A origem do nome de um dos quadros mais importantes do modernismo brasileiro, o Abaporu, de Tarsila do Amaral: Tarsila pintou-o como presente de aniversário a Oswald de Andrade, seu marido na época. Quando ele viu a tela, assustou-se e chamou o amigo Raul Bopp para tentar decifrá-la. Intrigados, concordaram em que representava algo excepcional. Tarsila, apelando para os rudimentos de tupi-guarani que conhecia, batizou-a de Abaporu – aba, “homem”, “índio”; poru, “comendor de carne humana”, “antropófago”, “canibal”.
O quadro inspirou a criativa cabeça de Oswald, levando-o a escrever seu “Manifesto Antropofágico”, berço de um movimento que, segundo ele, “deglutiria” a cultura europeia, transformando-a em algo bem brasileiro. Embora radical, a nova corrente teve sua importância pelo que representava em termos de exacerbado nacionalismo. A tela é, até hoje, a mais cara já vendida na Brasil (US$ 1,5 milhão), e foi comprada pelo colecionador Eduardo Costantini e encontra-se exposta no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA).
Mas qual o significado do quadro? Difícil dizer, mas, na opinião de certos círculos, o homem avantajado com a cabeça pequena seria o brasileiro desmiolado. Quanto aos pés e mãos, enormes, era como Tarsila via em nosso povo sofridos trabalhadores. O sol e o cacto simbolizavam a penosa rotina do homem do campo, dando duro debaixo de sol inclemente. Ainda hoje a polêmica obra tem avivado acaloradas discussões.
Tarsila do Amaral: [Site Oficial]
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antonio francisco
16 de fevereiro de 2014 8:25 pmHouaiss até o registra
Abaporu Regionalismo: Brasil.o que come carne humana; antropófago E ao pé da página, em Etimologia explica que em tupi awa a’wa ‘homem, índio’ e poru, ‘comer carne humana’.
Noé Ribeiro Neto
16 de fevereiro de 2014 11:47 pm“Quem vê cara, não vê coração”
O quadro quer retratar as características física-intelectual-sóciocultural do povo nordestino (simbolizado pelo sol e o
cacto), demonstrado pelo membros avantajados e a cabeça desproporcional pequena ao conjunto do corpo. Querendo
dessa forma, expressar que a única característica positiva desse indivíduo são a força bruta e a propensão para
trabalhos braçais (manuais), porém, a autora peca e erra redondamente, por não mostrar também o coração, sede da
inteligência e da sabedoria, que são as qualidades e os brios que permeiam a índole do povo nordestino. A cabeça
chata e pequena, são consequência de privações de uma alimentação adequado, devido a séculos de abandono da
região nordestina em quase todas áreas, principalmente a área educacional. Como consequência disso, a cabeça
pode parecer atrofiada com pouca massa encefálica, mas em compensação o coração desse indivíduo hepertrofia. .
Como diz o ditado: “O essencial é invisível aos olhos.”
lenita
17 de fevereiro de 2014 12:05 amé !
é !
vera lucia venturini
17 de fevereiro de 2014 1:25 amTarsila mostra-se um
Tarsila mostra-se um autêntica paulista neste quadro. Então tá. “Brasileiro desmiolado, cuja única característica positiva é a força bruta”.
E qual a imagem da elite da qual Tarsila era oriunda? Elite cafeeira que nadava em dinheiro roubado da nação por causa do Convênio de Taubaté.
lclbotelho
17 de fevereiro de 2014 1:48 amPrezado Nasif
Não tem
Prezado Nasif
Não tem significado algum! . Porra louquismo de alguns pintores modernistas brasileiros a la Picaso , que achavam que pintar as agruras do campesinato brasileiro infligidas pelo Coronéis de plantão ,era importante para conscientizar o povo campesino , especialmente nordestino , para a grande revolução , e ainda era o supremo da arte !. Parece a famosa “coisa” de SAlvador Dali !. Mas diferente do SAlvador Dali ,aqui o quadro é o significado de toda a profunda mediocridade da estética da pintura brasileira modernista .O quadro é horrível , como o nome …Pergunte para algum campesino para saber o conteúdo artístico que o quadro desperta ..a pintora parecia ser adepta do puro chá de São Damião!.
José Carlos Lima
17 de fevereiro de 2014 7:26 ama la Picaso..???
Mas era este o sentido da antropofagia: Deglutir o estrangeiro
“(…) Funda-se em seguida o, Clube de Antropofagia, juntamente com a Revista de Antropofagia, em que é publicado o Manifesto Antropófago(aqui) escrito por Oswald de Andrade como o cerne teórico do movimento nascente, que se dissolve com a separação entre ele e Tarsila, em 1929. Com frases de impacto, o texto reelabora o conceito eurocêntrico e negativo de antropofagia como metáfora de um processo crítico de formação da cultura brasileira. Se para o europeu civilizado o homem americano era selvagem, ou seja, inferior, porque praticava o canibalismo, na visão positiva e inovadora de Andrade, exatamente nossa índole canibal permitira, na esfera da cultura, a assimilação crítica das idéias e modelos europeus. Como antropófagos somos capazes de deglutir as formas importadas para produzir algo genuinamente nacional, sem cair na antiga relação modelo/cópia, que dominou uma parcela da arte do período colonial e a arte brasileira acadêmica do século XIX e XX. “Só interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago”, bradou o autor em 1928(…)”
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=74
dete
17 de fevereiro de 2014 3:06 amPeraí. O quadro foi pintado
Peraí. O quadro foi pintado em 1928. Tarsila morreu em 1973. Nunca perguntaram o siginificado do quadro a ela???!!!!! Ah, e eu acho bem feio.
Carla Antonia
17 de fevereiro de 2014 11:26 amNunca gostei desse quadro da
Nunca gostei desse quadro da Tarsila. Uma tentativa “infantil” de copiar talvez o Picasso? Horrível, mesmo. Antropófago ou não.
carlin
16 de fevereiro de 2015 1:28 pmQ ISSU? PICASSO?
COPIANDO PICASSO TSC TSC BRS HU3HU3 JA NESSA ÉPOCA???
João Seraphim
3 de agosto de 2015 4:21 pmcomentar e aonde consigo comprar uma capa do ABAPORU iphone 4S
Todo grande artista precisa de uma inspiração, e o enigma desperta a curiosidade e admiração de quem apreica e inveja de quem não conhece artes.
ps: Por favor, a minha capa do ABAPORU do iPhone 4S quebrou como faço para conseguir outra?
Jose Augusto Pimentel
5 de fevereiro de 2018 4:07 pmTarsila do Amaral – Uma mulher brilhante e talentosa.
O Abaporu pode ter muitas leituras mas, sem dúvida , em minha opinião mostra que o homem/mulher do campo/simples valia mais por sua força do que como ser humano. Por isso os braços e pernas (pé) imensos e a cabeça pequena pensando (dúvida) sobre a vida e sobre sua identidade. Esses homens & mulheres (brancos, mulatos ou negos) eram consumidos pelo trabalho exaustivo. Daí a “antropofafgia”.
Abertadafe
1 de março de 2022 4:26 pmMore