Sistema Cantareira tem nova queda e chega a 6,9% da capacidade

O Sistema Cantareira está com o nível mais baixo dos últimos 10 anos.

O  Sistema  Cantareira  é  o  principal  manancial  usado  no  abastecimento  da  capital  paulistaDivulgação Sabesp

O volume do Sistema Cantareira voltou a cair hoje (6). Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), os reservatórios estão com 6,9% da capacidade. Ontem (5), o nível era 7%. O sistema é o principal manancial usado no abastecimento da capital paulista. Nos primeiros seis dias do mês foram registrados 15 milímetros (mm) de chuva nas cabeceiras do sistema. A média histórica do mês é 271,1mm.

O Sistema Alto Tietê, que também abastece a região metropolitana da capital, manteve o nível de 11,8% da capacidade. Os reservatórios receberam, até o momento, 5,2mm de chuva. A média histórica do mês é 251,5mm.

Nas demais represas responsáveis pelo atendimento à Grande São Paulo, a situação é mais confortável.

Os reservatórios que compõem o Sistema Guarapiranga têm 40% da capacidade; o Sistema Rio Grande, 71,9%; o Sistema Rio Claro, 29,8%; e o Sistema Alto Cotia, 30,9%.

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11 Comentários

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Iara G

- 2015-01-07 22:57:01

Ø  O Sistema Cantareira, com

Ø  O Sistema Cantareira, com suas seis represas, trata 33 mil litros de água por segundo, sendo um dos maiores sistemas produtores de água do mundo.
Ø  O sistema atende a cerca de 55% da população metropolitana de São Paulo (aproximadamente 9 milhões de pessoas)
Ø  Ainda atende à regiões do interior do estado (por volta de 75 municípios, entre eles Campinas e Piracicaba, onde se concentram mais 5,5 milhões de habitantes).
Ø  Estas regiões somadas, geram algo como 20% de todo o PIB brasileiro.

Data

Cantareira

Início período seco

(após chuvas) data aproximada

Cantareira

04/01/2010

96,7%

15/04/2010

99,5%

04/01/2011

78,9%

15/04/2011

91,7%

04/01/2012

67,9%

15/04/2012

72,5%

04/01/2013

48,7%

15/04/2013

63,8%

04/01/2014

26,9%

15/04/2014

12%

04/01/2015

7,1%**

15/04/2015

???

**Considere que para esta medida há o acréscimo de dois aportes de volume morto, totalizando 28% - sinalizando que de acordo com a forma de contabilizar o volume total, o correto seria dizer que o sistema Cantareira se encontra na data em déficit de -20,9%

 

Fonte: Sabesp - http://www2.sabesp.com.br/mananciais/DivulgacaoSiteSabesp.aspx

http://www.daescs.sp.gov.br/index.asp?dados=ensina&ensi=cantareira

drigoeira

- 2015-01-07 21:24:06

Mais de 60% dos eleitores votaram no PSDB

Então aqui no blog dos comentaristas 60% votaram no Alckmin.

Você aí que mora na região metropolitana de SP tem que instalar até o final deste mês o sistema que coleta água das chuvas e criar um grande reservatório de água em sua casa.

Água não vai faltar, mas vai dar um trabalho danado isto vai...

evandro condé de lima

- 2015-01-07 15:19:36

Curiosidade.

Se por algum acaso o nível zerar, quais seriam as consequências?

Luiz Antonio Antunes Machado

- 2015-01-07 15:19:14

Exato

Pois é exatamente disso que se trata, Jorge. E no caso do MPE chega a ser assustador, devido aos meios que possui para exigir explicações e medidas incisivas. E aí ? Teremos de aguentar ? Tudo bem, mas não sem pedir para as "aternativas" incomodarem um pouco, pois não se trata só de proteger políticos e correntes políticas, trata-se de risco de vida, sem querer ser dramático.

Conde de Rochester

- 2015-01-07 14:25:28

Castigo Divino

Alternativa ao Cantareira, Billings é exemplo de gestão “esquizofrênica”

 seg, 26/05/2014 - 14:47Atualizado em 27/05/2014 - 11:06

Jornal GGN – Quem passa pelas estradas que cercam a represa Billings, no ABC paulista, vê um cenário muito diferente daquele apresentado nas imagens aéreas da região do Sistema Cantareira – onde os reservatórios de água que abastecem mais de 8 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) armazenam apenas um quarto de sua capacidade total, já com o uso do volume morto.

No Sistema Rio Grande, braço da Billings, os reservatórios estão quase cheios, ultrapassando 93% do potencial de armazenamento. De acordo com dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o complexo já abastece quase 2 milhões de pessoas no ABC, na Baixada Santista e na capital, e tem evasão de 7 metros cúbicos de água por segundo, ante 33 metros cúbicos/segundo do Cantareira.

