A ideologia atrapalhando a análise da diplomacia brasileira

Não faz sentido comparar geopolítica com vizinhos ao declarado amor atual da política externa brasileira com o miliciano Duterte e o extremista Orban

Foto: REUTERS/Adriano Machado

A ideologia atrapalhando a análise da diplomacia brasileira

De Sérgio Leo, pelo Twitter

Hoje na Folha, me entristece ver o querido e competente Fábio Zanini em um episódio de falsa equivalência, comparando apoio da diplomacia petista aos vizinhos Morales e Chavez ao declarado carinho bolsonarista a Orban na Hungria e Duterte nas Filipinas.

Lula e Dilma passaram por cima de vieses ideológicos para buscar boas relações com governos de direita na Colômbia e no Chile. Não faz sentido comparar geopolítica com vizinhos ao declarado amor atual da política externa brasileira com o miliciano Duterte e o extremista Orban.

Esforço de conter e aproximar Chavez e de apoiar a Bolívia foram herdados de FHC. Faziam sentido, embora Brasil tenha demorado a condenar com veemência avanço do autoritarismo nos vizinhos. Já, Hungria e Filipinas? Que papel têm na tradição diplomática brasileira? Pura ideologia.

 

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2 comentários

  1. A diplomacia implica em não intervir e não emitir julgamentos sobre os paises com quem se quer dialogar. As críticas emitidas pela imprensa quanto a questão Venezuelana, foram sempre artíficios da luta política interna do Brasil. A aproximação do Brasil com a Venezuela jamais foi tratada pela imprensa como a relação entre duas nações soberanas, pois satisfazia narrativa golpista. Trocamos uma diplomacia de respeito a soberania de outros estados, por uma diplomacia que defende interesses de outros estados na soberanias de outros países. E o discurso ideológico na verdade está a serviço da ganância pelo petroleo Venezuelano. Este governo e o de Trump, não estão preocupados com democracia e ou com os dramas da população . Apenas usam os dramas da população e as maculas de um governo sitiado para conseguir acesso ao petroleo. Aqui nosso governo vai entregando o nosso petroleo para estatais ou monopolios estrangeiros enquanto golpistas e mercado festejam e são festejados em nome da ideologia do livre mercado e da competitividade.
    Assim o governo Trump não se preocupa com a democracia na Arábia Saudita e nem no Iraque ou no Afeganistão, pois o que interessa está abaixo da terra ao lado das covas.

  2. “Hei, garcon, me traga uma diplomacia bem passada, com batata frita…”

    Podia ser pior: o que voces acham de diplomacia Burger King?

    Nao que jamais aconteceria… imagina!

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