Presidência da Câmara não é governo nem oposição, diz Maia

Candidato à reeleição na Câmara fala em comando parlamentar “mais representativo”, “independente” e “altivo” 
 
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN – O presidente da Câmara e candidato à reeleição na Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira (14) que “a presidência da Câmara não é de governo nem de oposição”. A declaração foi feita na sua conta pessoal no Twitter.
 
Na plataforma, ele também destacou que “quanto mais representativo o comando da Casa, mais independente e altivo” será o poder Legislativo. “É por isso que tenho conversado e firmado compromissos tanto com partidos e parlamentares ligados ao governo quanto com aqueles que representam legitimamente a oposição”, completou.
 
Maia está no quinto mandato como deputado federal e se tornou presidente da Câmara, pela primeira vez, em julho de 2016, quando Eduardo Cunha (MDB-RJ) renunciou a presidência. Em 2017, foi reeleito e agora está tentando chegar ao terceiro mandato consecutivo. Para isso, trabalha na ampliação do apoio de partidos na Casa.
 
O acordo mais polêmico foi com o presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), fechado no dia 2 de janeiro. Em troca, Maia prometeu conceder para o partido do presidente Jair Bolsonaro as presidências na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Finanças e Tributação, além de um espaço na Mesa Diretora, na segunda vice-presidência, desagradando o MDB e o PP, que reivindicavam o mesmo espaço. 
 
O acordo com o PSL também causou mal estar com o PT, maior bancada da Câmara, com 56 eleitos.  Na semana passada, Maia disse estar disposto a recusar o apoio dos petistas, em resposta às críticas da presidente do partido, senadora e deputada eleita, Gleisi Hoffmann, que declarou que o partido não apoiaria mais a reeleição de Maia em fevereiro. 
 
“Eu não posso tratar do apoio com a presidente de um partido que não quer meu apoio. Eu acho que a constituição da Casa é a governabilidade de todos. A outra coisa que eu disse é que, no bloco com o PSL, o PT não vai fazer parte”, disse Maia. 
 
Apesar do posicionamento de Gleisi, o PT na Câmara dos Deputados busca uma solução programática para se aproximar de Maia e garantir espaço na Mesa Diretora, caso o democrata seja eleito, sem deixar de lado o discurso à esquerda. 
 
No cenário da disputa à presidência da Câmara, Maia é quem apresenta as maiores chances de vencer. Até agora conta com a adesão de presidentes de 12 partidos que, juntos, reúnem na Casa 262, dos 513 deputados, incluindo o PDT de Ciro Gomes. Vale destacar que, como a votação é secreta, Maia não tem a garantia de todos esses votos. 
 
No bloco dos partidos de esquerda, integrantes do PCdoB falam da necessidade de trazer o PT para perto, enquanto parte dos parlamentares do PT estuda lançar uma candidatura de oposição à Maia. O PSOL irá apresentar Marcelo Freixo (RJ) para a disputa. 
 
Mas a principal ameaça de Maia é Fábio Ramalho (MDB-MG), candidato que reúne outros partidos de centro-direita da Câmara e também busca apoio do partido do governo. Na semana passada, o deputado se reuniu com Bolsonaro para falar de apoio às reformas defendidas pelo novo governo. Leia também: A pedido do PSL, Maia descarta apoio do PT na Câmara

 

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