O governo do Estado, capitaneado por Geraldo Alckmin (PSDB), sustenta que o que ocorre na região da Cantareira é uma seca sem precedentes e que, em função disso, a Sabesp  vai puxar, a partir de setembro, mais 500 litros de água por segundo do Rio Grande. 

A medida anunciada por Alckmin em abril faz parte das soluções em caráter emergencial para suprir a demanda de água da RMSP, visto que muitos municípios paulistas (principalmente os situados no interior do estado e em regiões periféricas) já praticam rodízio. O tucano também anunciou que mais águas serão retiradas do complexo Alto Tietê e da represa Guarapiranga. As bacias registram 31,3% e 74% de armazenamento, respectivamente, segundo dados atualizados pela Sabesp.

Para especialistas consultados pelo Jornal GGN, tanto a Billings quanto o Guarapiranga, bacias que não estão estranguladas em volume de água como o Cantareira, poderiam ajudar a solucionar a crise de abastecimento de água na RMSP. Poderiam, no condicional. Antes, as obras que transformariam esses reservatórios em mananciais de segurança deveriam ter saído do papel. 

“A falta de políticas públicas para ampliar a capacidade de produção de água só ficou evidente agora que sentimos a falta de água”, aponta João Ricardo Guimarães, coordenador do GT Meio Ambiente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC – órgão que reúne sete das três cidades abastecidas pelo braço Rio Grande da Billings.

Planejamento não executado

A necessidade de investimentos em novos mananciais apareceu há pelo menos uma década, quando a Sabesp renovou a outorga de exploração do Sistema Cantareira com o Estado. Segundo Guimarães, porém, há estudos que norteiam os investimentos da companhia que datam da década de 1990.

“Esses estudos já apontavam para a possibilidades da situação de crise. Desde 1990, portanto, existem projetos de obras que não foram realizadas. Anunciar a Billings, hoje, como alternativa ao Cantareira pode até ajudar a uma franja de pessoas, mas isso é muito pequeno e, na minha avaliação, mostra que o governo do Estado não executou o planejamento que ele mesmo mostrou como necessário. É isso que é surpreendente nessa crise, o anúncio improvisado das soluções. Se era possível utilizar mais água da Billings para abastecer a Região Metropolitana, por que não foi preparado há alguns anos? Por que agora, ao sabor da crise?”, indaga.

Na opinião de Guimarães, a gestão de recursos hídricos e saneamento básico encampada pela Sabesp com o aval de Alckmin pode ser chamada de “esquizofrênica”. Como exemplo, ele cita o fato de a Billings, um dos maiores reservatórios do Estado, receber esgoto e sofrer com o assoreamento dos leitos, o que compromete a qualidade de água em suas dependências. Enquanto isso, a Sabesp e o governo estadual não avançam com políticas públicas e projetos para a área.

"Quando vemos que os reservatórios da nossa região têm a qualidade de água comprometida por esgoto e assoreamento, entendemos que a política do Estado é esquizofrênica. O que temos historicamente falado é isso: se os mananciais e os reservatórios fossem adequadamente manejados, certamente teríamos maior produção de água”, diz, lembrando que a bacia do Guarapiranga enfrenta desafios semelhantes.

Quem endossa a opinião de Guimarães é Ricardo de Souza Moretti, professor do curso de Engenharia Ambiental Urbana do programa de pós-graduação em Planejamento de Gestão de Territórios da Universidade Federal do ABC (UFABC). Segundo ele, são inúmeros os fatores que ilustram a má gestão de mananciais. Ele cita como exemplo o fato de o Estado empurrar águas de enchentes da capital para o corpo central da Billings, o que torna a qualidade da água ainda mais instável.

“Em linhas gerais, para cada 2 litros de água que tem na Billings hoje, 1 litro é proveniente do recalque. A Billings é tratada como um receptáculo para os problemas de enchentes de São Paulo. Se chover muito, parte da água do Rio Pinheiros vai para o corpo central da Billings. E essa água é muito mais do que simples esgoto. Além do produto genuinamente ruim, temos um produto que não sabemos o que é. A Sabesp diz que investe em tratamento de esgoto e na limpeza dos rios, mas me diga que grande rio de São Paulo você conhece que não esteja poluído?”, aponta o professor.

Mesmo assim, de acordo com os especialistas, a Billings tem capacidade de produção de água ociosa, com o agravante de que nenhuma estação de tratamento foi construída para dar cabo disso nos últimos anos. 

