Bolsonaro volta a criticar distanciamento e diz que “não é ditador do Brasil”

A menção a "ditador" foi feita ao responsabilizar os prefeitos e governadores pelo desemprego no país, devido ao lockdown

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Jornal GGN – Jair Bolsonaro afirmou, nesta terça (13), que não é “ditador do Brasil”, ao uma vez mais responsabilizar os estados e municípios pelos problemas locais, desde crises políticas à pandemia de Covid-19.

A menção a “ditador” foi feita ao responsabilizar os prefeitos e governadores pelo desemprego no país, devido ao lockdown.

“Pessoal vem reclamando que acabou o emprego, mas quem fechou o comércio não fui eu, quem te obrigou a ficar em casa não fui eu. Eu faço a minha parte. Impressionante? O pessoal em vez de dar força a mim, critica. Não sou ditador do Brasil”, disse.

No pior momento da pandemia no país, batendo novo recordo de uma média de 3.125 mortes por dia na última semana, somando mais de 355 mil óbitos por Covid-19 até agora, o presidente segue contrário ao isolamento e medidas de distanciamento que evitam a propagação do vírus.

“Quem deu o poder para estados e municípios fazerem o que estão fazendo? Inclusive ignorando a constituição. Quem foi que deu esse poder?”, seguiu, distorcendo a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “Vão culpar quem pelo desemprego, adivinha?”, continuou.

A declaração do presidente foi feita para seus apoiadores, em frente ao Palácio do Alvorada, nesta terça.

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