Por erros de distribuição, Saúde admitiu perder milhões de testes Covid-19

Somente em abril, pelo menos 2,3 milhões perderam a validade. Outros 1,6 milhões perdiam a validade no mês de maio. Isso significa uma perda de R$ 67,5 milhões, jogados fora

Jornal GGN – Os documentos obtidos pela investigação no Senado de omissão ou crimes cometidos pelo governo de Jair Bolsonaro no manejo da pandemia começam a sair à luz. Em um deles, o Ministério da Saúde admite em ofício que poderia perder milhões de testes de Covid-19 comprados pelo governo, não distribuídos e estocados com validade próxima de vencer.

O documento foi enviado pela pasta à Procuradoria da República no Distrito Federal, que abriu uma investigação sobre a aquisição e distribuição dos testes. Os autos deste processo do MPF foram encaminhados à CPI da Covid no Senado e divulgados em reportagem da Folha de S.Paulo.

Somente em abril, o governo detinha 4,3 milhões de testes armazenados em um almoxarifado em Guarulhos, São Paulo. Mais da metade deles – pelo menos 2,3 milhões – seria jogado fora, pelo prazo de validade.

O ofício informava, também, que havia quase 2 milhões de testes estocados e 1,6 milhões destes perdiam a validade agora, no mês de maio. Isso significa uma perda de R$ 67,5 milhões, jogados fora.

A sobra nos testes devia-se, segundo a pasta, à redução do prazo da liberação do resultado pelos Laboratórios Centrais de Saúde Pública, para até 5 dias, o que aumentou a quantidade estocada.

“A missão visa garantir que os testes de RT-qPCR sejam distribuídos e consumidos pelos laboratórios em tempo hábil para que não haja desperdício de recurso público, no sentido de apoiar os laboratórios no recebimento e consumo dos testes de RT-qPCR dentro do prazo de validade”, justificava-se.

Entretanto, a média da quantidade de exames que dectentam Covid-19 divulgados é inferior ao que está contabilizado nos estoques. Há falhas na distribuição, já que a meta do governo era realizar mais de 24 milhões de testes até dezembro de 2020, mas doram feitas 16,6 milhões até hoje, segundo o jornal.

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