Júlio Lancellotti: desculpas privadas a ataques público, por Marcelo Auler

Lancellotti foi procurado por um emissário de Resende que, com a concordância do padre, fez a ligação para o presidente do Patriota que é de São José do Rio Preto, cidade no interior paulista.

Charge de Nando Motta, publicada em Brasil247

Preocupado com a repercussão até internacional das ameaças ao padre Júlio Lancellotti, vigário episcopal da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, o presidente do diretório estadual de São Paulo do Patriota, Ovasco Resende, se solidarizou com o mesmo.

Deixou claro que os ataques do deputado estadual Arthur Moledo do Val, não refletem o pensamento do partido.  Com o pedido de desculpas ao padre, Resende praticamente desautorizou a atitude daquele que será candidato a prefeito da capital paulista pela legenda.

O pedido de desculpas e as críticas às manifestações do parlamentar que acabam incentivando outros ataques ao religioso, porém, foram feitas no particular. Através de um telefonema na manhã de quinta-feira (17/09) após o padre celebrar sua missa matinal na Igreja São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, na cidade de São Paulo.

Lancellotti foi procurado por um emissário de Resende que, com a concordância do padre, fez a ligação para o presidente do Patriota que é de São José do Rio Preto, cidade no interior paulista.

Na conversa, o padre solicitou então uma manifestação pública do interlocutor, bem como que sua posição de desacordo aos ataques fosse levada ao cardeal de São Paulo, dom Odilo Scherer. Não há confirmação oficial de que esses pedidos foram atendidos.

As desculpas do presidente regional do Patriota, porém, não evitarão que o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que atende ao padre, ingresse com ações judiciais contra o parlamentar autor das agressões. Por decisão do advogado e do religioso, o recurso ao judiciário visará indenização financeira, de forma a atingir o bolso do agressor. Serão tantos quanto forem os ataques.

Greenhalgh também foi procurado por uma assistente social do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, ligado ao ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Na ligação foi sinalizada a possibilidade de o Programa acompanhar o caso do sacerdote ameaçado. Um assessor do órgão, em São Paulo, ficou de acompanhar a situação de padre Lancellotti, permanecendo à disposição dele e repassando relatórios da situação a Brasília.

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