimentos e os investimentos se mantém como a mola mestra do crescimento econômico no primeiro e segundo trimestre de 2013.

    Vale aqui lembrar que nos primeiros meses de 2013, Francisco Lopes já alertava o Banco Central para a necessidade de segurar as rédeas para evitar que a economia crescesse a passos muito mais largos do que as condições daquele momento permitiam.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 30/12/2017

    • Dr.Clever Mendes de
      Dr.Clever Mendes de Oliveira,um amigo querido.Me aconselhou que colocasse meus artigos sempre em cima do post do dia,retribiu-lhe a gentileza solicitando educadamente que fosse mais parcimonioso na feitura dos seus comentarios.Dai nasceu uma boa amizade,com ou sem estrelas.Feliz Ano,para o senhor ao lado de todos que lhes sao caros.Au revoir.

  24. As omissões nas análises sobre junho de 2013 as enfraquecem

     

    Luis Nassif,

    Ao atribuir o mal-estar da população com a queda do crescimento econômico, você comete três omissões que me parecem catastróficas para quem quer se ter como bom analista, a menos que as omissões não tenham sido de boa fé.

    Primeiro você omitiu que o país voltou a ter crescimento mais expressivos a partir do quarto trimestre de 2012 e com taxas crescimento elevado a economia se manteve nesse ritmo até o terceiro trimestre de 2013 quando então houve um tombo nos investimentos e o PIB despencou.

    Segundo você omitiu que até as manifestações de junho de 2013, a popularidade da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff chegava a quase 70%. Como existir uma popularidade tão alta com o mal-estar tão grande de que você fala? Será que a popularidade era falsa? Ora se falsa, será que o PT não tem capacidade de checar essas pesquisas? E se os índices de popularidade forem verdadeiros qual a explicação que se tem para índice tão alto em um ambiente de mal-estar que sem dúvida existia, mas não exatamente como você o apresenta. E ainda qual a razão para a queda do índice de popularidade no mês seguinte às manifestações para menos de 40%? Há algum exemplo de fato semelhante que tenha ocorrido em algum país pobre, democrático, e capitalista sem que o país esteja em guerra externa e tenha perdido ou sem que tenha ocorrido um grande escândalo de corrupção?

    E a terceira omissão foi não fazer referência ao julgamento da Ação Penal 470 no STF. Um dos maiores momentos da história jurídica brasileira em que o STF muda o entendimento que então prevalecia e transforma o crime de caixa dois quando cometido por político com altos poderes na sua esfera de competência em crime de corrupção.

    Crime de corrupção em que nenhum acusado recebeu a pena pelo crime de praticar ou deixar de praticar o ato de ofício que explicaria a vantagem indevida recebida ou prometida.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 30/12/2017

  25. primavera no inverno

    “Nasce, assim, o PSOL e, depois, partidos mais à esquerda, como o PSTU.”

    O PSTU surgiu anteriormente ao PSOL. Em 1992, aqui no Recife, o PSTU já tinha candidato a prefeito. O PSOL só surgiu + de 10 anos depois disso, quando Lula já era presidente, em 2003 ou 2004, a partir de parlamentares que foram expulsos do PT porque não votaram com o governo. [Esse engano, aliás, já foi cometido por Nassif anteriormente, em um xadrez, e foi devidamente corrigido].

    No mais, é Nassif fazendo ginástica pra desdizer sem desdizer a “origem esquerdista e democrática” das xornadas de xunho 2013 que, na época, tão equivocadamente ele defendeu. Aquela “primavera” invernosa nunca me enganou. 

     

  26. Um detalhe.Em nenhum momento
    Um detalhe.Em nenhum momento do seu artigo Nassif cita a candidata a Presidenta da Republica pelo PIIISSSSOOOOLLLLL,Manuela D’avilla.Nao entendi a omissao.Nem de longe foi para encher a bola de Freixo,uma eterna promessa do banco de reservas.Marcelo Freixo e o Presidente Nacional do PIIISSSSOOOOLLL como colocado,ou e a mala sem alca da Luciana Genro?Nunca li ou ouvi,qualquer declaracao de Manuela destratando o PT,Lullla,Dilma quem quer fosse do partido.Marcello Freixo com o apoio de Caetano Veloso,nao consegue os votos necessarios para uma eleicao para Deputado Federal.Um assopro de Lullla seria suficiente.Essa com certeza,e uma das broncas deles.Eles pensarem la atras,inclusive Gabeira, que o Rio era uma Capitania Hereditaria deles.O Bispo veio por tras e deu-lhes uma cipoada que ate minha amiga Analu perdeu o caminho de casa,quero dizer do Blog.

      • Polido

        Alexandre, você foi polido demais.

        Não caberia interrogação na sua pergunta, aliás, nem pergunta deveria ser feita.

        Como que pode um sujeito vir comentar aqui e comer essa bronha monumental.

        Não existe a menor possibilidade de engano, falha de memória.

        O cara não sabe quem é quem na política.

        Se os comentários dele já eram passíveis de credibilidade, agora então estão no nível de um Constantino.

        • .. .
          Se ele polido demais,voce deveria ter me abordado de analfabeto politico,de beocio,quem sabe ate de idiota que nao sabe quem e quem na politica brasileira.Aproveitado seus vastos conhecimentos da dela saberia me responder que e o Pavao Misterioso de altissimo coturno que quer voar mais alto que um Condor?Nao sabe.Nassif sabe que detesto responder a beocios que se utizam de palavreado chulo como voce utilizou movido pelo mal da coceira na testa.Nassif e o maior adepto da lei do cipo de arueria.Voce me acusa de comenter uma “bronha monumental”.Aqui na Bahia isso nao se comete,aqui se faz,se pratica.Eu nao sei nem que apito voce toca,mais aqui na Bahia antes da bronha e presciso saber tocar.

          • Filho,acabei de completar 60
            Filho,acabei de completar 60 anos voce deveria ter um pouco mais de respeito por que voce nao sabe a quem esta se dirigindo do outro lado.Um fato illustrator.No epico O Poderoso Chefao Parfe I,a maior obra cinematografica de todos tempos para mim,Don Vito Corlleone repreende o filho Sony da seguinte forma:Da uns dois bofetes no filho,e lhe ensina magistralmente:”Nunca deixe seus inimigos(nao sou seu inimigo,apesar de voce ter me chamado para as vias de fato com ofensas totalmente descabidas),perceberem o que voce esta pensando”.Ou por ciume,inveja,dor de cutuvelo,arroubo da junvetude,ou quejandos,foi exatamente isso que voce fez.Acreditando que voce nao veio ate nos pelo Objeto Nao Identificado de Caetano Veloso,voce e um terraqueo sujeito a erros e equivocos.Quantas vezes Nassif,o maior e mais completo jornalista de sua geracao comete equivocos,e vem a publico corrigi-se.Esse artigo sobre Freixo foi um erro dele,ai cima ele ja foi contestado por um articulista do Blog chamando a atencao dele para o fato.Corta para mim.A partir do momento que voce distraidamente inseriu no seu violento comentario que eu cometei uma “bronha monumental”,voce gratuitamente,deixou cair na minha memoria,1001 formas de cortar voce ao meio.Nunca levei desaforo para casa.Vou comecar pela de numero 1.Eu lhe pergunto,essas “bronhas monumentais”que vez por outra voce comete,a faz de forma ativa ou passiva?As outras 1.000 outras estao a caminho.

      • Verdade companheiro Alexandre
        Verdade companheiro Alexandre VI.Confundi as bolas,e que esse artigo do Moreno Vivo me deixou meio embananado e puto da vida.Quem de nos humanos nao esta sujeito a erros.Conheco um que vez pior.Foi levado na labia e soltou $ 100 mangos (ha quanto tempo eu nao ouvia essa palavra),a um certo Pai de Araquinideo UZEDA.Obrigado e Feliz Ano Novo.

  27. Sobre tendências e política de frentes
    Caro Nassif,

    Seu texto traz reflexões interessantes, como é usual de sua parte, mas gostaria de sugerir uma correção: o PSTU surgiu da saída da Convergência Socialista do PT, e adotou o nome de Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado como crítica ao socialismo não claramente definido pelo PT em seus estatutos e ao sistema de partido de tendências. Isso foi lá nos anos 1990. Depois sai a tendência Causa Operária para fundar o PCO, Partido da Causa Operária, pouco depois. O PSOL só foi formado a partir da saída de Luciana Genro, Babá e Heloísa Helena do PT, já no Governo Lula, e levam suas tendências para formar o PSOL. Depois o PSOL recebe ainda outras tendências e lideranças que saíam do PT.

