Pauta de costumes cada vez mais esvaziada na Câmara

Afastamento de Arthur Lira do governo federal coloca projetos tidos como prioritários em segundo plano ou no esquecimento

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), mudou sua relação com o governo federal em pouco mais de dois meses: antes visto como fiador das políticas do governo Jair Bolsonaro, a disputa em torno do Orçamento e a crise decorrente da pandemia colocou os planos bolsonaristas em seguindo plano ou no esquecimento.

A única pauta de apelo conservador dentro da base bolsonarista que teve aval de Lira para continuar é a que trata do ensino doméstico, preparada ao lado dos ministros Milton Ribeiro (Educação) e Damares Alves (Família e Direitos Humanos). Segundo o jornal O Globo, existe a expectativa que o texto seja suavizado e vá para debate ainda no primeiro semestre.

Por outro lado, pautas como a criação de um “excludente de ilicitude” para militares em Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLOs) foram deixadas de lado, uma vez que não houve indicação de relator ou remessa de texto até agora.

Arthur Lira também já declarou que não há clima para votação de reformas enquanto a crise não for controlada, ao ponto de citar indiretamente a possibilidade de impeachment de Bolsonaro ao lembrar que o Congresso possui “remédios fatais” contra o governo.

Em linhas gerais, Lira tem acompanhado a pauta do Centrão, que exige um plano de vacinação e liberação de verbas para as bases eleitorais – contudo, o PP ainda exige mais espaços dentro do Executivo, pressionando Lira para que isso ocorra.

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