Covid-19: Anvisa aprova uso emergencial de medicamento

A liberação da Anvisa envolve o uso do remédio, feito a partir da combinação dos anticorpos monoclonais casirivimabe, apenas em ambiente hospitalar

Jornal GGN – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira, 20 de abril, o pedido de uso emergencial de um medicamento contra a Covid-19, o Regen-Cov. A decisão da diretoria foi unanime. 

O coquetel, feito a partir da combinação dos anticorpos monoclonais casirivimabe, não previne a doença. Ele, no entanto, apresentou resultados positivos contra o agravamento da doença em pacientes com fatores de risco.

“A indicação dos medicamentos é para quadros leves e moderados da doença, em adultos e pacientes pediátricos (12 anos ou mais) com infeção por Sars-CoV-2 confirmada por laboratório, e que possuem alto risco de progredir para formas graves da doença”, informou a Anvisa.

Já a indicação de risco do medicamento engloba a idade avançada a partir de 65 anos, obesidade, doença cardiovascular, hipertensão, doença pulmonar crônica, asma, diabete, doenças renais crônicas, incluindo pacientes em diálise, imunossuprimidos e doenças hepáticas crônicas.

A liberação da Anvisa envolve o uso do remédio apenas em ambiente hospitalar. Mas está proibido o uso em pacientes já internados ou que necessitam de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica em seus tratamentos. O coquetel não será comercializado em farmácias. 

Ainda, o casirivimabe e o imdevimabe devem ser administrados juntos por infusão intravenosa (IV) e os possíveis efeitos colaterais incluem anafilaxia, febre, calafrios, urticária, coceira e rubor. “A segurança e a eficácia dos anticorpos continuam a ser avaliadas por meio de estudos que estão em andamento”, afirmou a reguladora em nota.

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