5 de junho de 2026

Além do aeroporto, fazenda da família de Aécio recebeu obra da Cemig sem cobrança

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Jornal GGN – Não foi apenas um aeroporto de R$ 14 milhões, construído com recursos públicos, que beneficiou a família de Aécio Neves (PSDB) quando este era governador de Minas Gerais. Em 2007, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) também realizou uma obra para cobrir algumas benfeitorias na fazenda que fica na cidade de Cláudio, ao custo de R$ 240 mil, e só recebeu o reembolso com correção monetária no mês passado, quando a imprensa descobriu o caso.

A informação foi revelada pela edição desta terça (9) da Folha de S. Paulo, com base em um documento assinado por Eduardo Ferreira, superintendente de auditoria interna da Cemig.

A auditoria trata da mudança de um traçado de linha de distribuição de energia chamada Cláudio/Carmópolis, em 2007. Essa mudança ocorreu após a fazenda da família de Aécio promover algumas melhorias em seu espaço que demandaram a renovação da linha de energia.

De acordo com a reportagem, o relatório da auditoria apresenta fotos das benfeitorias feitas ao longo de uma linha pré-existente pela Cemig, mas o jornal não publicou as imagens. Essa obra teria sido feita, segundo fonte ouvida pelo jornal, a pedido do então presidente da estatal, um aliado de Aécio.

“Verifica-se que as benfeitorias foram construídas embaixo da LD [linha de distribuição] original. A prática da Cemig estabelece que, no caso da necessidade de desvio para restabelecer segurança do local, prejudicada devido a interferência do consumidor, este deve arcar com os custos da obra”, diz a Cemig.

A família de Aécio sequer foi cobrada pela obra. “Após a realização de apurações detalhadas e do levantamento de toda a documentação, foi averiguada pela auditoria uma falha de procedimento nessa obra, pois os proprietários não chegaram a ser cobrados pelo seu valor, apesar de serem responsáveis pela execução do desvio.”

Quem presidia a Cemig na época da obra era Djalma Morais. “O responsável pela aprovação do estudo de viabilidade, Wellington Soares, disse aos auditores que orientou o projetista a não atribuir os custos aos donos do terreno “seguindo demanda que teria recebido de seu superior” –mas sem dar detalhes”, publicou o jornal.

Quando o PT assumiu o governo de Minas, a obra foi cobrada e a família de Aécio teve de desembolsar R$ 417 mil à vista, já reajustados, para a Cemig. O pagamento foi feito somente no dia 26 de julho, quando a Folha começou a apurar esses fatos.

Aécio disse via assessoria de imprensa que não reconhece a cobrança, mas a efetuou mesmo assim para evitar “uso político” da questão.

Ele também afirmou que “o procedimento realizado na linha de distribuição “atendeu ao planejamento da empresa, não tendo sido solicitado pelos proprietários nem tendo sido os mesmos comunicados previamente sobre a realização do serviço”.

Djalma de Morais afirmou que “a linha de distribuição foi parte de um amplo conjunto de obras para o fortalecimento do sistema elétrico da região”.

Relembre o caso do aeroporto de Cláudio aqui.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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11 Comentários
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  1. carlos alberto rodrigues de carvalho filho

    9 de agosto de 2016 4:08 pm

    Justiça carnavalesca

     O Lula esta sendo execrado com a história do sitio, agora o Aecio além de ter uma fazenda ele construiu um aeroporto dentro dela e para os procuradores esta tudo normal

  2. Luciano Prado

    9 de agosto de 2016 4:16 pm

    Esses fatos que esfregam em

    Esses fatos que esfregam em nossas caras diariamente, confrontados com pedalinhos de dois três mil reais representam bofetadas em princípios que a própria sociedade elegeu.

     

  3. João de Paiva

    9 de agosto de 2016 4:43 pm

    Para evitar uso político? Então, tá.

    Prezados,

     

    Sabemos que isso aí é fogo de palha da “fôia”, traque, tiro de festim. Sabemos também que os pendores dos jornais paulistas são pelos rapineiros de lá, JS tarja-preta e Picolé de Chuchu. Mas esse Aécio é tão cara de pau quanto eduardo cunha! Pego com as claças na mão, ainda quer se sair com esa “Para evitar uso político”. Ora essa! O que Aécio fez na vida profissional ou pública que não esteja ligado à política? R$ 240 mil é uma ninharia perto dos 3% sobre uma obra que custou R$1,3 bilhão, mas nem assim Aécio consegue se explicar ou convencer quem quer que seja.

