5 de junho de 2026

Ministros de Temer oferecem cargos em troca do fim da “rebeldia” de Renan

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
 
Jornal GGN – Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) se reuniram com o senador Renan Calheiros a portas fechadas, na quarta-feira (29), com o intuito de descobrir como acabar com a “rebeldia” do líder do PMDB no Senado.
 
Renan tem dado dores de cabeça ao governo Temer, negando publicamente apoio às reformas impopulares que estão no forno, como a da Previdência e a trabalhista, além de repudiar o projeto de terceirização que está na mesa do presidente da República, aguardando sanção.
 
Segundo reportagem do Estadão, Moreira e Padilha ofereceram a Renan  a recriação do Ministério de Portos. Em troca, o senador teria de se comprometer a apoiar as reformas do governo.
 
Em resposta ao jornal, Renan disse que Temer tem um problema na coalizão: deu muito espaço a partidos pequenos, enquanto alas do PMDB – como a dele – se sentem desprestigiadas.
 
“O PMDB se sente fora do governo, mas eu, pessoalmente, não quero cargo nenhum. Seria o meu completo esvaziamento na bancada”, disse Renan ao Estado. “O que não podemos deixar de constatar é que há uma dificuldade nessa coalizão, na qual os partidos menores ocupam os maiores espaços.”
 
Ele negou, contudo, que esteja em busca de cargos, apenas. Disse que sua intenção é ver as reformas “calibradas” e reafirmou que do jeito que estão, nenhuma delas têm condições de passar pelo Congresso, pois será suicídio eleitoral.
 
“Há hoje o sentimento de que, quando o governo acabar, acabou o PMDB. Não dá para ser assim. Precisamos preparar o partido para eleger senadores, em 2018, e também ter um projeto”, insistiu Renan, que é candidato à reeleição. Renan Filho, governador de Alagoas, também disputará o segundo mandato. “O que o governo precisa é conversar, e não enviar medidas para o Congresso sem diálogo, sem nada. Há muita improvisação”,disse ele, segundo o Estadão.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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6 Comentários
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  1. Antonio C.

    30 de março de 2017 7:46 pm

    Comentário.

    Detonar o país e tentar passar (sic) ileso; candidatar-se e reeleger-se.

     

  2. emerson57

    30 de março de 2017 7:50 pm

    negócios

    Ministros de Temer oferecem cargos em troca do fim da “rebeldia” de Renan

    Mas….E os interesses do Brasil?

    E quanto às necessidades do POVO?

    ….o povo? Ora, o povo

    ….o Brasil? Que Brasil?

  3. Marcos Videira

    31 de março de 2017 12:21 am

    Seguir o exemplo de Minas

    Minas está dando o exemplo do que deve ser feito:

    Foram impressos folhetos com a foto, o nome e o partido daqueles que votaram a favor da Terceirização.

    Esses folhetos são distribuídos nos redutos dos deputados e senadores. É assim que se faz e é isso que faz o Renan “pular na frigideira”.

  4. Schell

    31 de março de 2017 1:41 am

    O Renan sabe do que fala,

    O Renan sabe do que fala, afinal, se reeleger como senador não exige abdicar do mandato atual; continua sob as vistas do stf (apequenadíssimo). Já, não se reelegendo, vai direto para as curitibas da vida; aliás, o que será que o temerista-GOLPISTA pensa sobre isso, já que nem indiretamente ele se elege?

  5. Serjão

    31 de março de 2017 5:49 am

    O impoluto

    Será que o coroné ensaboado aceita?

    Renan, coroné véi de guerra !

  6. adroaldo lima linhares

    31 de março de 2017 10:40 am

    O estadão não é e nunca foi

    O estadão não é e nunca foi um jornal, não passa de um panfleto vagabundo feito por mafiosos ditadores golpistas para bitolados e desavisados. Qualquer panfletagem desses anormais doentes mentais é para divulgação ao máximo de assuntos que nem deveriam existir, mas que êles estão querendo enfiar guéla abaixo dos seus adversários democráticos e do povo brasileiro. Participam ativamente de golpes de estado, derrubando governos que não lhes dê dinheiro. São parceiros carne e unha inseparáveis da folha, globo, veja. E seus cabeças da gangue dos mesquitas, sempre reúnem-se com os bandos dos marinhos, dos frias e dos civitas para orquestrarem seus apoios aos “amigos” do governo que lhes dão dinheiro corrupto ou seus ataques violentos aos adversários. 

    Resultado de imagem para manchetes da ditadura militar no brasil

     

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