    Aliás, aproveitando sua crítica à democracia interna do PT, é importante destacar também que mesmo as tendências minoritárias no PT e no PSOL estão aí sendo governadas por caciques desde há muito. A proliferação de tendências, muitas vezes com programas similares, nos partidos de tendências mostra também uma forte limitação dessa arquitetura partidária com caráter frentista, o que muitas vezes faz com que PT e PSOL tenham dificuldade de fazer alianças, especialmente com partidos do mesmo campo de esquerda e centro-esquerda, e participar de frentes, principalmente quando não estão na cabeça.

    Abraço.

  28. Cachorro Urubu em guerra com ZéÚ

    Onde anda aquela juventude aguerrida e tão politizada nessa hora trágica do Brasil? Se algum gigante acordou naquele momento, não foi o Brasil, foi algum outro, porque o País desde então perambula sonambúlico, desnorteado, em transe profundo.

    Fico com o Jessé: Imbecis do Brasil, uni-vos!

    https://jornalggn.com.br/noticia/um-duro-chamado-a-esperanca-imbecis-do-brasil-uni-vos-por-lea-maria-aarao-reis

    E com o belo texto do Fernando Horta: Creio que quem não entendeu corretamente 2013 foi, infelizmente, o deputado Freixo e faço votos para que ele mude de opinião.

    https://jornalggn.com.br/blog/fernando-horta/o-que-nao-entendemos-direito-ainda-sobre-2013-por-fernando-horta

    É briga de cachorro grande, Nassif, que as crianças, por enquanto, permaneçam fora da sala.

  29. A persistência no auto-engano, 5 anos e um golpe depois

    Em que pese a racionalidade das críticas à insensibilidade da Preidenta Dilma Rousseff e da direção do PT, na era Ruy Falcão, para os novos tempos da participação e militância política, Luís Nassif sempre retorna à análise e leitura primárias que ele, Nassif, fez das manifestações de 2013.

    Considero incompreensível que, de forma recorrente, como um viciado em drogas que sucumbe novamente ao vício, após períodos de abstinência, Nassif retome esse raciocínio e análise equivocadas.

    Luís Nassif levou quase três anos para perceber e admitir claramente que as tais manifestações de 2013 nada mais foram que o lançamento das sementes do golpe em terreno fértil. Foi somente em 9 de março de 2016 que o Jornalista e editor-chefe deste portal GGN reconheceu o que foram as tais “jornadas de junho de 2013”; o histórico artigo-análise https://jornalggn.com.br/noticia/lava-jato-tudo-comecou-em-junho-de-2013 parecia indicar que Luís Nassif não incorreria no  mesmo erro ou não persistiria no auto-engano.

    Mas o que vemos é que, como as drogas, o auto-engano provoca recaída até mesmo nos mais experientes Jornalistas.

    Como alguém que apoiou, inclusive financeiramente, a campanha de Marcelo Freixo,  na última eleição municipal, fico surpreso com a tentativa de Jornalistas da blogosfera progrssista – dentre les Luís Nassif e Miguel do Rosário – tentarem por ‘panos quentes’,  aliviando a barra e poupando das merecidas críticas Marcelo Freixo e essa desastrada entrevista a um jornal do PIG/PPV, que lhe armou arapuca na qual ele caiu como pato. Não adianta querer dourar a pílula, explicar o inexplicável, defender o indefensável. Quem tem se se explicar é o deputado psolista do RJ.

    Essa entrevista e essas declarações estapafúrdias de Marcelo Frixo não são casos isolados. Basta ver o que fez Luciana Genro no RS, na última eleição municipal em POÁ. Ou verificar a postura bajulatória de Jean Wyllys e Randolfe Rodrigues em relação à Globo e outros veículos do PIG/PPV. Por fim deves-se mencionar o beija-mão (não figurativo, mas literal) de Chico Alenar em Aécio Cunha, esse gângster do tucanato hoje na lama.

     

  30. As esquerdas e os ventos globais

    As Diferenças Gerais

    No espectro político considerado de esquerda existem tendências e diferenças naturais. Políticos de esquerda se caracterizam por pensar mais do que agir e, entre pessoas que pensam demais, surgem mais divergências que pontos de concordância. É natural. Historicamente a esquerda apresenta-se fragmentada, tanto localmente como em função da sua orientação global, depois do desmembramento das ideias de Marx. Também, existe a esquerda tupiniquim nacionalista, a esquerda operaria e a esquerda modernosa internacional, dentre outros grupos. Mas, esse não é o principal problema, pois desde sempre tivemos e continuaremos tendo esquerda dividida por conta do aprofundamento do pensamento político que acompanha idealistas de esquerda. Já a direita é pragmática, alienada e antiesquerda, apenas isso, de modo que é fácil unificar um discurso vazio e sem substância, bastando uma bandeira, o apoio da mídia e algumas frases de efeito.

    A Fragmentação Política

    Embora o PCO, PSTU, PCdoB e alguma outras tendências são mais antigas que o PSol, este último partido tem apresentado uma importância e um diferencial que vale a pena destacar e comentar, como Nassif o faz de maneira muito inteligente. Vou arriscar algumas opiniões sobre isso, mas, vejamos primeiro o problema da fragmentação política e a separação entre aqueles de orientação local ou de orientação internacional tanto na esquerda como na direita.

    Depois da queda do muro de Berlim, a maior parte dos partidos de esquerda com raiz doutrinaria internacional perdeu o rumo e a inspiração doutrinária (é só ver o estrago que causou no PC do Roberto Freire, que terminou no hoje chamado PPS, associado umbilicalmente com a direita). Os partidos de esquerda remanescentes se reagruparam ao redor de bandeiras específicas, ligadas principalmente à defesa da soberania nacional junto com a justiça social. A direita teve também elementos tupiniquins, através da ARENA que virou PFL e hoje DEMO, mas que foi atropelada pela direita internacional, ou neoliberal, montada em Washington com dissidentes do PMDB, os tucanos.

    Assim, temos que o jogo político é feito em grande parte por interesses internacionais, que antes atuavam pelos dois lados: pela direita (EUA) e pela esquerda (USSR). Hoje as esquerdas locais dos países da América Latina caminham em rumo bolivariano, de autodependência, de ruptura com o mundo financeiro global e fica evidenciada a luta entre a esquerda local contra a direita internacional.

    A esquerda local da América Latina começou a não ser aquela que a direita gosta e, a direita local foi atropelada pela direita internacional ou neoliberal. O jogo político toma outra forma e o poder global, depois de apoiar causas “verdes”, encontra novas maneiras de dividir e confundir o eleitorado: o conservadorismo comportamental e a esquerda caricata e carnavalesca.

    A Nova Estratégia Global

    Sem militantes, sem doutrina palatável, sem apelo popular algum, mas apenas com a força do poder econômico e financeiro, o neoliberalismo cresce e adquire novas forças e apoios.

    Tantos anos de Hollywood e Disney geram os seus frutos e uma geração de coxinhas (gusanos) surge na América Latina. Coxinhas permeiam pelos altos escalões públicos, em todos os poderes sem voto. Ternos importados e casas em Miami estão na ordem do dia. É a quinta coluna do mundo neoliberal, os alienados, os colonizados.

    Mas, ainda sem votos suficientes, apoiam uma direita conservadora local e criam uma falsa disputa onde tentam romper as legítimas bandeiras da esquerda atual (nação soberana e justiça social) e confrontam à sociedade em lutas religiosas e comportamentais, da cintura para baixo. Os grupos evangélicos que antes apoiaram Lula começam a sair das fileiras populares e se arregimentam dentro da direitona, em forma ingênua. Bolsonaro veste a pele de cordeiro tomando banho no Rio Jordan.  A esquerda carnavalesca é turbinada pela rede Globo, principalmente, com novelas, com filmes, com festivais, com programas de auditório, com “supremo e com tudo” (como dizia o Romero Juca). A direita consegue assim criar aquela esquerda que a direita gosta, e aposta nela, como apostou no RJ.

