A caso da brasileira na Suiça

Por Josef Borges

Eu moro na Suíça a 8 anos em Oftringen cidade a 50 km de Zurich.

Vejo aqui muitas pessoas falando coisas pelo cotovelo, aqui eu nunca passei por nenhuma situação de constrangimento, tenho um trabalho sou bem trato e respeitado.

Sempre me esforcei para cumprir todos os deveres que o País impõem aos seus cidadãos,e aos estrangeiros que aqui residem,sou bem integrado,domino a língua da região que vivo(alemão)pago os impostos rigorosamente,enfim num País como a Suíça se você está dentro das regras não sofre problema algum.

Minha esposa que é engenheira conseguiu um trabalho em Zurich onde também é bem tratada.

Sobre o caso, qualquer um que visualize as fotos irá perceber que se trata de auto-mutilação. Vejam que agora na Suíça está um frio de lascar, imagino que 3 Neo nazista agarrem uma moça numa estação de trem a leve para um parque cercado de arvores secas, a imobilize, tire a roupa dela(sim porque para se fazer os cortes como foram feitos não daria pra fazer com a roupa) e num frio de -6° façam em poucos minutos e com perfeição cirúrgica(os cortes foram todos na mesma profundidade,superficiais e simétricos) corte e “tatuem” a sigla do partido conservador de direita SPV.

Oras a policia da Suiça com todos os defeitos é uma policia bem treinada, sabe muito bem que a historia contada era uma historia sem nexo.

O resto ficou por conta do pai da moça que exigiu que ela tirasse fotos do corpo e distribuiu a imprensa brasileira que especialista no caso arrastou o governo para o breu.

Resultado disso: os brasileiros de bem que se esforçam para passar uma imagem bonita dos brasileiros, tem agora que pagar a conta de uma irresponsável, não acredito que ela seja doente para mim não passa de uma garota mimada que quando não consegue o que deseja apela para métodos desse tipo, só que dessa vez ela exagerou, eu aconselho contratarem um bom advogado, porque aqui não existe STF como no Brasil, aqui cometeu um erro vai pagar por ele.

Comentário

Fico com o pai: a moça é vítima, ou dos neonazistas (hipótese cada vez mais improvável) ou de distúrbios psíquicos. Não tem vilão nessa história.

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