    Sou mineiro e JAMAIS votei em Aécio porque sempre soube o que ele é e representa: um corrupto da plutocracia, um preguiçoso, que fala hipòcritamente em meritocracia, mas que jamais conseguiu um emprego em empresas privadas que não fossem da família ou por esfôrço e mérito próprios, como costuma cìnicamente declarar e cobrar dos outros. Aliás, o PSDB é cheio de pessoas como ele; FHC é aposentado dsde os 37 anos, quando se auto-exilou; em 1979, epoca da Anistia, o ex-presidente recusou a cátedra na USP, que lhe foi oferecida de volta, quando retornou ao Brasil; mas no governo ele chamou aposentados de vagabundos. O tarja-preta dispensa comentários e sobre Alckmin os professores e servidores públicos da educação e saúde  SP podem dizer o que é e representa.

    O PMDB é exemplo acabado da corrupção e do fisiologismo.

    O DEM e o PPS representam o pior conservadorismo oligárquico e plutocrata.

    Essa turma é que está depondo Dilma Rousseff e tenta aniquilar a Esquerda e o PT.

    Pobre Brasil.

     

  4. Maria Luisa

    9 de agosto de 2016 4:50 pm

    Aécio de Montezuma Y Claudio

    “Aécio disse via assessoria de imprensa que não reconhece a cobrança, mas a efetuou mesmo assim para evitar “uso político” da questão.”

    Quando é que vão instituir o troféu cara de pau politico do ano? A concorrência nesse caso é tão vasta, que teria que ter uns dez troféus para os primeiros dez colocados, de tão bons que são na arte da dissimulação.

  5. MarFig

    9 de agosto de 2016 5:08 pm

    Essa família Neves (Cunha)

    Essa família Neves (Cunha) não vale o prato que come. Tancredo era um infiltrado no governo Vargas, por isso ele foi escolhido pelos militares para fazer a tal “transição” democrática. Quem pariu politicamente essa carniça, a irmã e o pai foi Tancredo. Tudo que esses vigaristas sempre fizeram aprenderam com ele, essa política rasteira de conchavos,  o uso da coisa pública em benefício próprio, a hipocrisia, a promiscuidade com a mídia. Se não fosse Tancredo esse pulha hoje seria apenas um playboy decadente vivendo do narco tráfico.

  6. Pereira Mendes

    9 de agosto de 2016 5:54 pm

    Se fosse com a família Lula

     

    Se fosse com a família Lula, já estariam todos presos, tudo ao vivo no jn da globo.

  7. Antônio - Minas Gerais

    9 de agosto de 2016 6:28 pm

    Blindado

    Pessoal do blog, sou de Minas Gerais, e por aqui, como gosta de dizer o Mino Carta, é de conhecimento até do mundo mineral que o Aécio é blindado e protegido pelo governo do petista Fenando Pimentel. O articulador da blindagem é o Senhor Odair Furnas Cunhas.

  8. O Mar da Silva

    9 de agosto de 2016 6:31 pm

    Aécio quem?! k k k k k k k 
    O

    Aécio quem?! k k k k k k k 

    O sujeito sujo que tentou colar seu nome em qualquer fato contra corrupção. Deu nisso: só não foi varrido da política ainda porque Janot está quase se igualando ao Engavetador Geral da República de FHC.

    Como disse aquilo amigo do $erra (R$ 23 mi mi), “pó parar, Aécio”. Quem vai acreditar nisso:

    “Aécio disse via assessoria de imprensa que não reconhece a cobrança, mas a efetuou mesmo assim para evitar “uso político” da questão.” k k k k k k k k k k k k

  9. carlos alberto rodrigues de carvalho filho

    9 de agosto de 2016 8:35 pm

    PF carnavalesca

     O Lula esta sendo execrado pelo sitio que não é dele, agora o Aecio tem uma fazenda e construiu um aeroporto de 14 milhoes e para PF esta tudo normal.

  10. Henrique Finco

    10 de agosto de 2016 12:12 am

    O caso

    Não vem ao caso…..

    1. ze sergio

      10 de agosto de 2016 3:11 pm

      o caso….

      “Todos são iguais perante à lei….” Só assim chegaremos à democracia.

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