    As fichas globais no PSol

    Embora o PSol tenha nascido da dissidência de Heloísa Helena e outros, o melhor exemplo que ilustra o crescimento atual do partido está no Rio de Janeiro. Se Brizola estivesse vivo e atuante, teria ganhado de lavada as recentes eleições. Mas, o que ocorreu foi apenas uma luta entre neoconservadores tupiniquins, que defendem uma direita comportamental e religiosa, contra uma esquerda modernosa e caricata, que entre tantas bandeiras coloridas levou o debate para abaixo da cintura, discutindo gêneros e outras “modernidades”.

    Em Resumo

    O que diferencia o PSol do PT não é apenas assuntos de doutrina, de compromisso social, de sentimentos de “esquerda”, mas sim a atuação real destas iniciativas em função da chegada ao poder, que é de fato o propósito de um partido político. Não tenho certeza de que o PSol deseje governar o Brasil, embora lute para que o Brasil seja do jeito que eles gostam, como a Globo gosta, com terceiro banheiro em restaurantes, com toda a modernidade que o mundo ocidental precisa para manter vivos os shoppings. Já o PT, assume sim essa responsabilidade, como o fez em 2002, com maior experiência, com ônus e bônus, e partirá para a retomada da responsabilidade de administrar e conduzir uma nação inteira, com todas as diferenças e rivalidades entre os seus cidadãos.

    O PT é a cara da esquerda local e latino-americana, consciente, atualizada não pelas suas “modernidades”, mas pela sua consciência do mundo em que vivemos. As suas bandeiras são da nação autônoma e a justiça social. Já o PSol, é a cara da esquerda modernosa, que a direita gosta, insuflada pelos ventos da Europa, reproduzidos aqui pela rede Globo.

    O PT de hoje é o Brizola de 1989, que poderia ter derrotado Collor na época e mudado o Brasil. O PSol é o PT daquela época, ingênuo, que turbinado pela Globo passou para o 2º turno e foi atropelado pela direita.

    Tudo o que a direita quer é contar com um PSol da vida para o segundo turno.

  31. Os comentários que li até

    Os comentários que li até agora mostram as divergências sobre junho/2013. Que todos estejam certos é impossível. Mas alguns certos ou todos errados, é possível. Porém, considero a análise do Nassif, esteja ele certo ou errado, escrita com o cérebro. Faz fundadas críticas ao PT, que errou e continua errando, mas sem aqueles jargões de “partido falido”, “traidor da esquerda”, etc., percebendo que a restauração da Democracia conta mais com o protagonismo do PT do que do Partido do Fígado. E a conclusão que Lula é o único, ou o melhor, na atualidade, para aglutinar. E aí vem o “Lula não pode perdoar”, “Lula não pode conversar com Renan”, “Lula tem que ler Maquiavel”. Julgam viver na República de Platão, onde a classe dos governantes deveria contemplar só os melhores, os sábios, os bons, sem perceberem que cairam na “Rede”. Em Política sempre existe uma quantidade de manteiga rançosa, o importante é saber em que lado do pão ela se encontra. Lula sabe. E tanto o PSOL como o PSTU são manteiga de um gosto um tanto esquisito, mas são de boa qualidade e nem um pouco rançosa.É fundamental que o PT venha a saber como trazê-los para o nosso lado, daí a importância dos alertas do Nassif. O que me parece preocupante é Lula ser alijado judicialmente, não há como pensar isso sem desaglutinação total, com consequências imprevisíveis. Chego a pensar, mas bato 3 vezes na mesa quando penso, que isso é pior do que a eleição de um outsider desde que Lula esteja concorrendo. Por pior que seja jairpensando nisso, toc toc toc, seria democrático. 

      • O mesmo para você, Juninho.

        O mesmo para você, Juninho. Mas por favor, não espalhe que eu não pago aluguel. Nos tempos de hoje, mesmo pagando, e  mostrando os recibos, pode ser interpretado como propina.

  32. Contexto………

    O caminho da união passa pelo menor grau de sectarismo que vier a ser adotado pela nova direção do PT; e um amadurecimento maior das dissidências, em nome do objetivo maior, de restaurar a democracia.

    O ultimo paragrafo, para min, é a questão central……..

    1-Em democracias consolidadas, o candidato que esta na frente é o que mais apanha, seja do seu lado(esquerda ou direita) ou do lado contrario(esquerda ou direita), é do jogo, se quero obter votos o mais logico é tentar seduzir eleitores do candidato que tem mais “intenção” de voto; e ao mesmo tempo enfraqueço a candidatura dominante, estrategia política normalissima……

    2-Partidos pequenos não tem outra alternativa a não ser “marcar/radicalizar/exagerar” a sua posição para poder existir como opção eleitoral, se diferenciando de sua corrente ideologica principal (esquerda ou direita), estrategia política normalissima……

    3-A entrevista de Freixo, para mim,vai no sentido do item 2, fazer “marola”ou um pequeno escandalo para que a imprensa fale de mim e de meu partido(mesmo caso de Ciro Gomes), simplesmente para ter uma existencia midiática, nada que seja dito ao publico/eleitor impede um acordo posterior em cima de um programa minimo de alianças e apoios, todos os politicos sabem muito bem como funciona, e não é um frasezinha “mal colocada” que vai inviabilizar acordos, os politicos podem ser adversarios mas não são inimigos, faz parte do jogo……

    Concordo em numero e grau com o paragrafo final do Nassif, os 3 itens que cito se aplicam em democracias consolidadas e em funcionamento normal….. mas tenho grandes duvidas que sejam pertinentes na “ficção distópica” que vivemos ao vivo e a cores….O contexto é outro…….Se alguem acredita hoje em dia que as eleições vão ser “normais e justas” acho que se engana….e continuar a levar a “vida politica” tranquilamente como se estivessemos numa democracia so é deixar o problema “pra mais tarde”……Se não tivermos mobilização e confronto(não sei em que proporção….), não saimos tão cedo dessa sinuca de bico…..
     

     

  33. Ditado

    “Randolfo Rodrigues fazendo aliança com a direita do Ministério Público Federal (alo, Randolfo, acorde: é direita sim!); Aldo Rebelo com a UDR; Cristovam Buarque com-quem-vier-eu-traço. E o PSOL desancando o PT; e os ativistas do PT desancando o PSOL.”

    Nassif: por tais e quais, a velha tese, que não canso de repetir — “a esquerda brasileira só tá junta na cadeia”

  34. O livro de Orwell era 1984 ou 2018, Nassif?
    Nassif, como a detenção de Maluf (e demais medidas pirotécnicas em curso) visa conferir ao judiciário uma aura de imparcialidade capaz de arrefecer os protestos diante da proibição de Lula se candidatar em 2018, a discussão do momento deveria ser se Lula irá apoiar Haddad caso se mantenham as eleições. Ou vai dividir o apoio entre Boulos e demais candidatos num primeiro turno, para depois se concentrar em quem levar a melhor. Como a economia está bombando, sic rede Pig-Globo, uma campanha eleitoral entre a direita versus a esquerda resultaria, com Lula impedido, na vitória da direita – beneficiária de mais de uma dúzia de anos de lavagem cerebral contra comunistas que comem criancinhas e são responsáveis por tudo o que massacra a população. Simples assim. Nesse contexto, esse Psol que apoiou o impeachment de Dilma e o fatídico junho de 2013 tem tudo para, simpático à Lavajato-Moro-Dallagnol, emergir como lídimo representante da esquerda tapuia e conquistar o poder que Lula/Dilma não lhe deram, talvez até contemplando Caetano Veloso e o séquito de funcionários da Globo que frequentam o diretório de Paula Lavigne com ministérios honoríficos. Será a consolidação do golpe por mais uma geração ou pelo tempo necessário à consumação de nossa equiparação ao Haiti. Para tanto, condenar José Serra e Aécio a viverem “presos” em suas respectivas mansões por alguns meses pode arrefecer esse ódio crescente à estirpe de Gilmar Mendes & Moro, desde que ambos sejam redimidos mais tarde, talvez quando Trump vier parabenizar o vencedor da eleição, seja Bolsonaro, Alckmin ou similares. Enquanto tudo isto se desenha no horizonte, vamos continuar nos engalfinhando em torno do sexo dos anjos, fazendo de conta que o país possui partidos políticos de esquerda e citando como exemplo essa junção de lideranças sindicalistas chamada PT. Tudo para dar tempo ao tempo necessário à prescrição dos crimes dos tucanos e peemedebistas, pois se foi assim com a UDN-PTBb-PSD e depois com ARENA e o MDB, por quê seria diferente agora, se o país continua o mesmo, abocanhado por todos os lados por agremiações ou quadrilhas de políticos que nelas mandam e desmandam ao sabor do que determinam nossas elites econômico-financeiras? Lamento, meu caro amigo, mas o copydesk Rui Falcão com quem trabalhamos na redação da Major Quedinho não tinha a mínima chance de converter a junção sindicalista em partido político, principalmente depois que Zé Dirceu foi preso, justo ele, que procurava unir todo espectro político em torno da redução das desigualdades sociais. Muito menos enfrentar os black-blocs de junho de 2013, que sob a bandeira do Psol empunhada por Plínio de Arruda Sampaio na porta do Teatro Municipal, vandalizavam equipamentos públicos para em seguida, quase em ordem unida, voltarem a se concentrar atrás do Pelotão de Choque da PM, com suas camisas negras impecáveis. Chamar o MPL de arregimentador de jovens é esquecer que o mesmo só existiu nos panfletos que inundaram a cidade, conclamando a população a combater aquele aumento “escorchante” de R$ 0,20 na tarifa de ônibus, motivo pelo qual os futuros coxinhas naqueles dias não passavam de facebookianos ou jovens conectados à Internet que tinham suas palavras de ordem escritas por profissionais muito bem pagos. Sim, pois tais mobilizações custam dinheiro e organização ou logística como a dos patos gigantescos da Fiesp. Acreditar que estes já existissem antes do golpe equivale a crer na existência de uma esquerda brasileira que sobreviveu à ditadura militar como tal e ainda hoje conserva suas células, diretórios, reuniões, lideranças e palavras de ordem. Se ela existisse, a história de Dilma seria diferente, pois, como ex-presa política, poderia tê-la ao seu lado – mas basta dizer que Dilma nunca ao menos reuniu os seus ex-colegas de resistência ou prestigiou a Comissão de Anistia, talvez por acreditar no ideário petista de que vivíamos numa República democrática, quando todo o aparato de 64 permanecia incólume, obrigando velhos hóspedes do Doi-Codi como eu a continuar na clandestinidade pois tudo era e é possível, inclusive a volta do que hoje seria chamado de “cabo coercitivo”, o velho pau de arara. Não tivemos uma redemocratização e o preço que se paga é a “nostalgia” desses mais jovens desinformados e deseducados de hoje por aquela vintena de anos em que a miséria deixou de ser restrita às favelas para se espraiar por todas periferias, obrigando o povo a dormir na fila para comprar açúcar e farinha de trigo racionados e fomentando uma delinquência entre os mais pobres que SP enfrentou criando o Esquadrão da Morte, com o assassinato diuturno de centenas de jovens à época chamados de “três pês” (pobres, pretos e putos ou putas que hoje são apenas pj´s do sexo, desempregados em busca de sobrevivência). Com a saúde ou INSS em frangalhos, a economia inflacionada ao máximo e nenhum resultado dos programas faraônicos que nos levaram à fila de pedintes do FMI, as Diretas Já foram apenas uma válvula de escape para evitar a explosão das panelas de pressão, mas aquela nova sigla que trazia o “social” no nome e ganhou o poder, o PSDB, piorou tanto a situação que até em um estado que odiava os retirantes nordestinos como este o povo elegeu um deles, com a agravante de ser líder sindical. Lula não é, foi ou será nada além de um bom negociador em conflitos entre o capital e o trabalho, assim como o PT que, para obter maioria no Congresso e implementar políticas que resgataram o Brasil da fila de pedintes do FMI compôs alianças com as quadrilhas melhor votadas. Lula e Dilma erraram ou fizeram o que era possível fazer para governar e implementar os programas que extraíram entre 30 e 60 milhões de pessoas da miséria? Assim como negociava dissídios no ABC com montadoras alemãs hoje acoimadas abrigar nazistas, Lula/Dilma negociou com quem tinha e tem votos em Brasília, ou seja, os sucessores da UDN/ARENA, da maçonaria bandida e das agremiações evangélicas que ocuparam o espaço do catolicismo ao introduzir essa objurgatória rediviva, o dízimo, para os interessados em obter maiores ou menores favores divinos. Como no tempo da compra das Obrigações do Reino, o fiel pode comprar seu quinhão de paraíso, pois ao invés de Lula/Dilma investir em qualidade de ensino público, preferiram construir o maior número de escolas e faculdades da história, pois isto não os obrigaria a fazer como Temer e comprar as reformas em andamento. Nesse contexto, a agremiação em ascensão da hora que passa, o PSOL, é uma sigla que nunca provou a que veio; suas lideranças sempre foram opacas ou medíocres, mas agora primam pelo oportunismo: contrapor um líder de sem tetos urbanos que nasceu em casa própria, com salário da USP e hoje do rol de cargos de confiança de Alckmin, como é o caso do pai desse jovem de carreira meteórica, nada tem de amoral, pois se Lula é considerado a personificação da esquerda, tudo é possível, principalmente quando George Orwell (que via na perversão da linguagem, hoje fake news, uma ferramenta de controle mental das grandes massas humanas) está prestes a transformar seu 1984 em 2018. No mais, parabéns pela provocação, eivada de caldas vulcânicas da grande Poços!

  35. Vocês escrevem …
    Vocês escrevem que a mídia tradicional perdeu a importância e transfomam uma entrevista num fato histórico próximo a descorberta de vida em Plutão , nesta hora passarinhos fazem cocô na tal entrevista.

  36. Para um partido no poder o perigoso é o protagonismo das ruas

     

    Luis Nassif,

    Frases como a que transcrevo a seguir não fazem sentido. Diz você:

    “Mas quem apanhou da Polícia Militar de Alckmin foram os jovens esquerdistas, não os halterofilista do MBL. Mesmo assim, o PT fechou completamente as portas a eles. Temia perder o protagonismo das ruas.”

    Ora, se se acusa o PT de ter perdido há muito tempo o protagonismo das ruas, como alegar que o PT tinha medo de perder esse protagonismo? É pura incoerência dizer que o partido temia perder algo que o partido já não possuía, o protagonismo das ruas.

    E também não faz sentido dizer que para o PT não perder esse protagonismo, que na verdade não tinha mais, o partido fechara as portas para quem ia para as ruas. Até se o PT ainda tivesse esse protagonismo, o natural seria dialogar com outros partidos do campo da esquerda que também tivessem capacidade de exercer esse protagonismo.

    O problema é que ir para as ruas reivindicando passe livre em um país pobre como o Brasil jamais poderia contar com o apoio de quem detém o poder e tem mais compreensão do funcionamento do orçamento público.

    Agora é correto dizer que o PT temia o protagonismo das ruas. Todo partido que está no Poder Executivo sabe que a relação dele é com o Poder Judiciário e com o Poder Legislativo. E essa é uma relação em que o partido que está no poder conhece as relações de força. Por que então o partido vai querer que as ruas venham para criar um novo protagonismo em que ninguém sabe com quem se está lidando?

    O temor do protagonismo das ruas, entretanto, não inviabiliza que o partido procure acertar com os grupos mais atuantes, exatamente para garantir que as ruas tenham um comportamento dentro de um figurino gerenciável. Somente um neófito no poder pode pensar afastar as portas para os que ainda têm certa capacidade de colocar as ruas do seu lado. E em 2013, o PT completaria 11 anos de poder, não podendo ser acusado de neófito.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 31/12/2017

  37. Esse movimento do Psol em

    Esse movimento do Psol em direção ao Boulus é sinal de que ele entenderam a derrota para o Crivela. Além de descartar essa mala da Luciana Genro.

    O Psol não consegue sair da zona sul do Rio, essa é que é a verdade. Inclusive o que tem de atuação relevante é através do seu melhor membro, o Willys em sua luta contra o fundamentalismo evangélico. Uma luta inglória que ele leva com coragem e energia.

    Mas essa pauta, extremamente importante, por enquanto é forte apenas entre progressistas da zona sul. Essa é a liga entre Psol e a “Paulinha” do Caetano. Dá muita mídia, mas não dá voto, não dá povão. Boulus pode “agregar esse valor”.

    A questão é que as prioridades da Paulinha não estão no topo da lista do Boulus, muito pelo contrário. E vice e versa. Uma coisa é ser contra a homofobia, o machismo, o fundamentalismo. A favor das liberdades de expressão artística e etc. Boulus assina embaixo, mas não passa disso. Sua luta é outra. Muito mais ugente, tipo, um lugar para morar.

  38. Diferem o PT e a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff

     

    Luis Nassif,

    Na frase a seguir você mistura PT com a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff

    “O novo tempo era dos coletivos, das mobilizações virtuais. Nem o PT nem Dilma Roussef se deram conta dos novos tempos.”

    E ao misturar dois atores tão diversos, você de certo modo esconde as diferenças entre o PT e a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. O PT era um partido de esquerda de forte apoio popular e que no seu nascedouro era um partido que atendia a reivindicação da classe média que desconhece o funcionamento da democracia e por isso tinha antipatia contra os nossos políticos.

    Para abraçar essa parcela da opinião pública inimiga dos políticos tradicionais, Lula fez crítica aos 300 picaretas no Congresso Nacional. Frase de cunho eleitoral que se fosse realmente o que ele pensava apenas revelava a falta de entendimento da atividade política que acompanhava o PT nos seus primórdios.

    A ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff tinha uma formação técnica e nunca exerceu a atividade política na sua plenitude. Era um quadro técnico do PDT e não do PT. E ao contrário do PT que se relacionava com as ruas, ela não tinha o carisma de líder político que pode chamar o povo às ruas.

    Então não só como presidenta no poder que não tem interesse que o povo venha para as ruas, como uma líder sem carisma, a não ser o seu histórico de luta, a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff não podia manter a mesma relação que o PT deveria ter com os grupos que queriam utilizar as ruas como forma de alcançar suas reivindicações.

    E mais, os coletivos sempre existiram e as manifestações virtuais que realmente eram novas têm efeito apenas virtual. Foram as manifestações reais nas ruas que estragaram com o governo da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 31/12/2017

  39. Que bandeiras mobilizadoras poderiam ser dadas à esquerda?

     

    Luis Nassif,

    Você foi ambíguo ao dizer para a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff que ela não dá bandeiras para a esquerda mobilizar-se. Transcrevo a frase dessa sua mensagem:

    “Você não dá bandeiras a eles, disse-lhe”

    Não é que ela pode ter escutado errado e entendido que você queria dizer para não dar bandeiras à militância de direita que surgia e já estava acuando a militância da esquerda. Não é difícil imaginar que ela tenha entendido você dizer:

    “Você não dê bandeiras a eles”.

    O problema aqui é você não ter indicado nenhuma bandeira a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff que ele pudesse dar a militância da esquerda já acuada pela militância da direita.

    E é bom lembrar que você sempre orgulhou de ter durante os três primeiros anos do governo da ex-presidenta às custas do golpe malhado a política econômica dela dando bandeira a militância da direita que surgia e já estrava acuando a militância da esquerda. E que se lembre aqui que embora eu não seja economista sempre vi as suas críticas como críticas pueris e mais adequadas a quem não compreende a economia brasileira e nem se antenava para a inserção da economia brasileira na economia mundial naquele momento.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 31/12/2017

  40. É precioso esclarecer como o PT jogou os jovens do MPL ao mar?

     

    Luis Nassif,

    Há ainda a seguinte frase sua que merece mais crítica. Diz você:

    “O PT jogou os jovens do MPL ao mar e perdeu o único ponto de contato com as ruas.”

    Parece que você faz dobradinha com Fernando Haddad que atribui à falta de compreensão da ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff para com a reivindicação do MPL, o desencadeamento das manifestações de junho de 2013.

    Esse tipo de acusação é leviana. Nada diz sobre a reivindicação da MPL, que a meu ver é reivindicação para país rico, e não indica uma ação que poderia ser adotada pelo governo em relação à reivindicação da MPL.

    Se o MPL era o único contato do PT com as ruas, ao afirmar isso no restante da sua frase, você está correto. Ainda assim, não bastasse a minha crítica acima, a parte inicial: “O PT jogou os jovens do MPL ao mar” já é falha, pois não se sabe exatamente como foi que o PT fez isso e nem você faz questão de explicitar qual teria sido o procedimento do PT que jogou o MPL ao mar.

    No fundo, o que se percebe é que todo o seu esforço visa apenas ficar bem com o MPL.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 31/12/2017

  41. Freixo não viu sinais de novos tempos nas manifestações de 06/13

     

    Luis Nassif,

    Você termina o item intitulado “As manifestações de junho de 2013”, neste seu post “Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL, por Luis Nassif” de sábado, 30/12/2017 às 19:18, afirmando:

    “Portanto, ambos – Lula e Freixo tem razão. O PT nunca entendeu os movimentos que surgiam das redes sociais. Não entendendo, deixou a porta escancarada para o trabalho da direita e de seus consultores externos.”

    Tem razão em quê, poderia perguntar um leitor menos atencioso. A resposta está na parte inicial antes do item “As manifestações de 2013” em que você diz

    “E aí é importante entender adequadamente os movimentos de junho de 2013. Está certo Lula de enxergar a mão externa. E está certo o presidente do PSOL, Marcelo Freixo, de enxergar os novos tempos.”

    Trata-se de mera opinião sua, de Lula e de Marcelo Freixo. Marcelo Freixo e Lula são políticos e declarações de políticos não devem ser tomadas como declaração de verdades. As declarações de políticos devem ser entendidas como contendo um fundo eleitoral. Nada mais importante para Lula do que abraçar a corrente que crê ter havido intervenção americana nas manifestações de junho de 2013.

    E para Marcelo Freixo que quer manter uma interação mais próxima do grupo que participou da manifestação de 2013 também é bem eleitoreira a declaração de que as manifestações de junho de 2013 eram manifestações de um novo tempo.

    E você dando razão aos dois ganha leitores para o seu blog dos dois lados.

    Opinião por opinião eu fico com a minha. As manifestações de junho de 2013 podiam no máximo emular o fato que elas estavam ocorrendo no mundo todo. Eram brasileiras como foram iranianas as manifestações no Irã em 2009, como foram tunisianas as manifestações na Tunísia, e líbias as manifestações na Líbia, e sírias as manifestações na Síria e egípcias as manifestações no Egito. O que havia de comum nelas é que todas elas guardavam estreita relação com a crise econômica de 2008.

    Acusar as manifestações de junho de 2013 só não é mais estapafúrdio porque hoje é comum ler em jornais americanos relatos da interferência russa nas eleições de 2016 nos Estados Unidos. Se a Rússia com um PIB de 1 trilhão de dólares consegue interferir nas eleições de um país com quase 20 trilhões de dólares o oposto seria algo ainda mais natural.

    Ora, os Estados Unidos gastam 700 bilhões de dólares só com armamento, portanto mais que todo o gasto público brasileiro. E hoje esse gasto só justificaria para fazer guerra de evangélicos contra muçulmanos. Então os Estados Unidos precisam criar outras fontes de rivalidade para justificar os gastos astronômicos.

    Lá nos Estados Unidos como aqui no Brasil essa afirmação da interferência estrangeira só faz sentido para quem está propenso a acreditar na interferência. Não é capaz, entretanto, de trazer um só dado concreto que comprovaria essa interferência.

    Até porque se um lado soubesse como fazer essa interferência o outro lado saberia também como fazer algo semelhante. E ai a todo momento teríamos manifestações como a de junho de 2013.

    E quanto a alegação de Marcelo Freixo que segundo você representaria a possibilidade de enxergar os novos tempos, eu vou me repetir utilizando a mesma frase que eu repito desde então. As manifestações de junho de 2013 não tiveram nada novo salvo as redes sociais na internet e nada de bom salvo as manifestações em si porque representavam uma indicação de que a democracia no Brasil era algo viva e não morta.

    E aqui faço a ressalva que as manifestações de junho de 2013 na sua segunda fase, e que foi a meu juízo apropriada pela direita, com os manifestantes carregando cartazes com dizeres contraditórios, mais se assemelhavam as manifestações de zumbis.

    Agora, a bem da verdade, Marcelo Freixo não diz que nas manifestações de junho de 2013 se enxergam os novos tempos. O que ele diz, diante da seguinte pergunta da Folha: “Após perder no Rio, o sr. disse que chegara a hora de a esquerda aprender com seus erros. A lição de casa foi feita?”, foi o seguinte:

    “Estamos buscando fazer. A esquerda até hoje não entendeu 2013. As portas que se abrem dizendo: queremos repactuar essa ideia de representatividade. A esquerda preferiu achar que aquilo ali era coisa da direita, o que não é verdade.”

    Primeiro cabe observar que as manifestações de junho de 2013 entraram de supetão na resposta. Segundo não se sabe se ele se inclui na esquerda que “até hoje não entendeu 2013”.  Se ele se incluísse eu teria que dar méritos a ele porque é muito raro ver alguém que diz que ainda não entendeu as manifestações de junho de 2013.

    Vejo mérito em dizer que não entendeu as manifestações de junho de 2013 não só porque é raro alguém dizer isso das manifestações de junho de 2013 como também porque quem diz que entendeu só sabe apresentar afirmações e considerações estapafúrdias.

    Além disso, no meu caso, se intuo algumas consequências das manifestações de junho de 2013, não as entendo por completo ainda mais que, como tenho insistido sempre em lembrar houve a primeira fase das manifestações puxadas pelo MPL com um objetivo onírico e desatrelado da realidade que era o passe livre e na sequência houve as manifestações em que não se admitia mais a participação dos partidos e os manifestantes vinham com cartazes que traziam objetivos diversos e mesmo contraditórios. Não separar as duas manifestações é o primeiro sinal de que não se entendeu as manifestações de junho de 2013.

    Só que Marcelo Freixo faz um acréscimo nos dizeres dele sobre as manifestações de junho de 2013. Diz ele na entrevista à Folha de S. Paulo:

    “As portas que se abrem dizendo: queremos repactuar essa ideia de representatividade. A esquerda preferiu achar que aquilo ali era coisa da direita, o que não é verdade.”

    Ora essa declaração revela alguém que não entendia da correlação de forças na democracia brasileira. Uma existência toda vivendo a fraqueza da esquerda e não compreendendo essa fraqueza e essa mesma esquerda quer entender uma manifestação que ocorreu em um mês em 2013 e que depois desapareceu só vindo a aparecer em outro formato nas duas manifestações da direita que a Globo denominou de manifestações: “contra a corrupção, contra o PT e contra a Dilma”.

    É uma declaração que não faria sentido nem se ele não se incluísse na esquerda.

    Falar em repactuar a ideia de representatividade sabendo que a esquerda é extremamente má representada é desconhecer como são feitos os pactos de repactuação de representatividade. Esses pactos são realizados com os representantes. Como esperar que essa repactuação possa ser favorável à esquerda sabendo-se de antemão que a esquerda é má representada.

    A esquerda é má representada não só porque ela é minoria no sentido numérico do termo, como ela é má representada em razão da desigualdade existente que privilegia os poderosos na representação.

    E mais a bandeira da repactuação sempre significou mexer na Constituição de 88. A esquerda nunca se deu conta que a Constituição de 88 é fruto de um momento histórico superfavorável à esquerda e que tal momento não se repetirá tão cedo. Assim querer antecipar esse novo momento favorável é um risco que qualquer um com um mínimo conhecimento de matemática ou aritmética não gostaria de correr.

    Então Marcelo Freixo, pelo menos na entrevista à Folha de S. Paulo, não disse que nas manifestações de junho de 2013 se enxergariam os novos tempos. E se ele tivesse dito isso deveria ser entendido apenas como uma afirmação eleitoreira. E o que ele disse realmente ao mencionar a repactuação da representatividade é mais discurso acadêmico de quem é desvinculado da realidade.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 31/12/2017

  42. Algumas passagens no último tópico são despiciendas

     

    Luis Nassif,

    Avaliei sem necessidade sua referência ao grande segredo chinês. Qual é o intuito de dizer que o grande segredo do PC chinês é criar horizonte de alternativa de poder para a oposição interna que combate a direção sem sair do partido. É verdade que um partido democrático tem que abrir espaço para a alternativa de poder dentro do partido, mas por que trazer isso como um segredo do PC chinês?

    A explicação talvez seja criar um texto que possa atender reivindicações de toda a matiz. Um teórico do partido comunista com vínculos com o Partido Comunista Chinês poderá escrever um longo texto comentando esse seu distinto conhecimento e sua preclara afirmação. O que pode causar até elogios, contestações, réplicas e tréplicas.

     Este para mim tem sido o grande problema dos seus textos em minha avaliação. Você escreve tentando açambarcar a quantidade máxima de leitores de ideologias diferentes. E a sua opinião molda a essa exigência.

    Há que se reconhecer que é correto esse modelo eclético de manifestar opinião sob o aspecto de trazer opiniões divergentes para um blog. Os estudos sobre os blogs mostram uma tendência inexorável deles se reduzirem a manifestação bastante uniforme de pensamento. Livrar-se dessa armadilha é uma alternativa para a sobrevivência de um blog que pretende ter um alcance maior.

    Liberto de se tornar um veículo de uma tendência única representando um nicho reduzido de blogueiros, o blog cai na armadilha do ecletismo que não leva a lugar nenhum.

    E em seu benefício pode-se dizer que sua inútil referência ao Partido Chinês tenha como objetivo trazer à baila um tanto sorrateiramente o fator que proporcionou a possibilidade de se alcançar a direção partidária para correntes minoritárias dentro do Partido Comunista Chinês e que foi a morte do líder chinês Mao Tsé Tung. Por analogia e conhecendo a história do PT, do que você diz pode-se concluir sem erro que após findar a era Lula, o PT também voltará a ser mais democrático.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 01/01/2018

  43. Mesmo pela grande mídia, vale a esquerda criticar a esquerda

     

    Luis Nassif,

    No seu último tópico deste seu post e que você intitulou “Os conflitos de esquerda”, você censura a crítica da esquerda à esquerda. Nas suas palavras:

    “Cria-se uma aliança espúria entre líderes de esquerda e mídia, cuja liga é dada pela capacidade de criticar as lideranças de esquerda constituídas.”

    Não lembro de você criticar o PT quando o PT como uma corrente minoritária dentro da esquerda criticava Leonel Brizola. E muito provavelmente você estava certo à época em não fazer essa crítica. É bom para a esquerda que essa crítica entre a esquerda saia na grande mídia. É espaço que ela toma da direita e é no mínimo um factóide a repercutir durante um bom tempo sobre assuntos de interesse da esquerda, ainda que a esquerda venha a sair malhada na notícia e na sua repercussão.

    É claro que o PDT de Leonel Brizola perdeu espaço para o PT justamente porque o PT combatia a capacidade de Leonel Brizola fazer acordos com a direita, crítica semelhante que a esquerda mais radical faz ao PT e a Lula. Só que foi um espaço perdido para a esquerda e não para a direita.

    Em minha avaliação essas polêmicas quando surgem na grande mídia não causam prejuízo à esquerda. Eleitoralmente para a esquerda é melhor uma esquerda mais radical criticar o comportamento do PT e isso ir para as primeiras páginas da grande mídia do que a grande mídia conceder espaço para um radical da direita como Bolsonaro criticar outro candidato da direita menos radical, como Geraldo Alckmin, acusando-o de ser leniente com os bandidos ou permitir reparos dos órgãos de defesa dos direitos humanos na atuação das corporações militares.

    É preciso perceber que não só a polêmica cria para dois candidatos da direita mais espaço de informação, como os eleitores da esquerda passam a ter uma visão menos refratária ao candidato Geraldo Alckmin por não ver nele um adepto da violência para o combate a criminalidade como são os representantes do que é chamado partido da bala.

    Quando a esquerda radical critica o PT ou o Lula, uma parte da direita começa a ver o PT ou o Lula com olhos mais favoráveis. E o PT não perde o voto do seu eleitorado, a menos daqueles que não concordam com a pratica do fisiologismo. Infelizmente, o eleitor do PT que não concorda com a prática do fisiologismo está mal informado – a menos que ele vote no PT por se tratar de um partido da esquerda não democrático – pois o fisiologismo é uma exigência do processo democrático.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 01/01/2018

  44. Críticas dentro e fora da esquerda à esquerda sempre haverá

     

    Luis Nassif,

    Já quase nos estertores deste seu post “Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL, por Luis Nassif” de sábado, 30/12/2017 às 19:18, aqui no seu blog, você se refere a “críticas pontuais ao programa de Lula” como sendo comportamentos compreensíveis do PSOL na tentativa de se diferenciar do PT. É quase o óbvio dizer que um partido da esquerda pode criticar pontos do programa de outro partido da esquerda. É um óbvio, entretanto, que às vezes precisa ser dito. Melhor que você tenha feito.

    É também óbvio que “ataques intermitentes” de um partido de esquerda a outro partido de esquerda “contribuirão para o acirramento das divergências e para o jogo desestabilizador da mídia”. Agora a não existir esses “ataques intermitentes” mais bem se faria em não se constituir em outro partido de esquerda.

    E mesmo que se ficasse como um grupo dentro do partido, a menos que esse grupo fosse expulso do partido, o que o proibiria de fazer esses “ataques intermitentes” a comportamentos do próprio partido? Só se houvesse cláusula no partido que proibisse esses “ataques intermitentes”.

    Enfim, não vejo fundamento lógico para justificar que um partido de esquerda não critique outro partido de esquerda que tome posições contrárias àquelas que o primeiro partido considera corretas. Mesmo que considere fora do palco eleitoral, onde o discurso é mais aberto e livre sem precisar ficar preso em total fidelidade aos fatos, e apenas analisando o campo de atuação acadêmica dentro dos partidos políticos com a divulgação escrita de teses não se pode esperar que haja apenas posicionamentos convergentes dentro dos partidos de esquerda.

    Ainda não há uma definição rigorosa diante de cada fato de qual seria a conduta cientificamente correta a ser adotada pela esquerda. Se um grupo pensa de um jeito e o outro grupo pensa de forma contrária, não há como impedir os dois grupos de se expressarem.

    No caso de revistas com cunho mais acadêmico dentro do partido pode-se imaginar conselhos editorial estabelecendo o que pode ser dito e o que não pode. Será preciso de muito cuidado para que não se tenha efetivamente uma espécie de censura que não seria muito democrático. Enfim, é preciso saber conviver mais com as divergências.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 01/01/2018

  45. Dividir para reinar também é mote válido na política

     

    Luis Nassif,

    O encerramento deste seu post é uma espécie de defesa da união da esquerda. Você antigamente preconizava a união nacional ou o pacto nacional. Sou resistente a ambos. Para mim a ideia de união nacional é apolítica e mais própria do fascismo. Há casos em que a esquerda fez pactos, mas eu sou sempre temeroso que a ideia seja aproveitada por quem tenha interesses escusos.

    Avalio as propostas de união nacional como sendo apolítica no sentido de que a política é exatamente a forma de consolidar uma decisão que seja fruto de composição de interesses divergentes. Se se parte de um modelo de união nacional se subentende que não pode haver interesses divergentes. Ou que os interesses divergentes sejam esquecidos de tal modo que a união de todos se estabeleça.

    Em uma guerra a união nacional é natural, mas uma guerra é revelação de barbárie que é mais próximo do fascismo. Então esse espírito de união nacional não deve prevalecer onde predomina uma concepção democrática da política.

    É claro que em uma hecatombe se possa pensar em uma proposta de união nacional. Isso se a tomada de decisão for quase uníssona. Vamos todos socorrer os feridos, é uma decisão que pode contar de imediato com o apoio de todos, isso é, pode contar com a união nacional.

    No entanto, esse espírito só dá para prevalecer em espaços reduzidos de população e área. A medida que se tem áreas e populações maiores as prioridades vão se alterando e as decisões vão precisar da composição de interesses divergentes e a ideia de união nacional não faz sentido.

    No plano interno de um partido, se se pretende que ele seja democrático, é necessário que o processo de composição de interesses conflitantes, sendo tanto a composição como os interesses conflitantes manifestados sem restrição, deva ser fruto de um processo aberto de debates.

    Quando se tem dois ou mais partidos, a menos de um objetivo comum não há porque falar em união desses partidos. É claro que todos os partidos de esquerda que avaliarem que a eleição de Lula é a ação ou empreendimento mais favorável ao fortalecimento da esquerda devem fazer essa aliança.

    Não se pode esperar que o desejo de aliança permaneça entre os partidos de esquerda que avaliarem que a eleição de Lula é prejudicial a própria esquerda, ou que avaliarem que o lançamento da candidatura de Lula como candidato único da esquerda não fortaleceria a esquerda em um eventual segundo turno ou ainda no primeiro turno na campanha para o legislativo.

    Embora o ditado recomende dividir os outros para reinar, há que se observar que a ideia de se dividir para reinar não é de toda equivocada. Eu venho defendendo a ideia que o PT e o PSDB se lançaram como antagonistas exatamente para evitar que um tertius aparecesse e tomasse o cetro presidencial. Durante 20 anos eles reinaram democraticamente no Brasil.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 02/01/2018

  46. Uma queixa e links pertinentes à análise da entrevista de Freixo

     

    Luis Nassif,

    Pretendo ainda fazer um comentário geral sobre esse post. Além disso pretendo também deixar junto a cada comentário meu ou no comentário geral links em que eu manifesto ou outros manifestam opiniões próximas das que eu expressei em meus comentários.

    Para o momento, o que eu gostaria de saber é se é possível destravar um comentário que eu enviei e que deveria ficar entre o que foi meu 10º comentário enviado segunda-feira, 01/01/2018 às 21:05, e que recebeu como título (assunto) o seguinte: “Mesmo pela grande mídia, vale a esquerda criticar a esquerda” e o que deveria ter sido meu 12º comentário e ficou sendo o 11º e foi enviado segunda-feira, 01/01/2018 às 23:52, recebendo como título o seguinte “Críticas dentro e fora da esquerda à esquerda sempre haverá”?

    O comentário que não apareceu no post e que seria o 11º deve ter sido enviado por volta de 22:30 minutos e eu dera para ele o título de “Guilherme Boulos é para Lula o que Lula foi para Leonel Brizola”. Ao enviar a mensagem de comentário enviado veio acompanhada do seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/noticia/para-entender-as-diferencas-entre-o-pt-e-o-psol-por-luis-nassif#comment-1176546

    Se não for possível recuperar o comentário eu vejo se o mando de tal modo que ele fique entre o 10º comentário e o que assumiu a posição do 11º ou se o envio em outra sequência como o último comentário de uma série.

    E aproveito para deixar três links a posts que guardam bastante relação com este de sua autoria “Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL, por Luis Nassif” de sábado, 30/12/2017 às 19:18. O primeiro é “As 12 lições do moralismo apolítico – Freixo fala, por João Feres Júnior” de domingo, 31/12/2017 às 10:47 e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/blog/joao-feres-junior/as-12-licoes-do-moralismo-apolitico-%E2%80%93-freixo-fala-por-joao-feres-junior

    No texto do post “As 12 lições do moralismo apolítico – Freixo fala, por João Feres Júnior”, João Feres Junior faz uma forte crítica a entrevista de Marcelo Freixo, valendo observar, pois também me chamou a atenção, a referência crítica que João Feres Junior faz à conversa que Marcelo Freixo teve com a companheira dele em que ele justifica a escolha do Guilherme Boulos para a candidato do PSOL à Presidência da República pela reação do olhar da esposa dele.

    O segundo post é “Os Brasis: dentro do labirinto, por Arkx” de quinta-feira, 21/12/2017 às 09:31, em que Arkx faz crítica a postura de parte da esquerda em associar ao lulismo para alcançar a Presidência da República. O endereço do post “Os Brasis: dentro do labirinto, por Arkx” é:

    https://jornalggn.com.br/blog/arkx/os-brasis-dentro-do-labirinto-por-arkx

    Aliás mais do que o post “Os Brasis: dentro do labirinto, por Arkx”, o post de Arkx em que ele se põe mais diretamente contra a candidatura de Lula e que mais diretamente vincula-se com a discussão sobre a entrevista de Marcelo Freixo e por isso merece uma referência aqui é o post “Os Brasis: Lula deveria ser candidato?, por Arkx” de quarta-feira, 03/01/2018 às 14:52, e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/blog/arkx/os-brasis-lula-deveria-ser-candidato-por-arkx

    Era mais este último post que eu queria indicar como o segundo com discussões sobre a candidatura de Lula à Presidência da República, mas como no post “Os Brasis: dentro do labirinto, por Arkx” há comentários meus com link para este último post, eu quis dar mais destaque para o primeiro post.

    E o terceiro post é “Veja quem grita, por Fernando Horta” de sábado, 06/01/2018 às 12:46, também aqui no seu blog e de autoria de Fernando Horta. O endereço do post “Veja quem grita, por Fernando Horta” é:

    https://jornalggn.com.br/blog/fernando-horta/veja-quem-grita-por-fernando-horta

    Trata-se de um post tão crítico à entrevista de Marcelo Freixo como o de João Feres Júnior. Aliás, o Fernando Horta estende um pouco a crítica dele ao mencionar dois outros artigos que mereceriam censura por se colocarem mais contra Lula do que em defesa de uma ideologia de esquerda.

