O que realmente constrói um país

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Da peleja do deputado da bancada da bala com os Racionais MC’s, por Rui Daher

6 comentários

  1. Sim, esta é a riqueza maior de qualquer país

    Só precisamos tomar atenção ao que seja de fato “gente melhor”…

    A zelite pensa que eles são “melhores”. Confundem ser com estar, talvez por “misunderstand” os anglos, que usam uma palavra que não diferencia uma coisa da outra. Mas eles, em terras similares, começando mais tarde (1620), já na virada do século XIX tornavam-se muito do que ainda estamos perseguindo (e discutindo uma agenda de irrelevâncias).

    Por isso, temos que escolher entre a linha dos coisistas, que mantém o país no atraso há quase cinco séculos (ou eles não tiveram o poder todo esse tempo e continuamos lá atrás?). 

    Ou a linha dos gentistas, que por algumas poucas décadas (não muito mais de umas 3), conseguiram melhorar o “estar” dos seres brasileiros, investindo no social e não apenas nos “negócios” (de poucos)?

    É só olhar a História e escolher.

     

    • Bate leve, o Anarquista Sério não precisa de tanto.

       

      Anarquista Lúcida (domingo, 26/04/2015 às 22:39),

      Na eleição de 1994, a Folha de S. Paulo preparou um suplemento Mais que foi realmente especial. Publicada no domingo, 02/10/1994, véspera da eleição a se realizar na segunda-feira, 03/10/1994, assim a Folha de S. Paulo introduzia a parte do suplemento Mais destinado a mostrar quatro peças que seriam representadas no domingo, sobre quatro dos candidatos supondo cada um tivesse sido derrotado.

      “Da Redação

      A Folha vai realizar hoje, a partir das 16p0, a leitura das quatro peças teatrais publicadas neste número do “Mais!”. O evento será aberto ao público e acontece no auditório do jornal, à al. Barão de Limeira, 425, 9º andar (zona central de São Paulo).

      A peça de Mauro Rasi sobre a derrota de FHC será lida pelo autor e pela atriz Vera Holtz. A de Gianfrancesco Guarnieri, sobre a queda de Brizola, será lida pelo autor, Caco Guarnieri, Marcelo Goés e Humberto Maiani (a confirmar).

      Plínio Marcos lerá sua peça sobre a derrota de Enéas, acompanhado pelos atores Oswaldo Mendes, Bruno Giordano e Tanah Correa. A peça de Marcos Caruso e Jandira Martini, sobre a derrota de Lula, será lida pelo seguinte elenco: Jandira Martini, Marcos Caruso, Renato Consorte, Carlos Mariano, José Scavazzini, Eliana Rocha, Miguel Magno, Neusa Maria Faro, Wilma de Aguiar, Andrea Bassitti e Luciana Carnielli”.

      Por um bom tempo eu guardei o original da Folha de S. Paulo, mas ele se perdeu. Antigamente havia um site português que reproduzia todos os textos da Folha de S. Paulo. Uma vez eu copiei o número deste Mais. Se os direitos autorais prescreverem eu deixo aqui no blog de Luis Nassif ou em um outro qualquer o material copiado. Vale a pena ler as peças. Eu gostei mais da peça de Gianfrancesco Guarnieri, representando as elucubrações de Leonel Brizola diante da derrota. Achava a de Mauro Rasi, muito superficial. E de certo modo é, pois Mauro Rasi como eleitor de Fernando Henrique Cardoso pegava no pé de Fernando Henrique Cardoso por se ter associado a Antônio Carlos Magalhães. Era a visão canhestra e preconceituosa da elite paulista que via em Antonio Caros Magalhães não um representante da direita, mas um coronel conservador resultado do atraso cultural das pessoas situadas ao norte do Trópico de Câncer. Com um tempo e fazendo a releitura dá para perceber que o Mauro Rasi era um grande autor de teatro e fez um texto superficial para representar a superficialidade de Fernando Henrique Cardoso.

      Bem, relembrei este suplemento porque o texto de Plínio Marcos foi o que mais me decepcionou. Já doente, e raivoso com o final da vida que a sorte reservara para ele, Plínio Marcos contou aquela piada de que quando Deus fez o mundo ele pós os melhores lugares da terra no Brasil, e quando alguém reclamou ele explicou: você vai ver a gentinha que eu vou por lá.

      No dia seguinte, um leitor escreveu uma bonita carta lembrando o quanto fascista era a história que Plínio Marcas utilizara para elogiar Enéas, e lembrando que a beleza dos outros textos eram uma demonstração que não havia aqui uma gentinha.

      É uma pena que se tenha pessoas com esta concepção e de visão depreciativa dos outros, numa revelação daquilo que eu chamo pretensiosa vaidade da soberbia da superioridade.

      Como o leitor da Folha de S. Paulo, também considero esta frase uma revelação de um fascismo escamoteado. Costumo dividir o fascismo em dois tipos: o fascismo intelectual italiano que se manifesta na defesa da supremacia do Estado, sem o espírito crítico de perceber o Estado como um instrumento de manutenção do capitalismo; e o fascismo que eu chamo de fascismo de pequenas causas que tanto pode ser o fascismo tosco dos que adotam a violência, a vingança e a força para a solução dos problemas, como pode ser o fascismo arrogante do autoritarismo presunçoso da sapiência.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 26/04/2015

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome