Painel internacional

Dívida brasileira é considerada mais segura que a do Bahrein

O rating de crédito do Brasil, elevado para ‘grau de investimento’ há dois anos, está prestes a subir, ao mesmo tempo em que a economia cresce no mais rápido ritmo desde 2007, mostra o comércio dos títulos Troca de Créditos por Inadimplência (CDS, na sigla em inglês). O custo de proteção dos títulos do Brasil – classificados em ‘BBB-’ pela Standard & Poor’s (S&P) – por insolvência em cinco anos caiu sete pontos base este mês, para 122, ou 1,22 pontos percentuais, de acordo com dados compilados pela CMA DataVision. Na Europa, onde a propagação da crise da dívida da Grécia levou a um rebaixamento esta semana, a troca (swap) de crédito de Portugal aumentou 19 pontos base para 299, mesmo quando sua dívida está avaliada em ‘A-’, três níveis acima da do Brasil. “Se você olhar para as economias europeias, elas claramente estão com créditos em declínio, e este (o Brasil) é um crédito em ascensão”, afirmou Sebastian Briozzo, analista da S&P, em entrevista por telefone em Boston. Os investidores estão ficando mais otimistas com as medidas de estímulo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que turbinou o crescimento trimestre a trimestre em 2% no período de outubro a dezembro, o ritmo mais rápido desde a expansão de 2,4% no último trimestre de 2007, segundo dados do governo. O crescimento vai acelerar a 6% este ano, o segundo ritmo mais rápido em duas décadas, de acordo com uma pesquisa do banco central com analistas de mercado. Os CDS do Brasil são menos caros do que os do Bahrein, classificado como ‘A’, ou quatro níveis acima (do título brasileiro), bem como os da África do Sul, dois degraus a mais, e da Rússia, um nível mais elevado. Os swaps brasileiros apontam para um aumento de avaliações de até dois níveis, conforme Donato Guarino, analista do Barclays em Nova York.
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Desemprego espanhol, de 20%, é o maior do mundo rico
A armadilha do euro
– Paul Krugman
Vendo e esperando, EUA delegam à Europa a crise da dívida
Cameron vence Brown em debate eleitoral no Reino Unido

Desemprego espanhol, de 20%, é o maior do mundo rico

A taxa de desemprego da Espanha rompeu os 20% no primeiro trimestre, enquanto a debilitada economia do país – que se recupera do colapso do boom de uma década da construção civil – continua vertendo empregos, divulgou o Instituto Nacional da Espanha (INE) nesta sexta-feira. O INE disse que o desemprego do primeiro trimestre subiu para 20,05%, vindo de 18,83% no quarto trimestre do ano passado, confirmando os dados publicados que vazaram para um jornal espanhol no início desta semana. A taxa de desemprego da Espanha no primeiro trimestre é a mais elevada do mundo desenvolvido, a maior do país desde 1997 e supera as previsões do governo, que estimava uma taxa de 19% no final deste ano. Desde o início da crise financeira mundial, em 2007, precipitada pelo colapso de seu modelo de crescimento do crédito orientado, a economia espanhola tem desperdiçado empregos tão rapidamente como havia criado no boom dos anos anteriores. A adesão ao euro em 1999 marcou o início de uma era de crédito historicamente barato para a Espanha, e gerou um boom de construção. O INE disse que 4,6 milhão de pessoas estavam desempregadas no primeiro trimestre, enquanto 1,3 milhão de moradias não possuíam membros que trabalham. Ela disse que quase 700 mil empregos foram perdidos no ano passado.
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A armadilha do euro