    Além de comentar a entrevista de Marcelo Freixo, concedida a Anna Virginia Balloussier que apareceu na Folha de S. Paulo, sexta-feira, 29/12/2017, com o título “’Não sei se é o momento de unificar a esquerda, não’, diz Marcelo Freixo”, Fernando Horta comentou o artigo “Alternativa da esquerda passa pela politização dos conflitos distributivos”, publicado na Folha de S. Paulo de sexta-feira, 05/01/2018, e de autoria de Vladimir Safatle, e o artigo de Rudá Ricci “Avaliando a conveniência da candidatura de Boulos”, publicado pela Revista Forum, sexta-feira, 05/01/2018.

    O artigo “Alternativa da esquerda passa pela politização dos conflitos distributivos”, de sexta-feira, 05/01/2018, e de autoria de Vladimir Safatle, pode ser visto no seguinte endereço:

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/2018/01/1948040-alternativa-da-esquerda-passa-pela-politizacao-dos-conflitos-distributivos.shtml?loggedpaywall

    O artigo de Rudá Ricci “Avaliando a conveniência da candidatura de Boulos”, de sexta-feira, 05/01/2018, pode ser visto no seguinte endereço:

    https://www.revistaforum.com.br/2018/01/05/ruda-ricci-avaliando-conveniencia-da-candidatura-de-boulos/

    Rudá Ricci ainda fez uma réplica ao artigo de Fernando Horta. Trata-se do artigo “Fernando Horta, o problema central do Brasil é a desigualdade social” de sábado, 06/01/2018, e publicado também na Revista Forum, podendo ser visto no seguinte endereço:

    https://www.revistaforum.com.br/2018/01/06/ruda-ricci-fernando-horta-o-problema-central-do-brasil-e-desigualdade-social/

    E deixo também o endereço da entrevista de Marcelo Freixo à Folha de S. Paulo e que pode ser visto no seguinte endereço:

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/12/1946626-nao-sei-se-e-o-momento-de-unificar-a-esquerda-nao-diz-marcelo-freixo.shtml

    Vi como uma grande falha deste post “Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL, por Luis Nassif”, a não indicação de um link para a entrevista de Marcelo Freixo. Não sei se representa custo ao blog trazer links de posts e artigos. De todo modo, a não indicação dos links é um verdadeiro desserviço.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 07/01/2018

  47. Guilherme Boulos é para Lula o que Lula foi para Leonel Brizola

     

    Luis Nassif,

    O comentário a seguir não apareceu neste seu post “Para entender as diferenças entre o PT e o PSOL, por Luis Nassif” de sábado, 30/12/2017 às 19:18. Fiz reclamação em meu comentário anterior enviado domingo, 07/01/2018 às 21:57, e que intitulei “Uma queixa e links pertinentes à análise da entrevista de Freixo”, e que deveria ter sido o 14º da série de comentários que eu enviei aqui para este post e que ficou sendo o 13º uma vez o comentário que transcreverei abaixo não apareceu.

    O comentário que pretendo transcrever a seguir e que não apareceu deveria ter ficado entre o 10º enviado segunda-feira, 01/01/2018 às 21:05, e intitulado “Mesmo pela grande mídia, vale a esquerda criticar a esquerda intitulado” e o que seria o 12º, enviado segunda-feira, 01/01/2018 às 23:52, e intitulado “Críticas dentro e fora da esquerda à esquerda sempre haverá” e ficou sendo o 11º. Se não houver nenhum entrave, o comentário transcrito abaixo vai aparecer depois do que seria o 14º comentário e que ficou sendo o 13º dos meus comentários.

    O comentário transcrito a seguir e que seria o 11º comentário de minha lavra foi por mim intitulado de “Guilherme Boulos é para Lula o que Lula foi para Leonel Brizola”. Trouxe para este comentário o mesmo título.

    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

    “Luis Nassif,

    Não compartilho a sua crítica à sugestão de Marcelo Freixo de lançar Guilherme Boulos como candidato do PSOL à Presidência da República em 2018. Guilherme Boulos é brasileiro e, nascido em 1982, terá em 2018 os 35 anos necessários para se candidatar. É preciso estar inscrito em partido político.

    Você alega que a indicação de Marcelo Freixo é fruto de “festivais de onisciência”. E que “o próprio Boulos deve ter considerado ridícula a proposta”. Você faz também menção ao fato de o próprio Boulos representar “um segmento único do corpo social, os sem teto”, um segmento muito menor do que o do PT à época do surgimento das primeiras campanhas do partido.

    Crítica à escolha de Guilherme Boulos, se havia, estaria relacionada a justificativa que na entrevista Marcelo Freixo deu para a indicação dele como candidato do PSOL à presidência da República. Segundo Marcelo Freixo ele anteviu as possibilidades quando ao falar de Guilherme Boulos para a esposa ela arregalou os olhos.

    Não entendi direito a sua expressão “festivais de onisciência”. O que vem a ser festivais de conhecimento absoluto? E o que isso tem a ver com a escolha Guilherme Boulos por Marcelo Freixo?

    Se fosse uma palavra menos comum que se pudesse supor que você viesse de conhecer poder-se-ia pensar na ansiedade comum que ocorre quando se aprende a palavra nova e na pressa de a usar acaba-se cometendo algum deslize. É ocorrência mais comum na adolescência, o que não é o seu caso e também mais própria de alguém de pouco conhecimento religioso, o que também não é o caso de um ex-estudante do então existente Colégio Marista de Poços de Caldas.

    Você tem razão em dizer que Guilherme Boulos representa “um segmento único do corpo social, os sem teto”. Eu diria único e pequeno se realmente esse grupo fosse do tamanho que eu imagino. É claro que se tomar como sem teto aqueles do barracão de zinco sem telhado, é de se imaginar que seja um grupo muito grande ainda que dificilmente conseguiria dar fermento a uma candidatura à Presidência da República.

    Agora a candidatura será pelo PSOL e não pelo sem teto. De todo modo, mesmo sendo pelo PSOL você estaria certo se dissesse que ao PSOL de hoje falta a liga do “PT dos anos 80, que tinha a Igreja, os sindicatos, os movimentos católicos, os pensadores da esquerda independente”.

    Há que se considerar, entretanto, que a candidatura de Guilherme Boulos é para marcar posição e não para ganhar. E não haverá o risco que Lula correu em 1989 (Sempre imaginei que na verdade o PT sabia que não chegaria no segundo turno e por isso fazia um discurso radical) se ganhasse a eleição com um partido tão pequeno como o PT e com um discurso contra o fisiologismo tão ultrapassado como o discurso do PSOL de hoje.

    Assim sua avaliação da escolha de Guilherme Boulos como candidato à Presidência da República pelo PSOL serviu apenas para ajudar você a criticar a entrevista de Marcelo Freixo, mas sem apresentar um argumento consistente que refletisse uma divergência do pensamento de Marcelo Freixo com o seu.”

    – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

    Bem, eu tinha mesmo a intenção de reenviar o comentário transcrito acima. A intenção ficou redobrada diante do ótimo artigo de Leonardo Avritzer “A união das esquerdas no Brasil” e que aqui no seu blog virou o post “A união das esquerdas no Brasil, por Leonardo Avritzer” de domingo, 07/01/20118 às 16:54, e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/noticia/a-uniao-das-esquerdas-no-brasil-por-leonardo-avritzer

    O artigo de Leonardo Avritzer me impressionou pela clareza e pelo relato histórico em minha avaliação irretocável que ele fez da realidade política recente. E houve mais um motivo para gostar do artigo de Leonardo Avritzer e que foi a identificação com o que eu penso e de certo modo com o que eu expressei nos vários comentários que eu trouxe aqui para este seu post com críticas as ideias que você defendeu.

    Eu não cheguei a esclarecer o título que eu reproduzi neste comentário e que era o título que apareceria se o comentário que transcrevi acima tivesse sido publicado. Ao intitular o comentário de “Guilherme Boulos é para Lula o que Lula foi para Leonel Brizola” eu queria dizer que aqueles que criticavam Lula em 1989 tinham um bom argumento para criticar Guilherme Boulos na nossa atual realidade. Aqueles que não viram motivo para a crítica a Lula em 1989, também não deveriam ver motivos para criticar Guilherme Boulos agora.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 09/01/2018

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