13 de junho de 2026

Indústria avança em nove regiões no mês de novembro

Paraná apresenta maior avanço individual, enquanto a indústria de São Paulo registrou a maior influência nos dados mensais, segundo IBGE
Foto de Anamul Rezwan via pexels.com

Nove dos quinze locais pesquisados para o cálculo da produção industrial nacional apresentaram crescimento em seus resultados na passagem de outubro para novembro, segundo levantamento sobre a indústria regional divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Na análise nacional, a variação na produção industrial foi de 0,5% na passagem de outubro para novembro – o que, segundo o analista Bernardo Almeida, pode ser explicado com a queda da taxa de juros e uma política econômica expansionista.

“A queda da taxa de juros causa impacto direto na renda disponível das famílias, de maneira que o crédito está menos encarecido. Não podemos esquecer que os juros ainda estão em patamares elevados, mas conseguimos ver uma melhora na renda disponível das famílias, o que aumenta o consumo e impacta diretamente na cadeia produtiva industrial”, destaca Almeida.

Outro ponto importante foi a melhora na massa salarial da população, o que afeta a renda das famílias e, por consequência, seu padrão de consumo.

Principal polo industrial do país, São Paulo apresentou avanço de 1,9% em novembro e acumulou ganho de 2,3% nos últimos dois meses, influenciado pelo avanço visto no setor farmacêutico, corroborando o resultado nacional, que também teve esse setor como um dos destaques positivos.

Desta forma, a indústria paulista está 22% acima do patamar mais elevado (março de 2011), mas também é possível perceber melhora no ritmo de produção ante o visto pré-pandemia – com os dados de novembro, a indústria paulista está 0,4% acima do patamar pré-pandemia.

Já a indústria do Paraná apresentou a maior alta individual, com taxa de 5,4%, e foi a segunda maior influência no resultado nacional. Novembro foi o quarto mês consecutivo de resultados positivos no estado, que acumula ganho de 14,5%.

A segunda maior taxa positiva, e quinta influência no mês, veio da indústria do Espírito Santo, que eliminou parte da perda de 7,1% acumulada no período setembro-outubro graças à indústria extrativa.

Por outro lado, Pernambuco (-9,7%) e Amazonas (-4,2%) mostraram os recuos mais intensos na produção, com o primeiro local eliminando o avanço de 9,8% registrado em outubro e o segundo marcando o terceiro mês seguido de queda na produção, período em que acumulou redução de 15,1%.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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