Lucros x investimentos

"Se quisessem utilizar a Billings para resolver a crise, tinham de fazer grandes quantidades de água sair do Sistema Rio Grande e chegar à estação Guaraú, que trata o volume do Cantareira. Isso é um problema porque a tubulação para isso é um investimento inviável agora. Também não é possível construir uma nova estação de tratamento na Billings rapidamente. A capacidade natural de produzir água na represa é da ordem de 14 metros cúbicos, metade está em uso porque não há mais estações. Poderiamos, sim, ter a Billings como reservatório de segurança se a Sabesp, ao invés de acumular lucros escandalosos, começasse a tratar o esgoto, o que é sua função social”, dispara Moretti.

Em reportagem publicada em 5 de maio, o GGN revelou que, durante o governo Alckmin, a Sabesp chegou a distribuir até 60,5% de seu lucro líquido aos acionistas, que são detentores de 47,7% do controle acionário da empresa, ante 50,3 do Estado. Nos últimos 10 anos, desde que se lançou na bolsa de valores novaiorquina e paulista, a companhia nunca atingiu payou (relação entre o que lucra e o que distribui em dividendos) inferior a 26,1%, mesmo que seu estatuto social defina que ela pode praticar a margem de 25%.

Leia mais: Sabesp distribui até 60% dos lucros aos acionistas durante governo Alckmin

Na visão de Ricardo Moretti, a raiz dos problemas de gestão em saneamento básico no Estado está nos resultados do modelo econômico empregado pela Sabesp. Mesmo com grande rentabilidade no mercado, os investimentos anunciados não deram conta de resolver os gargalos. Ainda hoje, por exemplo, a companhia ainda perde mais de um terço de toda a água que produz.

“Em vários países do mundo, os governos subsidiam a empresa de saneamento para que ela invista mais do que consegue captar, para cumprir suas metas. E nós temos o caso de uma companhia pública e mista que financia o governo do Estado”, critica Moretti. E finaliza: “A Sabesp tem investido numa escala muito menor do que tem acumulado. O plano dela de investimento comparado com o lucro dela é um desrespeito com a população.”

Segundo a Sabesp, os investimentos em saneamento básico subiram de R$ 594 milhões em 2003 para R$ 2,7 bilhões em 2013, graças à lucratividade no mercado de capital. Nos últimos cinco anos, a companhia hoje presidida por Dilma Pena investiu R$ 11,9 bilhões em distribuição de água e tratamento de esgoto, e pretende investir mais R$ 12,8 bilhões entre 2014 e 2018.

Lei Específica da Billings

Outro exemplo de resultados questionáveis da política de gestão de recursos hídricos e mananciais adotado por governos tucanos é a Lei Específica da Billings. Em 2009, o então governador de São Paulo José Serra (PSDB) sancionou a norma. No capítulo II, que trata dos objetivos, a lei define como meta “assegurar e potencializar a função da Bacia Hidrográfica do Reservatório Billings como produtora de água para a Região Metropolitana de São Paulo, garantindo sua qualidade e quantidade”.

Segundo João Ricardo Guimarães, que também é secretário de Gestão Ambiental em São Bernardo do Campo – município que tem metade de seu território introduzido em áreas de mananciais –, na prática, a Lei Específica trata de proteger os reservatórios de ocupações irregulares, pois esse problema acarreta em mais esgoto jogado na represa. 

“Indiretamente, quando protegemos o reservatório, aumentamos a capacidade de reservar água. O principal ponto da lei é que ela abria a possibilidade de regularizar as áreas de ocupação que não possuem saneamento e infraestrutura, já que a Sabesp eo poder público não pode tratar esgoto e acabar com a insalubridade em áreas irregulares”, explica.

“Diferentemente de anos anteriores, em que não tínhamos financiamento para fazer essas mudanças, hoje nós temos, com ajuda do governo federal, e não conseguimos avançar por causa do governo estadual. O licenciamento pelo Estado é muito amarrado e torna difícil a liberação das obras de habitação popular”, exemplifica.

Por conta da burocracia imposta à execução da Lei Específica da Billings, a norma passa por revisão no âmbito do comitê que cuida da gestão da bacia hidrográfica da Billings para, a partir do segundo semestre deste ano, ser encaminhada ao legislativo estadual, segundo informa Guimarães.

Free Walker

- 2015-01-07 14:15:00

Urubologia, a ciência da catástrofe...

Essa ciência inaugurada por Miriam Leitão no Bom Dia Brasil e Globonews e propagada pelos mídias conservadores e neoliberais já contamina, guardadas a devidas escalas, a esquerdas nos ditos blogos sujos (ou "progressistas"). 

