Governo Bolsonaro apresenta à ONU ações antirascistas de governos Lula e Dilma

Sem listar nenhuma ação do governo Bolsonaro contra o racismo, o documento foi entregue, ainda, com um atraso de 12 anos.

Bolsonaro discursando na Assembleia Geral da ONU, em 2019 - Foto: Reuters

Jornal GGN – O Brasil entregou seu relatório à ONU sobre o que tem feito para combater a discriminação racial no país. Com um vazio em iniciativas desde 2017, sendo nenhuma durante o governo de Jair Bolsonaro, o documento traz ações dos governos dos ex-presidente Lula e Dilma.

A coluna de Jamil Chade obteve o documento, que foi ainda entregue com 12 anos de atraso, uma vez que o país firmou o compromisso de apresentar estes dados ainda em 2008 ao Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial, da ONU. E apesar de as atuações terem sido identificadas nos governos de Lula e Dilma, nenhuma das gestões ainda havia entregue o relatório, segundo o jornalista.

A partir de agora, as autoridades da ONU devem avaliar a discriminação racial no Brasil. Entretanto, com este vazio de informações sobre o que teria sido feito no governo Bolsonaro, o resultado apresentará uma defasagem.

Em resposta a Chade, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), comandado por Damares Alves, disse que não há dados do governo Bolsonaro porque o relatório foi produzido no primeiro semestre de 2019, no início da gestão do mandatário.

“Os trâmites entre os órgãos da Administração e a necessidade de tradução do relatório para os idiomas oficiais da ONU para a submissão formal do relatório acarretaram este lapso temporal entre a finalização do texto e sua chegada ao órgão de tratado”, justificou.

Abaixo, o documento entregue ao Comitê da ONU, obtido pela coluna de Jamil Chade:

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3 comentários

  1. Será que o paraquedista irresponsável está em busca de simular ser de esquerda? Logo estarão chamando de comunista. Só que fake news agora é só para seu público interno, o gado que já está laçado. Não vai adiantar parar com o auxílio emergencial, faltando 2 anos da eleição presidencial, ainda no meio das crises sanitárias e econômicas, sem ter ações para combatê-las.

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