CPI convoca presidente do Instituto Lula e quebra sigilo de Dirceu

Jornal GGN – Em sessão tumultuada, a CPI da Petrobras – que funciona a reboque das denúncias apuradas pela Operação Lava Jato – aprovou nesta quinta-feira (11) cerca de 140 requerimentos, incluindo uma convocação para que o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, explique a doação de R$ 3 milhões que a entidade recebeu da Camargo Correa. Essa semana, jornais noticiaram a doação, dando munição para que opositores ao PT classificassem o repasse como uma ação “ilícita”.

Segundo informações da Agência Câmara, a CPI também aprovou a obtenção dos dados relativos aos sigilos bancários, telefônicos e fiscais do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e da empresa dele, a JD Assessoria e Consultoria LTDA. Essas informações já estão em poder do Ministério Público e da Polícia Federal.

A bancada do PT na comissão protestou contra a aprovação em bloco. “Não dá para transformar essa CPI em tiro ao alvo no PT visando às eleições de 2016 e 2018, no dia da abertura do nosso Congresso”, disse o deputado Afonso Florence (PT), fazendo referência ao 5º Congresso do PT, que começa nesta quinta-feira, em Salvador.

Na abertura do evento, o secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo, ironizou a convocação de Okamotto pela CPI. “Minha sugestão para ele é que pergunte para o pessoal do PSDB por que o Instituto Fernando Henrique recebeu três vezes mais da empresa (Camargo Correa) do que o Instituto Lula”, disparou.

“O Paulo Okamotto tem todas as condições de mostrar que os institutos ligados a ex-presidentes recebem contribuições, o do FHC recebeu e o do Lula recebeu também”, acrescentou, segundo informações do Estadão.

Acareações

Também foram aprovados pedidos de acareação entre o ex-gerente de Tecnologia da Petrobras, Pedro Barusco, e o ex-diretor de Serviços, Renato Duque; entre Barusco e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto; entre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa e Vaccari; entre Vaccari, Barusco e Duque; entre Barusco, Vaccari e o doleiro Alberto Youssef; e entre o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e Paulo Roberto Costa.

Com Agência Câmara e Estadão

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora