Para DN de Portugal, carrascos de Dilma tomarão seu lugar na forca?

Jornal GGN – O jornal português Diário de Notícias diz que diante dos absurdos do governo Temer, a confiança dos setores mais conservadores da sociedade brasileira na morte política de Dilma Rousseff pode estar fragilizada.

Em reportagem de João Almeida Moreira intitulada “Os carrascos de Dilma vão tombando um a um”, o jornal narra a sequência de acontecimentos que derrubaram os protagonistas do impeachment. Depois de ver cair Eduardo Cunha, Romero Jucá e Delcídio do Amaral, o diário aposta em um fim próximo para Michel Temer e até mesmo Aécio Neves.

“’Só um acidente de percurso poderia levar Dilma novamente à presidência’, reagiu nesta semana Eliseu Padilha (PMDB), ministro-chefe da Casa Civil do governo interino de Temer. Mas acidentes de percurso não têm faltado”.

Do Diário de Notícias

Os carrascos de Dilma vão tombando um a um

Por João Almeida Moreira

Presidente assiste à queda dos que contribuíram para a destituição. Delcídio, o delator, Jucá, o operacional, e Cunha, o estratega

No dia em que for escrita a história do segundo impeachment da jovem democracia brasileira, o de Dilma Rousseff (PT), três políticos vão surgir como pivôs da destituição da primeira presidente mulher do gigante sul-americano: Eduardo Cunha (PMDB), o motor do processo, Romero Jucá (PMDB), o articulador político, e Delcídio do Amaral (PT), o homem-bomba. Talvez também os de Michel Temer (PMDB), beneficiário da queda de Dilma, e Aécio Neves (PSDB), que depois de derrotado nas eleições de 2014 trabalhou pelo fim do governo da rival. Os três primeiros já caíram. Os dois últimos têm passado um mau bocado. A meses da votação definitiva do impeachment no Senado, acende-se o sinal amarelo no governo.

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“Só um acidente de percurso poderia levar Dilma novamente à presidência”, reagiu nesta semana Eliseu Padilha (PMDB), ministro-chefe da Casa Civil do governo interino de Temer. Mas acidentes de percurso não têm faltado: Eduardo Cunha, aliado do presidente em exercício, caiu, Romero Jucá, o seu braço direito, também, e o homem-bomba do momento já não é Delcídio, explosivo para o PT, mas Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro que vem causando sismos e réplicas no PMDB.

Machado, que negoceia acordo de delação premiada com a polícia no âmbito da Lava-Jato, além de ter incluído Jucá e mais dois barões do partido de Temer em gravações, o líder do Senado Renan Calheiros e o antigo presidente José Sarney, chamuscou Aécio. “Todos sabemos os esquemas dele (…) é o primeiro a ser comido”, diz, perante a concordância dos interlocutores.

Ironicamente, Dilma capitaliza mais forças enquanto está calada no seu canto no Palácio da Alvorada do que quando discursava diariamente na agonizante ponta final do seu afastamento no Palácio do Planalto. O PT vai agora juntar à sua defesa no Senado aquelas delações, sobretudo a de Jucá, que disse, ainda em março, que só um novo governo poderia “estancar a sangria” da Lava-Jato.

Por isso o governo está alerta: de um dia para o outro, pressionou os senadores aliados a antecipar o calendário da votação final na casa de setembro para o início de agosto, não vão os tais “acidentes de percurso” prosseguir. Como basta um terço dos membros votar contra o impeachment para Dilma reassumir, Temer teme surpresas. Um terço são 54, a 12 de maio, 55 escolheram a destituição – a diferença é mínima.

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Além do escândalo da demissão de Jucá, o presidente teve de lidar com casos, uns grandes, outros pequenos. Foi obrigado a desautorizar Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e advogado pessoal de Eduardo Cunha, quando este quis estabelecer novas regras para a eleição do procurador-geral da República – um indício de interferência no poder judicial em momento delicado. Também corrigiu Ricardo Barros, titular da Saúde, depois de este afirmar que nem todos os direitos constitucionais da sua área estão garantidos – numa altura em que o governo é acusado de insensibilidade social.

Lidou com os incómodos da ausência de mulheres e de pasta da Cultura no executivo com erros uns sobre os outros: para matar dois coelhos de uma só cajadada convidou a apresentadora Marília Gabriela, a atriz Bruna Lombardi e a cantora Daniela Mercury para a secretaria nacional do setor e ouviu três negativas. Acabou por escolher um homem e elevar a secretaria a ministério.

Elegeu como símbolo, por iniciativa, afirmou, do seu filho Michelzinho, de 8 anos, uma bandeira do Brasil do tempo da ditadura – faltam estrelas representativas de cinco estados mais recentes. Como slogan, optou por “trabalhe, não fale em crise”, que lera num posto de gasolina entretanto fechado pela polícia por vender produto adulterado. E ainda viu o seu ministro da Educação receber no gabinete o ator pornográfico Alexandre Frota com propostas para o ensino brasileiro.

Nesta conjuntura, as notícias sobre a morte política de Dilma podem ter sido exageradas.

São Paulo

8 comentários

  1. A piada do impeachment golpista

    Os portugueses devem dar boas risadas, ainda que sintam pena da nossa situação. E do que jeito que vai o Brasil ladeira abaixo, é provavel que Portugal se recupere muito mais rapidamente que o Brasil dessa catastrofe politica.

    • Portugal

      Esta numa pindaíba mor , mas lá ainda se pode falar mal da troika, do primeiro ministro, dos secretas…..e rir para não chorar do “acontecido” em terras brasilis.

  2. Bateu o desespero em todas as

    Bateu o desespero em todas as hostes golpistas. As Organizações Globo entraram hoje, como se diz na gíria, “com gosto de gás”. O jornal O GLOBO, na edição de hoje, “subiu” para manchete uma vagabunda insinuação feita na coluna do “imortal” e “acreditado” Merval Pereira segundo a qual despesas pessoais da presidente Dilma teriam(sempre no futuro do pretérito do indicativo) sido pagas com recursos advindos de propinas da Petrobras. 

    Isso é só o começo. A partir da crescente perspectiva  de que não terão os votos suficientes, agrupar-se-ão os golpistas para tramar novas investidas. A guerra será da modalidade TOTAL. Apelar-se-á para qualquer coisa; olvidar-se-ão dos pudores; abaixo do pescoço o que ter-se-á apenas canelas. 

    Obs: o uso das mesóclises não é incidental:  é para lembrar do usurpador que está na presidência. 

  3. The day after

    Suponhamos que Dilma não seja afastada, o que acontecerá?

    Com um congresso dos mais reacionários que o Brasil já teve, fazendo oposição sistemática ao governo, como nos dois anos anteriores, grupos empresariais bancários interessados nos juros altos, PIG, grupos religiosos com midia própria com eleitores de cabresto, sistema judiciário pró golpe, financiadores internos e externos, procuradoria PGR, PF, governadores e associados, todos promovendo o caos, ainda mais os com outros grupos com agenda própria e interessados em saquear o país e muito mais, permitirão a Dilma governar?

    Por outro lado, os grupos de apoio a Dilma:  como do PT e demais partidos de esquerda, CUT, MST, MSMoradia, grupos de jovens mais instruidos, grupos que serão prejudicados pelas ações do desgoverno do temer,  que provavelmente protestarão e pressionarão o executivo, legislativo e o Judiciário, procuradores e outra autoridades, será  terão força para segurar Dilma no posto e fazê-la governar?

    Fala-se em eleições novas para todos os cargos (só federais ou tambem estaduais e municipais ?), mas como fazer isto e quando serão feitas? Mesmo que sejam para os cargos de senadores, deputados federais e presidente/vice, com fazer isto e quando?  Quem tomaria conta do país até  lá, seria o temer, presidente do supremo ou a  Dilma? Todos poderiam ser candidatos ? Como seria o acesso aos meios de comunicação – o famoso PIG? Quando seriam empossados, em caso das lelições serem feitas? Quem ficaria a cargo das eleições, já que STE tambe é pró golpe?. 

    Estamos numas encruzilhada ou num beco sem saída?

    Saída sempre há, mas pode ser extremamente custosa. 

     

    • Julião,
      Faz pouco mais de uma

      Julião,

      Faz pouco mais de uma hora atrás que escrevi o texto  abaixo no meu Faceabok , vi agora que os meus questionamentos são quase na mesma linha que o seu . aliás, deve ter vários brasileiros com o mesmo questionamento. Há  uma saída?

       

      O Brasil está em uma encruzilhada de ruas sem saída. Não consigo encontrar um fórmula legal para sair deste imbróglio. Vejamos:

      Caso continue esse governo interino, ele seguirá até 2018? É um governo de tempo de validade curto, sem legitimidades nem competência. Sem contar que foi montado por um agrupamento de bandidos, uma quadrilha. Este governo já emite um odor fétido de coisa apodrecida e estragada.

      Por outro lado, caso a Dilma volte, não vejo como ela possa governar com este Congresso e Senado declaradamente contra todos os projetos de seu partido. Quer dizer, ela não conseguirá governar nada até 2018.

      Muitos enxergam uma solução em novas eleições. A Constituição não prevê tal coisa. Para tê-las seria necessário uma PEC mudando as regras do jogo. Mas se isso tivesse que acontecer para tentar solucionar um pouco esta situação, seria necessário eleições gerais, pois os políticos que estão Congresso já deram o exemplo de quem são. Porém para se aprovar uma PEC será necessário justamente eles, estes político que agora estão lá. Oras, ninguém vota contra si próprio. Ter novas eleições só para presidente não resolve nada, aliás, eleições não é solução para nada, embora muita gente acredite que trocando a merda se consiga mudar as moscas.

      Pode ser também que exista interesses nebulosos de que o Brasil entre em colapso, ai sim virar uma Venezuela, como muitos anti-petistas tanto vaticinaram e, de certa forma, ajudaram as coisas a ficarem como estão

       

    • Julião,
      Faz pouco mais de uma

      Julião,

      Faz pouco mais de uma hora atrás que escrevi o texto  abaixo no meu Faceabok , vi agora que os meus questionamentos são quase na mesma linha que o seu . aliás, deve ter vários brasileiros com o mesmo questionamento. Há  uma saída?

       

      O Brasil está em uma encruzilhada de ruas sem saída. Não consigo encontrar um fórmula legal para sair deste imbróglio. Vejamos:

      Caso continue esse governo interino, ele seguirá até 2018? É um governo de tempo de validade curto, sem legitimidades nem competência. Sem contar que foi montado por um agrupamento de bandidos, uma quadrilha. Este governo já emite um odor fétido de coisa apodrecida e estragada.

      Por outro lado, caso a Dilma volte, não vejo como ela possa governar com este Congresso e Senado declaradamente contra todos os projetos de seu partido. Quer dizer, ela não conseguirá governar nada até 2018.

      Muitos enxergam uma solução em novas eleições. A Constituição não prevê tal coisa. Para tê-las seria necessário uma PEC mudando as regras do jogo. Mas se isso tivesse que acontecer para tentar solucionar um pouco esta situação, seria necessário eleições gerais, pois os políticos que estão Congresso já deram o exemplo de quem são. Porém para se aprovar uma PEC será necessário justamente eles, estes político que agora estão lá. Oras, ninguém vota contra si próprio. Ter novas eleições só para presidente não resolve nada, aliás, eleições não é solução para nada, embora muita gente acredite que trocando a merda se consiga mudar as moscas.

      Pode ser também que exista interesses nebulosos de que o Brasil entre em colapso, ai sim virar uma Venezuela, como muitos anti-petistas tanto vaticinaram e, de certa forma, ajudaram as coisas a ficarem como estão

       

  4. Que Dilma volte nem que seja

    Que Dilma volte nem que seja só pra meter em cana todos os conspiradores. Tb se não for pra fazer isso, melhor deixar como está. Pra jogar o país no lixo, deixem o temer. Isso tudo já encheu:

    Definitivamente, à esquerda e à direita pensam que a gente é débil mental. O Golpe foi dado pq Cunha é dono do Congresso ( 300 parlamentare somprados c/ cumplicidade do MPF e STF, do STF ( GM ), MPF ( Janot ) E Mídia ( Marinho ), o comando da LavaJato é de Cunha ( Moro ), basta ver o pânico que os super heróis da República de Curitiba tem dele. O único espaço que não estava sob controle dos evange-sionistas maçônicos era a presidência da república e, por essa razão foi sabotada até o golpe final. Agora, grupos à direita e à esquerda vem com a ideia genial de manter tudo como está só que colocando um outro presidente, um mágico, eu imagino. Que sozinho vai livrar o judiciário o midiático, a PGR e o legislativo das mãos do tráfico internacional de drogas, MANTENDO o país sob regime democrático. Sim pq, se for pra chamar as FA e prender os desafetos, melhor pararmos de reclamar da truculência da PM. Ah mas meu partido é muito esperto, governará com as ruas, sem congresso, sem judiciário, sem mídia e com o MPF contra…. Não quero desanimar ninguém, não mas querendo ou não, o Brasil vai ter que amadurecer, politicamente e, se enxergar como um todo. Ah mas eu vou receber aumento como governo X, ah mas pra mim, é melhor o governo Y pq eu vou arrumar um emprego… Ou seja, todo mundo reclamando de corrupção; acusando pobres de vender votos p/ Bolsa Família mas vendend o seu votinho tb. O país vem depois dos interessese de cada um. Mesmo essa proposta fajuta de eleições com um presidente interino e a presidenta eleita ainda não afastada em definitivo é oportunista, anti-ética e, obviamente, objetiva faturar um qq em dinheiro ou em poder, o que dá na mesma. Manter tudo como está para ” pegar a presidência da República, é a cara do Cunha. Aliás, novas eleiçõs é MANTER o Cunha, na presidência da República. Vamos ser bem francos. nem as ruas podem nada contra cunha e, ao que parece, tem consciência disso. o foco é sempre p Temer pq é fraco. o Cunha passa batido. Na verdade, os cabeças do golpe estão a salvo até das manifestações: Gilmar, Janot Moro, Cunha e Marinhos. Enquanto esses estiverem livres não há necessidade de eleições pq quem governará é Cunha. Aliás, mulher e filha prestaram depoimento à LavaJato no dia 28. Alguém soube? Ou só soubemos, depois? As duas incriminaram Cunha e o que deu? E, o que vai dar? NADA! Boa sorte a todos nós, especialmente, nós mulheres pq Conseguiram juntar os 3 grupos que nutrem um desprezo profundo por mulheres para governar um país de maioria feminina.

    De resto, quem clama por novas eleições, não respeita o resultado das urnas. Eu, já votei e exijo respeito a meu voto. Como um sujeito que desrespeitou as urnas tem a cara de pau de pedir eleições? Já temo uma presidenta eleita, um golpista interino e o próximo, vai ser o quê? Em que medida será mais legítimo que a eleita ou seu vice golpista? Volta Dilma e vamos dar cabo dos conspiradores do consórcio mídia/STF, tudo dentro da lei, assim como eles estãofazendo com a gente. Passa o cerol e dane-se.

    Em tempo, acho que as mulheres deveriam fazer uma visita, NãoO EDUCADA ao Senado, onde o porco safado do Aloysio Nunes mandou a Senadora Vanessa ficar quieta! Vamos ver ele mandar milhares de mulheres ficarem quietas e o palhaço do Renan tb. com aquela conversa de meu pai me ensinou não discutir com mulheres… Com um lixo de pai como ese, não surpreende que tenha virado um dos corruptos mais safados do país. Se o o pai do senador tivesse meioneurônio podia ter discutido a educação dele com a mãe e, talvez, hoj, tivéssemos um homem na presidência do senado.

  5. os comentários já

    os comentários já sintetizaeram bem o meu sentimento em relação ao

    golpe, especialmente os do jb e da cristiana.

    esse golpe é tão ridiculo que permite aos portugueses criarem

    piadinhas sobre a situação criada pelos infames golpistas no brasil….

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