Brasileiros discordam de frases polêmicas de Bolsonaro, mostra Datafolha

Frases são polêmicas recentes de temas desde poluição ambiental, preconceito com Nordeste, e acusação de nepotismo de Bolsonaro com filho

Jair Bolsonaro em pronunciamento - Divulgação

Jornal GGN – Entre 63% e 88% dos brasileiros não se veem representados por frases mencionadas pelo atual presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (02), perguntou o que os entrevistados achavam, se concordavam ou não, com algumas declarações do mandatário.

As quatro frases selecionadas pelos instituto de pesquisa guardam relação com polêmicas recentes e posturas do presidente sobre temas desde a poluição ambiental, desconhecimento sobre a região Nordeste do Brasil, até a acusação de nepotismo ou de favorecimento de Bolsonaro com seus filhos.

A primeira frase de Bolsonaro apresentada aos entrevistados foi dada em meio à crise das queimadas da Amazônia, quando o mandatário defendia o desenvolvimento misturado à preservação da região. Um repórter então questionou o presidente se era possível fazer preservação ambiental com desenvolvimento.

Irônico, o mandatário respondeu: “É só você deixar de comer um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não”. Dos consultados, 88% afirmaram discordar da frase, conta 10% que concordou.

Outra declaração com tom de preconceito foi sugerida como forma de planejamento familiar para combater a poluição ambiental: “Você olha que as pessoas têm mais cultura, têm menos filhos. Eu sou uma exceção à regra, tenho cinco. Mas, como regra, é isso”.

A associação de número de filhos com nível de cultura foi discordada por 63% dos entrevistados. Outros 33% concordaram.

Durante uma conversa com o ministro Onyx Lorenzini, Jair Bolsonaro chamou os nordestinos de “paraíba”, em tom pejorativo, ao criticar o governador do Maranhão: “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”, disse na ocasião.

O tom pejorativo em relação aos nordestinos brasileiros e a crítica ao governador do Maranhao foi compartilhada por 22% dos consultados. Outros 69% discordaram.

Ao querer indicar seu filho, Eduardo Bolsonaro, à embaixada do Brasil nos Estados Unidos, prática que foi apontada como nepotismo, o presidente da República não viu problemas em admitir que “lógico” que pretendia “beneficiar um filho” seu. “Lógico que é filho meu. “Pretendo beneficiar um filho meu, sim. Pretendo, está certo. Se puder dar um filé mignon ao meu filho, eu dou. Mas não tem nada a ver com filé mignon essa história aí”.

Dos entrevistados, 70% disseram discordar de Bolsonaro sobre a manifestação, e 27% concordaram.

A pesquisa foi feita entre os dias 29 e 30 de agosto e consultou 2.878 pessoas, maiores de 16 anos, em 175 cidades brasileiras, com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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