Covid-19 – Balanço de momento (9-10/4), por Felipe A. P. L. Costa

Em termos globais, ainda estamos aquém do topo da curva da pandemia, mas já teríamos ultrapassado o seu ponto de inflexão

Covid-19 – Balanço de momento (9-10/4).

por Felipe A. P. L. Costa [*]

Este artigo atualiza os números a respeito da pandemia da Covid-19 divulgados em artigo anterior [1].

Levando em conta os dados obtidos de ontem para hoje (9-10/4), um resumo geral do que se passa no mundo seria o seguinte:

(A) Em números absolutos, os 20 países mais afetados [2] concentram 90% dos casos (de um total de 1.601.018) e 95% das mortes (de um total de 95.718) [3]. Os números continuam a escalar, mas a um ritmo declinante, como escrevi em artigo anterior (ver ‘Covid-19 – Nós batemos no teto?’ – aqui). Em termos globais, ainda estamos aquém do topo da curva da pandemia, mas já teríamos ultrapassado o seu ponto de inflexão [4].

(B) Entre esses 20 países, a taxa de letalidade subiu de 5,8% para 6,3%. Itália (12,7%), Reino Unido (12%), Países Baixos (10,9%), França (10,3%) e Espanha (10,1%) empurram a média para cima. Rússia, Israel e Coreia do Sul (esta com menos de 2%; aqueles dois com menos de 1%) puxam a média para baixo. A taxa brasileira está em 5,3%.

(C) Nesses 20 países, a julgar pelos números divulgados, 331 mil indivíduos já teriam recebido alta, o que corresponde a 23% dos infectados. China (94%), Coreia do Sul (68%), Irá (49%), Alemanha (44%), Suíça (44%), Áustria (40%) e Espanha (34%) lideram os percentuais de recuperação. O número de brasileiros que tiveram alta soa ridiculamente baixo: 173 (o que corresponderia a pouco menos de 1% dos 18.145 infectados).

Leia também:  Coronavírus: Espanha registra zero mortes por Covid-19 pela primeira vez desde março

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Notas

[*] Para detalhes e informações sobre o livro mais recente do autor, O que é darwinismo (2019), inclusive sobre o modo de aquisição por via postal, faça contato pelo endereço meiterer@hotmail.com. Para conhecer outros livros e artigos, ver aqui.

[1] O balanço anterior pode ser visto aqui. Estou a acompanhar as estatísticas mundiais em dois painéis, ‘Mapping 2019-nCov’ (Universidade Johns Hopkins, EUA) e ‘Worldometer’ (Dadax, EUA).

[2] De acordo com o número de casos, os 20 primeiros países do ranking podem ser arranjados em quatro grupos: (a) Acima de 100 mil – Estados Unidos, Espanha, Itália, França e Alemanha; (b) Entre 50 e 100 mil – China, Irã e Reino Unido; (c) Entre 10 e 50 mil – Turquia, Bélgica, Suíça, Países Baixos, Canadá, Brasil, Portugal, Áustria, Coreia do Sul e Rússia; e (d) Abaixo de 10 mil – Israel e Suécia. Levando em conta a escalada dos números nos últimos dias, a situação mais preocupante talvez seja a do Brasil. Mas eu também chamaria a atenção para o que pode vir a ocorrer em outros três países, Rússia, Irlanda (21º) e Índia (22º).

[3] A computação que estou a fazer leva em conta os dados divulgados no início da madrugada (horário de Brasília).

[4] Sobre padrões de crescimento numérico, ver as duas primeiras partes do artigo ‘Corpos, gentes, epidemias e… dívidas’ (aqui e aqui).

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