Favoritos na presidência do Congresso, Maia e Renan almoçam juntos

E ainda, governo anuncia novo líder na Câmara prometendo “construir nova forma de relacionamento” com Legislativo 
 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN – O governo Bolsonaro deixou claro que dará prioridade a Reforma da Previdência. Mas para conseguir alterar o sistema de aposentadorias precisará do apoio mínimo de 308 dos 513, na Câmara dos Deputados. O quadro obriga o Executivo a trabalhar com mais atenção a relação com o Legislativo.
 
Nesta semana, Bolsonaro anunciou como novo líder do governo na Câmara o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) que, apesar de estar no primeiro mandato, trabalha na Casa desde 2015 como consultor legislativo. “O presidente quer mudar a relação entre Legislativo e Executivo. A construção da nova forma de relacionamento é um desafio para todo mundo”, afirmou o deputado”, ao portal G1.
 
Paralela a indicação do Major, o Executivo conta com o cortejo dos candidatos à presidência das duas casas parlamentares. No início do ano, o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), declarou apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) que, em troca, prometeu conceder para o partido do presidente Jair Bolsonaro as presidências na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Finanças e Tributação, além de um espaço na Mesa Diretora, na segunda vice-presidência.
 
Já o pré-candidato no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), vem nos últimos dias fazendo vários acenos ao novo governo. Mais recentemente afirmou que ajudará Bolsonaro a aprovar a proposta de reforma da Previdência.
 
“Se eu for [eleito presidente do Senado], eu quero ajudar. Já conversei com [o ministro da Economia] Paulo Guedes, uma noite inteira, e falei que quero ajudar na aprovação da reforma da Previdência. Combinei de, quando eu voltar a Brasília, na outra semana, voltarmos a falar” afirmou, segundo informações da coluna de André Sadi, da Globo News.  
 
Rodrigo Maia e Renan Calheiros são considerados os favoritos na presidência da Câmara e do Senado e jantaram neste final de semana, destaca a coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Para o mesmo jornal, Maia negou que os dois parlamentares trabalham alinhando as duas candidaturas, arrematando que tem diálogo aberto com Renan e que “o MDB tem candidato a presidente da Câmara”.
 
De fato, o principal oponente do democrata na Casa é Fábio Ramalho (MDB-MG), candidato que reúne outros partidos de centro-direita e também busca apoio do governo. Na semana passada, Ramalho se reuniu com Bolsonaro para falar de apoio às reformas defendidas pelo novo presidente. 
 
Ainda assim, Maia apresenta a base mais consolidada na disputa. Até o início desta semana, contava com o apoio de presidentes de 12 partidos à sua candidatura. Juntas, as siglas reúnem 262 dos 513 deputados, incluindo o PDT de Ciro Gomes. O que não significa que o democrata tem garantido o apoio de todos os deputados, uma vez que a votação será secreta.
 
No Senado, o partido de Renan ainda não definiu quem será o candidato pela sigla. Outros nomes estudados são os de Simone Tebet (MS) e Eduardo Braga (AM). “O MDB sempre faz assim, é democrático. O que já está combinado é que, seja quem for, vamos unidos”, disse Renan. 
 

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