Paul Krugman
Não muito tempo atrás, os economistas europeus costumavam zombar dos seus homólogos americanos por terem questionado a sabedoria da marcha da Europa para a união monetária. “Em geral”, declarou um artigo publicado recentemente em janeiro passado, “o euro tem, até agora, se saído muito melhor que muitos economistas dos EUA haviam previsto.” Oops. O artigo resumia a visão dos euro-céticos como tendo sido: “isso não pode acontecer, é uma má idéia, não vai durar.” Bem, isso aconteceu, mas agora parece ter sido uma má idéia precisamente pelas razões que os céticos mencionaram. E quanto a saber se ela vai durar – de repente, está parecendo ser uma questão em aberto. Para entender a bagunça do euro – e suas lições para o resto de nós – você precisa ver além das manchetes. Agora todo mundo está focado na dívida pública, que pode fazer parecer que esta é uma história simples de governos que não podiam controlar seus gastos. Mas isso é apenas parte da história da Grécia, muito menos para Portugal e nem é toda a história na Espanha. O fato é que há três anos, nenhum dos países agora em crise ou perto dela, parecia estar em profundos apuros fiscais. Mesmo o déficit orçamentário da Grécia em 2007 não era tão alto, em percentagem de PIB, do que os déficits que os Estados Unidos tiveram em meados dos anos 1980, enquanto a Espanha, de fato, tinha superávit. E todos os países estavam atraindo um grande afluxo de capital estrangeiro, em grande parte porque os mercados acreditavam que a adesão à zona euro fizeram dos títulos grego, português e espanhol, investimentos seguros. Depois veio a crise financeira global. Esses fluxos de capital secaram, as receitas caíram e os déficits aumentaram; e os membros do euro, que tinham incentivado os mercados a amar países em crise, não sabiamente, mas muito bem, se transformaram em uma armadilha. Qual é a natureza da armadilha? Durante os anos de dinheiro fácil, os salários e preços nos países em crise aumentaram muito mais rápido do que no resto da Europa. Agora que o dinheiro não está mais fluindo, esses países precisam começar a trazer os custos de volta para a realidade.
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Vendo e esperando, EUA delegam à Europa a crise da dívida

Os Estados Unidos são o maior cotista do Fundo Monetário Internacional (FMI) e vem desempenhado um forte papel intervencionista nas crises financeiras desde o início de 1990, em países como México, Coréia do Sul, Rússia e Argentina. Mas à medida que a Europa tateia uma solução para a crise da dívida que ameaça se espalhar da Grécia para Portugal e Espanha, as autoridades norte-americanas estão resolutamente reticentes. “Há um senso na administração Obama de que é responsabilidade da Europa acertar os problemas da zona do euro”, disse Randall W. Stone, cientista político da Universidade de Rochester e uma autoridade do FMI. “Creio que qualquer tipo de interferência ostensiva não seria muito apreciada.” O envolvimento norte-americano tem sido nos bastidores. O Secretário do Tesouro, Timothy F. Geithner, discutiu a crise na última sexta-feira com os outros ministros das Finanças do Grupo dos 20 nações, e novamente no domingo, com o ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, que esteve aqui para as reuniões de orimavera do FMI. O presidente Obama conversou com a chanceler alemã, Angela Merkel, por telefone na quarta-feira. Mas, em público, autoridades norte-americanas disseram algo além de declarações de apoio suave para o FMI e União Europeia. “Este é claramente um problema europeu, e pensamos que é importante que seus líderes e estruturas estejam centralmente envolvidas na gestão e a resolução do problema”, disse um funcionário, que falou sob condição de anonimato por causa da delicadeza da questão política. “No entanto, é também evidente que o FMI é agora uma parte central da solução.”
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Cameron vence Brown em debate eleitoral no Reino Unido

A uma semana das eleições britânicas, as pesquisas de audiência julgaram David Cameron, 43, como o vencedor do terceiro e final debate da TV na quinta-feira. O líder liberal-democrata Nick Clegg, 43, foi o segundo, enquanto o primeiro-ministro Gordon Brown, 59, ficou em último lugar. Os conservadores de centro-direita de Cameron, que lutam para desalojar do poder os trabalhistas, de centro-esquerda, após 13 anos, viram a outrora ampla vantagem (dos trabalhistas) nas pesquisas de opinião diminuir nas últimas semanas. A maioria das pesquisas sugere que a Grã-Bretanha terá o seu primeiro “parlamento suspenso”, aquele em que nenhum partido terá maioria absoluta desde 1974. Isso poderia privar os conservadores da chance de governarem sozinhos e implementarem seus programas na íntegra. “Esta ainda é uma eleição onde teremos que lutar por cada voto e cada assento”, disse Cameron à rádio BBC na sexta-feira. “Esta eleição está longe de estar ganha.” Muitos nos mercados financeiros manifestaram receios de que um parlamento dividido poderia conduzir a um impasse político e atrasar decisões difíceis sobre o déficit.
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