 

 

Rinaldo

- 2015-01-07 14:09:26

 É óbvio que o problema não

 É óbvio que o problema não decorreu tão-somente da seca do ano passado, houve um profundo descaso administrativo e falta de conhecimento de um dos mais singelos princípios de Engenharia Hidráulica: "mesmo com chuva, se num reservatório, por muito anos, a vazão de saída for maior que a de entrada haverá esgotamento e perecimento do próprio sistema".

Engraçado que a SABESP é uma Empresa de Economia Mista, com administração independente, Personalidade Jurídica de Direito Privado Própria - Ações Vendidas em Bolsa -, capital e recursos próprios etc., idêntica à PETROBRAS S/A. Mas, na PETROBRÁS, qualquer falha é atribuída à Dilma e ao Lula, enquanto que na SABESP quaisquer falhas JAMAIS são atribuídas ao Governador do Estado de São Paulo.

 

Jorge Vieira

- 2015-01-07 13:54:00

Blindagem ?

Muito pior do que blindagem. A omissão da mídia tradicional é criminosa.

Muito antes das eleições eu liguei para o Serviço de Atendimento ao Cliente da principal organização oligopolista da mídia nacional e pedi que fizessem reportagens alertando a população e as autoridades sobre a grave crise hídrica em São Paulo. Desligaram o telefone na minha cara.

Jornalistas de televisão e rádio e de jornais impressos que se dizem profissionais - muitos se consideram celebridades intocáveis - e empresas jornalísticas se omitiram deliberadamente sobre o assunto com receio que o mesmo respingasse sobre o governador de São Paulo que buscava a reeleição, colocando em risco gravíssimo o abastecimento de água em São Paulo que vai afetar, mais cedo ou mais tarde, milhões de pessoas e o trabalho e a produção da maior cidade do Brasil.

A privatização da Sabesp, a consequente distribuição de lucros, para os novos acionistas privados, gerando a falta de investimentos, o regime de secas  e, principalmente, a postergação da adoção de medidas e providências, para preservar os mananciais e adiar a falta absoluta de água que se avizinha, formaram a tempestade perfeita que pode infernizar, com grande probabilidade de ocorrência, a vida do paulistano e do país.

A omissão da mídia só tem uma justificativa: a defesa da reeleição do governador que lhe garante polpudas receitas mensais com propaganda e publicidade.

Isto é um verdadeiro crime de imprensa: usou-se o direito de liberdade de expressão para não expressá-la, autocensuraram-se para beneficiar-se e privilegiar a reeleição de um político em prejuízo claro da maioria da população, sobre um assunto que diz respeito às condições de sobrevivência dos cidadãos. Deixaram de exercer o dever de informar corretamente à população. Abdicaram do seu dever de ofício.

As reportagens que saem hoje,passadas as eleições, além de não aprofundarem as causas da crise hídrica, passam ao largo de responsabilizar os culpados, em parte porque, em parte, culpada é a própria imprensa, e, de outra parte, continua a blindagem do governador de São Paulo, talvez esperando o momento adequado para jogar o problema no colo do Governo Federal.

E o MPE ? Agiu timidamente no ano passado. Hoje, se omite totalmente.

 

Jorge Luis

- 2015-01-07 13:19:48

Se você tem um reservatório

Se você tem um reservatório que, dos 365 dias do ano, sobe (ou fica estável) em 25 e baixa nos outros 340, não precisa ser um gênio da matemática para saber o que vai acontecer.

Orlando Soares Varêda

- 2015-01-07 12:57:05

  Vije Maria! Todo dia esse

 

Vije Maria! Todo dia esse tal de Cantareira cai. Desse jeito o cabra não tem mais um osso sequer, inteiro.

Orlando

Luiz Antonio Antunes Machado

- 2015-01-07 12:41:08

Blindagem

Passadas as eleições, a tal da grande mídia cartelizada, que já cumpriu seu papel auto atribuído de blindar a facção política de sua preferência, poderia tentar ajudar ao chamdo "público", se sobrar tempo, e focar com um pouco de responsabilidade numa questão seríssima. Varrer diariamente questões desta natureza para debaixo do tapete é um crime, ficar fazendo cara de paisagem, isentando os administradores favoritos também. Sabemos que neste país é prerrogativa dos meios de comunicação criar, inventar, desfigurar, blindar, e tudo o mais, e se continuarem a insistir nisto, paciência, a atribuição terá de ser assumida pelos blogues, sujos, limpos, jornais alternativos, enfim, se a blindagem que conhecemos é um fato consumado e protegido por lei, devemos chamar a atenção de outra forma. É gravíssimo o problema da água.

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