O grande desafio

Anote aí o tema central que tomará corações e mentes dos economistas brasileiros nos próximos meses: a reciclagem da poupança. À medida que as taxas de juros internas se reduzam, que cesse a arbitragem para os capitais externos, haverá uma migração de recursos da renda fixa para os ativos reais.

Nessa migração poderá estar o início de um processo virtuoso de crescimento, ou mais uma volta inútil no moto-contínuo da crise.

Há vários riscos nessa transição:

Uma nova rodada de bolha no mercado de ações.
Aumento excessivo nos preços dos ativos reais, de alguma maneira rebatendo nos índices de inflação. E o Banco Central atuando novamente de acordo com o manual, subindo os juros para abortar a nova etapa de crescimento.
Trata-se de uma transição importante, complexa, que exigirá um BC muito mais sofisticado e flexível do que o atual. Por flexível se entenda entender a dinâmica dos preços e parar de atuar sobre as estatísticas (que refletem apenas o passado e não necessariamente a dinâmica do processo futuro).

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