Chacina no Jacarezinho, Rio, deixa 25 mortos

A polícia insiste que os 24 mortos são suspeitos, mas não deu nenhum esclarecimento sobre as vítimas e em que situação ocorreu cada morte.

Reprodução G1

Jornal GGN – A Polícia Civil realizou uma operação no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, deixando um rastro de sangue. 24 moradores foram assassinados em intenso tiroteio. A 25ª vítima da operação foi um policial.

Segundo o Geni (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos) da UFF e a plataforma Fogo Cruzado, esta foi a operação policial mais violenta da história do Rio.

A polícia insiste que os 24 mortos são suspeitos, mas não deu nenhum esclarecimento sobre as vítimas e em que situação ocorreu cada morte. Em coletiva, após o massacre, o delegado Rodrigo Oliveira da Core afirmou que dois dos mortos foram alvejados ao atacarem policiais que faziam a perícia no local de outras mortes.

Foram apreendidas armas e seis pessoas foram presas.

As redes sociais estavam em polvorosa, com moradores relatando os horrores ali ocorridos, inclusive sobre mais mortes além das relatadas, além de invasão de casas e celulares confiscados. Houve a tentativa de um protesto na comunidade. A polícia, por seu turno, negou que fez qualquer execução durante a operação.

Duas pessoas foram baleadas dentro de um vagão do metrô, perto da estação Triagem, e sobreviveram. Um morador foi atingido no pé, dentro de casa, mas não corre risco.

Os moradores ficaram presos em casa devido ao horror da operação. Serviços de saúde precisaram ser fechados.

Segundo decisão do Supremo Tribunal Federal, desde junho do ano passado estão suspensas operação em favela durante a pandemia. Só ações em ‘hipóteses absolutamente excepcionais’ seriam permitidas.

Para que isto ocorra, os agentes devem comunicar ao Ministério Público o motivo da operação. No Rio, O MPF foi notificado pela polícia sobre a ação após o início da operação. O delegado afirma que os protocolos da decisão do STF foram cumpridos.

A ação envolveu 250 policiais, 4 blindados e 2 helicópteros.

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