Em palestra para conservadores, filho 03 de Bolsonaro sugere ter “cara de pau”

"Que golpe [de 1964] é esse? Que ditadura é essa, em que você podia sair do Brasil e voltar quando bem entendesse?", foi outro dos comentários de Eduardo Bolsonaro

Filho e pai - Eduardo e Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Jornal GGN – “O poder da ação individual é enorme, desde que você tenha cara de pau de agir”, disse o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), citando frase de Olavo de Carvalho, ao abrir palestra de fórum conservador, na zona sul de São Paulo, do qual o PSL teria arcado com R$ 800 mil.

A frase de efeito serviu como base para toda a apresentação do parlamentar filho do presidente Jair Bolsonaro, um dos convidados da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), tradicional nos EUA e que contou com a participação de fãs que gritavam “lindo!” e “mitinho” o filho número 03 do mandatário. “Ainda por cima, elogiavam em inglês: quem poderia duvidar do que eles estavam dizendo?”, comentou Paulo Sampaio, em seu blog.

Assim narrou Sampaio um trecho da palestra:

“Depois de afirmar que ‘a esquerda reescreveu (como quis) a história recente do Brasil’, Eduardo Bolsonaro seguiu o ditame de Olavo de Carvalho e passou a contar sua própria versão. Foi muito didático: ‘Vou fazer um breve resumo aqui, desde o tempo do Karl Marx até a eleição do Jair Bolsonaro. O Karl Marx, ele sintetizou as ideias comunistas, fez o manifesto, e depois, no início do século 20, o que começou a acontecer? 1917, revolução Bolchevique na Rússia; 1949, temos Mao Tsé-Tung, na China; 1959, Fidel Castro; e depois, em 1964, seria a vez do Brasil, se não fossem o povo nas ruas e os militares, com muita coragem’.”

“Muitos aplausos e gritos de ‘uhu!’. Na conexão de Eduardo com a plateia de jovens apoiadores, algo remete à atmosfera da novela infanto-juvenil ‘Malhação’. Ele seria um professor de história surfistão, brother. Animado com a ovação, o palestrante pega embalo: ‘Que golpe [de 1964] é esse? Que ditadura é essa, em que você podia sair do Brasil e voltar quando bem entendesse? Que ditadura é essa que não tira as armas do povo? Nunca passou pela cabeça de um militar tirar as armas dos brasileiros'”, continuou.

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Leia a publicação completa do blog aqui.

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3 comentários

  1. Tenho muita pena dos conservadores…
    vejo todos como nascidos de uma imperfeição, ou de pais inacabados, por seguirem pela vida sem visão própria, como se acorrentados ao tempo dos pais

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