5 de junho de 2026

Comércio varejista tem retração de 3,5% no trimestre

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Jornal GGN – O volume do comércio varejista encerrou o segundo trimestre do ano com um recuo de -3,5% em relação a igual trimestre do ano anterior, e assinala assim sua segunda taxa negativa nesse tipo de confronto, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado também acentua o ritmo de queda em relação ao resultado do primeiro trimestre de 2015 (-0,8%). Nessa mesma comparação, o varejo ampliado assinala o quinto trimestre com taxas negativas, além de acentuar o ritmo de queda entre o primeiro e o segundo trimestre de 2015, passando de -5,3% para -7,5%.

Seis das dez atividades pesquisadas no período também apresentaram quedas mais acentuadas no segundo trimestre de 2015 em relação ao primeiro: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de -1,3% para -2,3%); tecidos, vestuário e calçados (de -3,0% para -6,6%); móveis e eletrodomésticos (de -6,7% para -16%); livros, jornais, revistas e papelaria (de -7,8% para -9,1%); veículos, motos, partes e peças (de -14,8% para -16,4%); material de construção (de -4,3% para -5,1%).

Os dados mostram ainda que mesmo as atividades que permanecem no campo positivo na comparação trimestral do ano de 2015 assinalam menor magnitude de taxa no segundo trimestre do ano: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (de 5,8% no primeiro trimestre para 4,6% no segundo); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (de 16,9% para 3,5%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 7,7% para 0,4%). Embora com resultado negativo, o único segmento que registrou taxa de desempenho de menor magnitude entre os dois primeiros trimestre de 2015 foi combustíveis e lubrificantes (de -4,0% para -2,5%).

No índice acumulado para o fechamento do primeiro semestre de 2015, frente a igual período do ano anterior, o volume das vendas no varejo registra queda de -2,2%, fato que não ocorria desde o segundo semestre de 2003 (-1,9%). As principais influências negativas na formação do resultado global do comércio varejista vieram dos grupamentos de móveis e eletrodomésticos, que passa de um recuo de -3,3% no segundo semestre de 2014 para -11,3% no primeiro semestre de 2015, e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de -0,7% para -1,8%), pressionados tanto pela redução e encarecimento da oferta de crédito, quanto pela da redução da massa real habitual de salários, observada ao longo do ano de 2015.

Em relação ao varejo ampliado, após registrar recuo de -3,3% no segundo semestre de 2014, a taxa do indicador semestral assinala um aumento no ritmo de queda no primeiro semestre de 2015 (-6,4%), influenciado principalmente pela desaceleração das vendas observadas no segmento de veículos, motos, partes e peças, que passa de -10,7% para -15,6% entre o segundo semestre de 2014 e o primeiro semestre de 2015.

 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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