D’Artagnan D’Ourinol Episódio 10 – Final, por Rui Daher

Darta, você ajudou muito para condenar à prisão um grande estadista brasileiro. Seja infeliz com sua consciência suja.

D’Artagnan D’Ourinol Episódio 10 – Final, por Rui Daher

Façam chuva e sol, estejam minhas botinas enlameadas ou pisando em terras estorricadas do agrário brasileiro, esta série de crônicas, por sugestão de minha afável editora, será publicada algumas vezes por semana, quando a obrigação do ganha-pão não me impedir. Mudança de escritório finda, tranqueiras do passado eliminadas, treinemos um pouco no teclado.

Os leitores devem lembrar-se da reação de D’Artagnan D’Ourinol à nossa ligação. Just in case, refresco suas memórias.

– DARTA, [íntimos] e aí, tudo bem? Estou retornando sua ligação. Muito trabalho?

– Trabalho é a merda que vocês estão me dando com essa porra de entrevista. Chamaram a atenção de todos. Até a Globo anda me batendo. Eu não sou nada perto deles, uma peça, entende, pronto a arrumar uma graninha com palestras e outras pequenas merdas. Quero meus acólitos e um décimo do que ganham em dízimos. Também um exemplar novo da Bíblia, que o meu já está gasto de tanto emprestá-lo à Raquel Cadillac.

Passados dez dias do episódio anterior, a equipe do BRD resolveu fazer deste o último capítulo da série. O resultado foi 3 a 2. Votaram a favor, Pestana, Everaldo e eu. Contra, Nestor e Harmônica.

O primeiro, acha que nem por um cacete Darta receberá alguma punição. Pelo contrário, já ganhou um bom algum, benefícios inerentes ao cargo continuarão rolando, aumentará a procura de quadrilheiros requerendo seus serviços, e será pastor mais graduado. Daí que mais deveríamos massacrá-lo. Já o Harmônica não se conforma em tudo acabar sem sangue.

Nós que formamos a maioria votamos por achá-lo mais acabado do que espiga chupada pelo João Dentão, o dono de um boteco, ao lado do Itaquerão, que ao ser chamado de “Bambi metido a macho” por um corintiano, arrancou-lhe o nariz com caca, ranho e tudo. João é palmeirense.

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Ele não é o pior do time Xexelentos de Curitiba. O pior deles, hoje em dia, flutua nas águas do Lago Paranoá, qual marreco despenado.

Darta é apenas o mais fraquinho. Passando, entre os estados de São Paulo e Paraná, por lavouras de milho já colhidas pude verificar como ficam depauperados, disformes, secos, descoloridos, os milhares de Visconde de Sabugosa.

Novos virão, mas Darta já era, tão explícitos seus malfeitos, tão risíveis suas formas de defesa, tão merreca seu PowerPoint.

Destruindo a democracia, os direitos sociais dos trabalhadores, saúde, educação, soberania, relações exteriores, patrimônios nacionais, existem alvos muito maiores para o BRD se ocupar.

Darta, você ajudou muito para condenar à prisão um grande estadista brasileiro. Seja infeliz com sua consciência suja.

A entrevista? Enfie onde melhor couber.

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